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Eu pretendia publicar este artigo somente quando estivesse de posse da cópia do vídeo do programa, pois queria editá-lo para divulgar apenas os trechos relevantes de minha participação. Como estou na dependência do envio da cópia que um amigo de São Paulo gravou e não sei quando a receberei dele, resolvi publicar o artigo primeiro e incluir o vídeo depois.
[ATUALIZADO em 8 de setembro: Os vídeos já estão disponíveis no fim do artigo.]
Então, como diz o Castelo Rá-Tim-Bum, “senta que lá vem a história“.
Era 7:20 h da noite do último dia 4 de abril, sexta-feira. Eu estava ocupado com um de meus muitos afazeres no computador quando recebi por e-mail o aviso de que um novo comentário havia sido feito em meu antigo artigo “Diga NÃO ao casamento gay” (posteriormente substituído pelo “Por que sou contra o casamento gay“). O comentário dizia:
Olá, Marcelo. Por favor, entre em contato comigo.
Sobre o remetente, eu só sabia que se chamava Ana Paula. Respondi para o e-mail fornecido dizendo “Eis-me aqui. ”.
Dois dias depois, a surpresa:
Sou do programa Superpop, da Luciana Gimenez. Nesta quinta-feira
(próxima) vamos fazer um programa debate sobre o casamento gay. Poderia
participar? Precisamos de alguém com opinião a respeito... O que acha?
Se puder, me passa seu contato para poder te explicar melhor a pauta.
Respondi confessando-me lisonjeado pelo convite, mas esclarecendo que eu não estava em São Paulo, e sim a milhares de quilômetros de distância, e não acreditava que a produção do programa me mandaria passagens de ida e volta.
E não é que mandou?
Claro que houve uma boa quantidade de negociação antes de meu embarque. Primeiro, Ana Paula pediu para ver fotos minhas. Depois, foram vários telefonemas de lado a lado e até uma espécie de entrevista, na qual queria que eu lhe explicasse “ao vivo” o porquê de minha posição contrária ao casamento gay. Mesmo não sabendo o que mais eu poderia acrescentar além do que escrevi em meu artigo, ela queria ouvir a explanação de minha própria boca. Depois, disse ter achado importante ouvir de mim coisas como “eu acho”, “eu creio”, “para mim” — indicando que eu estava expressando opiniões pessoais e não fazendo uma pregação religiosa, na qual realmente não estavam interessados. É exatamente o que faço em meu artigo e foi o que chamou a atenção deles desde o início.
Ana Paula explicou também que a produção queria realizar um debate de alto nível e garantiu-me que não haveria qualquer “barraco” no programa. Respondi dizendo que eu seria o primeiro a não ir caso houvesse esse risco. Ela achou o nível de minha conversa equiparável ao pretendido para o debate, que seria levantado em função da transmissão ao vivo, dentro do Superpop, de uma cerimônia matrimonial gay. Era intenção da produção fazer-me estar acompanhado de outros opositores do casamento gay, que também foram convidados.
Finalizando, ela disse que levaria suas impressões a meu respeito para a direção do programa e perguntou-me se, na hipótese de o envio das passagens ser aprovado, eu realmente iria.
Até chegar a esse ponto, eu já tinha refletido bastante sobre a possibilidade de aceitar o convite. Achei que seria uma oportunidade de ouro de prestar meu testemunho pessoal do Evangelho de Jesus Cristo e de dizer às pessoas que creio existir um modelo de vida melhor que qualquer coisa oferecida pelo mundo. Eu já tinha feito várias consultas a nosso Pai Celestial em busca de Sua opinião. Tinha até conversado com meus líderes do sacerdócio e com o diretor regional de assuntos públicos da Igreja e de nenhum deles ouvi algo como “não vá”. Posso afirmar, com toda segurança, que me senti em paz em todas as minhas ponderações e orações sobre essa possibilidade. Por essa razão, dei à Ana Paula um sim como resposta.
Enquanto isso, comecei a comentar esses fatos com minha família. Tanto minha mulher quanto minha mãe mostraram-se receosas quanto a possíveis reações adversas vindas da comunidade gay. Nunca tive esse medo, pois sempre tratei o assunto com o respeito que os gays merecem e não via porquê desta vez deveria ser diferente. Mas isso não as tranqüilizou. Temiam que o barraco que me foi garantido que não aconteceria durante o programa acontecesse depois. Temiam até por minha integridade física. Mas nenhuma delas manifestou franca oposição a meu comparecimento ao programa.
Elas não eram as únicas com tais receios. Em uma comunidade do Orkut para membros da Igreja, várias pessoas tentaram me desencorajar. E também não faltaram críticas e deboches vindos de opositores da Igreja. Parte do deboche veio de uma atéia que disse: “Todo circo precisa de um palhaço. Honestamente, acho que o Marcelo foi chamado lá pra fazer esse papel. Ele var ser zoado”. Uma outra pessoa disse: “Vou rachar o bico de tanto rir do quanto ele vai se dar mal”. Parecia consenso entre todos que eu estava para ser massacrado e exposto ao ridículo.
Como foi bom provar que estavam todos errados!
Dois dias antes da viagem, Ana Paula ligou novamente dizendo que o diretor havia autorizado o envio das passagens. Reafirmei meu compromisso em comparecer ao programa. Eu realmente estava tranqüilo e sentia que não havia nada a temer.
Na noite anterior à viagem, recebi dela o localizador das passagens, com o qual fiz o checkin no site da companhia aérea e imprimi os cartões de embarque — aliás, o sistema é fantástico, pois dispensa o passageiro da obrigatoriedade de entrar na fila do checkin no balcão da empresa no aeroporto e permite que vá direto para a sala de embarque.
Satisfeito, procurei as duas mulheres de minha vida para contar que já estava com os cartões de embarque em mãos. Parece que foi só então que a ficha caiu na cabeça delas. “Ele vai mesmo!”, devem ter pensado. E o que antes era uma mera recomendação para que desistisse da idéia passou a assumir contornos de drama familiar. Insistiam que eu seria ridicularizado, humilhado, escarnecido e que isso poderia ir além de meros ataques verbais. Estavam levando isso a sério e, diante do que lhes pareceu desprezo meu por sua preocupação, sentiram-se ofendidas.
A coisa só piorou na manhã da viagem. Ouvi delas coisas que me deixaram muito triste, todas baseadas na certeza do cumprimento de suas profecias apocalipticas. O mal-estar entre nós foi tamanho que, mesmo já estando com os cartões de embarque em mãos, hotel reservado e com a produção do programa à minha espera, cheguei a considerar a possibilidade de desistir da viagem em prol da paz e da harmonia familiar. Eu detestaria sair em meio àquele mal-estar.
Poucas horas antes do embarque, liguei para a casa de Ana Paula dizendo: “Estou com um problema”. Relatei-lhe todo o ocorrido e perguntei que grande prejuízo haveria se eu não fosse ao programa. Nervosa, respondeu que poderia até perder o emprego se isso acontecesse, pois ela foi a porta-voz de minha palavra e seu diretor confiou nisso. Realmente, seria terrível quebrar minha promessa, obrigando alguém a encarar o risco de ir para o olho da rua por isso. Por outro lado, estava sendo terrível viver aquele drama dentro de casa.
Mas que sinuca!
Embora eu continuasse em paz com a idéia de participar do programa, não tive alternativa senão fazer o que sei que tenho o direito de fazer nesses momentos: pedir socorro a nosso sábio e onisciente Pai Celestial. Como é bom poder contar com a ajuda de um Pai que tudo sabe e tudo pode!
De joelhos, aos pés de minha cama, escancarei-Lhe meu coração e minha angústia. Disse-Lhe que, apesar de tudo, eu ainda queria muito ir, pois acreditava que aquela poderia ser uma oportunidade ímpar de lembrar a uma parte do mundo que a vida não se resume a seguir modismos inconseqüentes. Mesmo assim, eu estava disposto a abrir mão dessa oportunidade se Ele julgasse a viagem inoportuna devido ao problema em casa.
Foi então que, mais uma vez, vi cumprir-se a promessa feita pelo Senhor em D&C 9:8:
Mas eis que eu te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo.
Isso explica porquê criei coragem para enfrentar o ranger de dentes familiar e honrar o compromisso assumido com a Rede TV. Já que, para isso, eu estava criando um problema em casa, minha única saída seria fazer todo possível para que tudo aquilo valesse a pena.
O resultado foi visto ao vivo por milhões de pessoas, inclusive pelas que me aconselharam a desistir e pelas que debocharam de mim. Nenhum dos temores e das profecias apocalípticas se cumpriu. O programa transcorreu na mais perfeita e absoluta tranqüilidade e com um incomum nível de civilidade, conforme a própria Luciana reconheceu no ar três vezes (veja no vídeo).
Para mim, não foi nenhuma surpresa. Primeiro, porque era o que eu sentia. Segundo, porque não fui ao programa munido da intenção de condenar, criticar, desafiar, provocar e criar antagonismos. Ao invés, entrei no estúdio após ter me trancado no banheiro e feito uma última prece humilde ao Senhor pedindo-Lhe serenidade e inspiração, razão pela qual minha disposição era a de construir sobre bases comuns e oferecer um convite à reflexão sobre a possibilidade de haver um modelo de matrimônio melhor, que é o oferecido pelo Senhor e que explico em meu artigo “Por que sou contra o casamento gay“.
Como diz o velho ditado, “quando um não quer, dois não brigam”.
Quando cheguei ao hotel, já de madrugada, senti-me inundado por uma profunda sensação de alegria e satisfação espiritual pelo cumprimento do propósito de fazer com que alguns pelo menos ficassem com uma pulga atrás da orelha. Já mais calma e aliviada, minha mulher ligou para contar que (ao contrário do que havia dito) assistiu o programa e gostou de ver que não aconteceu nada do que temia. Fui dormir naquela noite sentindo-me muito satisfeito.
O resultado foi tão positivo que, na tarde seguinte, Ana Paula me ligou novamente agradecendo muito minha ida ao programa e dizendo que outras oportunidades poderão surgir. Choveram e-mails e telefonemas de congratulações e agradecimentos, inclusive de gente que nem conheço. É claro que houve críticas também, pois é impossível agradar a gregos e troianos — mas, felizmente, a quantidade de críticas não foi sequer próxima de ser considerada significativa e em sua maioria veio de opositores da Igreja.
Minha única ressalva a respeito do programa fica por conta da repetição da pergunta “você aprova o casamento gay?” feita por Luciana aos vários entrevistados participantes da festa do casal gay. Ora, se estavam lá para prestigiar o evento, que se poderia esperar que respondessem?
Curiosidades de bastidores
Antes de começar o programa, fiquei em uma sala esperando alguém da produção vir conversar comigo. O programa que estava no ar naquele momento era o TV Fama, apresentado pela ex-atriz global Adriana Lessa (foto), pela ex-BBB Íris Stefanelli e por Nelson Rubens. Por ser quinta-feira, às 20:30 h começou o horário político, então os apresentadores tiveram 10 minutos de intervalo. Adriana Lessa passou em frente à sala onde eu estava. Eu quis vê-la de perto quando voltasse, então fiquei à porta. Quando isso aconteceu, pude confirmar algo de que eu desconfiava sempre que a via na tela: ela é muito bonita! E é também mais alta do que parece: de salto, ficou quase da minha altura — e tenho 1,88 m. Como não sou tiete, não a parei para pedir autógrafo ou para tirar foto com ela. Eu simplesmente queria vê-la de perto. Dei-me por satisfeito.
- Vi Íris Stefanelli também, que foi tomar água no bebedor em frente à sala. Entre as duas, gostei mais de Adriana — até porque é o nome da minha mulher.
- Não vi Nelson Rubens. Acho que não perdi nada.
- Depois do programa, Luciana me perguntou: “O que os mórmons fazem de diferente?” Respondi que eu teria muito mais para contar do que seria possível fazer em cinco minutos (ela estava se preparando para gravar), mas que, se tivesse interesse, poderia começar sua pesquisa solicitando o vídeo do cartão de amizade que saquei do bolso da camisa — o mesmo que distribuí para vários membros da equipe de produção. Lamentei-me por não ter saído de casa com um bolo maior de cartões, eu queria tê-los distribuído a mais gente.
- Aliás, com aquele tamanho todo, me pergunto por quê Luciana quer usar salto alto. Ficou mais alta que eu! Será que é para meter medo em alguém?
- O maquiador me enganou! Ele aplicou um laquê em meu cabelo garantindo que não ficaria duro. Quando saí do programa, parecia que eu estava usando uma peruca de concreto!
- O estúdio do Superpop é pequeno, mas bem montado. Gostei da produção e da organização do programa — vê-se que não é coisa de amadores. Mas, também, esta é a opinião de um leigo e não sei se quem é da área pensaria o mesmo.
- A Rede TV não tem instalações nababescas e observa-se um tanto de improviso em várias partes. Mas os profissionais são dedicados e conseguem realizar um bom trabalho.
- A gerente de produção me contou que muitos são os contrários ao casamento gay (inclusive dentre os próprios gays!!!) e que vários representantes dessa corrente foram convidados a participar do programa junto comigo para expôr suas idéias. Mas fui o ÚNICO que teve a coragem de mostrar a cara (as possíveis razões para isso também estão explicadas no artigo “Por que sou contra o casamento gay“). Ela me parabenizou pela coragem — que não é o adjetivo que explica melhor minha atitude: como contei mais acima, eu estava me sentindo em paz. Essa paz é fruto da segurança advinda da vivência do Evangelho. Como o próprio Senhor disse: “se estiverdes preparados, não temereis” (D&C 38:30, veja também este discurso do Pres. Gordon B. Hinckley).
- Pude ver que a produção da Rede TV usa tecnologia Apple!
- Beto Sato — conhecido ativista da causa gay que participou do programa junto comigo — e um amigo dele me acompanharam no carro da emissora que me levou ao hotel após o programa. No caminho, Beto fez-me diversas perguntas interessantes sobre a Igreja e o Evangelho. A que me chamou mais a atenção foi feita depois que expliquei que, na segunda vinda do Salvador Jesus Cristo ao mundo, toda iniqüidade será varrida da Terra e o mundo voltará a ser como era no Jardim do Éden em termos de pureza e retidão. Então ele perguntou: “Se eu, sendo gay, estiver vivendo uma vida honrada e honesta, que acontecerá comigo?” Dei-lhe a única resposta possível: “Não sei. Essa é uma decisão que caberá ao Senhor. Não posso julgar por Ele”. Beto e o amigo também ficaram com um cartão de amizade que lhes dei. A motorista que nos conduzia fez questão de ficar com um também.
- Ainda sobre o Beto, acho importante dizer que, nos momentos em que tive oportunidade de estar com ele e conversar, senti haver um espírito nobre dentro dele. É uma pessoa bem humorada, agradável, afável e articulada. Despedi-me dele com um abraço fraternal, desejando ter um dia a chance de continuar a conversa. Espero sinceramente que peça o vídeo do cartão que lhe dei.
Para encerrar, quero deixar registrado meu agradecimento à Ana Paula, à gerente de produção Cláudia e à assistente Priscila (com seu interessantíssimo celular-walkie-talkie preto permanentemente pregado ao ouvido), que foram meus anjos da guarda durante minha permanência nas dependências da emissora. Priscila, aquele lanche que você me trouxe estava ótimo!
[ATUALIZAÇÃO em 8 de setembro: veja abaixo os trechos mais relevantes de minha participação no programa.]
Parte 1:
Parte 2:
Parte 3:
Tags: Adriana Lessa, Beto Sato, casamento gay, Evangelho, homossexual, homossexualidade, homossexualismo, Íris Stefanelli, Jesus Cristo, Luciana Gimenez, Rede TV, Superpop
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Publicado por Marcelo Todaro e arquivado em Diário pessoal
Última atualização: 18 de julho de 2010
Este artigo foi escrito em substituição ao “Diga NÃO ao casamento gay”, que escrevi há cinco meses e que retirei do blog. Senti a necessidade de reescrevê-lo depois de minha participação no programa Superpop, de Luciana Gimenez, que foi ao ar ao vivo pela Rede TV há dois dias (10 de abril). A partir de quando a produção convidou-me para participar de um debate sobre o casamento gay devido a minha posição abertamente contrária a ele, precisei refletir e orar muito em preparação a isso. Foi quando percebi que o artigo original não expressava muito bem o que tenho a dizer sobre o assunto.
Eis, portanto, a versão 2.0 de meus pensamentos e sentimentos sobre o tema.
Tal como no artigo anterior, eu gostaria de começar explicando minha posição contrária ao casamento gay dirigindo algumas palavras a eles primeiro.
Uma palavra aos gays
Antes de mais nada, gostaria de lhes deixar claro o seguinte:
Não os odeio nem tenho qualquer preconceito contra vocês!
Do contrário, estaria demonstrando não ter aprendido nada nas quase três décadas em que sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
O Evangelho de Jesus Cristo nos ensina a amar nossos semelhantes. Não me seria possível obedecer esse mandamento e, ao mesmo tempo, ter preconceito contra os gays. Seria incoerência e hipocrisia. Preconceito é sintoma de falta de amor e de vivência do Evangelho. Não é meu caso.
Isto posto, quero que saibam que meu propósito com este artigo é usufruir do mesmo direito à liberdade de expressão do qual vocês usufruem ao levantar suas bandeiras coloridas nas espalhafatosas paradas gays ao redor do mundo. Como tenho esse direito tanto quanto vocês, não me condenem por dizer o que penso. Não fazem vocês também o mesmo?
Se quiserem entender meu ponto de vista, por favor, leiam este artigo até o fim.
Deus não criou três sexos
Repare nos animais na Natureza, homem inclusive. Salvo raras exceções (os seres hermafroditas, por exemplo), a anatomia favorece a cópula apenas entre macho e fêmea. Os órgãos sexuais de ambos foram desenvolvidos para funcionar um com o outro. Não é o caso do que acontece entre dois machos e muito menos entre duas fêmeas. Esse fator por si só já é um forte indício de que nunca foi intenção do Criador que houvessem relações homossexuais ou homoafetivas. Essa conclusão inclusive é referendada por estudiosos que concluíram que ninguém nasce gay, como o sociólogo americano John Gagnon (leia entrevista dele publicada pela revista Época em 8 de maio de 2006).
Mas então por que o homossexualismo existe? Não sabemos, e talvez não venhamos a saber nesta vida, como disse o Élder Jeffrey R. Holland, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no artigo Ajudar Os Que Lutam Contra a Atração pelo Mesmo Sexo publicado na revista A Liahona de outubro de 2007 (versão em PDF da revista pode ser baixada aqui). Só o que sabemos é que Deus não criou três sexos, e sim dois. Isso é tudo o que me limitarei a dizer.
O motivo pelo qual sou contra o casamento gay é puramente espiritual. Diz respeito ao conhecimento que tenho do que foi dito pelo Senhor Jesus Cristo nas escrituras, antigas e modernas, e no que Ele continua dizendo com Sua própria boca e voz (literalmente) hoje em dia.
O primeiro casamento
Creio firmemente ser verdadeiro o relato bíblico do Jardim do Éden e de Adão e Eva. Segundo esse relato, Adão e Eva foram dados por Deus em casamento um ao outro (veja Gênesis 2:18–25; Moisés 3:18–25; Abraão 5:14–21). Ali foi estabelecido o padrão Dele de casamento: homem com mulher. Em lugar algum das Escrituras (antigas ou modernas) lemos que em alguma época Ele tenha dado dois homens ou duas mulheres em casamento. Não há evidência escriturística alguma de que Ele aprova esse tipo de união (mas há várias evidências em contrário: Lev. 18:22; 20:13; Deut. 23:17; Isa. 3:9; Rom. 1:27; I Cor. 6:9–10; I Tim. 1:9–10; Jud. 1:7).
Como até então Adão e Eva eram imortais, esse casamento deveria durar para sempre. Foi nessa condição que receberam de Deus o mandamento de crescer, multiplicar e encher a Terra. Mesmo depois da introdução da morte no mundo em virtude da Queda de Adão, o modelo de casamento eterno dado por Deus permaneceu em vigor. Ele determinou que, mediante a obediência às leis e ordenanças do Evangelho, a perpetuação do relacionamento familiar mesmo após a morte se tornaria possível.
Aqueles que se dispõem a moldar suas vidas conforme o modelo estabelecido pelo Evangelho têm, dentre muitas gloriosas promessas, a de que seus relacionamentos familiares não precisam terminar com a morte do corpo físico. Isso significa que, quando marido e mulher que se amam fazem convênios especiais com Deus, seu casamento poderá durar para além desta vida, e não só “até que a morte os separe”. Esses convênios não podem ser feitos entre dois homens ou duas mulheres.
Os filhos nascidos sob esse convênio podem ser unidos aos pais também pela eternidade, de modo que os laços familiares não serão quebrados caso cada indivído mantenha-se fiel até o fim aos convênios feitos com Deus. Isso significa que os pais podem ter seus filhos pela eternidade, e estes os deles, e assim por diante, se cada qual fizer sua parte.
Creio que todos os que lêem este artigo devem amar seus filhos (caso os tenham) e seus pais. Então, que tal tê-los como seus filhos e pais pela eternidade? Ou que tal ter a pessoa amada a seu lado também pela eternidade? Se você responder que isso seria bom, então saiba que, para ser possível receber de Deus tal bênção, é preciso fazer as coisas à maneira Dele. E a maneira Dele não prevê a união entre pessoas do mesmo sexo.
O mandamento dado por Ele a Seus filhos para que se multiplicassem e enchessem a Terra continua em vigor. Homossexuais não podem desfrutar desse privilégio e, portanto, perdem bênçãos.
Além disso, Deus ordenou que os poderes sagrados de procriação sejam empregados somente entre homem e mulher, legalmente casados.
A família, segundo o padrão estabelecido no Jardim do Éden, foi ordenada por Deus. O casamento entre o homem e a mulher é essencial para Seu plano eterno. Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade. A felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo — os quais não prevêem a opção do casamento gay.
A união civil homossexual, qualquer que seja seu propósito, quebra o modelo familiar de Deus. Gays e lésbicas que desejam ter filhos continuarão dependendo de quem possa fazer o que eles e elas não querem: gerar filhos. Querem ter filhos, mas não querem gerá-los. Não parece insensato e contraditório?
“Mas o que você tem a ver com isso?”
Você pode argumentar que, apesar de todas essas advertências, é seu direito optar pelo que melhor lhe convier. Está correto. Nunca poderei interferir em seu livre arbítrio, como nosso Pai também não interfere.
Mas isso não me impede de me importar e me incomodar com as escolhas que você fizer por dois motivos:
- Eu sinceramente desejo, do fundo de meu coração, que meus irmãos e irmãs homossexuais sejam herdeiros das mesmas bênçãos e promessas que me empenho em conquistar. Se o casamento gay for legalizado e eles se atrelarem a mais essa prática, ficará ainda mais difícil para eles conquistar essas bênçãos. Não lhes desejo isso.
- Também não desejo que a sociedade encare como normal e legal (mais) essa violação da lei de Deus. Às vezes me pergunto que critérios a sociedade usa para decidir qual dessas violações deverá tornar-se legal só porque uma minoria assim o quer (“minoria” não no sentido pejorativo, por favor!). Tome como exemplo o caso de um casal de irmãos com quatro filhos que luta para legalizar o incesto. Se a moda pega, daqui a pouco outras minorias — pedófilos, adúlteros, homicidas, traficantes de drogas/crianças/mulheres/órgãos humanos, contrabandistas, sonegadores de impostos, fanáticos religiosos… — vão querer que as leis sejam mudadas em favor de seus interesses. Tanto é verdade que isso já está acontecendo na Holanda, país que legalizou o casamento gay: sob a égide do jargão gay de que “qualquer forma de amor é válida” e reivindicando liberdade e diversidade, alguns holandeses fundaram um partido que pretende legalizar a pedofilia e a pornografia infantil, que, segundo eles, é somente mais uma forma de expressão de amor. Na opinião deles, as crianças também “amam” e a sexualidade delas foi reprimida pelos padrões e regras da sociedade, dos quais pretendem libertar as crianças. Não foi sob o mesmíssimo argumento da “liberdade e diversidade” que começou a história do casamento gay? Por que os gays podem e os pedófilos não, sendo que a violação aos mandamentos de Deus é a mesma? Dois pesos e duas medidas? (Não adianta contra-argumentar dizendo que os pedófilos são doentes. Tanto quanto os gays, os pedófilos não se acham doentes e, portanto, sentem-se igualmente no direito de lutar por seus “direitos”.)
Repudio veementemente o conceito geralmente aceito pela sociedade para justificar o casamento gay de que o amor é o que vale. Tenta-se até usar Deus nessa justificativa com o fragilíssimo argumento de que “Deus é amor”. É verdade que Ele é amor, mas também é verdade que Ele não é contra Seus próprios princípios. Sua misericórdia jamais suplantará Sua justiça. O amor, por si só, está bem longe de ser suficiente como justificativa para o casamento entre iguais pelo ponto de vista de Deus. Se assim não fosse, que problema haveria em legalizar o incesto e a pedofilia dos exemplos acima?
Até quando a sociedade vai achar que pode ignorar o que Deus REALMENTE pensa a respeito (e não o que ela quer ou espera que Ele pense) sem sofrer as conseqüências disso?
Como eu disse mais acima, a felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo — os quais não prevêem a opção do casamento gay.
Se, apesar de tudo, os homossexuais quiserem continuar unindo-se num tipo de matrimônio diferente do estabelecido por Ele, têm a liberdade de desejá-lo. Mas não podem esperar que Deus os abençôe. Se acham que podem viver sem isso, são livres para tentar. Mas não deve ser difícil imaginar que uma vida destituída das bênçãos e do favor de nosso Pai Celestial deve ser uma vida que, quando comparada à que poderiam ter, é vazia, com alegrias efêmeras, conquistas temporárias e recompensas que não satisfazem mais do que por um momento de sua existência mortal.
Queridos irmãos e irmãs homossexuais, a vida não precisa ser assim!
Além do mais, apelar para o caráter supostamente laico do Estado a fim de exigir a legalização do casamento gay poderá surtir efeito imediato, mas não permanente. Isso por um motivo bem simples: daqui a algum tempo o mundo será governado por uma teocracia. Isso ocorrerá quando o Salvador Jesus Cristo retornar para governar pessoalmente. Quando isso acontecer, tudo que não estiver de acordo com Suas leis será eliminado — o que inclui casamentos gays. Esse tipo de união sempre esteve e continua condenada à extinção. Portanto, para quê começar agora o que terá que ser desfeito depois?
Mais uma vez: não me censurem por dizer o que penso. Não sou seu inimigo, portanto não há razão para que sejam de mim. Devo-lhes amor, o mesmo que o Senhor nos ordenou ter uns pelos outros. É justamente por isso que lhes deixo o conselho de voltarem-se para Ele para que desfrutem das bênçãos de uma vida vivida sob os preceitos de Seu Evangelho. Só assim é que terão alegria e felicidade duradouras, e não passageiras. Isso é o que lhes desejo de todo coração.
Uma palavra aos demais
Se pararmos para pensar, fora do Evangelho de Jesus Cristo realmente não há motivos convincentes para nos opormos ao casamento gay. Não fosse pelo Evangelho, muito provavelmente eu também estaria levantando uma bandeira a favor da causa gay e teria ido ao programa da Luciana Gimenez para aplaudi-los. É justamente isso o que faz quem desconhece o Evangelho (se conhece, não o entende; se entende, não o vive). Por isso, todo o barulho feito pela comunidade gay acaba ocupando dentro das pessoas o espaço que deveria estar preenchido pelo Evangelho. Eis porquê a ideologia gay conquista mais e mais a simpatia da sociedade.
Nos bastidores do Superpop, a gerente de produção me contou que são muitos os contrários ao casamento gay (inclusive dentre os próprios gays!!!) e que vários representantes dessa corrente foram convidados a participar do programa junto comigo para expôr suas idéias. Mas fui o ÚNICO que teve a coragem de mostrar a cara.
Por que o restante se acovardou?
Não sei. Uma possível causa é a apontada pelo Élder Holland no artigo mencionado mais acima. Ele diz: “(…) é da natureza humana que as pessoas, quando se deparam com uma situação complexa, tendam a evitá-la. Isso é verdade, particularmente quanto à atração pelo mesmo sexo. Temos tão poucas informações confiáveis a respeito disso que os que desejam ajudar sentem-se um tanto inseguros.”
Não evitei e não evito a situação por um motivo bem simples: a vivência do Evangelho traz-me segurança, paz e confiança para enfrentar os desafios da vida. Quem não deve, não teme. Não tenho medo de dizer que o casamento gay — e o próprio homossexualismo em si — é contrário aos mandamentos de Deus e, portanto, pecado. Não fui eu quem quis que fosse assim. Se há quem acha que alguém deve ser responsabilizado por isso, deverá responsabilizar o próprio Deus (caso tenha essa audácia), não a mim. Eis porquê senti-me tremendamente à vontade diante das câmeras em rede nacional ao vivo para expôr a todo o país meus motivos para ser contra o casamento gay.
Mesmo que os contrários não compreendam muito bem os motivos que os levam a sentir que a união entre pessoas do mesmo sexo é um erro, é improvável que consigam algo pelo qual não se manifestam. Portanto, qualquer que seja seu motivo, se você acha que o casamento gay é um erro que deve ser evitado a todo custo…
…então mexa-se!
Que nossa voz também seja ouvida. Não defendo uma abordagem agressiva como a deles, com espalhafato, ousadia e ameaças. Devemos, contudo, sincera e honestamente, fazer chegar a quem de direito nossa voz. Falemos aos que elaboram as leis, aos que governam a nível local, estadual e nacional, aos administradores de escolas e a todos os formadores de opinião em qualquer esfera.
Lembremo-nos, principalmente, dos políticos. São eles, no final, os responsáveis por aprovar tudo o que vira lei. Mandemos-lhes cartas, faxes, e-mails, expressando-lhes nossa vontade e lembrando-os de que não terão nosso voto se não nos ouvirem. O voto ainda é nossa melhor arma, já que o Estado se declara laico (apenas quando lhe convém) e argumentos baseados em religião não são tão eficazes quanto deveriam — este é um caso que demonstra porquê o caráter supostamente laico do Estado pode ser uma maldição ao invés de bênção e porquê nenhum Estado será laico quando Cristo voltar.
Se desejar algo em que se inspirar nessa batalha, recomendo a leitura do artigo “Oposição ao mal”, de Gordon B. Hinckley, que se encontra na edição de setembro de 2004 da revista A Liahona, que pode ser baixada em versão PDF aqui.
Este artigo representa um pequeno esforço no sentido de cumprir a admoestação do Pres. Hinckley. Se você tem bons argumentos adicionais contra o casamento gay e desejar contribuir com meu esforço, não deixe de expressar seus pensamentos na área reservada a comentários, abaixo. Obrigado.
Tags: Adão, casamento, casamento gay, eternidade, Eva, Evangelho, família, gay, homossexual, homossexualismo, Jardim do Éden, Jesus Cristo, lesbianismo, união civil homossexual
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Publicado por Marcelo Todaro e arquivado em Outros assuntos
Como assinante dos alertas do Google recebo freqüentemente avisos sobre a publicação de notícias de meu interesse. Um dos alertas que configurei tem como termo de pesquisa a palavra “mórmon” — gosto de estar a par do que a mídia diz da Igreja e de seus membros. Geralmente são coisas boas, mas hoje o alerta do Google me trouxe isto: uma notícia sobre um site de e para “mórmons gays” chamado Afirmação.
Sempre soube da existência dessa organização e sempre combati o conceito de “mórmon gay” — no sentido de ser gay praticante e, ainda assim, ser membro da Igreja. Não existe isso. A pessoa ou é mórmon ou é gay. As condições são autoexcludentes.
Sei que há alguns membros da Igreja que se debatem contra a atração pelo mesmo sexo. Pessoalmente, não considero essas pessoas gays. Quando se diz que alguém é gay, geralmente entende-se que a pessoa se relaciona afetivamente e/ou fisicamente com outras do mesmo sexo. Os membros da Igreja que sentem esse tipo de atração e que se empenham em manter-se castos, conforme requer o evangelho, não mantém relacionamentos desse tipo, apesar da atração. Para mim, isso as descaracteriza como gays.
O problema com a expressão “mórmon gay” é a possibilidade de levar a opinião pública a supor que a Igreja aceita ou tolera a prática homossexual em seu meio. O que a Igreja aceita é a presença de homossexuais em suas reuniões. Todas as pessoas são bem-vindas para congregar conosco, gays inclusive. Mas a mera frequência às reuniões não torna ninguém membro da Igreja. A associação formal a ela se dá por meio do batismo por imersão realizado por quem tem a devida autoridade do sacerdócio de Deus. O candidato ao batismo precisa estar disposto a assumir e cumprir certos compromissos com Deus e com a Igreja para que possa ser aceito como membro formal. Um desses compromissos é a obediência ao que chamamos de Lei da Castidade, que requer abstinência sexual antes do casamento e fidelidade ao cônjuge do sexo oposto depois. Quem se relaciona fisicamente ou afetivamente com alguém que não o cônjuge do sexo oposto não se encaixa em nenhum dos casos, portanto não pode ser aceito pelo batismo na Igreja, a menos que abandone a prática. No caso dos homossexuais, ainda que conservem o sentimento de atração por pessoas do mesmo sexo, espera-se que ajam da mesma forma.
Se houver membros formais da Igreja praticando sexo fora do matrimônio (seja com pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo), serão incentivados a abandonar a prática. Caso não o façam, serão excomungados. A Primeira Presidência da Igreja declarou: “A lei de conduta moral do Senhor é a abstinência de relações sexuais fora do casamento legal, e fidelidade no casamento. As relações sexuais são corretas apenas entre marido e mulher, adequadamente expressas dentro dos laços do matrimônio. Qualquer outro contato sexual, incluindo fornicação, adultério e comportamento homossexual masculino ou feminino é pecaminoso”. (Carta da Primeira Presidência, 14 de novembro de 1991)
É importante ter em mente que membros excomungados continuam bem-vindos às reuniões dominicais de adoração, como sempre foram e como é qualquer pessoa. A diferença é que, como qualquer não-membro, essas pessoas não gozam de todos os direitos e privilégios dos membros regulares — por exemplo, não podem ser chamadas para servir em cargos eclesiásticos e não podem frequentar o templo —, mas podem participar de atividades abertas ao público, como as reuniões dominicais de adoração, bailes, esportes e lazer.
Espero com este artigo ter feito minha parte para esclarecer eventuais mal-entendidos ocasionados pela divulgação de notícias contendo a equivocada expressão “mórmon gay”.
Leitura adicional recomendada:
[ATUALIZADO em 18/12/07] — Nesta data o site Mix Brasil novamente publicou notícia sobre um suposto “mórmon gay” que teria ganho a 15ª edição de um programa tipo reality show. O site já tinha falado dele antes e eu prontamente enviei comentário apontando o equívoco de chamá-lo de “mórmon gay”. Aparentemente eles não deram a mínima para o que eu disse e preferiram continuar prestando um desserviço à opinião pública. Creio ser em momentos como esse que temos que levantar nossa voz contra essas infâmias, cumprindo a admoestação de nosso profeta que, em mensagem publicada na Liahona de setembro de 2004, conclamou todos os membros da Igreja a fazer com que nossa voz de oposição ao mal seja ouvida. É o que penso estar fazendo em meu blog e também na contestação de afirmações enganosas com as do Mix Brasil.
[ATUALIZADO em 22/08/2008] — A Igreja publicou livreto dirigido aos membros que sentem atração por pessoas do mesmo sexo e aos líderes incumbidos de ajudar essas pessoas intitulado Deus Ama Seus Filhos. O livreto começa dizendo:
Você é um filho ou filha de Deus, e temos o coração cheio de afeto e carinho por vocês. A despeito da atração que sentem atualmente por pessoas do mesmo sexo, vocês podem ser felizes nesta vida, ter uma vida moralmente limpa, realizar um serviço significativo na Igreja, desfrutar do convívio de outros membros da Igreja e, por fim, receber todas as bênçãos da vida eterna.
O profeta Néfi, no Livro de Mórmon, expressou os sentimentos de todos nós ao reconhecer que não “[conhecia] o significado de todas as coisas”. Mas ele testificou: “Sei que [Deus] ama seus filhos” (1 Néfi 11:17). Deus realmente ama todos os Seus filhos. No entanto, muitas dúvidas, inclusive algumas relacionadas à atração por pessoas do mesmo sexo, precisam aguardar uma resposta, talvez na vida futura. Mas Deus revelou verdades simples e imutáveis para guiar-nos. Ele ama todos os Seus filhos e, como Ele o ama, você pode confiar Nele.
O livreto pode ser lido na íntegra neste PDF.
Tags: gay, gay mórmon, homossexual, homossexualismo, Lei da Castidade, mórmon gay, pederastia
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