Posts Tagged “Jesus Cristo”
Ocasionalmente recebo contatos de visitantes de meu blog trazendo-me elogios, dúvidas e críticas. Estas geralmente não são contra o blog ou contra mim, e sim contra a Igreja.
Há algum tempo venho me correspondendo por e-mail com uma pessoa que se identifica apenas pelo pseudônimo de “Árabe Quarentão”. Desde quando me procurou pela primeira vez, vem trazendo dúvidas sobre a Igreja e muitos tópicos relacionados a ela. Tenho procurado responder todas as suas perguntas com o máximo de amor cristão e atenção possível.
No início ele foi muito cordial e polido, mas, em sua última mensagem, enviada esta noite, pareceu ter perdido a paciência comigo pelo fato de eu não concordar com seus raciocínios. Abordou novamente temas já discutidos em mensagens anteriores como se nenhuma resposta houvesse sido dada antes. Trouxe artigos críticos à Igreja pedindo para saber se era verdade o que diziam, como se estivesse me testando. Insiste que a Igreja errou em algumas coisas e que deve desculpas por isso. Tem procurado pelos em casca de ovo para criticar a Igreja e seus líderes e membros.
Em outras palavras, ele é do tipo que, na falta da fé, busca sinais para crer. De sua última mensagem destaco:
Não consigo raciocinar de maneira clara como uma pessoa inteligente e estudada como você, após eu mostrar tantas contradições (próprias contradições dos líderes em suas citações discursivas, por exemplo), pode seguir uma religião tão “confusa” e “contraditória” como a dos mórmons, como exemplo: não aceitar negros no sacerdócio até 1978, ter praticado a poligamia no passado, ter “segredos” nos Templos Mórmons, que muitos afirmam ter ele plagiados dos maçons (Joseph Smith foi um maçon), enfim, tantas contradições latentes que não consigo imaginar um ser normal e questionável como é o homem, ter coragem de seguir uma religião desse tipo. Desculpe minha sinceridade.
A questão polêmica do Livro de Mórmon, quais provas cabais ele tem? As moedas nefitas, as couraças, as espadas, as ossadas, etc? Não teria sido uma “novela” escrita por uma mente fértil como a de Smith?
A Bíblia possui até hoje os locais citados, isso é um fato incontestável. E os locais citados no livro de mórmon? Onde se encontram?
(…)
No meu entender só falta o pedido de “desculpas” público pelo erro do passado em ter negado aos negros o sacerdócio mórmon, aí sim estaria perto do termo “cristão” ensinado por Jesus no Novo testamento. Um ato de humildade e resignação.
Tudo isso é chover no molhado. Todas essas dúvidas já foram exaustivamente respondidas por eruditos e líderes da Igreja e estão à disposição de quem quiser encontrá-las. Mas parece assombroso que, na busca por informações sobre a Igreja, algumas pessoas só encontram as críticas e nunca as respostas verdadeiras.
Jamais me propus a responder críticas e não abri exceção desta vez. Crítica é sintoma de ceticismo, que se combate com testemunho. Por isso, minha resposta concentrou-se apenas num único ponto de sua mensagem: como posso permanecer membro da Igreja apesar das “contradições” encontradas por ele. Eis o que respondi:
Amigo,
Por favor, preste atenção no que digo abaixo como nunca em sua vida prestou atenção em algo.
O cerne de seu problema em entender essas coisas reside exatamente nisto: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).
Atente bem para isto: elas se discernem ESPIRITUALMENTE. Consegue compreender o que isso significa?
Você poderá passar a vida inteira procurando provas materiais, lógicas e racionais da veracidade do Livro de Mórmon e não as encontrará nunca. Da mesma forma, também não encontrará de muitas coisas contidas na Bíblia: Jardim do Éden (onde foi?), Adão e Eva (existiram mesmo?), dilúvio (como pode não haver vestígio algum dele?) e o principal de tudo: a ressurreição de Cristo (como pode alguém passar três dias morto e voltar à vida?).
Eu já lhe disse numa mensagem anterior e torno a repetir: é tão incoerente pedir provas dessas coisas quanto é pedir do Livro de Mórmon. Se você aceita os relatos bíblicos sem pedir que sejam materialmente provados, tem que aceitar o Livro de Mórmon também, sob pena de estar sendo incoerente: por que não pedir de um e pedir do outro? Ou pede de ambos ou não pede de nenhum. Um peso, uma medida.
Felizmente, Deus nos proveu um meio de saber toda a verdade pelo poder do Espírito Santo sem necessidade dessa tolice de ficar procurando provas materiais de fatos espirituais. Afirmo-lhe que Deus fez as coisas de modo a manter essas provas materias ocultas do homem justamente para que as procure pela fé. Deus quer que desenvolvamos fé. Se temos provas materiais, para que precisamos da fé?
Portanto, se você quer provas materiais da veracidade do Livro de Mórmon e de muitas coisas ditas na Bíblia, passará a vida toda procurando e nunca as encontrará, pois ELAS NÃO SÃO PARA SEREM ENCONTRADAS. Não é intenção de Deus que o sejam. Entende isso? Ele não quer que acreditemos nessas coisas por podermos ver e tocar em provas materiais delas, pois assim não precisaríamos ter fé. E a fé é importante porque as maiores e melhores recompensas que Ele tem para nos dar nesta vida e na próxima só são alcançadas por meio da fé. Como Ele é o principal interessado em nos conceder tais recompensas, jamais fará nada que nos impeça de recebê-las — e isso inclui dar provas materiais que dispensem a necessidade de desenvolver fé. Na verdade, a coisa funciona exatamente ao contrário: primeiro vem a fé, depois vêm as provas. Não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar nossa fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). A mesma fé que lhe permite saber que Ele existe é a que lhe permitirá saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro, caso esteja sinceramente interessado.
Portanto, se, como você mesmo disse, não consegue compreender porquê alguém inteligente e estudado como eu aceita e segue o mormonismo, volte-se a 1 Coríntios 2:14: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.
Mais uma vez: a chave da questão está em “elas se discernem ESPIRITUALMENTE“.
Aceito e sigo o mormonismo exatamente por causa disso: porque sei que Deus tem boca e fala e tive fé suficiente para buscar com Ele uma resposta. Aceito e sigo o mormonismo porque Ele testificou a mim que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face de toda a Terra — não apenas mais uma igreja que PRETENDE ser de Cristo, mas a única que Ele aceita como Sua, pois não foi edificada pelas mãos de homens, mas pelas Dele EM PESSOA, visitando o jovem Joseph Smith e iniciando por meio Dele a restauração do Evangelho e da Igreja que há muito havia se perdido no mundo.
Não dou a mínima para o que diz Wikipédia ou seja lá qual for o site. Não estou nem aí para os críticos e opositores. E isso por um motivo muito simples: o fato de Deus ter falado comigo (e crítico nenhum JAMAIS poderá dizer que não falou) dizendo o que me disse é PROVA mais que suficiente de que estou no lugar certo. As críticas que você citou são palavras de homens, são o racional de homens e, não raro, a deturpação, distorção e calúnia de homens. Quão espiritualmente miserável seria eu se necessitasse dos homens para provar-me a verdade de Deus! Pra quê intermediários se posso recorrer diretamente a Ele, sem interferências nem distorções?
Ou seja, se Deus em pessoa me disse que a Igreja é verdadeira, a única explicação lógica para o que os homens dizem é que só podem estar errados. Ou será que Deus estaria errado e os homens certos?
Eis aí meu racional para permanecer onde estou já há 25 anos: ou Deus está certo ou os homens estão. Ambos não podem estar certos ao mesmo tempo. Se Deus é perfeito e não pode errar, então, pela lógica, quem está errado é o homem que diz o contrário do que Ele diz.
Eis porque não dou a mínima para o que dizem os críticos. Existe uma explicação racional para todos os questionamentos levantados por eles, mas não tenho a mínima necessidade de buscar essas explicações pelos motivos que já expus.
A propósito, você insiste em bater na tecla de que a Igreja deve desculpas por coisas que você acha nebulosas na história da Igreja. Já comentei esse tópico antes dizendo que a Igreja não deve desculpas por nada, pois sustentamos que tudo que foi feito o foi por ordem de Deus e, quando fazemos o que Ele manda, estamos sempre certos, não importa o que os homens pensem.
Para encerrar, quero dizer apenas uma coisa: quer saber se a Igreja, o Livro de Mórmon e tudo mais são verdadeiros e vêm de Deus? Então pare de procurar provas materiais e abra-se para o que o Espírito Santo tem a dizer. É Dele que as respostas vêm. Enquanto você não o fizer, vai continuar batendo cabeça atrás de provas que nunca encontrará. Então a vida terá passado e você terá perdido a oportunidade de experimentar a maior alegria que poderia ter tido nesta vida, que é a mesma de que desfruto.
Por fim, peço-lhe encarecidamente que leia o seguinte discurso, que foi proferido para pessoas que têm as mesmas dúvidas que você:
www.lds.org/conference/talk/display/0,5232,89-2-404-6,00.html
É isso. Espero ter cumprido bem o conselho do apóstolo Pedro:
“…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:13).
Você acha que cumpri bem esse conselho? Comente!
Leitura adicional recomendada:
Tags: fé, Jesus Cristo, Joseph Smith, Livro de Mórmon, testemunho
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Na manhã de ontem, 18 de maio, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em sessão solene, prestou homenagem para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devido a seu trabalho em defesa das famílias e pelos serviços humanitários e comunitários prestados pelo Programa Mãos que Ajudam.
A sessão foi presidida pelo deputado estadual Chico Sardelli e contou com a presença de vários líderes públicos e eclesiásticos. Entre eles destacaram-se Stanley Ellis, membro da Presidência da Área Brasil que representou a liderança da Igreja; o professor e vereador Marcos Cintra, atual Secretário Municipal do Trabalho do Município de São Paulo, e vereadores de cidades vizinhas, deputados estaduais e assessores parlamentares, setentas de área e presidentes de estaca.
A cerimônia foi aberta com a banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo tocando o Hino Nacional. Na sequência, alguns parlamentares presentes fizeram uso da palavra. Entre eles, o secretário municipal Marcos Cintra, que lembrou: “Não sou membro da Igreja, mas tenho admiração e respeito por ela há cerca de 15 anos. Tenho amigos que são membros. São admiravéis. Um em especial, Élder James E. Faust, que serviu como apóstolo e deixou sua marca no Brasil”. Vale lembrar que em 1996, quando vereador da cidade de São Paulo, Marcos Cintra trabalhou junto à Câmara de Veradores para que Élder Faust recebesse o título de cidadão paulistano. Marcos Cintra ainda afirmou: “Eles seguem os princípios e amor de Cristo em ações. Vivem sua religião”.
Durante a sessão, Maria José Ribes, Diretora do Conselho Multiestacas de Assuntos Públicos de São Paulo, relatou e mostrou vídeos das ações do Programa Mãos que Ajudam. Após suas palavras, um coral de 80 missionários do Centro de Treinamento Missionário fizeram uma apresentação musical tocante. Sentir o espírito da força missionária fez muitas pessoas ficarem emocionadas. Na plateia, muitos membros choraram. O presidente da Estaca São Paulo Parque Pinheiros, presidente Afrodízio Nascimento, assistiu a solenidade e expressou seus sentimentos em poucas palavras: “Fiquei tão emocionado. Senti um espírito muito forte. Foi incrível”.
Na parte final da reunião, o Élder Stanley Ellis, 2º conselheiro na Presidência da Área Brasil, dirigiu a palavra. Élder Ellis agradeceu em nome de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias a homenagem. Lembrou a força da Igreja de Jesus Cristo no Estado de São Paulo. “Nesta região foi organizada a primeira estaca e construído o primeiro templo da Igreja em terras latinoamericanas. Hoje, no Brasil, são mais de 1 milhão e 100 mil membros, dos quais 300 mil neste estado”. O Élder Ellis também ressaltou o trabalho desenvolvido em favor das famílias, enfatizou a crença em Jesus Cristo, o Salvador, e testificou sobre a veracidade da Igreja. Emocionado, compartilhou seu amor pelo Brasil e seu povo.
Após suas palavras, recebeu das mãos do Deputado Estadual Chico Sardelli placa em homenagem à Igreja de Jesus Cristo. Sua esposa, representando as irmãs da Igreja, recebeu flores. Já o Élder Fernando Araújo, setenta de área que os acompanhava, recebeu uma placa em homenagem ao Programa Mãos que Ajudam.
Perto do final, outro momento marcante deu-se quando a cantora Suellen Yamaguchi apresentou a música “Suas Mãos” enquanto imagens da vida e ministério do Salvador Jesus Cristo eram projetadas no telão.
Para encerrar a sessão solene, o deputado Chico Sardelli enfatizou o papel da Igreja na sociedade: “O que vimos aqui hoje retrata uma parte desse trabalho grandioso. Confesso que estou feliz. Sou temente a Deus e quero fazer o meu melhor. Hoje aprendi muito sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. Depois, virou seu olhar para o Élder Ellis e afirmou: “Élder Ellis, muito obrigado. Em nome desta casa de leis eu agradeço a Igreja de Jesus Cristo por esses serviços prestados”.
No final, informou ainda que protocolou na Assembleia projeto de lei que instituirá o dia 23 de setembro no Estado de São Paulo como “Dia da Proclamação ao Mundo: A Família”. Como agradecimento, Elder Ellis entregou ao deputado Sardelli literatura sobre a Igreja, um CD do Coro do Tabernáculo e o quadro “Proclamação ao Mundo: A Família”. O secretário municipal Marcos Cintra recebeu o mesmo material das mãos do Élder Araújo. E cada parlamentar recebeu um kit com a Proclamação ao Mundo, O Cristo Vivo e Regras de Fé.
No hall monumental da Assembleia foi exposto material sobre a Igreja de Jesus Cristo. Missionários da Missão Brasil São Paulo Sul e voluntários do programa Mãos que Ajudam, que vestiam o colete alusivo ao programa, receberam os visitantes nessas exposições. Na saída, os convidados caminharam por esse espaço.
Houve cobertura da imprensa oficial do estado. Antes da cerimônia, Élder Stanley Ellis concedeu entrevista para a TV Assembleia.
Leia também matéria publicada no site oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Com informações do departamento de assuntos públicos da Igreja.
Tags: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Afrodízio Nascimento, Assembléia Legislativa, Chico Sardelli, Fernando Araújo, Jesus Cristo, Marcos Cintra, Maria José Ribes, Proclamação ao Mundo, Projeto Mãos que Ajudam, Stanley Ellis, Suellen Yamaguchi
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Élder Quentin L. Cook,
do Quórum dos Doze Apóstolos
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Em maio de 2008 tive o sagrado privilégio de trabalhar na segurança pessoal de um membro do Quórum dos Doze Apóstolos em um serão multi-estaca ocorrido em minha cidade. Eu achava que a ocasião seria única em minha vida, pois moro em uma região do país que não costuma ser regularmente visitada por membros do Quórum dos Doze, como São Paulo e Curitiba. Por isso, quando soube que haveria novamente um apóstolo entre nós e em tão curto espaço de tempo, fiquei surpreso com a repetição do privilégio. Além do mais, por aqui não é comum haver Autoridades-Gerais presidindo conferências de estaca e é extremamente raro que essa Autoridade-Geral seja um membro do Quórum dos Doze. Em meus 24 anos como membro da Igreja, nunca tinha visto isso acontecer, como aconteceu neste fim de semana.
Como membro do sumo-conselho de minha estaca encarregado do comitê de recepção e segurança, foi novamente meu privilégio coordenar o trabalho de garantir a proteção pessoal do apóstolo. A experiência anterior foi de grande ajuda para o desempenho de minha função neste evento.
Mas minha atuação como segurança do Élder Cook foi quase totalmente figurativa. Não só os membros mais uma vez comportaram-se exemplarmente como também Élder Cook mostrou-se uma pessoa afável e de grande cordialidade. Sorria muito para todos e demorou-se apertando as mãos de todos que teve chance. Sua amabilidade fez com que algumas pessoas sentissem liberdade para pedir-lhe que posasse para fotos com elas, pedidos que ele atendeu com gentileza até quando o relógio insistia em apontar-lhe a hora de ir embora.
Estando ao lado dele participei de quatro sessões de conferência, a última das quais um serão para as quatro estacas da cidade. Ele e sua esposa nos presentearam com o relato de experiências pessoais muito inspiradoras. Ao contrário de Élder Bednar, ano passado, Élder Cook pouco falou de doutrina. Ele preferiu trazer-nos as recomendações de amor e apreço aos membros da Igreja no Brasil expressas pelos outros membros do Quórum dos Doze e pelo próprio Presidente Monson. Contou também experiências da intercessão do Senhor na dedicação de templos, falou da recente experiência vivida no início deste mês com jornalistas e líderes de outras religiões na sessão de casa aberta do Templo de Draper Utah, falou do Concílio de Nicéia e das críticas que recebemos de outros cristãos por não aceitarmos esse credo, contou experiências inspiradoras de reuniões familiares em sua casa, descreveu parte de sua convivência com os demais membros do Quórum dos Doze de com a Primeira Presidência e, em todas as sessões, prestou seu testemunho sobre a divindade de nosso Salvador Jesus Cristo, Alguém que sei que ele, como qualquer apóstolo, conhece pessoalmente.
Que ninguém menospreze ou faça julgamentos precipitados sobre as palavras de Élder Cook baseado no que escrevi no parágrafo anterior, julgando-as de pouca importância. Não descrevi nem uma centésima parte de tudo que ele nos disse nas quatro sessões da conferência. O fato é que todas as suas palavras tinham o propósito de elevar nossa fé e desenvolver nosso testemunho. Esse propósito foi plenamente cumprido.
Elder Cook e esposa (no centro) com convidados após jantar a ele oferecido.
Na foto, estou bem atrás dele.
Mas, de tudo que ele disse, houve algo que me deixou particularmente marcado. Ao final da sessão do sacerdócio da conferência, no sábado à tarde, testificou já ter tido experiências espirituais em número e relevância suficientes para permitir-lhe asseverar que Jesus Cristo vive, que é Deus e é o cabeça de Sua Igreja.
Quando ouvi isso, fiz uma breve reflexão sobre meu caso. Também já tive e continuo tendo experiências espirituais em número e relevância suficientes para ser capaz de asseverar as mesmas coisas, com o mesmo grau de certeza quanto o que me permite dizer que estou vivo. A diferença entre Élder Cook e eu é que, para ele, fé não é mais requisito para ter esse conhecimento do Salvador, pois seu conhecimento já é perfeito. Ou seja, por já conhecer o Salvador pessoalmente, não precisa mais da fé para saber que Ele vive. Esse não é meu caso — ainda.
Mesmo assim, posso ter certeza igual. Não preciso conhecer pessoalmente Jesus Cristo para saber que Ele vive e que é nosso Deus e nosso Salvador, pois “pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas” (Moroni 10:5).
Por isso, senti-me feliz por perceber que, assim como aquela testemunha especial do Salvador, posso prestar o mesmo testemunho. Qualquer um pode. Esse conhecimento espiritual está ao alcance de todos que o buscarem “com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo” (Moroni 10:4).
Pelo mesmo caminho, qualquer um pode saber, como eu sei, diretamente de Deus, que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Eis porque também posso afirmar, com tanta certeza quanto sei que estou vivo, que Quentin L. Cook é um dos Doze Apóstolos de Cristo nos dias atuais. Dou minha vida por esse testemunho, se for preciso, pois não posso negar o que me foi e continua sendo revelado pelo poder do Espírito Santo.
Felizmente, vivemos hoje em tempos em que raramente alguém precisaria dar a vida em defesa de sua fé, como ocorreu no início do Séc. XIX, época em que os pioneiros da Igreja eram perseguidos e mortos por causa de sua religião. Hoje em dia podemos desfrutar de um razoavelmente elevado grau de respeito por nossa escolha religiosa, de modo que não corremos risco de sermos fisicamente hostilizados por causa dela. O sacrifício a que nos submetemos pelo Senhor atualmente é bem mais sutil — e, justamente por isso, às vezes bem mais difícil: o de um coração quebrantado e um espírito contrito. Falando a respeito na Conferência Geral de outubro de 2007, o Élder Bruce D. Porter explicou:
Aqueles que têm o coração quebrantado e o espírito contrito estão dispostos a cumprir toda e qualquer coisa que Deus lhes pedir, sem resistência ou ressentimento. Paramos de fazer as coisas à nossa maneira e aprendemos a fazê-las à maneira de Deus.
É justamente essa mudança de vida que permite que o Espírito se manifeste a nós, dando-nos testemunho e conhecimento a respeito de Cristo, de Seu grande sacrifício expiatório e da realidade de estar vivo e ser nosso Salvador. É disso que testifico quando afirmo poder prestar o mesmo testemunho dado por Élder Cook. E como eu queria que o resto do mundo soubesse o quanto isso é bom!
Agradeço ao Senhor pela visita de Élder Cook, que assentou mais um tijolo no templo de minha fé, do qual Jesus Cristo é a principal pedra de esquina.
Tags: apóstolo, Concílio de Nicéia, David A. Bednar, Deus, Drape Utah, Espírito Santo, Jesus Cristo, Moroni, Quentin L. Cook, Quórum dos Doze Apóstolos, Salvador, Santos dos Últimos Dias
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Quem me conhece de perto sabe quão importante o AppleMania.info é para mim. Ele não é apenas uma fonte de satisfação pessoal, mas também de dinheiro. Há poucos prazeres na vida equiparáveis à satisfação de ganhar dinheiro fazendo-se algo de que se gosta. E adoro ser um veículo de informação e formação de opinião. Por isso, adoro o AppleMania.
O site está hospedado em um grande datacenter nos EUA por intermédio de uma empresa paulista provedora de serviço de hospedagem de sites. Grandes datacenters alugam espaço em seus servidores para empresas que, por sua vez, sub-locam para terceiros. Conforme o plano de hospedagem contratado, esses terceiros podem ainda sub-sub-locar o espaço. É meu caso. O plano que contratei é o que chamam de revenda virtual, que me permite hospedar sites de terceiros que ficam sob minha administração. Esses terceiros pagam a mim pelo serviço e eu, por minha vez, pago pelo do provedor, que por sua vez paga pelo do datacenter.
Como gerente das contas de hospedagem de diversos clientes, tenho à disposição um painel de controle chamado Web Host Manager, ou WHM. Nesse painel posso criar contas e planos de hospedagem, alterar suas características, suspender ou encerrar seu funcionamento e controlar os mais diversos aspectos técnicos dos sites sob minha administração. O datacenter tem controle semelhante sobre as contas criadas por mim no meu WHM.
Os dois possíveis motivos que me levariam a suspender o funcionamento do site de um cliente seriam inadimplência ou problemas técnicos. Felizmente, nunca precisei fazê-lo com o site de ninguém por nenhum dos dois motivos. Mas, desde que o AppleMania foi criado, em 30 de janeiro de 2007, já fui submetido a essa situação pelo datacenter três vezes. E nunca me foi dito porquê.
A última vez foi no último dia 25/11 (terça-feira). Era fim de tarde e, repentinamente, sem razão aparente, o site foi suspenso pelo datacenter. Quando isso aconteceu das duas outras vezes, tudo que o serviço de suporte do provedor informou, de acordo com informações do datacenter, foi que algum código de programação no site executou uma ação que “derrubou” o servidor, mas nunca me foi dito que código ou que ação foi essa. Sem saber o que houve, eu não tinha como evitar novas ocorrências.
Pela experiência das duas outras ocorrências, eu sabia o que deveria fazer: enviar e-mail ao suporte do provedor solicitando a reativação da conta. O provedor reencaminharia a solicitação ao datacenter e este providenciaria a reativação. Geralmente esse processo demora algumas ou várias horas, mas funciona.
Tão logo enviei o e-mail, porém, descobri em meu WHM uma opção que me permitiria reativar a conta sem ter que pedir nada a ninguém nem esperar resposta. Como a opção estava disponível, acionei-a. O site voltou a funcionar. Enviei novo e-mail ao suporte pedindo para desconsiderar meu e-mail anterior, pois eu tinha conseguido resolver o problema sozinho.
Mas, poucos minutos depois, para minha surpresa, o site havia sido suspenso de novo. E não só isso: a conta do AppleMania no WHM havia sido apagada!
Não entendi nada.
Novo e-mail para o suporte pedindo explicações. Nenhuma resposta. Aliás, ao contrário do histórico de atendimento satisfatório da empresa, era a primeira vez em que fui deixado no escuro.
O site do provedor informa alguns telefones para atendimento emergencial, um fixo e dois celulares. O fixo ninguém atendia. Os celulares estavam ambos desligados. No atendimento online, ninguém presente. O dia terminou sem que eu soubesse o que havia ocorrido nem tivesse qualquer perspectiva de solução.
Como detesto incertezas, em circunstâncias normais eu estaria altamente angustiado. Mas algo dentro de mim me confortava. Eu sabia qual era a fonte dessa paz, por isso não me afligi. Naquela noite, antes de ir dormir, orei agradecendo ao Senhor por mais uma provação e pedindo que me ajudasse a encará-la com serenidade e a encontrar o caminho da solução. Consegui dormir bem, apesar da incerteza.
Tão logo iniciou-se o horário de atendimento da empresa na manhã seguinte, liguei. Os telefones que antes ninguém atendia passaram a dar ocupado permanentemente, como se tivessem sido tirados do gancho. Os celulares continuavam desligados. Meus e-mails continavam sem resposta.
De repente, ocorreu-me que o AppleMania poderia ter sido simplesmente apagado do servidor junto com a conta no WHM. O banco de dados dele representava quase dois anos de suado trabalho que jamais poderiam ser perdidos. Essa perspectiva me assombrava. Foi com isso em mente que enviei novo e-mail ao suporte (já que os telefones não funcionavam) perguntando se haveria como garantir que essa tragédia não acontecesse. Novamente, fui solenemente ignorado.
Pareceu-me que eu estava sendo vítima de algum tipo de boicote.
Muitas hipóteses passaram por minha mente para o propósito daquela provação. Cheguei a considerar a possibilidade de que o Senhor houvesse permitido uma eventual perda de todo meu trabalho de quase dois anos como meio de me fazer mudar de rumo na vida. Se essa perda realmente se confirmasse, eu não iria começar tudo de novo e teria mesmo que procurar outra coisa para fazer. Talvez fosse isso o que Ele quisesse. Já passei por situações assim drásticas que, na verdade, foram a maneira do Senhor de me fazer alterar o curso de minha vida. Foi esse pensamento que me trouxe consolo e não permitiu que eu me descabelasse em desespero.
Mas eu teria que ir em frente para ver como o filme terminaria. Por isso, perto da hora do almoço daquela quarta-feira, procurei e encontrei alguém no suporte online do provedor, com quem consegui falar. Perguntei qual era a previsão para o retorno do AppleMania. A resposta foi: “Não há previsão alguma”.
Legal…
Não me restou alternativa senão esperar. Mas não esperei inerte. Enquanto houve luz do dia, tentei insistentemente os telefones. Os celulares continuavam desligados. Os fixos continuavam dando ocupado e assim permaneceram até o fim do horário de atendimento daquele dia, quando então, já no minuto seguinte, voltaram a tocar sem serem atendidos. E nada de resposta a meus e-mails.
Na quinta-feira, nova tentativa por telefone. Finalmente fui atendido por alguém. A pessoa mostrou estar bem a par de minha situação, mas, por algum estranho motivo, seu tom de voz e suas palavras tinham um tom acusatório. Ela não disse diretamente, mas seu recado nas entrelinhas foi: “É tudo culpa sua”. Insisti que não sabia o que eu poderia ter feito que pudesse ter prejudicado o funcionamento do servidor e causado a suspensão da conta e que, sem sabê-lo, não poderia evitar que ocorresse novamente. A pessoa do outro lado disse que o provedor havia sido repreendido pelo datacenter porque reativei a conta por mim mesmo, por isso foi apagada do WHM. “Ora, se isso não era permitido, por que a opção estava lá disponível sem nenhum aviso para que não fosse usada?”, perguntei. Ela não respondeu, mas acrescentou que já havia pedido ao datacenter a reativação da conta e que ainda não tinha recebido resposta do pedido. Implorei que insistissem com eles para que o site voltasse a funcionar, pois eu dependia dele para trabalhar. A pessoa prometeu empenho.
Mas não cumpriu a promessa. Ao fim do dia, o site continuava no limbo do cyberespaço. Tentei ligar novamente: ninguém atendeu. Um dos celulares que antes só dava desligado desta vez tocou — mas, também, não foi atendido.
Aliás, no telefonema pela manhã a pessoa justificou o fato de seus telefones só terem dado ocupado no dia anterior dizendo que houve um problema na central telefônica deles. O interessante é que o suposto problema só ocorreu no exato intervalo do horário de atendimento…
Em oração antes de ir dormir naquela quinta-feira, novamente abri meu coração ao Senhor e roguei-lhe orientação. Como sempre, coloquei-me disposto a me submeter à sua vontade com alegria e gratidão. Tudo o que eu queria era uma definição (afinal, detesto indefinições) sobre o que deveria fazer: insistir ou desistir.
Quando acordei, na manhã de sexta, fui tomado por um sereno porém firme sentimento de que eu deveria falar grosso com o provedor. De repente, tornou-se claro que não seria possível que o datacenter simplesmente não tivesse respondido um eventual pedido de reativação da conta depois de três dias, solução que costuma ser dada em poucas horas. Não pude deixar de pensar que eu estava sendo enganado.
Enquanto considerava as alternativas, a palavra Procon começou a pulular em minha mente. Mas uma rápida pesquisa na Internet revelou-me que situações como essa abrem espaço para pedidos de reparação na justiça, mais especificamente para um tipo de ação judicial de reparação por danos materiais e lucros cessantes.
Ponderando sobre a possibilidade de informar o provedor de que eu lançaria mão dessa alternativa caso o problema continuasse sem solução, senti-me confortável e seguro quanto à idéia. Então, como sempre faço quando estou prestes a tomar uma decisão importante, segui o conselho que o Senhor nos deu para momentos como esse:
Mas eis que te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo.
Mas se não estiver certo, não terás tais sentimentos; terás, porém, um estupor de pensamento que te fará esquecer o que estiver errado. (D&C 9:8-9).
A resposta que o Senhor me deu confirmou o sentimento de paz e segurança quanto à idéia. Não só isso: foi interessante observar como o Espírito sugeriu-me termos e expressões que eu deveria incluir no e-mail para garantir o sucesso da iniciativa. O resultado não foi um texto truculento ou rancoroso, mas conciliatório — tal como, aliás, sempre são as soluções do Senhor. Escrevi-lhes que estava disposto a conversar e que preferia a solução negociada à litigiosa, mas que eu já tinha esperado demais por uma resposta que julgava impossível já não ter sido dada se solicitada. Se uma solução não fosse dada naquela sexta, na segunda seguinte eu autorizaria meus advogados (dois amigos advogados que incluí na linha CC do e-mail) a entrarem com uma ação de reparação por danos materiais e lucros cessantes contra o provedor.
Tiro e queda!
A pessoa do provedor com quem eu havia conversado no dia anterior se derreteu em desculpas (algumas difíceis de engolir) e se empenhou pessoalmente em resolver o problema. Cerca de duas horas depois, o site já estava de volta à atividade.
Um dos amigos advogados para quem enviei cópia daquele e-mail respondeu-me em particular perguntando se eu queria que enviasse ao provedor uma notificação extrajudicial. Felizmente, naquele momento não seria mais necessário.
Foi a primeira vez em minha vida que recorri a uma ameaça de ação judicial para resolver problema em uma relação comercial. Aliás, nunca recorri a esse expediente para resolver problema de tipo algum. Sou do tipo que dá um boi para não entrar em uma briga e dois para permanecer fora dela. Só mesmo uma inspiração vinda do Alto me faria sair de minha linha de ação padrão, ainda mais por meio de um e-mail contendo alguns termos e expressões inequivocamente inspirados e que surtiram o efeito desejado.
Infelizmente, porém, minha confiança naquela empresa foi quebrada e, apesar de todas as desculpas e promessas de não repetição do problema, não me sinto mais confortável para permanecer como cliente dela. Até porque o fato de nunca me terem sido informados os motivos de todas as três suspensões da conta significa que, sem poder evitar o problema, é certo que se repetirá — e não há porquê eu deva ver esse filme de novo.
Sinto-me muito feliz e grato por fazer por merecer orientação de Deus em momentos de dificuldade, digno de ver cumprida em mim a promessa que fez ao dizer:
Sim, eis que eu te falarei em tua mente e em teu coração, pelo Espírito Santo que virá sobre ti e que habitará em teu coração. Ora, eis que este é o espírito de revelação; eis que este é o espírito pelo qual Moisés conduziu os filhos de Israel através do Mar Vermelho, em terra seca. (D&C 8:2-3).
[ATUALIZADO em 5 de janeiro de 2009] — Em 24/12 último (véspera de Natal), já tendo concluído o processo de migração de todos os meus sites para o novo servidor, enviei comunicado ao provedor antigo solicitando o encerramento de minha conta nele. Foi somente hoje, 12 dias depois, que recebi resposta. Imagine se eu ainda fosse cliente deles e tivesse tido um problema qualquer que requeresse suporte nesse período! Pelo visto, caí fora bem na hora.
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O que você vê ao lado é o recibo de pagamento do primeiro dízimo de meu filho, Giancarlo, de 4 anos. O recibo foi preenchido por ele mesmo. É claro que a iniciativa não foi dele, pois há poucas coisas na vida que ele já é capaz de compreender. Mas minha iniciativa tem o intuito de, no futuro, servir-lhe de lembrete da importância de obedecermos aos mandamentos de Deus e de nossa responsabilidade perante Ele de ensinar Seu Evangelho aos filhos.
Aceito sem reservas o dízimo como um mandamento de Deus. Cumpro-o fiel e integralmente. Já tive diversas demonstrações do cumprimento da promessa feita por Ele a quem paga o dízimo:
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. (Malaquias 3:10-11)
Tenho uma marcante experiência que ilustra o cumprimento dessa promessa.
Em abril de 2003, a placa-mãe do computador portátil que eu usava para trabalhar foi danificada por um curto-circuito na fonte. A máquina já tinha três anos de uso. Além disso, a vida útil da bateria já havia terminado e passei alguns meses utilizando a máquina sem bateria mesmo. Uma nova custava algo em torno de 300 dólares (pela cotação da época, sairia por cerca de R$ 700, fora imposto de importação e frete) e eu não tinha esse dinheiro, nem mesmo para mandar consertar a máquina.
Minhas alternativas eram: ficar sem computador por não poder pagar uma pequena fortuna pelo conserto ou afundar-me ainda mais em dívidas para pagá-lo. Nenhuma das alternativas era boa e eu não via outras. Passei vários dias angustiado, sem saber o que fazer. Então resolvi recorrer ao Senhor em busca de socorro.
Minhas orações logo começaram a receber resposta. Passei a sentir-me mais aliviado e calmo em relação a essa aflição. A idéia de acionar o suporte do fabricante da máquina parou de causar-me arrepios pelo provável alto custo do reparo. Comecei a sentir que poderia confiar no Senhor para essa solução. Passei alguns dias ponderando a respeito dessas impressões até que decidi segui-las.
Antes de pegar o telefone e acionar o serviço de suporte, dobrei meus joelhos e disse ao Senhor o que estava prestes a fazer. Em resposta, senti-me absolutamente confortado. “Paz seja contigo. Confia em mim”, foram as palavras postas em minha mente naquele momento. Senti perfeita confiança no que estava por fazer, mesmo sem saber de antemão como poderia pagar pelo conserto. Imaginei que o Senhor providenciaria um meio de ganhar o dinheiro necessário para isso, talvez vendendo meus dicionários ou prestando algum serviço extra. Eu não sabia.
Fiquei sabendo semanas mais tarde. Através da secretária do gerente de suporte do fabricante, fui informado de que a troca do circuito danificado e da fonte de alimentação haviam sido aprovadas para serem feitas como se a máquina ainda estivesse na garantia, por algum misterioso motivo. Eis porquê o Senhor havia me dito que não me preocupasse: Ele havia preparado essa bênção para mim.
Por si só ela já era grande o bastante para me deixar prostrado perante Ele. Mesmo sem bateria, o importante era ter a máquina funcionando. Mas o tamanho da surpresa Dele para mim ainda estava para ser revelado.
Duas semanas depois da data estimada para a devolução da máquina, nem sinal dela. Liguei para o serviço de suporte pedindo notícias. Estavam aguardando a chegada de uma peça que tinham mandado importar. “Ué, mas a informação que me foi dada era de que a máquina já estava pronta!”, respondi à atendente. Foi então que ouvi a notícia que só não me fez cair de costas porque eu já estava sentado: a peça que haviam mandado importar, e que também foi incluída na garantia, era a bateria que eles não tinham obrigação nenhuma de trocar!
Atribuo essa bênção maravilhosa à obediência à lei do dízimo.
…e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu…
A melhor aula sobre o dízimo que já tive na vida foi dada pelo Élder Lynn G. Robbins, dos Setenta, na Conferência Geral de abril de 2005. Em seu discurso, ele deu uma bela lição sobre o assunto baseada no episódio bíblico da viúva de Sarepta, cuja leitura recomendo fortemente a quem quiser compreender melhor a importância da lei do dízimo e as bênçãos associadas a ela.
Eis porque estou ensinado esse princípio a meu filho desde sua tenra idade. Quero para ele as mesmas bênçãos que recebo e quero que sejam perpétuas. Que nosso Pai Celestial me ajude a incutir nele o sentimento de necessidade de ser-Lhe fiel até o fim.
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