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Posts Tagged “fé”

Este artigo relata o surpreendente (e um tanto frustrante) desdobramento do caso que contei no artigo Ganhar (muito!) dinheiro com pornografia? Não, obrigado. Se você ainda não conhece o caso, sugiro ler aquele artigo antes deste para situar-se no contexto.

O leitor Raphael Coelho, após ler o relato daquela experiência, comentou:

Posso estar errado, mas isso está parecendo uma clara tentativa de alguém que na verdade queria vê-lo ceder para depois publicar e desmoralizá-lo.

Respondi que não acreditava nisso, pois eu já havia constatado que a pessoa em questão de fato existia.

Mas é com consternação que devo reconhecer que ele tinha razão.

Anteontem (26/3) a verdade veio à tona. Tudo não passou de uma encenação bolada e executada por alguém que, de fato, tentou armar para cima de mim. Essa pessoa acabou confessando tudo. Ele disse:

Quero dar um fim nisso. Primeiro não sou [aquela pessoa]. Achei seu site no Google e li vários absurdos nele. Dai pensei em te botar pilha, mas vi que tu é um cara legal. Bom, me desculpe. Foi uma criancice minha.

Ele acabou me contando que é de São Paulo e criou um e-mail novo com o único propósito de fazer-se passar pela atriz pornô (que de fato existe, mas nomes não vêm ao caso) e por sua suposta secretária, que fala português porque já teria participado de um programa de intercâmbio no Brasil. A história prosseguiu por quase dois meses além do ponto em que encerrei o artigo anterior. Nesse meio tempo (e sempre escrevendo em ótimo inglês, para dar mais autenticidade à encenação), teceu toda uma teia de histórias, argumentações e dramas pessoais que levaram-me a crer que eu realmente falava com quem achava que falava. Ainda que algumas peças do quebra-cabeças não encaixassem, foi tão criativo, convincente e rico em detalhes no desempenho das duas personagens que jamais passou por minha cabeça que alguém pudesse estar inventando aquilo tudo e por tanto tempo. Devo tirar o chapéu para sua encenação.

Mas, depois de algum tempo, ele decidiu encerrar o teatro. Confessou (em português mesmo) dizendo o que disse acima e acrescentou depois:

Me desculpe. Favor me perdoar. :-(

Respondi-lhe:

Perdoar é algo que costumo fazer mesmo que não me peçam. É o que o Salvador ensinou e o que procuro fazer o melhor que posso.

Devo reconhecer que você foi bastante criativo em sua atuação, em cada detalhe. E me convenceu de que eu estava falando com quem achava que estava.

Não se preocupe, não me sinto ofendido. De um modo ou de outro, sua brincadeira acabou servindo a um bom propósito, que foi provar minha determinação em manter-me fiel a meus princípios e dar exemplo disso a outros.

Embora me sinta frustrado pela constatação da enganação, consegui extrair algum dividendo espiritual da “criancice” do ator, diretor e roteirista dessa peça. Se o caso tivesse sido real — para mim estava sendo —, o resultado teria sido rigorosamente o mesmo. Quando fazemos escolhas certas, aumentamos nosso poder e capacidade de fazer mais escolhas certas.

Ele, no entanto, parece ter tirado pouco ou nenhum proveito da experiência. Na condição de ateu, veio tentar provar a inutilidade de minha fé em Deus pelo fato de Ele não ter me alertado que tudo não passava de uma farsa. “Se Deus fala com você, por que não te avisou?”, alfinetou.

Porque não era necessário. Eu não estava sob risco e, no fim, eu ficaria sabendo a verdade. Se houvesse algum perigo iminente de qualquer natureza para o qual eu devesse ser alertado, Ele o teria feito. Isso já aconteceu um sem número de vezes ao longo de minha vida.

Além do mais, o tempo todo em que falei com você crendo ser [a estrela pornô], eu estava pondo à prova minha fé, demonstrando ao Senhor o quanto estou comprometido com Ele e com o bem estar espiritual das pessoas com quem me relaciono.

Então, como eu disse, sua brincadeira acabou servindo a um bom propósito. Isso, e o fato de que eu acabaria sabendo a verdade, podem ter sido os motivos pelos quais não fui avisado.

Não satisfeito, tentou que eu provasse que Deus fala comigo impondo um teste: queria que eu perguntasse a Ele qual era seu nome. Se eu acertasse, então ele acreditaria. Ou seja, estava me pedindo um sinal. As escrituras nos dão exemplos do que pode acontecer a quem tenta o Senhor dessa forma (veja Jacó 7:13–20, Alma 30:48–60). O sujeito passou esse tempo todo me testando e não cedi, então não seria agora que eu iria pisar na bola perante Ele.

Releia a mensagem sobre fé que lhe enviei. Quando você conseguir desenvolver fé, terá todas as provas espirituais que quiser, inclusive poderá saber por si mesmo se Deus efetivamente fala comigo ou não. É assim que as coisas de Deus funcionam: por meio da fé. E adivinhar seu nome não ajudaria você a desenvolver fé em Jesus Cristo -- que é a exata razão pela qual Ele não me diria seu nome mesmo se eu perguntasse. E se fosse realmente necessário que eu soubesse seu nome para cumprir algum propósito Dele, eu já o saberia mesmo sem ter que pedir-Lhe.

Eu estava tentando ensinar-lhe que não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar a fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). Apesar disso, ele continuou insistindo que queria uma “pequena prova” para que acreditasse, uma “micro introdução”.

Respondi que a iniciativa tem que ser dele, não minha. “Não posso desenvolver sua fé, você é que tem que fazê-lo por si mesmo”, disse-lhe. E sugeri que experimentasse começar a orar e a ler as Escrituras para iniciar o processo de exercitar a fé.

Bom, faço isso depois. Não tenho nenhuma gibiblia aqui perto.

“Gibíblia” foi o trocadilho que usou para debochar da Bíblia, comparando-a a um gibi.

Triste, não?

Nem sei se adiantou mostrar-lhe versões online da Bíblia e do Livro de Mórmon caso tivesse interesse em lê-los, pois ele não respondeu mais. Mas pelo menos a semente está plantada. Sou um otimista incorrigível.

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Ocasionalmente recebo contatos de visitantes de meu blog trazendo-me elogios, dúvidas e críticas. Estas geralmente não são contra o blog ou contra mim, e sim contra a Igreja.

Há algum tempo venho me correspondendo por e-mail com uma pessoa que se identifica apenas pelo pseudônimo de “Árabe Quarentão”. Desde quando me procurou pela primeira vez, vem trazendo dúvidas sobre a Igreja e muitos tópicos relacionados a ela. Tenho procurado responder todas as suas perguntas com o máximo de amor cristão e atenção possível.

No início ele foi muito cordial e polido, mas, em sua última mensagem, enviada esta noite, pareceu ter perdido a paciência comigo pelo fato de eu não concordar com seus raciocínios. Abordou novamente temas já discutidos em mensagens anteriores como se nenhuma resposta houvesse sido dada antes. Trouxe artigos críticos à Igreja pedindo para saber se era verdade o que diziam, como se estivesse me testando. Insiste que a Igreja errou em algumas coisas e que deve desculpas por isso. Tem procurado pelos em casca de ovo para criticar a Igreja e seus líderes e membros.

Em outras palavras, ele é do tipo que, na falta da fé, busca sinais para crer. De sua última mensagem destaco:

Não consigo raciocinar de maneira clara como uma pessoa inteligente e estudada como você, após eu mostrar tantas contradições (próprias contradições dos líderes em suas citações discursivas, por exemplo), pode seguir uma religião tão “confusa” e “contraditória” como a dos mórmons, como exemplo: não aceitar negros no sacerdócio até 1978, ter praticado a poligamia no passado, ter “segredos” nos Templos Mórmons, que muitos afirmam ter ele plagiados dos maçons (Joseph Smith foi um maçon), enfim, tantas contradições latentes que não consigo imaginar um ser normal e questionável como é o homem, ter coragem de seguir uma religião desse tipo. Desculpe minha sinceridade.

A questão polêmica do Livro de Mórmon, quais provas cabais ele tem? As moedas nefitas, as couraças, as espadas, as ossadas, etc? Não teria sido uma “novela” escrita por uma mente fértil como a de Smith?

A Bíblia possui até hoje os locais citados, isso é um fato incontestável. E os locais citados no livro de mórmon? Onde se encontram?

(…)

No meu entender só falta o pedido de “desculpas” público pelo erro do passado em ter negado aos negros o sacerdócio mórmon, aí sim estaria perto do termo “cristão” ensinado por Jesus no Novo testamento. Um ato de humildade e resignação.

Tudo isso é chover no molhado. Todas essas dúvidas já foram exaustivamente respondidas por eruditos e líderes da Igreja e estão à disposição de quem quiser encontrá-las. Mas parece assombroso que, na busca por informações sobre a Igreja, algumas pessoas só encontram as críticas e nunca as respostas verdadeiras.

Jamais me propus a responder críticas e não abri exceção desta vez. Crítica é sintoma de ceticismo, que se combate com testemunho. Por isso, minha resposta concentrou-se apenas num único ponto de sua mensagem: como posso permanecer membro da Igreja apesar das “contradições” encontradas por ele. Eis o que respondi:

Amigo,

Por favor, preste atenção no que digo abaixo como nunca em sua vida prestou atenção em algo.

O cerne de seu problema em entender essas coisas reside exatamente nisto: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Atente bem para isto: elas se discernem ESPIRITUALMENTE. Consegue compreender o que isso significa?

Você poderá passar a vida inteira procurando provas materiais, lógicas e racionais da veracidade do Livro de Mórmon e não as encontrará nunca. Da mesma forma, também não encontrará de muitas coisas contidas na Bíblia: Jardim do Éden (onde foi?), Adão e Eva (existiram mesmo?), dilúvio (como pode não haver vestígio algum dele?) e o principal de tudo: a ressurreição de Cristo (como pode alguém passar três dias morto e voltar à vida?).

Eu já lhe disse numa mensagem anterior e torno a repetir: é tão incoerente pedir provas dessas coisas quanto é pedir do Livro de Mórmon. Se você aceita os relatos bíblicos sem pedir que sejam materialmente provados, tem que aceitar o Livro de Mórmon também, sob pena de estar sendo incoerente: por que não pedir de um e pedir do outro? Ou pede de ambos ou não pede de nenhum. Um peso, uma medida.

Felizmente, Deus nos proveu um meio de saber toda a verdade pelo poder do Espírito Santo sem necessidade dessa tolice de ficar procurando provas materiais de fatos espirituais. Afirmo-lhe que Deus fez as coisas de modo a manter essas provas materias ocultas do homem justamente para que as procure pela fé. Deus quer que desenvolvamos fé. Se temos provas materiais, para que precisamos da fé?

Portanto, se você quer provas materiais da veracidade do Livro de Mórmon e de muitas coisas ditas na Bíblia, passará a vida toda procurando e nunca as encontrará, pois ELAS NÃO SÃO PARA SEREM ENCONTRADAS. Não é intenção de Deus que o sejam. Entende isso? Ele não quer que acreditemos nessas coisas por podermos ver e tocar em provas materiais delas, pois assim não precisaríamos ter fé. E a fé é importante porque as maiores e melhores recompensas que Ele tem para nos dar nesta vida e na próxima só são alcançadas por meio da fé. Como Ele é o principal interessado em nos conceder tais recompensas, jamais fará nada que nos impeça de recebê-las — e isso inclui dar provas materiais que dispensem a necessidade de desenvolver fé. Na verdade, a coisa funciona exatamente ao contrário: primeiro vem a fé, depois vêm as provas. Não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar nossa fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). A mesma fé que lhe permite saber que Ele existe é a que lhe permitirá saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro, caso esteja sinceramente interessado.

Portanto, se, como você mesmo disse, não consegue compreender porquê alguém inteligente e estudado como eu aceita e segue o mormonismo, volte-se a 1 Coríntios 2:14: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

Mais uma vez: a chave da questão está em “elas se discernem ESPIRITUALMENTE“.

Aceito e sigo o mormonismo exatamente por causa disso: porque sei que Deus tem boca e fala e tive fé suficiente para buscar com Ele uma resposta. Aceito e sigo o mormonismo porque Ele testificou a mim que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face de toda a Terra — não apenas mais uma igreja que PRETENDE ser de Cristo, mas a única que Ele aceita como Sua, pois não foi edificada pelas mãos de homens, mas pelas Dele EM PESSOA, visitando o jovem Joseph Smith e iniciando por meio Dele a restauração do Evangelho e da Igreja que há muito havia se perdido no mundo.

Não dou a mínima para o que diz Wikipédia ou seja lá qual for o site. Não estou nem aí para os críticos e opositores. E isso por um motivo muito simples: o fato de Deus ter falado comigo (e crítico nenhum JAMAIS poderá dizer que não falou) dizendo o que me disse é PROVA mais que suficiente de que estou no lugar certo. As críticas que você citou são palavras de homens, são o racional de homens e, não raro, a deturpação, distorção e calúnia de homens. Quão espiritualmente miserável seria eu se necessitasse dos homens para provar-me a verdade de Deus! Pra quê intermediários se posso recorrer diretamente a Ele, sem interferências nem distorções?

Ou seja, se Deus em pessoa me disse que a Igreja é verdadeira, a única explicação lógica para o que os homens dizem é que só podem estar errados. Ou será que Deus estaria errado e os homens certos?

Eis aí meu racional para permanecer onde estou já há 25 anos: ou Deus está certo ou os homens estão. Ambos não podem estar certos ao mesmo tempo. Se Deus é perfeito e não pode errar, então, pela lógica, quem está errado é o homem que diz o contrário do que Ele diz.

Eis porque não dou a mínima para o que dizem os críticos. Existe uma explicação racional para todos os questionamentos levantados por eles, mas não tenho a mínima necessidade de buscar essas explicações pelos motivos que já expus.

A propósito, você insiste em bater na tecla de que a Igreja deve desculpas por coisas que você acha nebulosas na história da Igreja. Já comentei esse tópico antes dizendo que a Igreja não deve desculpas por nada, pois sustentamos que tudo que foi feito o foi por ordem de Deus e, quando fazemos o que Ele manda, estamos sempre certos, não importa o que os homens pensem.

Para encerrar, quero dizer apenas uma coisa: quer saber se a Igreja, o Livro de Mórmon e tudo mais são verdadeiros e vêm de Deus? Então pare de procurar provas materiais e abra-se para o que o Espírito Santo tem a dizer. É Dele que as respostas vêm. Enquanto você não o fizer, vai continuar batendo cabeça atrás de provas que nunca encontrará. Então a vida terá passado e você terá perdido a oportunidade de experimentar a maior alegria que poderia ter tido nesta vida, que é a mesma de que desfruto.

Por fim, peço-lhe encarecidamente que leia o seguinte discurso, que foi proferido para pessoas que têm as mesmas dúvidas que você:

www.lds.org/conference/talk/display/0,5232,89-2-404-6,00.html


É isso. Espero ter cumprido bem o conselho do apóstolo Pedro:

“…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:13).

Você acha que cumpri bem esse conselho? Comente!

Leitura adicional recomendada:

 

 

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Dia desses alguém visitou este meu blog e me enviou mensagem através da página de contato. A pessoa identificou-se apenas como “Philo2000″. Em sua mensagem ele disse:

Marcelo,

Olha, tá certo, eu vi a sua participação no Superpop, sua opinião é válida, está concomitante aos ensinos da Igreja, você foi prudente e coerente. É muito inteligente.

Mas Marcelo, olha, o negócio são os documentos históricos da Igreja, o famosíssimo History of the Church. Marcelo faz um tempão que eu preciso conversar com alguém estudado da Igreja.

Marcelo, olha, o primeiro livro da história da Igreja é o diário de Joseph Smith, lá o profeta deixa bem claro: eu traduzi parte das placas de Kindhoker. Marcelo, ele mesmo escreveu que traduziu, ele mesmo escreve no diário que elas eram o registro de um descendente do Faraó. Marcelo, elas eram inscrições em uma caixa de chá Chinesa! Assim não DÁ! não tem testemunho que segure essa! E pior, irmão, lá no site do Mórmon Wiki a igreja diz que Joseph nunca traduziu essas Placas.

A igreja concorda com o que Joseph escreveu mas diz que ele não traduziu nada, pois se provou serem uma farsa. Isso é o bastante para desqualificá-lo como profeta! Bastou isso.

Sem nem entrar no assunto de Zelph, lamanita que ficou branco, e muito menos o fato de na América não terem existido nefitas, lamanitas, jareditas… Olha aqui nós tivemos maias, incas e aztecas, guaranis, tupis, sioux, etc

Os estudos desses povos não mostram em nenhuma época contato com civilizações tão avançadas como as descritas no Livro de Mórmon. Os nefitas eram avançadissimos, tinhas grandes edifícios, democracia, templos cristãos, não dava pra Cristo ter vindo à América causar um grande terremoto e destruição como aquele que acreditamos será na Segunda Vinda, a visita do Salvador teria instituído o Cristianismo em toda a América. Não há resquício, vestígio, etc. NADA.

Essa coisas não podem se resolver somente pela fé, porque o Livro de Mórmon é considerado um registro histórico e história é ciência, e não FÉ.

Testemunho? é pura PNL, é só ficar repetindo e dizendo “Eu sei que a igreja é verdadeira”. Quando a gente ora tem um sentimento de paz e logo a igreja que vincular esse sentimento à confirmação de alguma coisa. A gente sente paz orando por qualquer coisa. É só orar e sentir um pouco aliviado.

E o egípcio reformado?

Santa paciência, Marcelo!

Abração e um beijo no coração.

Essa pessoa deve ter passado um bom tempo examinando esses sites cheios de lixo antimórmon. É triste ver que seu testemunho não resistiu a uma prova tão elementar como essa. Buscar conhecimento nesse tipo de site é como fazer pesquisas sobre o Flamengo em sites feitos por vascaínos. O pior é que há quem acredite no que os vascaínos dizem do Flamengo.

Há muitos sites históricos e científicos que mostram o “Flamengo” pelo ponto de vista que não interessa aos “vascaínos”, dentre os quais destaco o The Neal A. Maxwell Institute for Religious Scholarship. Eu poderia fazer uma bela compilação deles aqui, mas me pergunto se isso é mesmo necessário. Se temos o grande Dono da Verdade à disposição para nos ajudar a angariar luz e conhecimento por meio do estudo das escrituras e da oração, não entendo porquê alguém precisa de outra fonte.

Em minha resposta escrevi:

Caro Philo2000,

Obrigado por sua visita a meu blog e por seu contato.

Veja bem, não tenho conhecimento técnico, científico, histórico ou secular de qualquer tipo em grau suficiente para confirmar ou contestar qualquer das alegações da Igreja ou de seus críticos.

O detalhe é que não tenho nem quero ter.

Não preciso de nenhum conhecimento secular para saber que Deus falou comigo e me disse que esta Igreja é a Dele, que Joseph Smith foi (e ainda é) um profeta Dele, que o Livro de Mórmon provém Dele e tudo mais.

Não li essas coisas em um livro nem ouvi de algum homem. Foi o próprio Deus Todo-Poderoso quem o disse a mim diretamente, sem intermediários.

Então como é que eu poderia duvidar da palavra Dele?

Meu raciocínio é bem simples: se Criador do Universo me disse que estas coisas são verdadeiras e se há homens que alegam o contrário, em qual dos lados possivelmente está a falha?

Se você admite que Deus é perfeito, então sua conclusão lógica é a de que a falha não pode estar no lado Dele, portanto necessariamente tem que estar no lado do homem.

Eis porque nenhum dos seus questionamentos me incomoda. Sinto-me perfeitamente seguro dentro do conhecimento de que Deus falou comigo (e você JAMAIS poderá dizer que não falou) e disse o que disse. E essa verdade eu defendo até minha última gota de sangue, se for preciso.

No seu caso, parece-me que o problema não é uma eventual constatação da “falsidade” das alegações da Igreja, e sim a perda da fé em Deus. Se você exige provas seculares da veracidade da doutrina e história da Igreja para sustentar sua fé, então deve exigir também das alegações da Bíblia quanto ao Jardim do Éden, Adão e Eva, Arca de Noé e até do próprio Salvador Jesus Cristo e Sua ressurreição — tudo isso são coisas cuja comprovação só se pode obter espiritualmente. Trata-se do mesmo alicerce espiritual fundamentando ambos os lados: Bíblia e Livro de Mórmon. Retire esse alicerce e ambos desmoronam. Eis o que acho ter acontecido em seu caso.

O fato é que sua eventual perda de fé em Deus em nada modifica o fato de que Ele existe e pode nos falar pessoalmente sobre a veracidade dessas coisas, desde que assim o desejemos e nos sujeitemos a ouvir Sua resposta à maneira Dele, não à nossa.

Diga-me uma coisa: qual seria sua atitude se, apesar do que diz todo esse lixo antimórmon por aí, Deus lhe dissesse pessoalmente que a Igreja e o Livro de Mórmon são verdadeiros? Preferiria acreditar no lixo ou Nele? Se você responder que preferiria crer Nele, então por que é que ainda está indo buscar respostas no lixo?

Fica aí o questionamento para você pensar.

Agora diga-me você, nos comentários abaixo, se não é uma questão de lógica o fato de que, se Deus é prefeito, não há como Ele dar respostas diferentes às pessoas sobre um mesmo assunto. Ele não pode dizer a mim que Joseph Smith é um de Seus profetas e a outro que não é. Ele não é Deus de confusão.

Isto posto, nosso desafio é exercer nossa fé para obter Dele uma resposta. Uma vez obtida, e sabendo-se inequivocamente ter vindo Dele, não faz sentido supor que pode haver qualquer fundo de verdade nas alegações em contrário. Doutra forma, admite-se que Deus não é perfeito e não conhece a verdade, premissa que aqui admitimos ser falsa.

Falando francamente, NUNCA me interessei em averiguar onde estão os erros nas ladainhas dos críticos. Não me sinto na necessidade de dar-lhes resposta. Primeiro, porque nada do que digam ou façam me atinge. Segundo, porque não há limite para a fertilidade da criatividade humana, capaz de inventar as mais tresloucadas teorias com as quais tentam embasar suas acusações. E aqui retornamos ao ponto de partida: como saber quem está com a razão?

A saída é a mesma: exercendo fé para obter de Deus uma resposta. Quem quer que o faça e aja de acordo com a resposta recebida Dele, jamais estará errado — digam os homens o que disserem.

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No início do ano de 1975 a profissão de meu pai obrigou-nos a uma nova mudança de cidade, de Estado e de região — até então a quarta nos meus nove anos de vida. Deixávamos Porto Alegre, onde vivemos dois felizes anos, para voltar a nossa terra-natal, São Paulo. Fomos morar na casa que havia sido de meu avô paterno e que meu pai e sua irmã receberam como herança, situada no bairro Cidade Vargas, próximo ao metrô Jabaquara.

Foi andando de bicicleta pelas ruas do bairro que conheci um menino cuja amizade perdura até hoje, 33 anos depois. Nossa amizade é tão íntima e sólida que costumeiramente tratamos um ao outro como “amigo-quase-irmão”.

Quis o Senhor nosso Pai que minha família fosse novamente transferida — agora pela última vez — para Maceió em 1982, quando não pude mais conviver com meu amigo-quase-irmão (leia relato pormenorizado dessa época de minha vida e de meu despertar espiritual neste artigo). Desde então, nossa convivência passou a acontecer por carta e, a partir de meados da década de 1990, por e-mail.

Mas foi só em meados de 2002 que comecei a abordar o assunto religião em nossas conversas. Foi então que descobri nele uma faceta até então desconhecida para mim: o ceticismo.

Em seu perfil no Orkut ele já se definiu certa vez como agnóstico. O dicionário Houaiss define agnosticismo como “doutrina que reputa inacessível ou incognoscível ao entendimento humano a compreensão dos problemas propostos pela metafísica ou religião (a existência de Deus, o sentido da vida e do universo etc.), na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica”. Mas acredito que, a partir do falecimento de seu pai, ocorrido em 2001, ele sentiu que o agnosticismo não o definia muito bem, então passou a definir-se como tendo “um lado espiritual independente de religiões”.

Meu amigo-quase-irmão é bastante refratário quando o assunto é religião. Ele já teve uma namorada evangélica e conta não ter gostado muito do que viu na fé praticada pela moça e na igreja freqüentada por ela (nomes não vêm ao caso). Ele também não deve gostar dos maus exemplos de fanatismo religioso observados em todo lugar (e não o culpo por isso). Deve imaginar que, se adotar uma religião, acabará se tornando naquilo que não gosta de ver. O problema é que ele extrapola essa impressão para tudo que diga respeito à fé, apressadamente julgando todo o conjunto como sendo uma coisa só.

Fé, aliás, segundo ele próprio, é um conceito “etéreo demais para minha cabeça”.

Ainda assim, ele diz crer que existe um Deus, mas nega Seu poder de falar com o homem. Quando lhe conto que Deus falou comigo, pois tem boca e fala, ele não acredita. Quando digo que Jesus é o Cristo e Salvador da humanidade (dele inclusive), faz pouco caso. Quando insto-o a conhecer melhor o Deus no qual diz crer através do estudo das escrituras e da oração, recusa-se. Quando explico que precisa arrepender-se e obedecer aos mandamentos de Deus caso queira ser favorecido por Ele, rebate dizendo que já os obedece. Quando explico que ser um bom marido, pai e cidadão não é suficiente para alcançar a graça do Pai, ele nega. Ainda assim, insiste em achar que está de bem com Deus e que não há nada que precise fazer para obter Dele as graças que deseja.

Em outras palavras, meu amigo-quase-irmão criou em sua mente uma divindade que não lhe exige nada, não cobra nada (também não ensina nem promete nada), que lhe permite viver como quiser e que se adapta a ele ao invés de ele a seu Criador.

Em dado ponto de nossa conversa, ele começou a rebater meu testemunho dizendo saber que estava certo em suas atitudes. Embora eu sempre tenha lhe oferecido minha justificativa para minha mais plena e absoluta certeza de que estou cumprindo a vontade de Deus ao obedecer Seus mandamentos — certeza que me foi e continua sendo dada pelo testemunho prestado por Seu Espírito —, ele nunca me apresentou a justificativa dele, por mais que eu insistisse. Não acredita que Deus fale comigo pelo Espírito — afinal, se não fala com ele, por que falaria comigo? — e, se fala, o que quer que me diga não lhe serve. Até então ele se limitava a dizer “sei que estou certo e pronto”. Eu sabia que o fazia só para me testar. Como nunca buscou em Deus respostas para dúvidas que não tem, não tinha o que dizer como justificativa para sua teimosia, por isso não dava resposta alguma além de “sei que estou certo”.

Mas ele traiu a si mesmo quando disse: “Como sei se estou certo? Eu sei, e somente o tempo dirá se eu realmente estava certo ou completamente equivocado.”

Foi aí que o apanhei na falácia lógica com a qual enganava a si mesmo. Se ele depende do tempo para avalizar (ou não) sua certeza, então não pode dizer que sabe que está certo. Se soubesse, não precisaria do tempo para isso. Pura e simples lógica vulcana do Sr. Spock.

Portanto, embora alegasse saber que estava certo, na verdade não sabia de coisa alguma. Ainda assim, contrariando a lógica, insistia e ainda insiste em permanecer no atual curso de ação mesmo não sabendo para onde vai. Dá de ombros para as perspectivas futuras. Não se importa com seu destino. Tal qual barco à deriva, prefere a postura do “o que vier, veio, seja bom ou ruim”.

Como pode alguém viver assim, sem rumo nem metas, sem propósito nem sentido para a própria vida, tendo o mero acaso como governante?

A pior parte dessa história é saber que meu amigo-quase-irmão é dotado de soberba inteligência. Eu entenderia esse tipo de atitude fosse ele um iletrado ignorante desprovido dessa inteligência. E é justamente nesse ponto que a intriga me consome: sua atitude não é inteligente. Não há inteligência no ceticismo (pelo menos no espiritual). No caso dele e seguramente no de muitos outros como ele, as peças desse quebra-cabeça não se encaixam.

Em minhas muitas ponderações sobre o caso de meu amigo-quase-irmão, a quem tanto amo, e sobre como ajudá-lo a arrancar a venda de sua sórdida e autoimposta cegueira espiritual, várias hipóteses me vieram à mente. Uma delas é a de que tem medo. Sim, pois o medo faz com que permaneça na ignorância, que por sua vez mantém-no refém da comodidade de sua zona de conforto, confundindo familiaridade com superioridade. Faz sentido, pois em outras oportunidades já demonstrou ser resistente a mudanças. Prefere não conhecer suas responsabilidades perante Deus para não ter que cumpri-las, crendo assim poder justificar-se dizendo que não sabia de nada. Mas essa também não é uma atitude inteligente. Como burro ele não é, tem que haver outra explicação. Como sabemos, “é impossível ao homem ser salvo em ignorância” (D&C 131:6).

A hipótese que me parece fazer mais sentido não diz respeito a seu intelecto, mas a seu espírito. Talvez a origem de seu problema remonte aos primórdios de sua existência como espírito, na época em que Jeová — nome de Jesus Cristo antes da mortalidade — e Lúcifer duelaram na grande batalha que houve nos céus quando a proposta de Jeová para ser nosso Salvador foi aceita e a de Lúcifer, rejeitada — razão pela qual Lúcifer, antes conhecido como “estrela da manhã”, tornou-se Satanás. O fato de meu amigo-quase-irmão estar vivo neste mundo hoje é prova de que optou por ficar do lado de Jeová, mas… quão valente terá sido ele na defesa de nosso Salvador? Será que ganhou o direito de vir ao mundo mais por não ter ficado do lado de Lúcifer do que por sua valentia e coragem na defesa de nosso Senhor? Será que o que hoje se revela como sendo um traço espiritualmente negligente de sua personalidade, manifestado na forma de compulsão obsessiva pelo ceticismo cego e irracional, não é na verdade mero reflexo de seu passado pré-mortal?

Eis porque venho pedir sua ajuda, caro leitor.

Mesmo que você não partilhe de minha fé, eu gostaria de conhecer sua opinião. Por favor, dispense cinco minutos de seu tempo utilizando o espaço de comentários deste artigo para compartilhar comigo e com os demais leitores seus pensamentos. Quem sabe eu consiga extrair do conjunto de opiniões publicadas abaixo alguma coisa que me ajude a compreender a atitude ilógica de meu amado amigo-quase-irmão. Quero munir-me de mais conhecimento para poder ajudá-lo. Não suporto a idéia de que venhamos a ser separados na eternidade por causa de atitudes das quais ele se arrependerá depois. Como disse o Pres. Spencer W. Kimball: “Às vezes esquecemos que é melhor corrermos o risco de criar uma pequena perturbação no relacionamento com um amigo do que o privarmos da vida eterna ao permanecermos em silêncio” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Spencer W. Kimball, pg. 291).

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Há pouco tempo o irmão Otávio Gois, de Natal/RN, membro do meu grupo Mórmons do Brasil, procurou-me por e-mail pedindo minha opinião sobre recente artigo do jornal Gazeta Mercantil destacando resultado de 19 mil testes feitos com café por um cientista chamado Tomas De Paulis, da Vanderbilt University Institut for Coffee Studies. Segundo o artigo, “o resultado das pesquisas mostra que o efeito benéfico [do café] é maior do que se pensa”. O cientista diz que “crianças que tomam café com leite uma vez ao dia têm menos chance de desenvolver depressão do que aquelas que não consomem a bebida”, dentre outras afirmações.

O pedido de opinião do irmão Otávio motivou-se pelo fato de ser portador de diabetes tipo 2 e por sofrer de depressão desde a infância. Após ler o artigo, ele comentou: “Nem pelo sim nem pelo não, pode até me dar a longevidade de 200 anos, mas tal bebida só ingerirei com autorização do ungido do Senhor. Mas que dá o que se pensar, isso dá.”

Respondi dizendo que a Palavra de Sabedoria — nome como é conhecida pelos Santos dos Últimos Dias a revelação dada pelo Senhor ao Profeta Joseph Smith que determina o que é bom para nosso organismo e o que deve ser evitado (ver D&C 89) —, que proíbe as chamadas “bebidas quentes” (café e alguns tipos de chá), proíbe também as drogas, exceto quando prescritas por profissional médico competente para tratamento de doenças.

Eu lhe disse também: “Se um médico lhe prescrever café para ajudar no seu tratamento, creio que você estaria justificado se decidisse tomá-lo. Claro que, antes de fazê-lo, você teria que expor os fatos a seu bispo e também ao Senhor em oração e jejum em busca de orientação e inspiração para saber se realmente é a coisa certa a fazer.”

Então mencionei-lhe a experiência que tive durante minha missão de tempo integral, na qual em dado momento um cardiologista me receitou café para amenizar os sintomas associados à hipotensão que me afetava na época — 9 por 6, em média. Pedi ao irmão Otávio que lesse esse relato nesta página deste blog.

Após ler e comentar na própria página do artigo, irmão Otávio disse que se sentiu muito beneficiado pelo que leu. Então trouxe-me a seguinte questão: “como ajudar um pesquisador [da Igreja] que tem conhecimento do texto da nova pesquisa sobre o café?”

Respondi-lhe contando que, quando eu era professor da classe de Princípios do Evangelho da Escola Dominical, experiência que vivi por três anos, vi-me diante dessa situação várias vezes. O que eu fazia era dizer que, independente do que diz quem quer que seja, o mandamento de Deus continua em vigor. E, no que me diz respeito, mesmo se Ele nos mandasse parar de beber água, por exemplo, eu pararia, pois não questiono as ordens do Senhor, já que confio Nele o suficiente para saber que Ele não nos dá mandamentos que não sejam para nosso bem. É uma questão de fé.

Minha resposta continuaria dizendo que, portanto, mesmo que surjam centenas de estudos científicos apontando para os benefícios do café, devemos exercer fé no Senhor para obter Dele um testemunho de que Ele realmente não quer que o consumamos, por algum motivo que só Ele conhece. Pode até ser que não haja motivo orgânico algum e que o mandamento seja só um teste de obediência e de humilde submissão à Sua vontade. Qualquer que seja o caso, somente se formos orgulhosos e rebeldes é que não nos sujeitaremos a fazer qualquer coisa que Ele nos peça, por mais insignificante ou grandiosa que seja.

Sim senhor, será preciso muito mais que a palavra de um doutor em qualquer coisa para fazer-me mover um milímetro para fora da linha de conduta determinada por nosso Pai. Confio Nele.

Antes que alguém me chame de fanático (o espaço abaixo para comentários serve para isso), quero dizer que essa confiança não significa que estou hermeticamente fechado para tudo que venha da ciência. Muito pelo contrário! Creio que o Senhor inspira e orienta os cientistas — até mesmo os ateus — na condução das descobertas científicas que Ele tem interesse em revelar à humanidade. A ciência já nos revelou muitas coisas maravilhosas, sem as quais a vida da humanidade seria bem pior — menos saúde, menos conhecimento, menos oportunidades de progresso e realização pessoal, algo parecido com a vida nos primórdios da civilização. Pessoalmente, sou grato ao Pai por ter me enviado ao mundo numa época em que, comparada às gerações anteriores, a ciência nunca andou a passos tão largos. Mas para tudo há limite. Nem tudo que a ciência produz é bom e cito como exemplo a dor e sofrimento causados pelas tecnologias desenvolvidas para a guerra, dentre muitos outros (eis porque, no Milênio, elas serão convertidas em coisas úteis para o homem). Assim, por mais que a ciência diga que vinho é bom para o coração, por exemplo, ainda não nasceu psiquiatra, hipnotizador ou agente da CIA que me faça bebê-lo. Isso porque tem álcool, que o Senhor disse que existe na Natureza não para ser ingerido, mas para tratar ferimentos. Para mim, a palavra revelada Dele vale mais que a de todos os doutores do mundo.

Embora haja muitos, muitos assuntos científicos sobre os quais nosso Pai não Se manifestou (ainda), casos em que para mim a palavra da ciência tem todo valor do mundo, quando a ciência se opõe às revelações de Deus — como nos casos citados neste artigo (café e vinho) — não posso dar-lhe ouvidos. Como eu disse, é uma questão de fé.

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