Posts Tagged “Espírito Santo”
Publicado por Marcelo Todaro e arquivado em Diário pessoal
Neste fim de semana tivemos mais uma Conferência de Estaca. Foi especial por ter sido aquela na qual conhecemos o homem escolhido pelo Senhor para ser o novo presidente de nossa estaca após nove anos da gestão do anterior, que foi honrosamente desobrigado. A desobrigação do antigo presidente foi acompanhada por largas manifestações espirituais nas quais o Senhor demonstrava estar mesmo honrando aquele homem por seu serviço abnegado e humilde. Como Ele próprio disse:
Pois assim diz o Senhor: Eu, o Senhor, (…) deleito-me em honrar aqueles que me servem em retidão e verdade até o fim. (D&C 76:5)
Por ter sido uma conferência de reorganização de presidência de estaca, foi presidida por uma Autoridade Geral, o Élder Ulisses Soares. Tive o privilégio de ser entrevistado por ele e assistir três sessões de conferência com ele. Constatei ser um homem muito inspirado. Suas palavras soaram como bálsamo para a mente e o espírito. Os momentos em que ouvi aquele homem espiritualmente poderoso falar transportaram-me à atmosfera do templo, único local sobre a face da Terra em que podemos sentir o espírito do Reino Celestial. O Élder Soares conseguiu trazer esse espírito para nossa conferência. Não conseguirei me lembrar de muitas das palavras ditas por ele daqui a algum tempo, mas certamente me lembrarei do Espírito que reinava enquanto ele falava. Que maravilha! Foi como se o Milênio já tivesse começado.
Digo essas coisas não por causa de sua envolvente eloquência ou de seu profundo conhecimento das escrituras, mas porque suas palavras foram acompanhadas do necessário testemunho prestado pelo Espírito do Senhor, graças ao que todos pudemos saber que ele dizia a verdade de Deus e não a dos homens. Esse testemunho prestado por Deus através de Seu Espírito não nos permite duvidar dessa verdade quando nos é apresentada.
Isso me faz pensar por que há tanta gente no mundo incapaz de receber esse testemunho. É tão fácil! Primeiro, basta desejar sinceramente recebê-lo. Depois, é preciso buscá-lo com fé, sinceridade e humildade perante o Senhor, pronto para ouvir o que Ele tem a dizer, mesmo que isso eventualmente vá contra aquilo em que acreditamos — afinal, qual é a opinião que vale, a nossa ou a Dele? Quando Ele manifestar-Se, é preciso ter a coragem de colocar Suas palavras em prática — do contrário, de que terá adiantado recebê-las?
“Uma Bíblia! Uma Bíblia!”
Há uma infinidade de explicações para o porquê de muitos serem incapazes de obter de Deus esse testemunho, mas eu gostaria de comentar um caso em particular: o dos que acham que, como já têm a Bíblia, não precisam de mais nada. Quem pensa assim age como se tentasse colocar uma mordaça em Deus, supondo que Ele não tem mais nada a dizer e que tudo o que havia a ser dito já está na Bíblia. Será que Ele está de acordo com isso? Vejamos o que disse a respeito:
E porque minhas palavras hão de silvar — muitos dos gentios clamarão: Uma Bíblia, uma Bíblia! Temos uma Bíblia e não pode haver qualquer outra Bíblia.
Mas assim diz o Senhor Deus: Ó tolos! Eles terão uma Bíblia e virá dos judeus, meu antigo povo do convênio. E que agradecimento dão aos judeus pela Bíblia que recebem deles? Sim, que pretendem dizer com isto os gentios? Lembram-se eles dos sofrimentos e dos labores e das aflições dos judeus e de sua diligência para comigo em levar a salvação aos gentios?
Ó vós, gentios, vós vos lembrastes dos judeus, meu antigo povo do convênio? Não, mas os amaldiçoastes e odiastes e não haveis procurado recuperá-los. Eis, porém, que farei voltar todas estas coisas sobre vossa cabeça; porque eu, o Senhor, não me esqueci do meu povo.
Tu, néscio, que dirás: Uma Bíblia, temos uma Bíblia e não necessitamos de mais Bíblia! Teríeis obtido uma Bíblia se não fosse pelos judeus?
Não sabeis que há mais de uma nação? Não sabeis que eu, o Senhor vosso Deus, criei todos os homens e que me lembro dos que estão nas ilhas do mar? E que governo nas alturas dos céus e embaixo, na Terra; e revelo minha palavra aos filhos dos homens, sim, a todas as nações da Terra?
Por que murmurais por receberdes mais palavras minhas? Não sabeis que o depoimento de duas nações é um testemunho a vós de que eu sou Deus, de que me recordo tanto de uma como de outra nação? Portanto digo as mesmas palavras, tanto a uma nação como a outra. E quando as duas nações caminharem juntas, os testemunhos das duas nações também caminharão juntos.
E isto eu faço para provar a muitos que sou o mesmo ontem, hoje e para sempre; e que pronuncio minhas palavras segundo minha própria vontade. E porque eu disse uma palavra não deveis supor que não possa dizer outras; pois meu trabalho ainda não está terminado nem estará até o fim do homem nem desde aí para sempre.
Portanto, porque tendes uma Bíblia, não deveis supor que ela contenha todas as palavras minhas; nem deveis supor que eu não fiz com que se escrevesse mais. (2 Néfi 29:3-10)
A conferência deste fim de semana fez-me ver, mais uma vez, quantas bênçãos maravilhosas essas pessoas estão perdendo! Elas nem fazem idéia. O fato de termos escrituras adicionais, revelação, profecia, dons espirituais, profetas e apóstolos — enfim, o fato de o Evangelho ter sido restaurado no mundo em toda sua plenitude por Ele pessoalmente é uma bênção tal como nunca houve igual na história da humanidade. E há quem a despreze por achar que já sabe o suficiente e que não pode haver mais conhecimento a ser obtido de Deus além do que está na Bíblia. Que tristeza!
Este meu diário está repleto de manifestações de alegria e gratidão pela imensa bênção de ser membro da Igreja de Jesus Cristo. Se você quiser ter uma vaga noção de como me sinto por isso, assista o vídeo abaixo. que mostra o Coro do Tabernáculo Mórmon cantando o hino “Creio em Cristo”. Ao final, preste atenção à emoção que estará sentindo em seu coração. Então multiplique essa emoção por dez e talvez consiga ter uma idéia da dimensão e profundidade de minha alegria, gratidão e orgulho por ser membro da Igreja de Jesus Cristo e por ter o Evangelho Restaurado em minha vida. Não há sobre a face da Terra ninguém mais feliz que eu por isso.
Leitura adicional recomendada:
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Élder Quentin L. Cook,
do Quórum dos Doze Apóstolos
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Em maio de 2008 tive o sagrado privilégio de trabalhar na segurança pessoal de um membro do Quórum dos Doze Apóstolos em um serão multi-estaca ocorrido em minha cidade. Eu achava que a ocasião seria única em minha vida, pois moro em uma região do país que não costuma ser regularmente visitada por membros do Quórum dos Doze, como São Paulo e Curitiba. Por isso, quando soube que haveria novamente um apóstolo entre nós e em tão curto espaço de tempo, fiquei surpreso com a repetição do privilégio. Além do mais, por aqui não é comum haver Autoridades-Gerais presidindo conferências de estaca e é extremamente raro que essa Autoridade-Geral seja um membro do Quórum dos Doze. Em meus 24 anos como membro da Igreja, nunca tinha visto isso acontecer, como aconteceu neste fim de semana.
Como membro do sumo-conselho de minha estaca encarregado do comitê de recepção e segurança, foi novamente meu privilégio coordenar o trabalho de garantir a proteção pessoal do apóstolo. A experiência anterior foi de grande ajuda para o desempenho de minha função neste evento.
Mas minha atuação como segurança do Élder Cook foi quase totalmente figurativa. Não só os membros mais uma vez comportaram-se exemplarmente como também Élder Cook mostrou-se uma pessoa afável e de grande cordialidade. Sorria muito para todos e demorou-se apertando as mãos de todos que teve chance. Sua amabilidade fez com que algumas pessoas sentissem liberdade para pedir-lhe que posasse para fotos com elas, pedidos que ele atendeu com gentileza até quando o relógio insistia em apontar-lhe a hora de ir embora.
Estando ao lado dele participei de quatro sessões de conferência, a última das quais um serão para as quatro estacas da cidade. Ele e sua esposa nos presentearam com o relato de experiências pessoais muito inspiradoras. Ao contrário de Élder Bednar, ano passado, Élder Cook pouco falou de doutrina. Ele preferiu trazer-nos as recomendações de amor e apreço aos membros da Igreja no Brasil expressas pelos outros membros do Quórum dos Doze e pelo próprio Presidente Monson. Contou também experiências da intercessão do Senhor na dedicação de templos, falou da recente experiência vivida no início deste mês com jornalistas e líderes de outras religiões na sessão de casa aberta do Templo de Draper Utah, falou do Concílio de Nicéia e das críticas que recebemos de outros cristãos por não aceitarmos esse credo, contou experiências inspiradoras de reuniões familiares em sua casa, descreveu parte de sua convivência com os demais membros do Quórum dos Doze de com a Primeira Presidência e, em todas as sessões, prestou seu testemunho sobre a divindade de nosso Salvador Jesus Cristo, Alguém que sei que ele, como qualquer apóstolo, conhece pessoalmente.
Que ninguém menospreze ou faça julgamentos precipitados sobre as palavras de Élder Cook baseado no que escrevi no parágrafo anterior, julgando-as de pouca importância. Não descrevi nem uma centésima parte de tudo que ele nos disse nas quatro sessões da conferência. O fato é que todas as suas palavras tinham o propósito de elevar nossa fé e desenvolver nosso testemunho. Esse propósito foi plenamente cumprido.
Elder Cook e esposa (no centro) com convidados após jantar a ele oferecido.
Na foto, estou bem atrás dele.
Mas, de tudo que ele disse, houve algo que me deixou particularmente marcado. Ao final da sessão do sacerdócio da conferência, no sábado à tarde, testificou já ter tido experiências espirituais em número e relevância suficientes para permitir-lhe asseverar que Jesus Cristo vive, que é Deus e é o cabeça de Sua Igreja.
Quando ouvi isso, fiz uma breve reflexão sobre meu caso. Também já tive e continuo tendo experiências espirituais em número e relevância suficientes para ser capaz de asseverar as mesmas coisas, com o mesmo grau de certeza quanto o que me permite dizer que estou vivo. A diferença entre Élder Cook e eu é que, para ele, fé não é mais requisito para ter esse conhecimento do Salvador, pois seu conhecimento já é perfeito. Ou seja, por já conhecer o Salvador pessoalmente, não precisa mais da fé para saber que Ele vive. Esse não é meu caso — ainda.
Mesmo assim, posso ter certeza igual. Não preciso conhecer pessoalmente Jesus Cristo para saber que Ele vive e que é nosso Deus e nosso Salvador, pois “pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas” (Moroni 10:5).
Por isso, senti-me feliz por perceber que, assim como aquela testemunha especial do Salvador, posso prestar o mesmo testemunho. Qualquer um pode. Esse conhecimento espiritual está ao alcance de todos que o buscarem “com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo” (Moroni 10:4).
Pelo mesmo caminho, qualquer um pode saber, como eu sei, diretamente de Deus, que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Eis porque também posso afirmar, com tanta certeza quanto sei que estou vivo, que Quentin L. Cook é um dos Doze Apóstolos de Cristo nos dias atuais. Dou minha vida por esse testemunho, se for preciso, pois não posso negar o que me foi e continua sendo revelado pelo poder do Espírito Santo.
Felizmente, vivemos hoje em tempos em que raramente alguém precisaria dar a vida em defesa de sua fé, como ocorreu no início do Séc. XIX, época em que os pioneiros da Igreja eram perseguidos e mortos por causa de sua religião. Hoje em dia podemos desfrutar de um razoavelmente elevado grau de respeito por nossa escolha religiosa, de modo que não corremos risco de sermos fisicamente hostilizados por causa dela. O sacrifício a que nos submetemos pelo Senhor atualmente é bem mais sutil — e, justamente por isso, às vezes bem mais difícil: o de um coração quebrantado e um espírito contrito. Falando a respeito na Conferência Geral de outubro de 2007, o Élder Bruce D. Porter explicou:
Aqueles que têm o coração quebrantado e o espírito contrito estão dispostos a cumprir toda e qualquer coisa que Deus lhes pedir, sem resistência ou ressentimento. Paramos de fazer as coisas à nossa maneira e aprendemos a fazê-las à maneira de Deus.
É justamente essa mudança de vida que permite que o Espírito se manifeste a nós, dando-nos testemunho e conhecimento a respeito de Cristo, de Seu grande sacrifício expiatório e da realidade de estar vivo e ser nosso Salvador. É disso que testifico quando afirmo poder prestar o mesmo testemunho dado por Élder Cook. E como eu queria que o resto do mundo soubesse o quanto isso é bom!
Agradeço ao Senhor pela visita de Élder Cook, que assentou mais um tijolo no templo de minha fé, do qual Jesus Cristo é a principal pedra de esquina.
Tags: apóstolo, Concílio de Nicéia, David A. Bednar, Deus, Drape Utah, Espírito Santo, Jesus Cristo, Moroni, Quentin L. Cook, Quórum dos Doze Apóstolos, Salvador, Santos dos Últimos Dias
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Tenho tido uma experiência sui generis observando um grupo de apóstatas da Igreja tentando disseminar na mente de membros ativos — eu inclusive — a mesma semente de dúvida que os levou pelo caminho da apostasia e da franca oposição e perseguição à Igreja.
Tudo começou com minha ida ao programa Superpop, de Luciana Gimenez, na Rede TV, para expressar minha opinião contrária ao casamento gay, conforme detalhadamente descrito neste artigo. Foi a partir de então que alguns desses antimórmons elegeram-me como um de seus alvos.
Como fui ao programa munido de um balde d’água ao invés de gasolina, “mórmon covarde” (daí para pior) foi uma das expressões mais suaves usadas por eles para descrever-me em uma comunidade do Orkut da qual participam. Choveram xingamentos e impropérios contra mim. Na maior parte dos casos, é de gente que queria ver o circo pegar fogo. Como não lhes dei essa diversão, encontraram nisso um pretexto a mais para pegar no pé de um “mórmon”.
É interessante ver como perderam não só o testemunho, mas também a educação, o respeito, a dignidade e o senso de ética. Alguns perderam até a honestidade. Parece que agora sua razão de viver é procurar cada mínimo pretexto para cuspir no prato em que comeram. Quando não encontram, inventam. Mentem. Criticam por criticar. Fazem-no por esporte, caso em que nem é preciso haver qualquer sombra de fundamento nas críticas, basta estarem carregadas de difamação, sarcasmo, infâmia, sordidez, injúria, calúnia, maledicência, escárnio e outros atributos menos dignos — denunciando a evidente influência de Satanás nesse tipo de comportamento.
Uma dessas pessoas — um ex-missionário que se exibe no Orkut em fotos só de cueca, o mesmo que me chamou de “mórmon covarde” — resolveu partir para confronto direto comigo deixando em meu perfil recados provocadores em que me desafia a responder seus questionamentos sobre doutrina e práticas da Igreja. Quando li o primeiro, dei risada. Não por haver graça em uma óbvia manifestação da influência do inimigo na vida de um precioso filho de meu Pai Celestial, mas por sua vã esperança em plantar a semente da dúvida em minha mente. É mais fácil o céu cair em minha cabeça do que alguém conseguir que eu duvide do testemunho que recebi de Deus — caso em que seria melhor mesmo que o céu caísse em minha cabeça!
Após pensar por um momento no que eu poderia dizer-lhe em resposta, acabei escrevendo isto:
Não tenho resposta para suas perguntas. E o testemunho que tenho da Igreja impede-me de crer que a maneira como você vê as coisas seja verdadeira. Não vejo rigorosamente nada errado no que ela ensina ou faz. Creio firmemente que essa certeza me foi dada por Deus e, por isso, sou capaz de defender essa certeza até minha última gota de sangue, se for preciso. Eis porque a única coisa que tenho a dizer a você é: “Que julgue Deus entre mim e ti e te recompense de acordo com teus feitos” (D&C 64:11).
Isso não significa que precisemos ser inimigos. Você pode ter abandonado a Igreja, mas continua sendo meu irmão. Por isso, devo-lhe o mesmo respeito e consideração que dispenso a meu bispo, por exemplo. Eis porque não vou debater doutrina com você e vou apenas orar para que nosso Pai Celestial o abençôe.
Não sei se leu e ignorou solenemente o que escrevi ou se simplesmente não leu, o fato é que, pouco depois, deixou outro recado igualmente provocador — o qual, a exemplo do primeiro, foi sumariamente apagado. Não ri desta vez. Na verdade, fiquei triste por vê-lo empenhado em negar o Espírito que um dia recebeu. Ele vai mais além: faz questão de demonstrar publicamente que quebrou e continua quebrando todos os convênios que um dia fez com nosso Pai, debochando de coisas sumamente sagradas e que deveriam ser guardadas para si. Foi inevitável deixar de lembrar das palavras do Profeta Joseph Smith:
“Eis que, antes de o perceber, é abandonado a si mesmo, para recalcitrar contra os aguilhões, perseguir os santos e lutar contra Deus” (D&C 121:38).
Era óbvio que aquele meu irmão estava querendo aparecer e causar choque. Soube que ele vem fazendo o mesmo com outros membros da Igreja. Parece que se sente na obrigação de “denunciar” o que lhe parece errado na doutrina e práticas da Igreja. A melhor maneira de combater esse tipo de assédio é ignorando-o. Por isso, a princípio decidi fazer só isso mesmo. Mas não me senti espiritualmente confortável em meramente ignorá-lo desta vez. Ao invés, senti que deveria prestar-lhe meu testemunho novamente. Então escrevi isto:
Sei que não adianta nada dizer o que estou para dizer, mas, ainda assim, senti que deveria.
Se, depois de ter chegado ao conhecimento e ao testemunho que tenho, alguém apontasse uma arma carregada contra minha testa ameaçando-me de morte se eu não negasse a Igreja e minha fé, eu ia preferir a morte. Ela me seria mais doce do que negar o testemunho que me foi dado pelo Espírito sobre a Igreja e sobre tudo que ela ensina e pratica.
Então, meu estimado irmão, saiba que está perdendo seu tempo comigo com esses questionamentos inóquos. Você não será capaz de colocar o menor fiapo de dúvida em minha mente. Esses questionamentos são seus, não meus. Como eu já disse antes, não vejo rigorosamente nada errado na doutrina, nos ensinamentos e nas práticas da Igreja. Meu testemunho é forte demais para ser abalado com suas dúvidas humanas. Se realmente quer plantar a semente da dúvida em minha mente, tem que pedir a Deus que o faça. Só Ele pode tirar de mim o que me deu. Não é você, com suas palavras de homem, que será capaz disso.
Se, ainda assim, quiser desperdiçar seu tempo comigo, é livre para fazê-lo. Mas seus recados em meu perfil continuarão sendo sumariamente apagados. É inútil para você continuar com isso. Conselho de amigo.
Sei que devo ter fé e esperança, mas no momento elas me faltam no caso dessa pobre alma escravizada por nosso inimigo comum. Até o momento, ele não parece disposto a libertar-se desse jugo. Ao invés, demonstra ávida disposição para sentar-se na roda dos escarnecedores dedicados a debochar da Igreja e de seus membros, comunidade da qual um dia fez parte.
“Até quando, ó estúpidos, amareis a estupidez? e até quando se deleitarão no escárnio os escarnecedores, e odiarão os insensatos o conhecimento?” (Provérbios 1:22)
Esse caso lembra-me outro episódio em que um participante de meu grupo Mórmons do Brasil justificou sua saída do grupo dizendo que não poderia mais fazer parte dele por ter “enxergado a verdade”. A verdade, no caso, era a apostasia. Ele e sua noiva, ex-missionária, converteram-se a uma denominação evangélica. No que me diz respeito, estaria tudo bem não fosse o fato de o rapaz ter-se engajado em uma espécie de “cruzada santa” para convencer-me de que eu estava errado em não me demover de meu lugar, como ele fez. O sujeito foi tão insistente que chegou a ser inconveniente. Não adiantou dizer-lhe repetidas vezes que, se queria que eu me convencesse de sua lógica humana, teria que pedir a Deus que o fizesse, pois só Ele poderia tirar-me o testemunho que me deu. Também não adiantou simplesmente ignorar suas mensagens, pois, quanto mais eu o ignorava, mais ele insistia, por certo imaginando que meu silêncio indicava dúvida e fraqueza. Parecia praga de mulher traída! Ele realmente estava convencido de que fazia um favor a Deus com aquela obcessão em fazer-me “abrir os olhos”. Só consegui que parasse quando disse-lhe que, ao contrário do que supunha, eu não estava prestando a mínima atenção a nada do que dizia. Isso parece tê-lo ofendido. Então se foi, não sem antes dizer que ia rogar a Deus que me iluminasse e me fizesse “despertar do sono do inferno”…
Acho que esse pessoal nunca conheceu (ou esqueceu) o poder do testemunho do Espírito. Deve supor que sua falível lógica humana tem mais poder de convencimento que o testemunho prestado pelo Deus Todo-Poderoso, ao qual agora perseguem. Ao mesmo tempo em que acho graça de suas inúteis tentativas de demover-me do testemunho que recebi de Deus, entristeço-me com a perspectiva de que venham a passar para o outro lado do véu ainda submersos no lamaçal da apostasia. Que apostatem, se quiserem, mas não percam a dignidade! Nada há mais triste que um apóstata moralmente vazio.
Compadeço-me deles e oro por eles. E também presto-lhes meu testemunho na esperança de ainda haver em seu coração uma centelha que seja da luz de Cristo que se dedicam a apagar. Para eles, deixo como admoestação as palavras do Élder Joseph B. Wirthlin, do Quórum dos Doze Apóstolos, proferidas em discurso na Conferência Geral de abril de 2008 (a íntegra do discurso pode ser lida aqui):
Alguns estão perdidos por se desviarem do caminho. Com exceção do Senhor, todos cometemos erros. A questão não é saber se cairemos ou tropeçaremos, mas, sim, como reagiremos. Alguns se afastam do redil depois de cometerem erros. Isso é muito triste. Sabiam que a Igreja é um lugar em que pessoas imperfeitas se reúnem — mesmo com todas as suas fraquezas mortais — e se tornam melhores? Todos os domingos, em todas as capelas do mundo, encontramos homens, mulheres e crianças mortais e imperfeitos, que se reúnem em fraternidade e caridade, esforçando-se para tornarem-se melhores, para aprender por meio do Espírito e incentivar e apoiar uns aos outros. Nunca vi nenhuma placa na porta de nossas capelas com os dizeres: “Entrada Permitida Somente para Pessoas Perfeitas”.
(…)
O Senhor sabe que cometeremos erros. É por isso que Ele sofreu por nossos pecados. Ele quer que voltemos a nos erguer e nos esforcemos para melhorar. Há alegria entre os anjos de Deus pelo pecador que se arrepende.
A vocês que se afastaram por terem sido ofendidos, peço que deixem sua mágoa e raiva de lado. Peço que encham o coração de amor. Há um lugar para vocês aqui. Venham, juntem-se ao redil, consagrem suas habilidades, talentos e aptidões. Vocês se aperfeiçoarão com isso, e outros serão abençoados por seu exemplo.
Para os que se afastaram por causa de questões de doutrina, não podemos desculpar-nos por pregar a verdade. Não podemos negar a doutrina que nos foi dada pelo próprio Senhor. Em relação a esse princípio, não fazemos concessões.
Entendo que às vezes as pessoas discordam da doutrina. Podem até chegar a ponto de chamá-la de loucura, mas repito as palavras do Apóstolo Paulo, que disse que às vezes as coisas espirituais podem parecer loucura para os homens. Apesar disso, “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens” (I Coríntios 1:25; ver também v. 18).
Na verdade, as coisas do Espírito são reveladas pelo Espírito. “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2:14).
Testificamos que o evangelho de Jesus Cristo está na Terra hoje. Ele ensinou a doutrina de Seu Pai: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo” (João 7:17).
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Uma das atividades que exerço por profissão é escrever artigos sobre tecnologia para meu site AppleMania.info. Escrevo sobre tudo que diga respeito à Apple, empresa que produz os que são considerados os melhores computadores, telefones celulares e tocadores MP3 do mundo. É um trabalho que gosto muito de fazer, pois com ele, dentre outras coisas, ajudo a formar opiniões.
Desde que inaugurei o site, há um ano, sua popularidade deu um salto espetacular. O número de visitas cresceu mais de mil porcento no período. O site ganhou grande visibilidade e credibilidade. A maior prova disso é o interesse de agências de publicidade em incluir o site em sua relação de veículos de comunicação para os quais intermedia anúncios publicitários de seus clientes.
Nesses doze meses de trabalho já passei por diversas datas comemorativas: páscoa, dia das mães, São João, dia dos pais, independência, finados, Natal, etc. Sempre que uma dessas datas especiais se aproxima, gosto de colocar no site alguma mensagem edificante alusiva à data. Geralmente o faço através de um banner exibido em todas as páginas do site.
Com a proximidade da páscoa deste ano, tive o desejo de fazer o mesmo. Então pensei em criar um banner bem simpático exibindo ovos e coelhos de chocolate junto com a expressão “Feliz Páscoa”. Cheguei a começar a procurar na Internet imagens de ovos e coelhos de chocolate com as quais poderia compor meu banner. Mas, tão logo comecei a pesquisa, o Espírito do Senhor me disse: “Páscoa não é isso”.
É verdade, não é mesmo. Eu estava tão envolvido pela onda cultural tradicional dos ovos e coelhos de chocolate que nem tinha me dado conta de que iria agir como um papagaio, repetindo o que o mundo faz sem meditar sobre o que significa. Eu não poderia fazer isso. Sou um portador do sacerdócio. Já que conheço o Evangelho e o verdadeiro significado da páscoa e disponho de um bom veículo de divulgação, tenho a obrigação de passar adiante a verdadeira mensagem.
Ovos, chocolate e coelhinhos
Antes de criar uma nova arte para o banner, fui procurar as raízes da tradição dos ovos e do chocolate. Descobri que alguns historiadores sugerem que muitos dos atuais símbolos ligados à páscoa são resquícios culturais da festividade de primavera (no hemisfério norte) em honra de Eostre, deusa pagã da fertilidade e do renascimento nas mitologias anglo-saxã, nórdica e germânica. Depois da cristianização dos pagãos germânicos, esses símbolos foram assimilados às celebrações da páscoa judaica. Persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.
Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pelo catolicismo romano no principio do 1º milênio depois de Cristo, fundindo-o com outra festa popular da época chamada de páscoa.
O hábito de dar ovos de verdade (geralmente de galinha) vem da tradição pagã. É uma tradição muito, muito antiga. Centenas de anos antes da era cristã, na Ucrânia já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza em celebração à chegada da primavera. Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas. Mas os ovos não eram para ser comidos, e sim serviam apenas como presente que simbolizava o início da vida.
A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa. Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.
Foi o imperador romano Constantino, no Concílio de Nicéia, realizado no ano 325, que introduziu no cristianismo o culto à data e adotou a imagem do ovo para festejar a páscoa da ressurreição de Jesus. Na época, pintavam-se os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e Sua mãe, Maria. O Concílio estabeleceu também de que maneira a data comemorativa da páscoa cristã seria calculada a cada ano: no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da primavera (no hemisfério norte).
Na Inglaterra do Séc. X os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não durou muito.
Foi só no Séc. XVIII que confeiteiros franceses tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate — iguaria que aparecera por volta de 1500 a.C. na região do Golfo do México. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.
A páscoa dos judeus
Mas, como o Espírito me alertou, páscoa não é nada disso.
A páscoa teve sua origem com os israelitas do tempo de Moisés, profeta do Velho Testamento, e nada tinha a ver com ovos, coelhos ou chocolate. Foi uma festa criada pelos judeus em lembrança da época em que o anjo destruidor passou por suas casas sem levar seus filhos e libertou-os do cativeiro e da escravidão no Egito (veja Êxodo 12:21–28). Os cordeiros sem mancha, cujo sangue foi usado como sinal para salvar a Israel antiga, eram um símbolo de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, cujo sacrifício redimiu toda a humanidade.
Quando Cristo foi morto e ressuscitou, Sua ressurreição aconteceu no domingo em que os judeus comemoravam essa páscoa. Desse dia em diante, a páscoa passou a representar Sua ressurreição -– já que o sacrifício simbolizado pela antiga páscoa já havia sido cumprido. O que comemoramos hoje em dia na páscoa, portanto, é a ressurreição de Cristo, a mesma da qual todos nós desfrutaremos daqui a algum tempo.
A grande importância da ressurreição de Cristo
Na Conferência Geral de abril de 1999, o Pres. Gordon B. Hinckley disse: “[A ressurreição de Cristo] não foi uma coisa sem importância. Não hesito em dizer que esse foi o maior acontecimento da história da humanidade. (…) Somente um Deus poderia ter feito o que Ele fez.”
No mesmo discurso, o Pres. Hinckley discorre sobre como a ressurreição de Cristo afeta a todos nós, diretamente: “Graças a Seu sacrifício redentor, todos os homens se levantarão do sepulcro. Ele abriu o caminho pelo qual podemos alcançar não apenas a imortalidade, mas também a vida eterna.”
Ainda hoje a data da páscoa parece ter grande importância para o Salvador. Em D&C 110 lemos a descrição da visita que Ele, Moisés, Elias e o outro Elias (o profeta) fizeram ao profeta Joseph Smith e a Oliver Cowdery por ocasião da dedicação do primeiro templo da era moderna, o Templo de Kirtland, em 3 de abril de 1836. Parece bastante significativo o fato de que aquela data era um domingo de páscoa. E não ficarei minimamente surpreso se a Segunda Vinda do Salvador acontecer também num domingo de páscoa.
Páscoa remete à Expiação e ressurreição de Cristo, não a ovos e coelhos de chocolate. Por isso, o banner que criei para o AppleMania foi o que se vê ao lado. Do dia em que foi posto no site até hoje, deve ter sido exibido cerca de meio milhão de vezes. Espero que minha pequena contribuição tenha sido eficaz em lembrar o leitor do verdadeiro significado da páscoa.
Ah, e boa páscoa para você.
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Referente a julho de 2006
Aconselho-os a registrarem todas as suas bênçãos e a preservarem-nas. (…) Exorto-os a fazerem um registro de todos os atos oficiais de sua vida. Se vocês batizarem, confirmarem, ordenarem ou abençoarem qualquer pessoa ou ministrarem aos enfermos, façam um registro disso. (…) Se o poder e as bênçãos de Deus se manifestarem quando vocês forem protegidos de perigos, (…) registrem tais acontecimentos. Façam um relato das interações de Deus com vocês diariamente. Registrei por escrito todas as bênçãos que recebi e não as venderia nem por ouro.
Acaso não devemos respeitar Deus o bastante para fazermos um registro das bênçãos que Ele derrama sobre nós e dos atos oficiais que realizamos em Seu nome na face da Terra? Creio que sim.
Em vez de negligenciar esta parte de nosso trabalho, todos que puderem devem manter um diário e registrar os acontecimentos à medida que se descortinarem perante nós no cotidiano. Isso será um legado valioso para nossos filhos e de grande benefício para as gerações futuras, pois lhes transmitiremos um histórico verdadeiro da ascenção e progresso da Igreja e reino de Deus na Terra nesta última dispensação, em vez de deixarmos o terreno aberto para que nossos inimigos redijam uma história falsa da verdadeira Igreja de Cristo. (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Wilford Woodruff, pg. 131-132.)
Como designação de leitura para este mês, os membros adultos da Igreja leram o capítulo 13 do manual acima citado, intitulado “Diário: De Maior Valor do que o Ouro”, que contém o trecho acima. Quando o li, dei-me conta de que estou em dívida com esta minha obra. Tenho mantido-me tão ocupado com a lida diária que nem aos domingos lembro-me de atualizá-lo. Isso precisa mudar.
Tenho grande consciência da importância de uma obra como esta, como o Pres. Woodruff mencionou. Eu mesmo escrevi o seguinte a esse respeito:
Reler minhas próprias experiências ajudou-me a perceber o quanto eu era feliz e não sabia! Percebi também que certas coisas aqui escritas poderiam ter salvo minha pele em situações difíceis, pois algumas respostas para questões vitais estavam aqui mesmo. É por isso que exorto a todos quantos vierem a ler estas palavras que tomem coragem e iniciem seus próprios relatos pessoais. Há muito mais importância neles do que pode parecer!
Não sei até que ponto esta obra será apreciada no futuro, mas alguém saberá dar-lhe algum valor, razão pela qual estou constantemente preocupado com sua continuidade mesmo que eu não escreva nela tanto quanto deveria. Assunto não falta.
Assim, para ser fiel ao ensinamento do Pres. Woodruff de que devemos registrar todos os atos oficiais de nossa vida, devo registrar que recentemente, como membro do bispado de minha ala, participei pela primeira vez de um conselho disciplinar. O bispo convocou o conselho para julgar a situação de uma irmã com dificuldades em um certo mandamento do Senhor particularmente importante. Ela já tinha sido anteriormente submetida a um conselho disciplinar informal no qual o bispo estabeleceu metas que ela não cumpriu. Assim, fez-se necessário um novo conselho, desta vez formal, que foi realizado à revelia dela por não ter demonstrado interesse em participar, apesar da insistência do bispo.
O bispo fez a seus dois conselheiros uma detalhada exposição dos fatos que levaram aquela irmã à situação atual e de tudo o que já foi feito para ajudá-la. Contou inclusive que são amigos de longa data e, por isso, conhece de perto sua situação. Então abriu o tempo para nossas perguntas. Depois, cada um foi para uma sala separada da capela para orar e conhecer a vontade do Senhor quanto àquela Sua filha.
Em minha oração eu disse ao Senhor que, diante do que nos foi exposto, eu era da opinião de que a irmã precisava ser excomungada. Disse-Lhe que eu estava disposto a dar esse voto quando voltássemos à sala do bispado e pedi-Lhe que confirmasse dentro de mim se essa era Sua vontade.
O Espírito não respondeu com alguma palavra específica em minha mente nem sentimento especial em meu peito. A resposta que obtive foi simplesmente silêncio, acompanhado de paz. A serenidade e tranqüilidade que envolviam minha opção pela excomunhão da irmã levaram-me a deduzir que o Senhor estava de acordo com meu voto.
De volta ao bispado, o bispo pediu-nos que revelássemos nossos votos. Foi com um misto de alívio e assombro que vi que a decisão foi unânime. Alívio por constatar que não me enganei em minha dedução sobre a vontade do Senhor; assombro por saber que Seus dois outros servos obtiveram a mesma resposta.
O bispo perguntou o porquê da escolha de cada um. Falei primeiro, expondo minhas razões. O outro conselheiro e o bispo disseram que não teriam nada mais a acrescentar além do que eu havia dito para justificar seus votos. Então preenchi o formulário que seria ser enviado à presidência da estaca e encerramos.
Identifico nessa experiência dois pontos altos: a unanimidade de sentimentos quanto ao que era da vontade do Senhor e o fato de que a ausência de idéias e sentimentos discerníveis durante uma tomada de decisão pode indicar que, naquele momento e circunstância, o Senhor não tem nada a acrescentar além do que já foi ponderado e decidido.
Sou grato a Ele pelo privilégio de servi-Lo no bispado desta unidade de Sua Igreja.
Meu serviço na ala não se restringe ao bispado. Como professor da classe de Princípios do Evangelho da Escola Dominical, tenho tido o sagrado privilégio de ver vidas mudarem e o Espírito ser derramado em grande abundância sobre a classe durante certas aulas. Sei que estou sendo usado pelo Senhor como instrumento para tocar corações e converter almas, especialmente a minha própria. Dou graças por isso também.
Lembro-me que, no ano passado, uma missionária disse-me que sentia prazer em trazer visitantes para a Igreja por causa de minhas aulas naquela classe. Na ala anterior, na qual eu também era professor de Princípios do Evangelho além de presidente do quórum de élderes, uma irmã recém-conversa confessou-me depois de algum tempo na Igreja que só permaneceu firme no evangelho por causa de minhas aulas. Esses são alguns dos motivos pelos quais sempre agradeço ao Pai pelos dons e talentos que me deu para ensinar Seu Evangelho.
Creio que o que explica o fato de algumas pessoas gostarem de minhas aulas não é o conhecimento que tenho de cada assunto que ensino, mas meu forte testemunho sobre eles. Do começo ao fim, cada aula que dou é mais que um mero repassar de conhecimento: é também, e principalmente, um testemunho que presto. Procuro não ensinar com a boca, mas com o coração. É muito comum nesses momentos o Espírito colocar idéias em minha mente sobre coisas que devo falar. Sei que, quando falo sobre essas idéias, o Espírito faz Seu trabalho no coração dos que as ouvem. O Espirito é, portanto, o grande professor da classe. E assim deve ser com tudo que se faz em Sua Igreja. Afinal, a Igreja é Dele, não nossa.
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