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Neste momento tramita no Senado Federal o Projeto de Lei Complementar 122/2006, que pretende ampliar o espectro dos crimes resultantes do preconceito de raça ou de cor para incluir também crimes de preconceito sexual.

Até aí, tudo bem.

O que não está tudo bem é que o projeto está cheio de erros e vícios jurídicos e dará privilégios a uns enquanto rouba a liberdade de pensamento, expressão e culto de outros. Do jeito que está, esse projeto (também conhecido como “lei da mordaça gay”), se aprovado, transformará os homossexuais em pessoas acima de todos os demais brasileiros.

O projeto cria um crime chamado repressão ou restrição à manifestação homoafetiva, mas ninguém sabe exatamente o que é isso. De repente, um ministro religioso que se negue a casar um par homossexual pode ser preso. Alguém que pegue a Bíblia e leia, por exemplo, uma das cartas do apóstolo Paulo, também poderia estar cometendo crime.

É importante lembrar que qualquer pessoa vítima de preconceito pode se defender usando as leis civil e penal, que descrevem os crimes de injúria e ameaça e prevêem indenizações por danos morais. Não é preciso criar uma lei nova para o mesmo fim.

Mas, já que se quer fazê-lo, é preciso que essa nova lei contenha dispositivos que façam clara distinção entre o que é a tal repressão ou restrição à manifestação homoafetiva e a liberdade de opinião, de crença e de culto. Com o projeto do jeito que está, se um líder religioso disser para sua congregação que o homossexualismo é pecado — conforme, aliás, a própria Bíblia afirma — e se houver na congregação um homossexual ou simpatizante que se sinta ofendido por isso, poderá processar o líder e sua igreja. A falta de dispositivos jurídicos que impeçam o cerceamento da liberdade de crença e de culto pode perfeitamente fazer com que um juiz dê razão ao querelante e condene o religioso e sua igreja por crime de homofobia.

Se creio na Bíblia e se creio que o homossexualismo realmente é pecado, conforme ela afirma, por que devo ser impedido de manifestar essa crença?

Reconheço que o projeto é cheio de boas intenções ao pretender impedir injustiças como violência, ódio, discriminação e preconceito. Mas, como diz o velho ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”. Veja exemplos do que pode acontecer se um projeto como esse virar lei:

  1. Um padre de uma paróquia na Espanha, o segundo nas últimas semanas, tornou-se alvo de uma ação judicial por causa de uma alegada “humilhação pública” de um militante homossexual que desejava receber a comunhão. O padre Domingo Garcia Dobao, da Igreja da Imaculada Conceição, em Jaén, Espanha, foi processado por Juan Diego Fuentes Medina após o padre ter-lhe negado a comunhão por causa de sua união gay com Angel de los Reyes. O padre Garcia explicou sua decisão dizendo que aquela é uma situação que a Igreja ensina ser imoral, que “eles não podem receber a Comunhão”. (Fonte: www.highbeam.com/doc/1G1-131362951.html)
  2. Em 2002, o pastor evangélico Stephen Boisson, de Alberta, Canadá, escreveu uma carta ao editor do seu jornal local, o RedDeer, denunciando o avanço da militância homossexual como “perversa” e afirmando que “crianças de cinco e seis anos de idade estão sendo submetidas psicologicamente e fisiologicamente a uma literatura pró-homossexual prejudicial, assim como orientação nas escolas públicas, tudo sob o disfarce fraudulento de direitos iguais”. Um ativista gay sentiu-se ofendido pelo que leu e processou o pastor. Um tribunal canadense de direitos humanos condenou-o a renunciar à sua fé e nunca mais expressar oposição moral ao homossexualismo baseado em sua perspectiva bíblica, além de pagar multa de US$ 7 mil por “dolo e sofrimento” e pedir desculpas ao ativista que se sentiu ofendido. (Fonte: www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=66704).
  3. Na Inglaterra, um pregador foi preso depois de ter dito durante sermão na rua que homossexualismo é pecado. (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/pregador-e-preso-na-inglaterra-por-dizer-que-homossexualismo-e-pecado.html)

Se esse Projeto de Lei Complementar 122/2006 for aprovado e virar lei, poderemos ter coisas semelhantes acontecendo aqui também. Se você acha que esse erro deve ser evitado a todo custo,…

…ENTÃO MEXA-SE!!!

O que você deve fazer

  • Votar contra o projeto na enquete do Senado, localizada na coluna lateral direita;
  • Ligar para o Alô Senado, 0800 612211, pedindo aos senadores da Comissão de Direitos Humanos, incluindo os de seu Estado, que rejeitem o projeto tal como está;
  • Ao ligar, denuncie a facilidade com que a enquete acima pode ser fraudada simplesmente limpando o histórico do navegador do votante, o que permite votar inúmeras vezes;
  • Entre no site da Câmara e envie mensagem para todos os deputados de seu Estado pedindo-lhes para participar da audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado e dizer NÃO ao PLC 122/2006, ainda que ele pareça “bom aos olhos”.

Leia o texto do projeto aqui.

Para encerrar: quero deixar claro que NÃO sou a favor do preconceito, da discriminação e do ódio contra os homossexuais. O que sou contra é a aprovação desse projeto sem garantias de liberdade de crença e de culto. Quando for melhorado para impedir o risco a essa liberdade, aí sim, serei a favor dele.

[ATUALIZAÇÃO]: Enviei e-mail para todos os deputados e senadores do Congresso. O Senador Sérgio Guerra respondeu-me dizendo:

Acuso o recebimento de sua mensagem eletrônica e informo que estou atento ao assunto.

Cordialmente,

Senador Sérgio Guerra

[ATUALIZAÇÃO 2]: Segundo o site Notícias Pro-Família, o pastor canadense Stephen Boisson foi absolvido da acusação de homofobia após sete anos de uma desgastante e cara briga judicial contra seu acusador homossexual. Ainda que a justiça tenha tardado mas não falhado, esse é o tipo do tormento pelo qual ninguém merece passar. Faça sua parte.

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geisy_arrudaQuem quer que assista noticiários na TV ou leia jornais ou mantenha-se minimamente informado de alguma forma deve ter visto o caso da estudante de turismo Geisy Arruda (foto). Mas, se você esteve em outro planeta nas últimas semanas (já que o caso repercutiu internacionalmente) e não sabe do que se trata, veja aqui um resumo das notícias do caso.

Meu propósito com este artigo não é apontar o dedo contra ela e jogar sobre seus ombros todo o peso da responsabilidade pelo que lhe ocorreu, ainda que ela própria admita sua parcela de culpa. Se, por um lado, sua vaidade não a levasse a gostar de se vestir de modo provocante para chamar a atenção (assista depoimento dela nesta reportagem do Fantástico), por outro ainda custo a entender o porquê da reação desproporcional dos estudantes da Uniban. Por mais que Geisy tenha cutucado a onça com vara curta, nada justifica a hostilidade recebida em resposta. Pelo que foi possível ver na mídia, Geisy não se comportou de modo muito diferente do que muitas moças tão ou mais vaidosas fazem por aí para chamar a atenção e nem por isso passam pelo que ela passou. Para mim, a história tem algum elemento adicional que não está sendo contado.

De qualquer forma, na minha opinião, ambos os lados estão errados. Geisy está errada por não se vestir com o recato necessário para evitar o tipo de constrangimento por que passou (e, pelo que se vê em reportagens como a do Fantástico, nada indica que tenha aprendido a lição). A turba ensandecida de seus colegas estudantes da Uniban está errada por não tê-la simplesmente ignorado.

Aliás, esse povo precisa aprender que o pior castigo para quem quer aparecer é ser ignorado. Muito embora aquele tipo de reação hostil não fosse a que Geisy tinha em mente, o resultado foi e está sendo muito melhor do que esperava: a mídia instantaneamente a transformou em celebridade. Se aparecer era o que Geisy queria, conseguiu. Mas se as pessoas tomassem a iniciativa de ignorá-la quando se veste daquele jeito, ela saberia que seria inútil fazê-lo, já que não chamaria a atenção de ninguém e não haveria combustível para alimentar sua vaidade. Ao reagir da forma como fez, a turba da Uniban de certa forma só fez dar a Geisy o que queria.

Então, na minha opinião, Geisy está muito mais para cúmplice do que para vítima. Só tenho a lamentar por ela — e também pela futilidade da mídia e pela de quem consome esse tipo de lixo.

Seja pela atitude de Geisy ou pela reação da turba, o caso apenas comprova a perene decadência moral de nossa sociedade, que por sua vez é sintoma de um único mal: a falta de Deus (não só da boca para fora) e do evangelho de Jesus Cristo na vida das pessoas. Se Geisy vivesse o evangelho, demonstraria ser uma mulher virtuosa vestindo-se com recato, caso em que não teria sido pivô de um escândalo. Se seus colegas o fizessem, teriam-na deixado em paz e demonstrado respeito por ela. Se a mídia o fizesse, não se interessaria em mostrar futilidades. Se os consumidores de futilidades o fizessem, a mídia não teria para quem mostrá-las.

É nesses momentos que me lembro das palavras do Senhor:

Porque eu, o Senhor Deus, deleito-me na castidade das mulheres. E as libertinagens são para mim abominação; assim diz o Senhor dos Exércitos. (Jacó 2:28)

E também da inspiradas palavras de Susan W. Tanner, Presidente Geral das Moças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, falando sobre a santidade do corpo:

Com a plenitude do evangelho na Terra, temos novamente o privilégio de conhecer essas verdades sobre o corpo. Joseph Smith ensinou: “Viemos a este mundo com o objetivo de obter um corpo e de apresentá-lo puro, diante de Deus, no Reino Celestial. O grande plano de felicidade consiste em ter um corpo. O diabo não tem corpo, e nisso consiste seu castigo” (The Words of Joseph Smith [As Palavras de Joseph Smith], ed. Andrew F. Ehat e Lyndon W. Cook [1980], p. 60).

Satanás aprendeu essas mesmas verdades eternas a respeito do corpo, mas seu castigo é não ter um. Por isso, tenta fazer de tudo para conseguir que maltratemos essa preciosa dádiva ou façamos mau uso dela. Ele encheu o mundo de mentiras e falsidades sobre o corpo. Ele tenta muitas pessoas a profanarem essa grande dádiva por meio da falta de castidade e de recato, das libertinagens e vícios. Ele seduz alguns a desprezarem o próprio corpo; outros, ele tenta para que o adorem. Em ambos os casos, ele induz o mundo a considerá-lo como um mero objeto. Diante de tantas falsidades satânicas a respeito do corpo, quero erguer hoje a voz em defesa da santidade dele. Testifico que o corpo é uma dádiva que deve ser tratada com gratidão e respeito.

A íntegra da mensagem da irmã Tanner, cuja leitura recomendo a todas as moças e em especial à própria Geisy, pode ser lida aqui.

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manual_joseph_smithNos últimos dois anos, os homens e mulheres adultos da Igreja vêm estudando em profundidade os ensinamentos, a vida e a obra de Joseph Smith por meio do manual ao lado, cuja versão em PDF pode ser livremente baixada aqui. O manual faz um extenso apanhado das palavras proferidas e escritas por ele ao longo de sua vida e contém declarações de muitos de seus contemporâneos a respeito dele como pessoa, marido, pai e líder.

Embora todos esses depoimentos possam ter contribuído para a formação de minha opinião sobre a pessoa e a obra de Joseph Smith, nenhum deles foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição dele como quem alegava ser: um profeta de Deus. Pois, embora um homem, com seu poder de persuasão e eloquência, possa eventualmente ser capaz de convencer até a mais investigadora e cética das mentes, isso por si só não lhe confere poder e autoridade para agir em nome de Deus. É preciso que esse poder e autoridade tenham sido delegados a ele pelo próprio Deus. Joseph afirmou que isso realmente aconteceu. Será?

Quando uma autoridade civil como um presidente da república ou governador se ausenta do cargo, delega a um subordinado direto (geralmente o vice) a tarefa de agir em nome dele, como se fosse ele. Esse ato de transferência de autoridade costuma ser testemunhado por outras pessoas e registrado no Diário Oficial. No caso de Joseph, não havia testemunhas da alegada Primeira Visão (ocasião em que diz ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho quando tinha 14 anos de idade) e de uma infinidade de outras de suas alegações, muito menos um jornal oficial para divulgar os eventos. Só o que temos de “oficial” é a palavra dele. E agora? Ele disse ou não a verdade?

Ora, se Joseph afirmava ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho, bem como por diversos outros seres celesitais dos quais recebeu instruções e mandamentos alegadamente vindos do próprio Deus, quem mais pode confirmar se isso é verdade ou se Joseph não passava de um impostor senão o próprio Deus?

Foi com tal raciocínio em mente que fiz o que nem todos têm disposição em fazer: pagar o preço para obter de Deus uma resposta. Esse preço não é pago com dinheiro, mas com fé. E, quando falo em fé, não me refiro a um mero “desejo de acreditar”, mas a algo que nos impulsiona a fazer tudo que for preciso para obter a bênção desejada.

A resposta que recebi Dele veio muitos anos antes da existência do manual acima. Eis porque eu disse que nada do que consta nele foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição de Joseph. O recebimento dessa resposta, ocorrido quando eu tinha recém completado a maioridade, mudou inexoravelmente o curso de minha vida, pois baseado nela passei a tomar decisões que mudariam para sempre meu futuro e o de minha família.

Aceitei Joseph por causa da resposta de Deus. Ele me confirmou que, sim, as alegações de Joseph são verdadeiras. Sim, Ele chamou Joseph como Seu novo representante na Terra após séculos de silêncio. E ninguém neste mundo jamais poderá dizer que Deus não me disse isso!

Não consigo imaginar quem eu seria hoje, ou onde estaria, ou o que seria de minha família, se tivesse rejeitado Joseph há quase 30 anos.

O fantástico dessa história é pensar que, assim como ocorreu e ocorre comigo, dezenas ou centenas de milhões de pessoas já mudaram ou ainda mudarão o curso de suas vidas pelo mesmo motivo, afetando seu futuro e o de suas famílias. O propagar dessas mudanças de vida ocorrendo num número cada vez maior de pessoas acarreta também numa mudança da própria sociedade. Quem consegue imaginar quão diferente estaria o mundo não fosse a influência da vida e da obra de Joseph?

Quem quer que ouse afirmar que o mundo estaria melhor sem ele não sabe o que diz. Não conhece Joseph, nem qual foi sua contribuição. Na minha vida, ele me ajudou a aproximar-me mais do Pai, compreender melhor Seu grande Plano de Salvação e ser mais grato pelo grande Sacrifício Expiatório de Jesus Cristo. Graças a isso, sou capaz de levar um tipo de vida que me qualifica a ter o direito à constante companhia e influência do Espírito Santo. Fortalecido e orientado por Ele, tenho realizado obras pessoais e familiares que também alteraram o curso das vidas dos que se relacionam diretamente comigo.

E tudo começou com Joseph.

Certa vez, Brigham Young, o segundo Presidente da Igreja e sucessor de Joseph, disse: “Tenho vontade de gritar ‘aleluia’ toda vez que penso que conheci Joseph Smith, o Profeta que o Senhor ergueu e ordenou, a quem Ele deu as chaves e o poder para edificar o reino de Deus na Terra e apoiá-lo.” (Brigham Young, Deseret News, 31 de outubro de 1855, p. 268.) Não tive o mesmo privilégio do Pres. Young, mas posso parafraseá-lo dizendo sentir o mesmo desejo de gritar aleluia toda vez que penso que fiz minha parte para merecer a resposta de Deus sobre a veracidade da missão divina de Joseph. E que sou eternamente grato por ele ter vivido como um inspirador exemplo de retidão e dedicação ao abnegado serviço do Senhor. Lamento a necessidade de ter tido que selar seu testemunho com o próprio sangue ao ser assassinado em 1844, mas sua inabalável determinação em defender o que sabia ser a verdade de Deus é a mesma que sinto ao defender meu testemunho sobre o que sei ser verdade, conforme me foi pessoalmente revelada pelo mesmo Deus, nosso Pai e Criador, o mesmo que chamou Joseph como o Profeta da restauração de Seu Evangelho. Também sou capaz de defender esse testemunho até minha última gota de sangue, se for preciso, pois não posso negar o testemunho que recebi de Deus. Nem seria estúpido o bastante para fazê-lo.

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Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

É nesses termos que o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU em 10 de dezembro de 1948, define a liberdade de religião e de opinião.

A questão da liberdade religiosa é extremamente complexa e delicada. Complexa porque a compreensão desse tema depende de uma abordagem interdisciplinar e, por conseguinte, de incursões que vão além da ciência jurídica (direito), envolvendo também história, teologia, antropologia, ciência da religião e filosofia. Delicada porque revela o desafio de se conviver num mundo plural, em que a intolerância religiosa ainda está presente em vários países do mundo, como China, Paquistão, Irã e Arábia Saudita.

Mas, mesmo em países que se orgulham em ostentar o estandarte da liberdade religiosa, a questão começa a preocupar por haver grupos e organizações empenhados em retroceder a evolução social aos níveis de séculos atrás, em que as pessoas não podiam professar livremente suas crenças sob risco de serem presas e condenadas.


Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos

O élder Dallin H. Oaks (foto), membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, alertou recentemente para o fato de que a liberdade religiosa nos EUA está sendo ameaçada por forças sociais que intimidam pessoas que desejam expressar publicamente seus pontos de vista religiosos.

Tendo estado na linha de frente da observação do que chama de “significativa deterioração do respeito à liberdade religiosa” na vida pública, o élder Oaks falou recentemente a estudantes do campus de Idaho da Brigham Young University sobre a importância de preservar as liberdades religiosas garantidas pela constituição americana.

Antes de ser chamado para servir como membro do Quórum dos Doze, o élder Oaks teve uma brilhante carreira no Direito. Serviu como juiz da Corte Suprema do Estado de Utah, foi professor da Escola de Direito da Universidade de Chicago e da Escola de Direito J. Reuben Clark da Brigham Young University. Foi também secretário do juiz Earl Warren, da Suprema Corte dos EUA.

Em sua palestra aos estudantes da BYU, ele comparou os incidentes ocorridos por ocasição da aprovação da Proposição 8 na Califórnia (que baniu o casamento homossexual naquele estado) à amplamente condenada intimidação sobre eleitores negros em estados do sul daquele país.

Ele disse que os membros da Igreja não devem se sentir coagidos a manter-se em silêncio por causa de ameaças. “Temos que insistir em nosso direito constitucional e no dever de exercer nossa religião, de votar de acordo com nossa consciência em questões públicas e de participar de eleições e debates públicos e nas salas de justiça”.

O élder Oaks disse que a liberdade religiosa está sendo ameaçada por alegações de novos supostos direitos humanos. Como exemplo, citou um conjunto de princípios publicados por um grupo internacional de defesa dos direitos humanos que pressiona governos a assegurar que todas as pessoas tenham o direito de praticar suas crenças religiosas independente de sua opção ou identidade sexual. O élder Oaks disse: “Isso aparemente propõe que os governos exijam das igrejas que ignorem as diferenças de gênero. Qualquer esforço no sentido de pressionar governos a invadir religiões e passar por cima de doutrinas religiosas deve ser combatido por todos os praticantes”.

Nesse sentido, ele deu cinco conselhos aos membros da Igreja:

  1. Falar com amor e mostrar paciência, compreensão e compaixão pelos que têm pontos de vista diferentes;
  2. Não se deixar coagir pela intimidação de opositores, insistindo que as igrejas e seus membros devem poder falar de seus pontos de vista sem retaliações;
  3. Insistir na liberdade de pregar as doutrinas de sua fé;
  4. Ser sábio no ativismo político, mantendo uma postura respeitosa em relação a quem não compartilha de sua crença e contribuindo com um debate razoável;
  5. Ter cuidado de nunca apoiar ou atuar em favor da idéia de que uma pessoa precisa assumir um conjunto específico de crenças religiosas para que lhe seja permitido qualificar-se a algum ofício público.

“Os valores religiosos e as realidades políticas estão tão interligados na origem e na perpetuação desta nação que não podemos perder a influência do Cristianismo na area pública sem ameaçar seriamente nossas liberdades”, disse o élder Oaks. “Insisto que este é um fato político, bem qualificado para a discussão no cenário público por religiosos cuja liberdade de crer e agir precisa sempre ser protegida pelo que pode ser apropriadamente chamado de ‘Primeira Liberdade’, o livre exercício da religião”. (Veja transcrição do pronunciamento completo do élder Oaks.)

Um amigo residente nos EUA manifestou-se alarmado com a perspectiva de aprovação de projeto de lei que inclui homossexuais na definição de crimes de ódio. Para ele, isso eventualmente poderá trazer graves consequências à Igreja, que não aceita a filiação formal de homossexuais praticantes.

Quando lhe perguntei o porquê de tanta preocupação, ele explicou:

No Canadá existe uma lei muito parecida com esta e um pastor de uma igreja deu um discurso dizendo que homossexualismo era pecado. Uma organização de gays soube disso e processou o pastor e sua igreja.

Aqui nos EUA, nossa Igreja está sendo muito perseguida pelos gays e pelos que apóiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Igreja foi e está sendo muito perseguida, especialmente na Califórnia, pois ela incentivou seus membros a contribuir para uma organização ecumênica contra o casamento gay.

Essa nova lei, que se espera passar e ser promulgada, poderá impedir que a Igreja impeça gays casados de entrar no templo ou que se fale no púlpito contra o homossexualismo. Bastará um bispo de uma ala qualquer proferir um discurso que diga que homossexualismo é pecado e, se na congregação houver um simpatizante gay, aquele bispo e a Igreja poderão ser levados à justiça. O movimento gay é muito organizado e tem um apoio financeiro quase ilimitado. Eles estão sempre procurando uma brecha na lei para processar nossa Igreja e essa lei poderá ser a brecha que tanto buscam. Poderão nos acusar de discriminação e perseguição e, se perdermos, poderíamos até perder nossa condição de isentos de impostos.

Aqui nos EUA, muitas vezes, organizações financeiramente poderosas levam pessoas ou outras organizações à justiça e ganham a causa. Por que ganham? Porque a defesa pode custar milhões de dólares e a pessoa ou organização acusada às vezes vai à falência no processo. Na maioria dos casos, não existe justiça de fato e de direito, quem ganha a causa é quem tem mais dinheiro para contratar o melhor advogado.

Existe uma organização aqui nos EUA que é conhecida pela sigla ACLU (American Civil Liberties Union). A ACLU é uma organização de esquerda, ultra-liberal, que certamente irá defender a causa gay. Essa organização defende causas de direitos humanos. Ela tem um apoio financeiro sem limites e tem por hábito processar igrejas e organizações que supostamente violam prováveis direitos humanos. Essa organização é responsável pela proibição de orações nas escolas e qualquer menção religiosa, mesmo em redações. Uma criança pode fazer uma redação falando de Satanás, mas é proibida de fazer uma redação falando de Jesus Cristo, mesmo como personalidade histórica. Ultimamente estão tentando retirar uma cruz que está no meio de um deserto na Califórnia que foi erigida 75 anos atrás em homenagem aos combatentes mortos em guerras passadas. A cruz está num terreno de propriedade do governo e, portanto, devido à separação entre religião e estado, dizem que a cruz é inconstitucional. Devido a essa organização, não é mais permitido monumentos aos Dez Mandamentos que antes eram costumeiros nas cortes americanas. Governos estaduais estão gastando milhões de dólares na remoção e reconstrução de lugares que antes tinham uma lápide ou monumento que continham as placas dos Dez Mandamentos e outros símbolos de conotação religiosa. Uma organização como essa, se estivesse no Rio de Janeiro, por exemplo, iria processar o governo e obrigá-lo a retirar o Cristo Redentor do Corcovado por estar em terras públicas.

A separação entre estado e religião na constituição dos EUA tinha como finalidade proibir que o governo criasse uma religião oficial, como havia na Inglaterra, e não para proibir qualquer menção religiosa em propriedades públicas. Naquela época, na Inglaterra, se um individuo não fosse anglicano, perderia o direito inclusive a possuir propriedades. Aqui nos EUA, no sul do pais, antes da promulgação da Constituição, não era permitido que católicos possuissem terras. De fato, desde a primeira reunião do congresso americano, em 1776, se faz uma oração de abertura. Se a constituição tivesse a intenção de proibir qualquer menção religiosa, a oração teria sido a primeira coisa abolida, mas até hoje a tradição é levada a cabo. A ACLU cada vez mais está tirando Deus do governo e do povo, estão tentando até retirar a frase “In God We Trust” das notas de dinheiro.

A declaração de independencia dos EUA diz: “We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness”. Veja a menção ao Criador na declaração. Todos os homens são criados iguais e dotados pelo seu Criador.

As coisas aqui cada vez mais estão sendo deturpadas, dando uma interpretação diferente da original.

Creio que deu pra entender as consequências que esta lei poderá trazer à nossa Igreja e à demais nos EUA.

Minha resposta a ele:

Ficou faltando contar alguns detalhes relevantes: tudo bem que o pastor e a igreja canadenses foram processados, mas foram condenados? Se sim, recorreram? A coisa já foi para última instância? Qual foi o resultado?

Por que essa tal ACLU não tenta processar os autores da Bíblia também?

Olha, não vejo como quem quer que seja consiga forçar a Igreja a aceitar o que não quer. Podem até tentar, mas daí a conseguir vai uma distância. E eu DUVIDO que o Senhor permita isso! Se a Igreja fosse uma organização de homens eu nem diria nada, mas não é.

E, mesmo que Ele permita, algum sábio propósito Dele deverá haver.

Em qualquer dos casos, não vejo motivo para alarme. Ele está no comando. Então, confiemos Nele e sigamos em frente. Como o próprio Senhor disse: “se estiverdes preparados, não temereis” (D&C 38:30, veja também este discurso do Pres. Gordon B. Hinckley).

 

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Tive anteontem uma surpresa semelhante à de quando a produção do programa Superpop, de Luciana Gimenez, me convidou para participar do programa dela, ano passado. Desta vez foi a produção do programa Geraldo Brasil, da Rede Record. O motivo foi o mesmo: meu artigo Por que sou contra o casamento gay.

A edição do dia 16/9 abordaria o tema da homossexualidade dos filhos revelada aos pais, ou seja, como foi a reação dos pais ao ouvirem dos filhos a confissão de que eram gays e toda problemática envolvida no assunto. Para falar disso, o programa convidou algumas mães com seus filhos gays e lésbicas, como a ex-cantora, atriz e dançarina Gretchen (nome artístico de Maria Odete Brito de Miranda, 50 anos, hoje evangélica) e sua filha lésbica Thammy Miranda, além do drag queen Leo Áquilla com sua mãe e um arquiteto gay acompanhado da mãe. Havia também uma psicóloga, o diretor de uma faculdade e eu, todos heterossexuais.

O convite para participar do programa chegou poucas horas antes de ir ao ar — ou seja, muito em cima da hora. Queriam levar-me ao estúdio, em São Paulo. Ao saberem que eu não estava em SP, e sim a milhares de quilômetros de distância, entraram em contato com a afiliada local da Rede Record para que eu participasse por link via satélite. E assim foi.

O programa começou com vários debates entre os participantes relatando como foi a revelação da “novidade” aos pais, a reação deles e a do resto da família, dos amigos e da sociedade. Os primeiros 50 minutos versaram exclusivamente sobre isso. Então o apresentador Geraldo me apresentou e lançou-me a seguinte pergunta: “Se seu filho um dia o procurasse para anunciar que é gay, como você reagiria?”

Respondi fazendo uma síntese de resposta a pergunta similar feita a mim aqui mesmo no blog. Eu disse que, se isso acontecesse, não o deserdaria, nem o odiaria, nem o agrediria, mas exporia a ele as inexoráveis consequências de sua escolha: no âmbito social, sofreria discriminação, preconceito e até ódio em alguns casos, tal como os convidados gays e lésbicas relataram enfrentar por causa de sua opção sexual. No âmbito espiritual, ele muito provavelmente perderia a totalidade das recompensas eternas prometidas por nosso Pai Celestial a Seus filhos que se mantém fiéis a Seus mandamentos até o fim.

Geraldo perguntou-me em seguida qual é minha opinião sobre o homossexualismo. Conforme exponho no artigo Por que sou contra o casamento gay, fiz questão de esclarecer que não me proponho a explicar a existência dessa opção sexual, pois não sabemos porquê ela existe e talvez não venhamos a saber nesta vida. O que sei, contudo, por tudo que tenho estudado dos ensinamentos de Jesus Cristo por toda minha vida, é que Deus não criou três sexos, e sim dois. Disse também que, em meus artigos, não falo contra os gays, e sim contra a união civil homossexual, a qual corrompe o modelo de família instituído por Deus desde a fundação do mundo.

A partir desse ponto, Geraldo chamou os comerciais e, na volta, os assuntos dentro do homossexualismo variaram. Não tive mais participação depois disso.

Acho importante ressaltar que, quando falei que meu filho eventualmente perderia suas recompensas eternas se decidisse ser gay, puxei do bolso um cartão de amizade e exibi a gravura de Jesus Cristo impressa nele para ilustrar o fato de que minha opinião baseia-se no Evangelho de Jesus Cristo. Enquanto eu falava, a produção do programa dividiu a tela em duas imagens, uma minha e outra de Thammy. Notei que, no momento em que exibi o cartão com a gravura de Jesus, ela baixou a cabeça e a apoiou sobre a mão, fazendo aquele gesto típico de desgosto e desaprovação. Em outros momentos em que falei de Deus, ela ria e balançava a cabeça em tom de deboche, dando a entender que achava que eu estava dizendo alguma coisa absurda.

Lamentei não ter tido a chance de estar presente no estúdio do programa, pois acho que teria sido produtivo e didático ouvir suas objeções. Eu queria ter podido responder-lhe como respondi às objeções dos participantes do Superpop.

Embora a oportunidade de prestar meu testemunho tenha sido muito menor quando comparada à que tive no Superpop, a programação da Rede Record — e, por conseguinte, a do programa Geraldo Brasil — tem audiência muito maior, até porque seu sinal é retransmitido inclusive no exterior (a Rede TV, emissora do Superpop, não é de sinal aberto em todo o país, como a Record). Desta forma, creio que o recado de que Deus pode ter uma opinião diferente daquela da parte da sociedade que acha o homossexualismo algo tão normal e natural quanto o heterossexualismo pode ter alcançado um número bem maior de ouvidos atentos e mentes abertas. Mais uma vez, creio ter sido bem sucedido em plantar uma semente. Se germinará e dará seus frutos em seu devido tempo, depende de saber em que terreno caiu. Só o Senhor sabe.

Mas é como disse o Pres. Thomas S. Monson na Conferência Geral de abril de 2003: “…as sementes do testemunho frequentemente não se arraigam nem florescem imediatamente. Às vezes o que plantamos só dá frutos depois de muito tempo; mas sempre dá frutos”. Que os anjos digam amém.

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