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Arquivo da Categoria “Sem categoria”

manual_joseph_smithNos últimos dois anos, os homens e mulheres adultos da Igreja vêm estudando em profundidade os ensinamentos, a vida e a obra de Joseph Smith por meio do manual ao lado, cuja versão em PDF pode ser livremente baixada aqui. O manual faz um extenso apanhado das palavras proferidas e escritas por ele ao longo de sua vida e contém declarações de muitos de seus contemporâneos a respeito dele como pessoa, marido, pai e líder.

Embora todos esses depoimentos possam ter contribuído para a formação de minha opinião sobre a pessoa e a obra de Joseph Smith, nenhum deles foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição dele como quem alegava ser: um profeta de Deus. Pois, embora um homem, com seu poder de persuasão e eloquência, possa eventualmente ser capaz de convencer até a mais investigadora e cética das mentes, isso por si só não lhe confere poder e autoridade para agir em nome de Deus. É preciso que esse poder e autoridade tenham sido delegados a ele pelo próprio Deus. Joseph afirmou que isso realmente aconteceu. Será?

Quando uma autoridade civil como um presidente da república ou governador se ausenta do cargo, delega a um subordinado direto (geralmente o vice) a tarefa de agir em nome dele, como se fosse ele. Esse ato de transferência de autoridade costuma ser testemunhado por outras pessoas e registrado no Diário Oficial. No caso de Joseph, não havia testemunhas da alegada Primeira Visão (ocasião em que diz ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho quando tinha 14 anos de idade) e de uma infinidade de outras de suas alegações, muito menos um jornal oficial para divulgar os eventos. Só o que temos de “oficial” é a palavra dele. E agora? Ele disse ou não a verdade?

Ora, se Joseph afirmava ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho, bem como por diversos outros seres celesitais dos quais recebeu instruções e mandamentos alegadamente vindos do próprio Deus, quem mais pode confirmar se isso é verdade ou se Joseph não passava de um impostor senão o próprio Deus?

Foi com tal raciocínio em mente que fiz o que nem todos têm disposição em fazer: pagar o preço para obter de Deus uma resposta. Esse preço não é pago com dinheiro, mas com fé. E, quando falo em fé, não me refiro a um mero “desejo de acreditar”, mas a algo que nos impulsiona a fazer tudo que for preciso para obter a bênção desejada.

A resposta que recebi Dele veio muitos anos antes da existência do manual acima. Eis porque eu disse que nada do que consta nele foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição de Joseph. O recebimento dessa resposta, ocorrido quando eu tinha recém completado a maioridade, mudou inexoravelmente o curso de minha vida, pois baseado nela passei a tomar decisões que mudariam para sempre meu futuro e o de minha família.

Aceitei Joseph por causa da resposta de Deus. Ele me confirmou que, sim, as alegações de Joseph são verdadeiras. Sim, Ele chamou Joseph como Seu novo representante na Terra após séculos de silêncio. E ninguém neste mundo jamais poderá dizer que Deus não me disse isso!

Não consigo imaginar quem eu seria hoje, ou onde estaria, ou o que seria de minha família, se tivesse rejeitado Joseph há quase 30 anos.

O fantástico dessa história é pensar que, assim como ocorreu e ocorre comigo, dezenas ou centenas de milhões de pessoas já mudaram ou ainda mudarão o curso de suas vidas pelo mesmo motivo, afetando seu futuro e o de suas famílias. O propagar dessas mudanças de vida ocorrendo num número cada vez maior de pessoas acarreta também numa mudança da própria sociedade. Quem consegue imaginar quão diferente estaria o mundo não fosse a influência da vida e da obra de Joseph?

Quem quer que ouse afirmar que o mundo estaria melhor sem ele não sabe o que diz. Não conhece Joseph, nem qual foi sua contribuição. Na minha vida, ele me ajudou a aproximar-me mais do Pai, compreender melhor Seu grande Plano de Salvação e ser mais grato pelo grande Sacrifício Expiatório de Jesus Cristo. Graças a isso, sou capaz de levar um tipo de vida que me qualifica a ter o direito à constante companhia e influência do Espírito Santo. Fortalecido e orientado por Ele, tenho realizado obras pessoais e familiares que também alteraram o curso das vidas dos que se relacionam diretamente comigo.

E tudo começou com Joseph.

Certa vez, Brigham Young, o segundo Presidente da Igreja e sucessor de Joseph, disse: “Tenho vontade de gritar ‘aleluia’ toda vez que penso que conheci Joseph Smith, o Profeta que o Senhor ergueu e ordenou, a quem Ele deu as chaves e o poder para edificar o reino de Deus na Terra e apoiá-lo.” (Brigham Young, Deseret News, 31 de outubro de 1855, p. 268.) Não tive o mesmo privilégio do Pres. Young, mas posso parafraseá-lo dizendo sentir o mesmo desejo de gritar aleluia toda vez que penso que fiz minha parte para merecer a resposta de Deus sobre a veracidade da missão divina de Joseph. E que sou eternamente grato por ele ter vivido como um inspirador exemplo de retidão e dedicação ao abnegado serviço do Senhor. Lamento a necessidade de ter tido que selar seu testemunho com o próprio sangue ao ser assassinado em 1844, mas sua inabalável determinação em defender o que sabia ser a verdade de Deus é a mesma que sinto ao defender meu testemunho sobre o que sei ser verdade, conforme me foi pessoalmente revelada pelo mesmo Deus, nosso Pai e Criador, o mesmo que chamou Joseph como o Profeta da restauração de Seu Evangelho. Também sou capaz de defender esse testemunho até minha última gota de sangue, se for preciso, pois não posso negar o testemunho que recebi de Deus. Nem seria estúpido o bastante para fazê-lo.

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Tive anteontem uma surpresa semelhante à de quando a produção do programa Superpop, de Luciana Gimenez, me convidou para participar do programa dela, ano passado. Desta vez foi a produção do programa Geraldo Brasil, da Rede Record. O motivo foi o mesmo: meu artigo Por que sou contra o casamento gay.

A edição do dia 16/9 abordaria o tema da homossexualidade dos filhos revelada aos pais, ou seja, como foi a reação dos pais ao ouvirem dos filhos a confissão de que eram gays e toda problemática envolvida no assunto. Para falar disso, o programa convidou algumas mães com seus filhos gays e lésbicas, como a ex-cantora, atriz e dançarina Gretchen (nome artístico de Maria Odete Brito de Miranda, 50 anos, hoje evangélica) e sua filha lésbica Thammy Miranda, além do drag queen Leo Áquilla com sua mãe e um arquiteto gay acompanhado da mãe. Havia também uma psicóloga, o diretor de uma faculdade e eu, todos heterossexuais.

O convite para participar do programa chegou poucas horas antes de ir ao ar — ou seja, muito em cima da hora. Queriam levar-me ao estúdio, em São Paulo. Ao saberem que eu não estava em SP, e sim a milhares de quilômetros de distância, entraram em contato com a afiliada local da Rede Record para que eu participasse por link via satélite. E assim foi.

O programa começou com vários debates entre os participantes relatando como foi a revelação da “novidade” aos pais, a reação deles e a do resto da família, dos amigos e da sociedade. Os primeiros 50 minutos versaram exclusivamente sobre isso. Então o apresentador Geraldo me apresentou e lançou-me a seguinte pergunta: “Se seu filho um dia o procurasse para anunciar que é gay, como você reagiria?”

Respondi fazendo uma síntese de resposta a pergunta similar feita a mim aqui mesmo no blog. Eu disse que, se isso acontecesse, não o deserdaria, nem o odiaria, nem o agrediria, mas exporia a ele as inexoráveis consequências de sua escolha: no âmbito social, sofreria discriminação, preconceito e até ódio em alguns casos, tal como os convidados gays e lésbicas relataram enfrentar por causa de sua opção sexual. No âmbito espiritual, ele muito provavelmente perderia a totalidade das recompensas eternas prometidas por nosso Pai Celestial a Seus filhos que se mantém fiéis a Seus mandamentos até o fim.

Geraldo perguntou-me em seguida qual é minha opinião sobre o homossexualismo. Conforme exponho no artigo Por que sou contra o casamento gay, fiz questão de esclarecer que não me proponho a explicar a existência dessa opção sexual, pois não sabemos porquê ela existe e talvez não venhamos a saber nesta vida. O que sei, contudo, por tudo que tenho estudado dos ensinamentos de Jesus Cristo por toda minha vida, é que Deus não criou três sexos, e sim dois. Disse também que, em meus artigos, não falo contra os gays, e sim contra a união civil homossexual, a qual corrompe o modelo de família instituído por Deus desde a fundação do mundo.

A partir desse ponto, Geraldo chamou os comerciais e, na volta, os assuntos dentro do homossexualismo variaram. Não tive mais participação depois disso.

Acho importante ressaltar que, quando falei que meu filho eventualmente perderia suas recompensas eternas se decidisse ser gay, puxei do bolso um cartão de amizade e exibi a gravura de Jesus Cristo impressa nele para ilustrar o fato de que minha opinião baseia-se no Evangelho de Jesus Cristo. Enquanto eu falava, a produção do programa dividiu a tela em duas imagens, uma minha e outra de Thammy. Notei que, no momento em que exibi o cartão com a gravura de Jesus, ela baixou a cabeça e a apoiou sobre a mão, fazendo aquele gesto típico de desgosto e desaprovação. Em outros momentos em que falei de Deus, ela ria e balançava a cabeça em tom de deboche, dando a entender que achava que eu estava dizendo alguma coisa absurda.

Lamentei não ter tido a chance de estar presente no estúdio do programa, pois acho que teria sido produtivo e didático ouvir suas objeções. Eu queria ter podido responder-lhe como respondi às objeções dos participantes do Superpop.

Embora a oportunidade de prestar meu testemunho tenha sido muito menor quando comparada à que tive no Superpop, a programação da Rede Record — e, por conseguinte, a do programa Geraldo Brasil — tem audiência muito maior, até porque seu sinal é retransmitido inclusive no exterior (a Rede TV, emissora do Superpop, não é de sinal aberto em todo o país, como a Record). Desta forma, creio que o recado de que Deus pode ter uma opinião diferente daquela da parte da sociedade que acha o homossexualismo algo tão normal e natural quanto o heterossexualismo pode ter alcançado um número bem maior de ouvidos atentos e mentes abertas. Mais uma vez, creio ter sido bem sucedido em plantar uma semente. Se germinará e dará seus frutos em seu devido tempo, depende de saber em que terreno caiu. Só o Senhor sabe.

Mas é como disse o Pres. Thomas S. Monson na Conferência Geral de abril de 2003: “…as sementes do testemunho frequentemente não se arraigam nem florescem imediatamente. Às vezes o que plantamos só dá frutos depois de muito tempo; mas sempre dá frutos”. Que os anjos digam amém.

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A bela mulher ao lado chama-se Gianna Jessen. Ela tem hoje 32 anos, é cantora, escritora, palestrante, maratonista e ativista contra o aborto.

Quando sua mãe, de apenas 17 anos, estava no sétimo mês de gestação de Gianna, decidiu abortá-la. A mãe foi aconselhada a optar pela morte de Gianna por envenenamento com solução salina injetada no líquido amniótico. A solução faz o bebê ser monstruosamente queimado por dentro e por fora e expelido sem vida em menos de 24 horas.

Gianna conta ter sido queimada viva pela solução salina no útero de sua mãe por 18 horas. Mas, para a chocante surpresa de seus algozes, nasceu viva numa clínica de abortos de Los Angeles (EUA). Seus registros médicos dizem, para qualquer cético ver: “nascida durante aborto por evenenamento salino”.

Em seu site ela conta que pesava meros 900 g ao nascer e que, por conta do envenenamento, foi diagnosticada com paralisia cerebral devido à falta de oxigênio no cérebro enquanto lutava pela vida em meio à solução salina. Os médicos disseram que ela jamais seria capaz de levantar a cabeça, sentar, engatinhar ou andar. Mas, contrariando os prognósticos, ela começou a andar por volta dos três anos e meio de vida com a ajuda de um andador e suporte para as pernas. Sua única sequela aparente é um leve mancar no caminhar, mas, para quem não deveria sequer estar levantando a cabeça, é um assombro. Em 30 de abril de 2005, Gianna completou sua primeira maratona de 42 km após correr por 7 horas. Em 23 de abril de 2006, completou a maratona de Londres. Está determinada a correr todas as maratonas que puder como prova de vitória da vida sobre a morte, já que não queriam que corresse — sequer que vivesse.

Ela não deveria estar andando, falando, enxergando, pensando ou sequer estar viva, mas, por milagre, está. Ela reconhece a intercessão de nosso Pai Celestial defendendo-a do crime monstruoso tentado contra ela e presta um poderosíssimo testemunho disso nas palestras contra o aborto que faz no mundo todo.

Não preciso entrar em detalhes sobre sua história, pois ela mesma o faz soberbamente nos vídeos abaixo, os quais convido o leitor a assistir do começo ao fim. Em suas palavras ela enfia fundo o dedo na ferida ética e moral da defesa do aborto abordando questões profundas e convidando todos à reflexão. Para mim, a experiência de vida e as palavras de Gianna são um poderoso e bem merecido tapa da cara dos defensores do aborto.

Assista os vídeos e se emocione comigo. E torne-se fã de Gianna também pela coragem de levantar a voz contra o hipócrita argumento pró-aborto de que se trata de um “direito da mulher” e no reconhecer que só nosso Pai Celestial poderia ter feito em sua vida a obra maravilhosa e o assombro que fez.

PARTE 1

PARTE 2

Eu gostaria de destacar algumas frases ditas por ela que mexem profundamente com quem quer que tenha algum neurônio para pensar e alguma fibra no coração para sentir (e assino embaixo de todas elas):

  • “Sei que estou num prédio público, por sinal muito bonito, [e] sei que, na era em que vivemos, não é politicamente correto dizer o nome de Jesus Cristo em lugares como este e trazê-Lo para reuniões deste tipo, porque Seu nome pode fazer as pessoas se sentirem terrivelmente desconfortáveis. Mas não sobrevivi para fazer as pessoas se sentirem confortáveis. Sobrevivi para mexer um pouco com as coisas. E gosto muito de fazê-lo.”
  • “Sabe o que é fantástico nessa história? É que o abortista teve que assinar meu certificado de nascimento. Por isso sei quem ele é.”
  • “Fiz algumas pesquisas sobre o homem que fez o aborto em mim. (…) Li uma citação dele (…) na qual diz: ‘Abortei cerca de 1 milhão de bebês e considero isso minha paixão’”.
  • “Falo estas coisas porque neste mundo estamos em meio a uma guerra interessante, percebamos ou não. É a batalha entre a vida e a morte. De que lado vocês estão?”
  • “Espero ser odiada, até a hora de minha morte, para que eu possa sentir Deus e entender como foi ser odiado. Quero dizer, Ele foi odiado, Cristo foi odiado. Não que eu queira ser odiada, mas sei que já sou odiada, pois declaro a vida. Digo: ‘Vocês não me pegaram, o holocausto silencioso não me venceu’. E minha missão, senhoras e senhores, entre muitas outras coisas, é levar a humanidade a um debate que simplesmente compartimentalizamos e colocamos de lado dizendo ser um mero ‘assunto’. Removemos nossas emoções e nos tornamos duros. Vocês realmente querem isso? Quanto estão dispostos a lutar e a se arriscar para falar a verdade em amor e graça, erguendo-se e estando dispostos a serem odiados? Ou será que, no fim do dia, tudo diz respeito apenas a você? Ou a mim?”
  • “Vejam como fui odiada por tantos desde minha concepção, assim como fui amada por outros tantos, mas, especialmente, por Deus. Sou a menina Dele. Não se brinca com a menina de Deus. Tenho um aviso em minha testa que diz: ‘É melhor você ser legal comigo, pois meu Pai governa o mundo’”.
  • “Se o aborto diz respeito apenas aos direitos da mulher, então quais são os meus direitos? Não havia nenhuma feminista radical gritando e reclamando meus direitos violados naquele dia. Na verdade, minha vida estava sendo exterminada em nome dos direitos das mulheres. E eu não teria paralisia cerebral se não tivesse sobrevivido a tudo isso. Por isso, quando ouço o argumento horroroso e nojento de que temos que abortar porque há chances de uma criança nascer com deficiências, oh! O horror que toma conta de meu coração! Há coisas que vocês só poderão aprender com os mais fracos de nós. E, quando vocês os matam, são vocês que perdem. O Senhor olha por eles, mas vocês são os que sofrerão para sempre”.
  • “Que absoluta arrogância é o argumento existente por tanto tempo de que o mais forte deve dominar o mais fraco, deve determinar quem vive ou morre. Que arrogância! Vocês não percebem que não são capazes de fazer o próprio coração bater? Não percebem que todo o poder que pensam ter na verdade não lhes pertence? É a misericórdia de Deus que mantém vocês, mesmo quando vocês O odeiam.”
  • “Vejam, senhoras e senhores, sou mais fraca que a maioria de vocês, mas esse é meu sermão. E que preço pequeno a se pagar para poder brilhar para o mundo, como faço, e oferecer esperança. E acho que, em nossa incompreensão sobre como as coisas funcionam, não percebemos quão belo pode ser o sofrimento. Não que eu esteja pedindo por ele, mas, quando ele vem, esquecemos que Deus está no controle e Ele tem o poder de tornar belas as coisas mais miseráveis.”
  • “Conheci minha mãe biológica. Perdoei minha mãe biológica. Sou cristã.”
  • “Vocês provavelmente me acharão uma tola, mas eu estava lá sentada, pensando ‘eu não pertenço a você [mãe biológica], eu pertenço a Cristo. Sou a menina Dele e sou uma princesa. Então, o que quer que você diga, em toda sua raiva, frustração e visão distorcida, não é meu para que eu guarde e não é meu para que eu carregue. E não o farei’.”
  • “Alguns de vocês podem ter ficado um pouco irritados porque tudo que fico fazendo é falar de Deus e de Jesus. Mas como posso ficar andando e mancando neste mundo sem dar todo meu coração, mente, alma e forças ao Cristo que me deu vida? Portanto, se vocês pensam que sou uma tola, isso é só mais uma jóia em minha coroa. Minha intenção ao ter vindo aqui é fazer Deus sorrir.”

Agora diga você, nos comentários abaixo, se é ou não para ser fã dessa mulher! E também, claro, de nosso Pai Celestial, capaz de milagres como o que fez na vida de uma de suas princesas.

É em momentos como esse que me lamento pelos ateus…

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Como membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, professo crença em um livro de escrituras sagradas chamado Doutrina & Convênios (além da Bíblia e do Livro de Mórmon).

Um dos versículos desse livro ensina: “A glória de Deus é inteligência ou, em outras palavras, luz e verdade” (D&C 93:36).

É justamente em nome da inteligência e da verdade constituintes da glória de nosso Pai que desejo neste artigo prestar uma pequena contribuição contra a disseminação de boatos e a ingenuidade de quem acredita neles.

Recebi recentemente por e-mail um texto atribuído a um certo Antônio Carlos Silva Ferreira cuja autenticidade não consegui confirmar, mas que contém conselhos que considero valorosos no sentido de esclarecer os desavisados quanto à necessidade de não acreditar em boatos — e, principalmente, não repassá-los. Por isso, reproduzo-o abaixo na esperança de que seja lido pelo maior número possível de pessoas e que, ele sim, seja repassado.

Vamos a ele.


Alguma vez você recebeu um e-mail dizendo que a Ericsson estava dando um celular ou laptop para quem reenviasse o e-mail para todos os amigos com cópia para anna.swelund@ericsson.com? Já recebeu um e-mail dizendo que, se for vítima de sequestro relâmpago, você deve digitar sua senha ao contrário no caixa eletrônico porque esse procedimento aciona a polícia? Recebeu algum e-mail que falava que uma vacina contra determinada doença havia sido testada e aprovada por um renomado hospital americano?

Se sim, e se você apenas leu o e-mail, nenhum problema. O problema é quando você acredita nesses boatos e os passa adiante.

Quais os riscos de acreditar e divulgar boatos e correntes que circulam pela Internet?

  1. Disseminar virus;
  2. Colaborar, ainda que involuntariamente, com pessoas mal intencionadas que coletam endereços de e-mail válidos para depois enviar spam e tentativas de golpe;
  3. Divulgar procedimentos errados que podem até colocar em risco a saúde, a integridade e a vida de pessoas ingênuas que adotam tais procedimentos.

Como se precaver e evitar a disseminação de boatos pela Internet?

Antes de repassar qualquer mensagem que pareça importante, bombástica, urgente, etc.:

  1. Desconfie de notícias inéditas que só circulam por e-mail e não aparecem em nenhum jornal ou grande site de notícias idôneo;
  2. Consulte o site das empresas citadas no texto. Boa parte delas divulga desmentidos quando são mencionadas em boatos. Na maioria das vezes, a simples ausência de menção ao assunto de que trata o texto indica tratar-se de boato;
  3. Consulte os sites www.quatrocantos.com.br e www.e-farsas.com.br. Você vai se espantar com a quantidade de boatos desmascarados que você sempre acreditou serem verdadeiros;
  4. Dispenda alguns minutos para confirmar se a notícia é verdadeira antes de passá-la adiante. Lembre-se: você é um formador de opinião e corre o risco de prejudicar terceiros apenas por repassar boatos criados por pessoas inescrupulosas.
  5. Parafraseando uma placa de trânsito comum nas estradas que diz “Na dúvida, não utrapasse”: NA DÚVIDA, NÃO REPASSE.

 

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Ocasionalmente recebo contatos de visitantes de meu blog trazendo-me elogios, dúvidas e críticas. Estas geralmente não são contra o blog ou contra mim, e sim contra a Igreja.

Há algum tempo venho me correspondendo por e-mail com uma pessoa que se identifica apenas pelo pseudônimo de “Árabe Quarentão”. Desde quando me procurou pela primeira vez, vem trazendo dúvidas sobre a Igreja e muitos tópicos relacionados a ela. Tenho procurado responder todas as suas perguntas com o máximo de amor cristão e atenção possível.

No início ele foi muito cordial e polido, mas, em sua última mensagem, enviada esta noite, pareceu ter perdido a paciência comigo pelo fato de eu não concordar com seus raciocínios. Abordou novamente temas já discutidos em mensagens anteriores como se nenhuma resposta houvesse sido dada antes. Trouxe artigos críticos à Igreja pedindo para saber se era verdade o que diziam, como se estivesse me testando. Insiste que a Igreja errou em algumas coisas e que deve desculpas por isso. Tem procurado pelos em casca de ovo para criticar a Igreja e seus líderes e membros.

Em outras palavras, ele é do tipo que, na falta da fé, busca sinais para crer. De sua última mensagem destaco:

Não consigo raciocinar de maneira clara como uma pessoa inteligente e estudada como você, após eu mostrar tantas contradições (próprias contradições dos líderes em suas citações discursivas, por exemplo), pode seguir uma religião tão “confusa” e “contraditória” como a dos mórmons, como exemplo: não aceitar negros no sacerdócio até 1978, ter praticado a poligamia no passado, ter “segredos” nos Templos Mórmons, que muitos afirmam ter ele plagiados dos maçons (Joseph Smith foi um maçon), enfim, tantas contradições latentes que não consigo imaginar um ser normal e questionável como é o homem, ter coragem de seguir uma religião desse tipo. Desculpe minha sinceridade.

A questão polêmica do Livro de Mórmon, quais provas cabais ele tem? As moedas nefitas, as couraças, as espadas, as ossadas, etc? Não teria sido uma “novela” escrita por uma mente fértil como a de Smith?

A Bíblia possui até hoje os locais citados, isso é um fato incontestável. E os locais citados no livro de mórmon? Onde se encontram?

(…)

No meu entender só falta o pedido de “desculpas” público pelo erro do passado em ter negado aos negros o sacerdócio mórmon, aí sim estaria perto do termo “cristão” ensinado por Jesus no Novo testamento. Um ato de humildade e resignação.

Tudo isso é chover no molhado. Todas essas dúvidas já foram exaustivamente respondidas por eruditos e líderes da Igreja e estão à disposição de quem quiser encontrá-las. Mas parece assombroso que, na busca por informações sobre a Igreja, algumas pessoas só encontram as críticas e nunca as respostas verdadeiras.

Jamais me propus a responder críticas e não abri exceção desta vez. Crítica é sintoma de ceticismo, que se combate com testemunho. Por isso, minha resposta concentrou-se apenas num único ponto de sua mensagem: como posso permanecer membro da Igreja apesar das “contradições” encontradas por ele. Eis o que respondi:

Amigo,

Por favor, preste atenção no que digo abaixo como nunca em sua vida prestou atenção em algo.

O cerne de seu problema em entender essas coisas reside exatamente nisto: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Atente bem para isto: elas se discernem ESPIRITUALMENTE. Consegue compreender o que isso significa?

Você poderá passar a vida inteira procurando provas materiais, lógicas e racionais da veracidade do Livro de Mórmon e não as encontrará nunca. Da mesma forma, também não encontrará de muitas coisas contidas na Bíblia: Jardim do Éden (onde foi?), Adão e Eva (existiram mesmo?), dilúvio (como pode não haver vestígio algum dele?) e o principal de tudo: a ressurreição de Cristo (como pode alguém passar três dias morto e voltar à vida?).

Eu já lhe disse numa mensagem anterior e torno a repetir: é tão incoerente pedir provas dessas coisas quanto é pedir do Livro de Mórmon. Se você aceita os relatos bíblicos sem pedir que sejam materialmente provados, tem que aceitar o Livro de Mórmon também, sob pena de estar sendo incoerente: por que não pedir de um e pedir do outro? Ou pede de ambos ou não pede de nenhum. Um peso, uma medida.

Felizmente, Deus nos proveu um meio de saber toda a verdade pelo poder do Espírito Santo sem necessidade dessa tolice de ficar procurando provas materiais de fatos espirituais. Afirmo-lhe que Deus fez as coisas de modo a manter essas provas materias ocultas do homem justamente para que as procure pela fé. Deus quer que desenvolvamos fé. Se temos provas materiais, para que precisamos da fé?

Portanto, se você quer provas materiais da veracidade do Livro de Mórmon e de muitas coisas ditas na Bíblia, passará a vida toda procurando e nunca as encontrará, pois ELAS NÃO SÃO PARA SEREM ENCONTRADAS. Não é intenção de Deus que o sejam. Entende isso? Ele não quer que acreditemos nessas coisas por podermos ver e tocar em provas materiais delas, pois assim não precisaríamos ter fé. E a fé é importante porque as maiores e melhores recompensas que Ele tem para nos dar nesta vida e na próxima só são alcançadas por meio da fé. Como Ele é o principal interessado em nos conceder tais recompensas, jamais fará nada que nos impeça de recebê-las — e isso inclui dar provas materiais que dispensem a necessidade de desenvolver fé. Na verdade, a coisa funciona exatamente ao contrário: primeiro vem a fé, depois vêm as provas. Não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar nossa fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). A mesma fé que lhe permite saber que Ele existe é a que lhe permitirá saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro, caso esteja sinceramente interessado.

Portanto, se, como você mesmo disse, não consegue compreender porquê alguém inteligente e estudado como eu aceita e segue o mormonismo, volte-se a 1 Coríntios 2:14: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

Mais uma vez: a chave da questão está em “elas se discernem ESPIRITUALMENTE“.

Aceito e sigo o mormonismo exatamente por causa disso: porque sei que Deus tem boca e fala e tive fé suficiente para buscar com Ele uma resposta. Aceito e sigo o mormonismo porque Ele testificou a mim que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face de toda a Terra — não apenas mais uma igreja que PRETENDE ser de Cristo, mas a única que Ele aceita como Sua, pois não foi edificada pelas mãos de homens, mas pelas Dele EM PESSOA, visitando o jovem Joseph Smith e iniciando por meio Dele a restauração do Evangelho e da Igreja que há muito havia se perdido no mundo.

Não dou a mínima para o que diz Wikipédia ou seja lá qual for o site. Não estou nem aí para os críticos e opositores. E isso por um motivo muito simples: o fato de Deus ter falado comigo (e crítico nenhum JAMAIS poderá dizer que não falou) dizendo o que me disse é PROVA mais que suficiente de que estou no lugar certo. As críticas que você citou são palavras de homens, são o racional de homens e, não raro, a deturpação, distorção e calúnia de homens. Quão espiritualmente miserável seria eu se necessitasse dos homens para provar-me a verdade de Deus! Pra quê intermediários se posso recorrer diretamente a Ele, sem interferências nem distorções?

Ou seja, se Deus em pessoa me disse que a Igreja é verdadeira, a única explicação lógica para o que os homens dizem é que só podem estar errados. Ou será que Deus estaria errado e os homens certos?

Eis aí meu racional para permanecer onde estou já há 25 anos: ou Deus está certo ou os homens estão. Ambos não podem estar certos ao mesmo tempo. Se Deus é perfeito e não pode errar, então, pela lógica, quem está errado é o homem que diz o contrário do que Ele diz.

Eis porque não dou a mínima para o que dizem os críticos. Existe uma explicação racional para todos os questionamentos levantados por eles, mas não tenho a mínima necessidade de buscar essas explicações pelos motivos que já expus.

A propósito, você insiste em bater na tecla de que a Igreja deve desculpas por coisas que você acha nebulosas na história da Igreja. Já comentei esse tópico antes dizendo que a Igreja não deve desculpas por nada, pois sustentamos que tudo que foi feito o foi por ordem de Deus e, quando fazemos o que Ele manda, estamos sempre certos, não importa o que os homens pensem.

Para encerrar, quero dizer apenas uma coisa: quer saber se a Igreja, o Livro de Mórmon e tudo mais são verdadeiros e vêm de Deus? Então pare de procurar provas materiais e abra-se para o que o Espírito Santo tem a dizer. É Dele que as respostas vêm. Enquanto você não o fizer, vai continuar batendo cabeça atrás de provas que nunca encontrará. Então a vida terá passado e você terá perdido a oportunidade de experimentar a maior alegria que poderia ter tido nesta vida, que é a mesma de que desfruto.

Por fim, peço-lhe encarecidamente que leia o seguinte discurso, que foi proferido para pessoas que têm as mesmas dúvidas que você:

www.lds.org/conference/talk/display/0,5232,89-2-404-6,00.html


É isso. Espero ter cumprido bem o conselho do apóstolo Pedro:

“…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:13).

Você acha que cumpri bem esse conselho? Comente!

Leitura adicional recomendada:

 

 

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