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manual_joseph_smithNos últimos dois anos, os homens e mulheres adultos da Igreja vêm estudando em profundidade os ensinamentos, a vida e a obra de Joseph Smith por meio do manual ao lado, cuja versão em PDF pode ser livremente baixada aqui. O manual faz um extenso apanhado das palavras proferidas e escritas por ele ao longo de sua vida e contém declarações de muitos de seus contemporâneos a respeito dele como pessoa, marido, pai e líder.

Embora todos esses depoimentos possam ter contribuído para a formação de minha opinião sobre a pessoa e a obra de Joseph Smith, nenhum deles foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição dele como quem alegava ser: um profeta de Deus. Pois, embora um homem, com seu poder de persuasão e eloquência, possa eventualmente ser capaz de convencer até a mais investigadora e cética das mentes, isso por si só não lhe confere poder e autoridade para agir em nome de Deus. É preciso que esse poder e autoridade tenham sido delegados a ele pelo próprio Deus. Joseph afirmou que isso realmente aconteceu. Será?

Quando uma autoridade civil como um presidente da república ou governador se ausenta do cargo, delega a um subordinado direto (geralmente o vice) a tarefa de agir em nome dele, como se fosse ele. Esse ato de transferência de autoridade costuma ser testemunhado por outras pessoas e registrado no Diário Oficial. No caso de Joseph, não havia testemunhas da alegada Primeira Visão (ocasião em que diz ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho quando tinha 14 anos de idade) e de uma infinidade de outras de suas alegações, muito menos um jornal oficial para divulgar os eventos. Só o que temos de “oficial” é a palavra dele. E agora? Ele disse ou não a verdade?

Ora, se Joseph afirmava ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho, bem como por diversos outros seres celesitais dos quais recebeu instruções e mandamentos alegadamente vindos do próprio Deus, quem mais pode confirmar se isso é verdade ou se Joseph não passava de um impostor senão o próprio Deus?

Foi com tal raciocínio em mente que fiz o que nem todos têm disposição em fazer: pagar o preço para obter de Deus uma resposta. Esse preço não é pago com dinheiro, mas com fé. E, quando falo em fé, não me refiro a um mero “desejo de acreditar”, mas a algo que nos impulsiona a fazer tudo que for preciso para obter a bênção desejada.

A resposta que recebi Dele veio muitos anos antes da existência do manual acima. Eis porque eu disse que nada do que consta nele foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição de Joseph. O recebimento dessa resposta, ocorrido quando eu tinha recém completado a maioridade, mudou inexoravelmente o curso de minha vida, pois baseado nela passei a tomar decisões que mudariam para sempre meu futuro e o de minha família.

Aceitei Joseph por causa da resposta de Deus. Ele me confirmou que, sim, as alegações de Joseph são verdadeiras. Sim, Ele chamou Joseph como Seu novo representante na Terra após séculos de silêncio. E ninguém neste mundo jamais poderá dizer que Deus não me disse isso!

Não consigo imaginar quem eu seria hoje, ou onde estaria, ou o que seria de minha família, se tivesse rejeitado Joseph há quase 30 anos.

O fantástico dessa história é pensar que, assim como ocorreu e ocorre comigo, dezenas ou centenas de milhões de pessoas já mudaram ou ainda mudarão o curso de suas vidas pelo mesmo motivo, afetando seu futuro e o de suas famílias. O propagar dessas mudanças de vida ocorrendo num número cada vez maior de pessoas acarreta também numa mudança da própria sociedade. Quem consegue imaginar quão diferente estaria o mundo não fosse a influência da vida e da obra de Joseph?

Quem quer que ouse afirmar que o mundo estaria melhor sem ele não sabe o que diz. Não conhece Joseph, nem qual foi sua contribuição. Na minha vida, ele me ajudou a aproximar-me mais do Pai, compreender melhor Seu grande Plano de Salvação e ser mais grato pelo grande Sacrifício Expiatório de Jesus Cristo. Graças a isso, sou capaz de levar um tipo de vida que me qualifica a ter o direito à constante companhia e influência do Espírito Santo. Fortalecido e orientado por Ele, tenho realizado obras pessoais e familiares que também alteraram o curso das vidas dos que se relacionam diretamente comigo.

E tudo começou com Joseph.

Certa vez, Brigham Young, o segundo Presidente da Igreja e sucessor de Joseph, disse: “Tenho vontade de gritar ‘aleluia’ toda vez que penso que conheci Joseph Smith, o Profeta que o Senhor ergueu e ordenou, a quem Ele deu as chaves e o poder para edificar o reino de Deus na Terra e apoiá-lo.” (Brigham Young, Deseret News, 31 de outubro de 1855, p. 268.) Não tive o mesmo privilégio do Pres. Young, mas posso parafraseá-lo dizendo sentir o mesmo desejo de gritar aleluia toda vez que penso que fiz minha parte para merecer a resposta de Deus sobre a veracidade da missão divina de Joseph. E que sou eternamente grato por ele ter vivido como um inspirador exemplo de retidão e dedicação ao abnegado serviço do Senhor. Lamento a necessidade de ter tido que selar seu testemunho com o próprio sangue ao ser assassinado em 1844, mas sua inabalável determinação em defender o que sabia ser a verdade de Deus é a mesma que sinto ao defender meu testemunho sobre o que sei ser verdade, conforme me foi pessoalmente revelada pelo mesmo Deus, nosso Pai e Criador, o mesmo que chamou Joseph como o Profeta da restauração de Seu Evangelho. Também sou capaz de defender esse testemunho até minha última gota de sangue, se for preciso, pois não posso negar o testemunho que recebi de Deus. Nem seria estúpido o bastante para fazê-lo.

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