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Posts Tagged “Joseph Smith”

manual_joseph_smithNos últimos dois anos, os homens e mulheres adultos da Igreja vêm estudando em profundidade os ensinamentos, a vida e a obra de Joseph Smith por meio do manual ao lado, cuja versão em PDF pode ser livremente baixada aqui. O manual faz um extenso apanhado das palavras proferidas e escritas por ele ao longo de sua vida e contém declarações de muitos de seus contemporâneos a respeito dele como pessoa, marido, pai e líder.

Embora todos esses depoimentos possam ter contribuído para a formação de minha opinião sobre a pessoa e a obra de Joseph Smith, nenhum deles foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição dele como quem alegava ser: um profeta de Deus. Pois, embora um homem, com seu poder de persuasão e eloquência, possa eventualmente ser capaz de convencer até a mais investigadora e cética das mentes, isso por si só não lhe confere poder e autoridade para agir em nome de Deus. É preciso que esse poder e autoridade tenham sido delegados a ele pelo próprio Deus. Joseph afirmou que isso realmente aconteceu. Será?

Quando uma autoridade civil como um presidente da república ou governador se ausenta do cargo, delega a um subordinado direto (geralmente o vice) a tarefa de agir em nome dele, como se fosse ele. Esse ato de transferência de autoridade costuma ser testemunhado por outras pessoas e registrado no Diário Oficial. No caso de Joseph, não havia testemunhas da alegada Primeira Visão (ocasião em que diz ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho quando tinha 14 anos de idade) e de uma infinidade de outras de suas alegações, muito menos um jornal oficial para divulgar os eventos. Só o que temos de “oficial” é a palavra dele. E agora? Ele disse ou não a verdade?

Ora, se Joseph afirmava ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho, bem como por diversos outros seres celesitais dos quais recebeu instruções e mandamentos alegadamente vindos do próprio Deus, quem mais pode confirmar se isso é verdade ou se Joseph não passava de um impostor senão o próprio Deus?

Foi com tal raciocínio em mente que fiz o que nem todos têm disposição em fazer: pagar o preço para obter de Deus uma resposta. Esse preço não é pago com dinheiro, mas com fé. E, quando falo em fé, não me refiro a um mero “desejo de acreditar”, mas a algo que nos impulsiona a fazer tudo que for preciso para obter a bênção desejada.

A resposta que recebi Dele veio muitos anos antes da existência do manual acima. Eis porque eu disse que nada do que consta nele foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição de Joseph. O recebimento dessa resposta, ocorrido quando eu tinha recém completado a maioridade, mudou inexoravelmente o curso de minha vida, pois baseado nela passei a tomar decisões que mudariam para sempre meu futuro e o de minha família.

Aceitei Joseph por causa da resposta de Deus. Ele me confirmou que, sim, as alegações de Joseph são verdadeiras. Sim, Ele chamou Joseph como Seu novo representante na Terra após séculos de silêncio. E ninguém neste mundo jamais poderá dizer que Deus não me disse isso!

Não consigo imaginar quem eu seria hoje, ou onde estaria, ou o que seria de minha família, se tivesse rejeitado Joseph há quase 30 anos.

O fantástico dessa história é pensar que, assim como ocorreu e ocorre comigo, dezenas ou centenas de milhões de pessoas já mudaram ou ainda mudarão o curso de suas vidas pelo mesmo motivo, afetando seu futuro e o de suas famílias. O propagar dessas mudanças de vida ocorrendo num número cada vez maior de pessoas acarreta também numa mudança da própria sociedade. Quem consegue imaginar quão diferente estaria o mundo não fosse a influência da vida e da obra de Joseph?

Quem quer que ouse afirmar que o mundo estaria melhor sem ele não sabe o que diz. Não conhece Joseph, nem qual foi sua contribuição. Na minha vida, ele me ajudou a aproximar-me mais do Pai, compreender melhor Seu grande Plano de Salvação e ser mais grato pelo grande Sacrifício Expiatório de Jesus Cristo. Graças a isso, sou capaz de levar um tipo de vida que me qualifica a ter o direito à constante companhia e influência do Espírito Santo. Fortalecido e orientado por Ele, tenho realizado obras pessoais e familiares que também alteraram o curso das vidas dos que se relacionam diretamente comigo.

E tudo começou com Joseph.

Certa vez, Brigham Young, o segundo Presidente da Igreja e sucessor de Joseph, disse: “Tenho vontade de gritar ‘aleluia’ toda vez que penso que conheci Joseph Smith, o Profeta que o Senhor ergueu e ordenou, a quem Ele deu as chaves e o poder para edificar o reino de Deus na Terra e apoiá-lo.” (Brigham Young, Deseret News, 31 de outubro de 1855, p. 268.) Não tive o mesmo privilégio do Pres. Young, mas posso parafraseá-lo dizendo sentir o mesmo desejo de gritar aleluia toda vez que penso que fiz minha parte para merecer a resposta de Deus sobre a veracidade da missão divina de Joseph. E que sou eternamente grato por ele ter vivido como um inspirador exemplo de retidão e dedicação ao abnegado serviço do Senhor. Lamento a necessidade de ter tido que selar seu testemunho com o próprio sangue ao ser assassinado em 1844, mas sua inabalável determinação em defender o que sabia ser a verdade de Deus é a mesma que sinto ao defender meu testemunho sobre o que sei ser verdade, conforme me foi pessoalmente revelada pelo mesmo Deus, nosso Pai e Criador, o mesmo que chamou Joseph como o Profeta da restauração de Seu Evangelho. Também sou capaz de defender esse testemunho até minha última gota de sangue, se for preciso, pois não posso negar o testemunho que recebi de Deus. Nem seria estúpido o bastante para fazê-lo.

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Ocasionalmente recebo contatos de visitantes de meu blog trazendo-me elogios, dúvidas e críticas. Estas geralmente não são contra o blog ou contra mim, e sim contra a Igreja.

Há algum tempo venho me correspondendo por e-mail com uma pessoa que se identifica apenas pelo pseudônimo de “Árabe Quarentão”. Desde quando me procurou pela primeira vez, vem trazendo dúvidas sobre a Igreja e muitos tópicos relacionados a ela. Tenho procurado responder todas as suas perguntas com o máximo de amor cristão e atenção possível.

No início ele foi muito cordial e polido, mas, em sua última mensagem, enviada esta noite, pareceu ter perdido a paciência comigo pelo fato de eu não concordar com seus raciocínios. Abordou novamente temas já discutidos em mensagens anteriores como se nenhuma resposta houvesse sido dada antes. Trouxe artigos críticos à Igreja pedindo para saber se era verdade o que diziam, como se estivesse me testando. Insiste que a Igreja errou em algumas coisas e que deve desculpas por isso. Tem procurado pelos em casca de ovo para criticar a Igreja e seus líderes e membros.

Em outras palavras, ele é do tipo que, na falta da fé, busca sinais para crer. De sua última mensagem destaco:

Não consigo raciocinar de maneira clara como uma pessoa inteligente e estudada como você, após eu mostrar tantas contradições (próprias contradições dos líderes em suas citações discursivas, por exemplo), pode seguir uma religião tão “confusa” e “contraditória” como a dos mórmons, como exemplo: não aceitar negros no sacerdócio até 1978, ter praticado a poligamia no passado, ter “segredos” nos Templos Mórmons, que muitos afirmam ter ele plagiados dos maçons (Joseph Smith foi um maçon), enfim, tantas contradições latentes que não consigo imaginar um ser normal e questionável como é o homem, ter coragem de seguir uma religião desse tipo. Desculpe minha sinceridade.

A questão polêmica do Livro de Mórmon, quais provas cabais ele tem? As moedas nefitas, as couraças, as espadas, as ossadas, etc? Não teria sido uma “novela” escrita por uma mente fértil como a de Smith?

A Bíblia possui até hoje os locais citados, isso é um fato incontestável. E os locais citados no livro de mórmon? Onde se encontram?

(…)

No meu entender só falta o pedido de “desculpas” público pelo erro do passado em ter negado aos negros o sacerdócio mórmon, aí sim estaria perto do termo “cristão” ensinado por Jesus no Novo testamento. Um ato de humildade e resignação.

Tudo isso é chover no molhado. Todas essas dúvidas já foram exaustivamente respondidas por eruditos e líderes da Igreja e estão à disposição de quem quiser encontrá-las. Mas parece assombroso que, na busca por informações sobre a Igreja, algumas pessoas só encontram as críticas e nunca as respostas verdadeiras.

Jamais me propus a responder críticas e não abri exceção desta vez. Crítica é sintoma de ceticismo, que se combate com testemunho. Por isso, minha resposta concentrou-se apenas num único ponto de sua mensagem: como posso permanecer membro da Igreja apesar das “contradições” encontradas por ele. Eis o que respondi:

Amigo,

Por favor, preste atenção no que digo abaixo como nunca em sua vida prestou atenção em algo.

O cerne de seu problema em entender essas coisas reside exatamente nisto: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Atente bem para isto: elas se discernem ESPIRITUALMENTE. Consegue compreender o que isso significa?

Você poderá passar a vida inteira procurando provas materiais, lógicas e racionais da veracidade do Livro de Mórmon e não as encontrará nunca. Da mesma forma, também não encontrará de muitas coisas contidas na Bíblia: Jardim do Éden (onde foi?), Adão e Eva (existiram mesmo?), dilúvio (como pode não haver vestígio algum dele?) e o principal de tudo: a ressurreição de Cristo (como pode alguém passar três dias morto e voltar à vida?).

Eu já lhe disse numa mensagem anterior e torno a repetir: é tão incoerente pedir provas dessas coisas quanto é pedir do Livro de Mórmon. Se você aceita os relatos bíblicos sem pedir que sejam materialmente provados, tem que aceitar o Livro de Mórmon também, sob pena de estar sendo incoerente: por que não pedir de um e pedir do outro? Ou pede de ambos ou não pede de nenhum. Um peso, uma medida.

Felizmente, Deus nos proveu um meio de saber toda a verdade pelo poder do Espírito Santo sem necessidade dessa tolice de ficar procurando provas materiais de fatos espirituais. Afirmo-lhe que Deus fez as coisas de modo a manter essas provas materias ocultas do homem justamente para que as procure pela fé. Deus quer que desenvolvamos fé. Se temos provas materiais, para que precisamos da fé?

Portanto, se você quer provas materiais da veracidade do Livro de Mórmon e de muitas coisas ditas na Bíblia, passará a vida toda procurando e nunca as encontrará, pois ELAS NÃO SÃO PARA SEREM ENCONTRADAS. Não é intenção de Deus que o sejam. Entende isso? Ele não quer que acreditemos nessas coisas por podermos ver e tocar em provas materiais delas, pois assim não precisaríamos ter fé. E a fé é importante porque as maiores e melhores recompensas que Ele tem para nos dar nesta vida e na próxima só são alcançadas por meio da fé. Como Ele é o principal interessado em nos conceder tais recompensas, jamais fará nada que nos impeça de recebê-las — e isso inclui dar provas materiais que dispensem a necessidade de desenvolver fé. Na verdade, a coisa funciona exatamente ao contrário: primeiro vem a fé, depois vêm as provas. Não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar nossa fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). A mesma fé que lhe permite saber que Ele existe é a que lhe permitirá saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro, caso esteja sinceramente interessado.

Portanto, se, como você mesmo disse, não consegue compreender porquê alguém inteligente e estudado como eu aceita e segue o mormonismo, volte-se a 1 Coríntios 2:14: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

Mais uma vez: a chave da questão está em “elas se discernem ESPIRITUALMENTE“.

Aceito e sigo o mormonismo exatamente por causa disso: porque sei que Deus tem boca e fala e tive fé suficiente para buscar com Ele uma resposta. Aceito e sigo o mormonismo porque Ele testificou a mim que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face de toda a Terra — não apenas mais uma igreja que PRETENDE ser de Cristo, mas a única que Ele aceita como Sua, pois não foi edificada pelas mãos de homens, mas pelas Dele EM PESSOA, visitando o jovem Joseph Smith e iniciando por meio Dele a restauração do Evangelho e da Igreja que há muito havia se perdido no mundo.

Não dou a mínima para o que diz Wikipédia ou seja lá qual for o site. Não estou nem aí para os críticos e opositores. E isso por um motivo muito simples: o fato de Deus ter falado comigo (e crítico nenhum JAMAIS poderá dizer que não falou) dizendo o que me disse é PROVA mais que suficiente de que estou no lugar certo. As críticas que você citou são palavras de homens, são o racional de homens e, não raro, a deturpação, distorção e calúnia de homens. Quão espiritualmente miserável seria eu se necessitasse dos homens para provar-me a verdade de Deus! Pra quê intermediários se posso recorrer diretamente a Ele, sem interferências nem distorções?

Ou seja, se Deus em pessoa me disse que a Igreja é verdadeira, a única explicação lógica para o que os homens dizem é que só podem estar errados. Ou será que Deus estaria errado e os homens certos?

Eis aí meu racional para permanecer onde estou já há 25 anos: ou Deus está certo ou os homens estão. Ambos não podem estar certos ao mesmo tempo. Se Deus é perfeito e não pode errar, então, pela lógica, quem está errado é o homem que diz o contrário do que Ele diz.

Eis porque não dou a mínima para o que dizem os críticos. Existe uma explicação racional para todos os questionamentos levantados por eles, mas não tenho a mínima necessidade de buscar essas explicações pelos motivos que já expus.

A propósito, você insiste em bater na tecla de que a Igreja deve desculpas por coisas que você acha nebulosas na história da Igreja. Já comentei esse tópico antes dizendo que a Igreja não deve desculpas por nada, pois sustentamos que tudo que foi feito o foi por ordem de Deus e, quando fazemos o que Ele manda, estamos sempre certos, não importa o que os homens pensem.

Para encerrar, quero dizer apenas uma coisa: quer saber se a Igreja, o Livro de Mórmon e tudo mais são verdadeiros e vêm de Deus? Então pare de procurar provas materiais e abra-se para o que o Espírito Santo tem a dizer. É Dele que as respostas vêm. Enquanto você não o fizer, vai continuar batendo cabeça atrás de provas que nunca encontrará. Então a vida terá passado e você terá perdido a oportunidade de experimentar a maior alegria que poderia ter tido nesta vida, que é a mesma de que desfruto.

Por fim, peço-lhe encarecidamente que leia o seguinte discurso, que foi proferido para pessoas que têm as mesmas dúvidas que você:

www.lds.org/conference/talk/display/0,5232,89-2-404-6,00.html


É isso. Espero ter cumprido bem o conselho do apóstolo Pedro:

“…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:13).

Você acha que cumpri bem esse conselho? Comente!

Leitura adicional recomendada:

 

 

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Sou uma pessoa deveras ocupada. Minha única e principal ferramenta de trabalho — o computador — geralmente fica ligada cerca de 17 horas por dia. As outras 7 costumam ser as horas que passo dormindo. Ou seja, do momento em que acordo até o momento de dormir, o computador trabalha sem parar, seja no desempenho de meu trabalho ou, em bem menor escala, na leitura de notícias ou em algo que me relaxe a mente. É óbvio que tenho minhas pausas para refeições, lanches, cochilos, família, saídas para resolver pepinos na rua, etc. — do contrário, já teria desenvolvido uma bela Lesão por Esforços Repetitivos (LER) — e justamente por isso é que preciso estender minhas horas de trabalho até tarde da noite para dar conta de tudo que me proponho a fazer.

Enquanto estou trabalhando preciso manter um elevado nível de concentração, o que, não raro, drena boa parte de minhas energias. Nesses momentos, costumo esquecer tudo que não diga respeito ao foco de minha atenção. O esquecimento não é voluntário, e sim fruto da necessidade de manter-me concentrado. O problema é que essa concentração costuma durar a maior parte dessas 17 horas diárias de atividade, de modo que, às vezes, outras necessidades são involuntariamente deixadas de lado. Não raro, isso gera atritos familiares quando tende-se a achar que meus esquecimentos são intencionais ou fruto de uma suposta indiferença de minha parte.

Quando cheguei para a primeira das reuniões dominicais na Igreja, nesta manhã, dei-me conta de que havia esquecido uma importante prioridade: estudar o capítulo de hoje do manual Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith (o conteúdo do manual, com texto em PDF e áudio em MP3, pode ser acessado aqui). Isso porque passei boa parte do sábado anterior concentrado em uma importante atividade ao computador — não era trabalho, mas era voltada a atender uma necessidade familiar — e pouca coisa além disso encontrou espaço em minha mente. Quando a hora de me recolher chegou, eu estava mentalmente exausto demais para tirar algum proveito do necessário estudo diário do Evangelho (que inclui o manual a que me refiro acima), que também exige concentração para que seja proveitosa.

Quando me dei conta disso, esta manhã, um sinal de advertência acendeu-se em minha mente. Senti-me mal por ter esquecido de estudar a lição de hoje do manual, até porque eu poderia muito bem ter sido requisitado para dá-la na classe do sacerdócio caso houvesse um desfalque de professor. Como membro do sumo-conselho de minha estaca, é minha responsabilidade estar sempre com lições e discursos preparados na eventualidade de ser necessário substituir um professor ou discursante faltoso. E hoje falhei com essa responsabilidade.

Ponderando a respeito, percebi que, nos últimos tempos, as distrações têm se colocado à minha frente em maior volume e com mais insistência. Infelizmente, o evento de hoje não foi único, mas precisa ser o último.

É sabido que essa é uma das táticas usadas pelo inimigo — que não é imaginário nem figurativo, mas bem real — para distrair nossa atenção e, em última instância, nos afastar do Espírito e de Deus. Sabemos que ele não descansa enquanto não consegue nos fazer cair. No caso de um irmão bem próximo a mim, essa queda foi e está sendo dramática e traumática para ele e sua família. E é justamente isso que nosso inimigo quer: tornar-nos tão miseráveis quanto ele próprio (veja 2 Néfi 2:27).

Se não tomarmos cuidado, o estudo do Evangelho ficará cada vez mais em planos inferiores. Esse pode ser o primeiro passo na direção do pecado e/ou da apostasia.

Tudo isso passou-me pela mente enquanto ponderava. Assustei-me com o tamanho do risco ao qual estava me expondo sem perceber. Que bom que acordei em tempo.

Durante o Sacramento de hoje, pedi ao Senhor perdão e ajuda para resistir às distrações que estavam começando a me fazer esquecer a necessidade de manter um estudo regular e consistente do Evangelho. Em resposta, o Senhor inundou-me com um sentimento de paz e de que meus pecados estavam perdoados, mas deixou em minha mente um alerta muito claro: “Se não te acautelares, cairás”.

Fico feliz e grato por saber que sou digno da atenção e do amoroso cuidado do Senhor e que Ele me aconselha pessoalmente sobre os rumos que devo tomar. Este blog e meu diário pessoal reservado estão repletos de relatos de interações Dele comigo, demonstrando que vale a pena manter-se digno da intercessão Dele em nosso favor. Se posso neste momento deixar com o leitor um conselho é o de que vale a pena voltar-se para Deus, mudar de vida e ser digno das bênçãos que, de outra forma, não se obtém. Faça o teste e diga-me depois se não tenho razão!

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Dia desses alguém visitou este meu blog e me enviou mensagem através da página de contato. A pessoa identificou-se apenas como “Philo2000″. Em sua mensagem ele disse:

Marcelo,

Olha, tá certo, eu vi a sua participação no Superpop, sua opinião é válida, está concomitante aos ensinos da Igreja, você foi prudente e coerente. É muito inteligente.

Mas Marcelo, olha, o negócio são os documentos históricos da Igreja, o famosíssimo History of the Church. Marcelo faz um tempão que eu preciso conversar com alguém estudado da Igreja.

Marcelo, olha, o primeiro livro da história da Igreja é o diário de Joseph Smith, lá o profeta deixa bem claro: eu traduzi parte das placas de Kindhoker. Marcelo, ele mesmo escreveu que traduziu, ele mesmo escreve no diário que elas eram o registro de um descendente do Faraó. Marcelo, elas eram inscrições em uma caixa de chá Chinesa! Assim não DÁ! não tem testemunho que segure essa! E pior, irmão, lá no site do Mórmon Wiki a igreja diz que Joseph nunca traduziu essas Placas.

A igreja concorda com o que Joseph escreveu mas diz que ele não traduziu nada, pois se provou serem uma farsa. Isso é o bastante para desqualificá-lo como profeta! Bastou isso.

Sem nem entrar no assunto de Zelph, lamanita que ficou branco, e muito menos o fato de na América não terem existido nefitas, lamanitas, jareditas… Olha aqui nós tivemos maias, incas e aztecas, guaranis, tupis, sioux, etc

Os estudos desses povos não mostram em nenhuma época contato com civilizações tão avançadas como as descritas no Livro de Mórmon. Os nefitas eram avançadissimos, tinhas grandes edifícios, democracia, templos cristãos, não dava pra Cristo ter vindo à América causar um grande terremoto e destruição como aquele que acreditamos será na Segunda Vinda, a visita do Salvador teria instituído o Cristianismo em toda a América. Não há resquício, vestígio, etc. NADA.

Essa coisas não podem se resolver somente pela fé, porque o Livro de Mórmon é considerado um registro histórico e história é ciência, e não FÉ.

Testemunho? é pura PNL, é só ficar repetindo e dizendo “Eu sei que a igreja é verdadeira”. Quando a gente ora tem um sentimento de paz e logo a igreja que vincular esse sentimento à confirmação de alguma coisa. A gente sente paz orando por qualquer coisa. É só orar e sentir um pouco aliviado.

E o egípcio reformado?

Santa paciência, Marcelo!

Abração e um beijo no coração.

Essa pessoa deve ter passado um bom tempo examinando esses sites cheios de lixo antimórmon. É triste ver que seu testemunho não resistiu a uma prova tão elementar como essa. Buscar conhecimento nesse tipo de site é como fazer pesquisas sobre o Flamengo em sites feitos por vascaínos. O pior é que há quem acredite no que os vascaínos dizem do Flamengo.

Há muitos sites históricos e científicos que mostram o “Flamengo” pelo ponto de vista que não interessa aos “vascaínos”, dentre os quais destaco o The Neal A. Maxwell Institute for Religious Scholarship. Eu poderia fazer uma bela compilação deles aqui, mas me pergunto se isso é mesmo necessário. Se temos o grande Dono da Verdade à disposição para nos ajudar a angariar luz e conhecimento por meio do estudo das escrituras e da oração, não entendo porquê alguém precisa de outra fonte.

Em minha resposta escrevi:

Caro Philo2000,

Obrigado por sua visita a meu blog e por seu contato.

Veja bem, não tenho conhecimento técnico, científico, histórico ou secular de qualquer tipo em grau suficiente para confirmar ou contestar qualquer das alegações da Igreja ou de seus críticos.

O detalhe é que não tenho nem quero ter.

Não preciso de nenhum conhecimento secular para saber que Deus falou comigo e me disse que esta Igreja é a Dele, que Joseph Smith foi (e ainda é) um profeta Dele, que o Livro de Mórmon provém Dele e tudo mais.

Não li essas coisas em um livro nem ouvi de algum homem. Foi o próprio Deus Todo-Poderoso quem o disse a mim diretamente, sem intermediários.

Então como é que eu poderia duvidar da palavra Dele?

Meu raciocínio é bem simples: se Criador do Universo me disse que estas coisas são verdadeiras e se há homens que alegam o contrário, em qual dos lados possivelmente está a falha?

Se você admite que Deus é perfeito, então sua conclusão lógica é a de que a falha não pode estar no lado Dele, portanto necessariamente tem que estar no lado do homem.

Eis porque nenhum dos seus questionamentos me incomoda. Sinto-me perfeitamente seguro dentro do conhecimento de que Deus falou comigo (e você JAMAIS poderá dizer que não falou) e disse o que disse. E essa verdade eu defendo até minha última gota de sangue, se for preciso.

No seu caso, parece-me que o problema não é uma eventual constatação da “falsidade” das alegações da Igreja, e sim a perda da fé em Deus. Se você exige provas seculares da veracidade da doutrina e história da Igreja para sustentar sua fé, então deve exigir também das alegações da Bíblia quanto ao Jardim do Éden, Adão e Eva, Arca de Noé e até do próprio Salvador Jesus Cristo e Sua ressurreição — tudo isso são coisas cuja comprovação só se pode obter espiritualmente. Trata-se do mesmo alicerce espiritual fundamentando ambos os lados: Bíblia e Livro de Mórmon. Retire esse alicerce e ambos desmoronam. Eis o que acho ter acontecido em seu caso.

O fato é que sua eventual perda de fé em Deus em nada modifica o fato de que Ele existe e pode nos falar pessoalmente sobre a veracidade dessas coisas, desde que assim o desejemos e nos sujeitemos a ouvir Sua resposta à maneira Dele, não à nossa.

Diga-me uma coisa: qual seria sua atitude se, apesar do que diz todo esse lixo antimórmon por aí, Deus lhe dissesse pessoalmente que a Igreja e o Livro de Mórmon são verdadeiros? Preferiria acreditar no lixo ou Nele? Se você responder que preferiria crer Nele, então por que é que ainda está indo buscar respostas no lixo?

Fica aí o questionamento para você pensar.

Agora diga-me você, nos comentários abaixo, se não é uma questão de lógica o fato de que, se Deus é prefeito, não há como Ele dar respostas diferentes às pessoas sobre um mesmo assunto. Ele não pode dizer a mim que Joseph Smith é um de Seus profetas e a outro que não é. Ele não é Deus de confusão.

Isto posto, nosso desafio é exercer nossa fé para obter Dele uma resposta. Uma vez obtida, e sabendo-se inequivocamente ter vindo Dele, não faz sentido supor que pode haver qualquer fundo de verdade nas alegações em contrário. Doutra forma, admite-se que Deus não é perfeito e não conhece a verdade, premissa que aqui admitimos ser falsa.

Falando francamente, NUNCA me interessei em averiguar onde estão os erros nas ladainhas dos críticos. Não me sinto na necessidade de dar-lhes resposta. Primeiro, porque nada do que digam ou façam me atinge. Segundo, porque não há limite para a fertilidade da criatividade humana, capaz de inventar as mais tresloucadas teorias com as quais tentam embasar suas acusações. E aqui retornamos ao ponto de partida: como saber quem está com a razão?

A saída é a mesma: exercendo fé para obter de Deus uma resposta. Quem quer que o faça e aja de acordo com a resposta recebida Dele, jamais estará errado — digam os homens o que disserem.

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“O Jornal Nacional vai ser interrompido agora pela propaganda partidária obrigatória”, anunciou William Bonner, decorridos 15 minutos da edição de ontem do telejornal. Eu estava jantando e, por curiosidade, resolvi assistir o programa do Partido Republicano Progressista (PRP). Seriam só 5 minutos mesmo. Mas, nos 5 mintuos a que teve direito, o PRP não conseguiu dizer nada que me convencesse. “Por que devo acreditar neles?”, pensei. “Em quê são diferentes de todo o resto?”

Juro que, às vezes, assisto esses programas na esperança de encontrar alguma luz no fim do túnel político, qualquer coisa que me entusiasme, faça-me crer que algo pode mudar e arranque um voto de mim. Não um voto consternado pelo caráter repressoramente obrigatório de um ato que deveria ser espontâneo, mas um voto seguro de que o ilustre dignitário em quem deposito minha confiança não a trairá nos sórdidos meandros da política nacional. Até o momento não tive esse prazer.

Há muito sinto-me atraído pela política. A mais remota lembrança que tenho disso remonta a meados da década de 1980, quando, ainda estudante de engenharia elétrica no Campus II da Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande, procurei o diretório local do antigo Partido Liberal (PL) — hoje Partido da República (PR) após fusão com o PRONA do prosaico Enéas Carneiro — para me informar sobre filiação e possível candidatura a vereador. Na época, o PL representava a corrente política de centro-direita com a qual até hoje me identifico. Não lembro o que deu errado em meus planos, mas o fato é que não me candidatei nem me filiei ao PL.

A idéia de atuar na vida política nunca deixou de me parecer atraente. Sempre achei fascinante a dinâmica do trabalho legislativo em todas as esferas e sempre me senti à altura do desempenho de um trabalho relevante nesse cenário. Não levei a idéia adiante por causa do sentimento de inadequação ao processo eletivo, especialmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. Sem apadrinhamento político nem varinha de condão para fabricar dinheiro para financiar campanhas, achei melhor esquecer o sonho político. Não era para meu bico.

Foi por isso que, quando minha mulher sugeriu que me filiasse a um partido e concorresse a um cargo público nas eleições de 2002, a idéia — que andava confinada aos embolorados subterrâneos de minha memória — a princípio não despertou nenhum entusiasmo. Mas, por algum motivo, daquela vez havia como que um martelete em minha mente tentando desenferrujá-la. Passei várias semanas pensando nisso com incomum insistência. Voltaram os sentimentos de atração pelo trabalho legislativo e o desejo de fazer uma diferença positiva na vida da sociedade maior que a possível de ser feita como mero cidadão comum. A mim pareceu especialmente vantajoso o fato de que, empenhado em cumprir os mandamentos do Senhor e os convênios que fiz com Ele no batismo e no templo, eu talvez pudesse debutar na vida política desfrutando do privilégio de gozar da companhia e orientação de Seu Espírito em todas as coisas, caso em que uma carreira política talvez fosse viável.

A possibilidade de exercer um cargo legislativo sem sentir-me na necessidade de chafurdar na lama imunda da moral torta em que muitos políticos afundam pareceu-me bem atraente. Muitos membros da Igreja em todo o mundo exercem posições de destaque em governos e parlamentos. Aqui mesmo, no Brasil, o caso mais notório é o do deputado federal Moroni Torgan, do Ceará — hoje candidato a prefeito de Fortaleza —, cuja proeminência também se manifesta em sua liderança eclesiástica. Pensei até em escrever ao irmão Torgan pedindo-lhe que contasse como consegue conciliar sua vida pública com a vivência do Evangelho.

O irmão Torgan não está sozinho na vida política, presente ou passada, como membro da Igreja. O Profeta Joseph Smith, primeiro presidente da Igreja, candidatou-se à presidência dos EUA em 1844, ano em que foi assassinado. Seu sucessor, Brigham Young, foi governador do Estado de Utah nos EUA do Séc. XIX. Naquele país, como em muitos outros, há hoje em dia diversos membros em cargos políticos. O exemplo recente mais conhecido é o do ex-candidato a candidato a presidente dos EUA, Mitt Romney, que foi também governador do Estado de Massachusetts, eleito em 2002. Mesmo aqui no Brasil há e já houve diversos cargos nos poderes executivo e legislativo ocupados por membros da Igreja.

Então por que não eu?

Foi com essa pergunta em mente e determinado que estava a dar o primeiro passo nesse sentido que, tal como sempre faço quando estou para tomar uma decisão importante — que pode mudar o rumo de minha vida e o de minha família e, talvez, até o de gerações futuras —, não pude deixar de submeter a decisão à opinião de meu tão amado Pai Celestial. Afinal, quem mais há capaz de dizer-me, com a onisciência que Lhe é peculiar, se a idéia é ou não boa para mim?

Então pus à prova Seu próprio conselho expresso na revelação dada por Ele a Oliver Cowdery, por intermédio do Profeta Joseph Smith, acerca de seu desejo de receber o mesmo dom de tradução concedido ao profeta para traduzir o Livro de Mórmon. O Senhor disse-lhe:

Mas eis que te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo.

Mas se não estiver certo, não terás tais sentimentos; terás, porém, um estupor de pensamento que te fará esquecer o que estiver errado. (D&C 9:8-9)

Eu já vinha estudando o assunto em minha mente há várias semanas — na verdade, há vários anos — e achava que já tinha conseguido chegar a uma decisão. Eu não poderia antever se era ou não boa para mim, mas sentia-me entusiasmado, especialmente considerando os exemplos dos irmãos citados acima, cujos passos eu me julgava capaz de seguir.

Foi com tudo isso em mente que prostrei-me de joelhos, apoiado no assento de uma das poltronas de minha sala de estar, e elevei aos céus o desejo de meu coração a fim de que meu tão amado Pai opinasse sobre minhas intenções. E foi então que, mais uma vez, tive o privilégio de observar o cumprimento da promessa feita por Ele naquela escritura.

Eis o que aconteceu em resposta: rapidamente, o entusiasmo sumiu e a idéia se esvaiu de minha mente, como se uma borracha tivesse sido passada nela, fazendo-me esquecer das coisas em que, na opinião Dele, eu não deveria pensar.

Confesso que fiquei frustrado. Mas agradeci-Lhe pela resposta. Que bom que eu estava digno de receber uma! Não sou idiota o bastante para ignorar o conselho do Deus Todo-Poderoso e fazer qualquer coisa contrária à Sua onisciente orientação. Confio Nele e submeto-me à Sua vontade com alegria e gratidão. Sei que deve haver algum motivo além de minha visão e compreensão para que não queira que me meta com política. Sabe-se lá em que tipo de encrenca eu teria entrado de outra forma!

Mesmo tendo sumido o entusiasmo pela idéia de dar o primeiro passo, a atração pela política permaneceu. Lamentei saber que não deveria fazer nada a respeito. Ponderando sobre isso, deduzi que o conselho Dele deve ter relação com o local, a época e as circunstâncias em que vivo. Talvez no futuro Sua orientação seja diferente. Caso isso ocorra, não significará que Ele terá mudado de idéia (pois Ele é perfeito e não precisa mudar de idéia — nem eu creria em um Deus mutável), e sim que as circunstâncias serão diferentes e passarão a favorecer o projeto.

Foi por isso que, desde então, embora ainda sinta essa atração, verdadeiramente não pensei mais em dar os passos necessários para entrar para a política. Não tomarei nenhuma atitude nesse sentido enquanto Ele não disser que é o momento.

Feliz de quem confia no Senhor e busca conselho de Sua boca!

Se (ou quando) Ele tivesse dito (ou vier a dizer) que, caso eu queira, é hora de pegar essa onda, lutarei em favor de três propostas (para começar):

  1. O fim da obrigatoriedade do serviço militar. Na verdade, a idéia não é nova. Estudo realizado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) em 2002 mostra que o número de jovens que têm realizado o serviço militar obrigatório está em queda. O estudo mostra que em 1987 foram alistados 1.392.738 jovens e 129.898 foram incorporados — 9,33% do total de alistamentos. Em 2001, apesar de terem sido realizados 1.513.864 alistamentos, apenas 77.761, o que corresponde a 5,14%, foram incorporados às unidades militares. Diante da queda do número de alistamentos, discute-se a profissionalização do serviço militar com base na adesão voluntária. “A profissionalização é característica dos países de tradição democrático-liberal. Na Inglaterra, Canadá e Austrália o sistema é de voluntários e profissionais há bastante tempo; nos EUA, a profissionalização ocorreu após o conflito no Vietnã. Alguns países da Europa estão em processo de mudança de modelo de incorporação, como Portugal, Espanha, Itália e França; na América Latina, o Uruguai, o Peru e a Argentina têm incorporação totalmente baseada no voluntariado”, relata o pesquisador Paulo Roberto Loyolla Kuhlmann, autor do estudo. “O Chile flexibilizou a incorporação, priorizando os voluntários; se não são completadas as vagas, é feita a convocação obrigatória. O Brasil poderia adotar um sistema semelhante”. (Veja aqui mais detalhes do estudo.)
  2. O fim da obrigatoriedade do voto. Nas principais democracias representativas do mundo o voto é sempre facultativo. Constata-se, de fato, uma correlação entre o voto obrigatório e o autoritarismo político. O voto facultativo é, sem dúvida, mais democrático e aufere melhor a vontade do eleitor. Paulo Henrique Soares, mestre em Direito e Estado pela UnB e consultor legislativo do Senado Federal, elaborou o documento Vantagens e desvantagens do voto obrigatório e do voto facultativo. Para mim, os motivos elencados por ele em favor do caráter opcional do voto são muito mais convincentes:
    • O voto é um direito e não um dever;
    • O voto facultativo é adotado pela maioria dos países desenvolvidos e de tradição democrática;
    • O voto facultativo melhora a qualidade do pleito eleitoral pela participação de eleitores conscientes e motivados, em sua maioria;
    • A participação eleitoral da maioria decorrente do voto obrigatório é um mito;
    • É ilusão acreditar que o voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos.

    Leia as explicações para cada um dos motivos acima, bem como para os pouco convincentes argumentos favoráveis à obrigatoriedade do voto, neste PDF.

  3. O fim da propaganda partidária obrigatória no rádio e na TV. Eis aí o que considero mais um ato antidemocrático enraizado no autoritarismo político: a tentativa de obrigar a população a assistir um programa que não quer ver. É coisa típica de regimes totalitários, como Cuba e Coréia do Norte, não de democracias consolidadas. Quantos países democráticos do mundo têm algo parecido? Há muitas outras maneiras de levar a mensagem dos partidos ao eleitor que não seja cerceando sua liberdade de escolha de programação na TV e no rádio.

Tenho também outra idéia para ajudar na debatida reforma política em discussão no Congresso, esta visando acabar com distorções do tipo que permite que novatos interesseiros sejam eleitos para altos cargos legislativos logo na primeira tentativa, como ocorreu em 2006 com o costureiro Clodovil Hernandez, eleito deputado federal. Para mim, quem quer que pretenda fazer carreira política — além de exigir-se formação superior como pré-requisito, como bem lembrou meu amigo Zé no comentário nº 2, abaixo — precisa obrigatoriamente começar de baixo, desta forma:

Para ser eleito… …é preciso ter cumprido pelo menos um mandato completo como
Deputado Estadual ou Prefeito Vereador
Deputado Federal Deputado Estadual
Governador Deputado Estadual e Prefeito
Senador Deputado Federal
Presidente da República Senador e Governador

Essa linha hierárquica eleitoral elimina o interesse dos oportunistas de plantão, movidos pela vaidade ou atraídos pelos altos salários (aliás, outro ponto que merece reformulação). Duvido que Clodovil teria se candidatado a alguma coisa se precisasse começar de baixo!

Eu também trabalharia por não permitir ou retirar a candidatura de quem:

  • Seja alvo de investicações policiais ou réu em processos judiciais — o que teria impedido a eleição de Paulo Maluf como deputado federal com a maior votação do país em 2006, ele que é réu em diversos processos por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha;
  • Aparece no programa eleitoral apenas para fazer palhaçadas na TV, sabe-se lá com que propósito.

Enquanto não chega — e talvez nunca chegue — o dia em que poderei lutar como protagonista do jogo político para trabalhar em prol dessas idéias, resta-me fazer o que todo cidadão pode fazer: encaminhá-las aos políticos por meio de e-mails, cartas, faxes e artigos como este. Posso também influenciar a formação de opiniões, coisa que também espero conseguir com este artigo.

É de especial importância o voto, aquele que para mim deveria ser democraticamente espontâneo e não antidemocraticamente obrigatório.

Falando em voto, este ano teremos eleições municipais. Ainda não identifiquei nenhum candidato digno de minha confiança. A julgar pelas experiências passadas, mais uma vez precisarei buscar inspiração e orientação do Senhor para escolher candidatos cujas intenções só Ele conhece. Como em todas as coisas, a opinião Dele deve vir em primeiro lugar. Eis porque tenho me mantido fora da cena política e atuado como aquele que dá votos ao invés de recebê-los — ou seja, a política e eu somos como o dia e a noite: nunca se encontram. Enquanto eu mantiver essa disposição, não há como as coisas darem errado para mim.

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