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Posts Tagged “Livro de Mórmon”

Este artigo relata o surpreendente (e um tanto frustrante) desdobramento do caso que contei no artigo Ganhar (muito!) dinheiro com pornografia? Não, obrigado. Se você ainda não conhece o caso, sugiro ler aquele artigo antes deste para situar-se no contexto.

O leitor Raphael Coelho, após ler o relato daquela experiência, comentou:

Posso estar errado, mas isso está parecendo uma clara tentativa de alguém que na verdade queria vê-lo ceder para depois publicar e desmoralizá-lo.

Respondi que não acreditava nisso, pois eu já havia constatado que a pessoa em questão de fato existia.

Mas é com consternação que devo reconhecer que ele tinha razão.

Anteontem (26/3) a verdade veio à tona. Tudo não passou de uma encenação bolada e executada por alguém que, de fato, tentou armar para cima de mim. Essa pessoa acabou confessando tudo. Ele disse:

Quero dar um fim nisso. Primeiro não sou [aquela pessoa]. Achei seu site no Google e li vários absurdos nele. Dai pensei em te botar pilha, mas vi que tu é um cara legal. Bom, me desculpe. Foi uma criancice minha.

Ele acabou me contando que é de São Paulo e criou um e-mail novo com o único propósito de fazer-se passar pela atriz pornô (que de fato existe, mas nomes não vêm ao caso) e por sua suposta secretária, que fala português porque já teria participado de um programa de intercâmbio no Brasil. A história prosseguiu por quase dois meses além do ponto em que encerrei o artigo anterior. Nesse meio tempo (e sempre escrevendo em ótimo inglês, para dar mais autenticidade à encenação), teceu toda uma teia de histórias, argumentações e dramas pessoais que levaram-me a crer que eu realmente falava com quem achava que falava. Ainda que algumas peças do quebra-cabeças não encaixassem, foi tão criativo, convincente e rico em detalhes no desempenho das duas personagens que jamais passou por minha cabeça que alguém pudesse estar inventando aquilo tudo e por tanto tempo. Devo tirar o chapéu para sua encenação.

Mas, depois de algum tempo, ele decidiu encerrar o teatro. Confessou (em português mesmo) dizendo o que disse acima e acrescentou depois:

Me desculpe. Favor me perdoar. :-(

Respondi-lhe:

Perdoar é algo que costumo fazer mesmo que não me peçam. É o que o Salvador ensinou e o que procuro fazer o melhor que posso.

Devo reconhecer que você foi bastante criativo em sua atuação, em cada detalhe. E me convenceu de que eu estava falando com quem achava que estava.

Não se preocupe, não me sinto ofendido. De um modo ou de outro, sua brincadeira acabou servindo a um bom propósito, que foi provar minha determinação em manter-me fiel a meus princípios e dar exemplo disso a outros.

Embora me sinta frustrado pela constatação da enganação, consegui extrair algum dividendo espiritual da “criancice” do ator, diretor e roteirista dessa peça. Se o caso tivesse sido real — para mim estava sendo —, o resultado teria sido rigorosamente o mesmo. Quando fazemos escolhas certas, aumentamos nosso poder e capacidade de fazer mais escolhas certas.

Ele, no entanto, parece ter tirado pouco ou nenhum proveito da experiência. Na condição de ateu, veio tentar provar a inutilidade de minha fé em Deus pelo fato de Ele não ter me alertado que tudo não passava de uma farsa. “Se Deus fala com você, por que não te avisou?”, alfinetou.

Porque não era necessário. Eu não estava sob risco e, no fim, eu ficaria sabendo a verdade. Se houvesse algum perigo iminente de qualquer natureza para o qual eu devesse ser alertado, Ele o teria feito. Isso já aconteceu um sem número de vezes ao longo de minha vida.

Além do mais, o tempo todo em que falei com você crendo ser [a estrela pornô], eu estava pondo à prova minha fé, demonstrando ao Senhor o quanto estou comprometido com Ele e com o bem estar espiritual das pessoas com quem me relaciono.

Então, como eu disse, sua brincadeira acabou servindo a um bom propósito. Isso, e o fato de que eu acabaria sabendo a verdade, podem ter sido os motivos pelos quais não fui avisado.

Não satisfeito, tentou que eu provasse que Deus fala comigo impondo um teste: queria que eu perguntasse a Ele qual era seu nome. Se eu acertasse, então ele acreditaria. Ou seja, estava me pedindo um sinal. As escrituras nos dão exemplos do que pode acontecer a quem tenta o Senhor dessa forma (veja Jacó 7:13–20, Alma 30:48–60). O sujeito passou esse tempo todo me testando e não cedi, então não seria agora que eu iria pisar na bola perante Ele.

Releia a mensagem sobre fé que lhe enviei. Quando você conseguir desenvolver fé, terá todas as provas espirituais que quiser, inclusive poderá saber por si mesmo se Deus efetivamente fala comigo ou não. É assim que as coisas de Deus funcionam: por meio da fé. E adivinhar seu nome não ajudaria você a desenvolver fé em Jesus Cristo -- que é a exata razão pela qual Ele não me diria seu nome mesmo se eu perguntasse. E se fosse realmente necessário que eu soubesse seu nome para cumprir algum propósito Dele, eu já o saberia mesmo sem ter que pedir-Lhe.

Eu estava tentando ensinar-lhe que não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar a fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). Apesar disso, ele continuou insistindo que queria uma “pequena prova” para que acreditasse, uma “micro introdução”.

Respondi que a iniciativa tem que ser dele, não minha. “Não posso desenvolver sua fé, você é que tem que fazê-lo por si mesmo”, disse-lhe. E sugeri que experimentasse começar a orar e a ler as Escrituras para iniciar o processo de exercitar a fé.

Bom, faço isso depois. Não tenho nenhuma gibiblia aqui perto.

“Gibíblia” foi o trocadilho que usou para debochar da Bíblia, comparando-a a um gibi.

Triste, não?

Nem sei se adiantou mostrar-lhe versões online da Bíblia e do Livro de Mórmon caso tivesse interesse em lê-los, pois ele não respondeu mais. Mas pelo menos a semente está plantada. Sou um otimista incorrigível.

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Ocasionalmente recebo contatos de visitantes de meu blog trazendo-me elogios, dúvidas e críticas. Estas geralmente não são contra o blog ou contra mim, e sim contra a Igreja.

Há algum tempo venho me correspondendo por e-mail com uma pessoa que se identifica apenas pelo pseudônimo de “Árabe Quarentão”. Desde quando me procurou pela primeira vez, vem trazendo dúvidas sobre a Igreja e muitos tópicos relacionados a ela. Tenho procurado responder todas as suas perguntas com o máximo de amor cristão e atenção possível.

No início ele foi muito cordial e polido, mas, em sua última mensagem, enviada esta noite, pareceu ter perdido a paciência comigo pelo fato de eu não concordar com seus raciocínios. Abordou novamente temas já discutidos em mensagens anteriores como se nenhuma resposta houvesse sido dada antes. Trouxe artigos críticos à Igreja pedindo para saber se era verdade o que diziam, como se estivesse me testando. Insiste que a Igreja errou em algumas coisas e que deve desculpas por isso. Tem procurado pelos em casca de ovo para criticar a Igreja e seus líderes e membros.

Em outras palavras, ele é do tipo que, na falta da fé, busca sinais para crer. De sua última mensagem destaco:

Não consigo raciocinar de maneira clara como uma pessoa inteligente e estudada como você, após eu mostrar tantas contradições (próprias contradições dos líderes em suas citações discursivas, por exemplo), pode seguir uma religião tão “confusa” e “contraditória” como a dos mórmons, como exemplo: não aceitar negros no sacerdócio até 1978, ter praticado a poligamia no passado, ter “segredos” nos Templos Mórmons, que muitos afirmam ter ele plagiados dos maçons (Joseph Smith foi um maçon), enfim, tantas contradições latentes que não consigo imaginar um ser normal e questionável como é o homem, ter coragem de seguir uma religião desse tipo. Desculpe minha sinceridade.

A questão polêmica do Livro de Mórmon, quais provas cabais ele tem? As moedas nefitas, as couraças, as espadas, as ossadas, etc? Não teria sido uma “novela” escrita por uma mente fértil como a de Smith?

A Bíblia possui até hoje os locais citados, isso é um fato incontestável. E os locais citados no livro de mórmon? Onde se encontram?

(…)

No meu entender só falta o pedido de “desculpas” público pelo erro do passado em ter negado aos negros o sacerdócio mórmon, aí sim estaria perto do termo “cristão” ensinado por Jesus no Novo testamento. Um ato de humildade e resignação.

Tudo isso é chover no molhado. Todas essas dúvidas já foram exaustivamente respondidas por eruditos e líderes da Igreja e estão à disposição de quem quiser encontrá-las. Mas parece assombroso que, na busca por informações sobre a Igreja, algumas pessoas só encontram as críticas e nunca as respostas verdadeiras.

Jamais me propus a responder críticas e não abri exceção desta vez. Crítica é sintoma de ceticismo, que se combate com testemunho. Por isso, minha resposta concentrou-se apenas num único ponto de sua mensagem: como posso permanecer membro da Igreja apesar das “contradições” encontradas por ele. Eis o que respondi:

Amigo,

Por favor, preste atenção no que digo abaixo como nunca em sua vida prestou atenção em algo.

O cerne de seu problema em entender essas coisas reside exatamente nisto: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Atente bem para isto: elas se discernem ESPIRITUALMENTE. Consegue compreender o que isso significa?

Você poderá passar a vida inteira procurando provas materiais, lógicas e racionais da veracidade do Livro de Mórmon e não as encontrará nunca. Da mesma forma, também não encontrará de muitas coisas contidas na Bíblia: Jardim do Éden (onde foi?), Adão e Eva (existiram mesmo?), dilúvio (como pode não haver vestígio algum dele?) e o principal de tudo: a ressurreição de Cristo (como pode alguém passar três dias morto e voltar à vida?).

Eu já lhe disse numa mensagem anterior e torno a repetir: é tão incoerente pedir provas dessas coisas quanto é pedir do Livro de Mórmon. Se você aceita os relatos bíblicos sem pedir que sejam materialmente provados, tem que aceitar o Livro de Mórmon também, sob pena de estar sendo incoerente: por que não pedir de um e pedir do outro? Ou pede de ambos ou não pede de nenhum. Um peso, uma medida.

Felizmente, Deus nos proveu um meio de saber toda a verdade pelo poder do Espírito Santo sem necessidade dessa tolice de ficar procurando provas materiais de fatos espirituais. Afirmo-lhe que Deus fez as coisas de modo a manter essas provas materias ocultas do homem justamente para que as procure pela fé. Deus quer que desenvolvamos fé. Se temos provas materiais, para que precisamos da fé?

Portanto, se você quer provas materiais da veracidade do Livro de Mórmon e de muitas coisas ditas na Bíblia, passará a vida toda procurando e nunca as encontrará, pois ELAS NÃO SÃO PARA SEREM ENCONTRADAS. Não é intenção de Deus que o sejam. Entende isso? Ele não quer que acreditemos nessas coisas por podermos ver e tocar em provas materiais delas, pois assim não precisaríamos ter fé. E a fé é importante porque as maiores e melhores recompensas que Ele tem para nos dar nesta vida e na próxima só são alcançadas por meio da fé. Como Ele é o principal interessado em nos conceder tais recompensas, jamais fará nada que nos impeça de recebê-las — e isso inclui dar provas materiais que dispensem a necessidade de desenvolver fé. Na verdade, a coisa funciona exatamente ao contrário: primeiro vem a fé, depois vêm as provas. Não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar nossa fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). A mesma fé que lhe permite saber que Ele existe é a que lhe permitirá saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro, caso esteja sinceramente interessado.

Portanto, se, como você mesmo disse, não consegue compreender porquê alguém inteligente e estudado como eu aceita e segue o mormonismo, volte-se a 1 Coríntios 2:14: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

Mais uma vez: a chave da questão está em “elas se discernem ESPIRITUALMENTE“.

Aceito e sigo o mormonismo exatamente por causa disso: porque sei que Deus tem boca e fala e tive fé suficiente para buscar com Ele uma resposta. Aceito e sigo o mormonismo porque Ele testificou a mim que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face de toda a Terra — não apenas mais uma igreja que PRETENDE ser de Cristo, mas a única que Ele aceita como Sua, pois não foi edificada pelas mãos de homens, mas pelas Dele EM PESSOA, visitando o jovem Joseph Smith e iniciando por meio Dele a restauração do Evangelho e da Igreja que há muito havia se perdido no mundo.

Não dou a mínima para o que diz Wikipédia ou seja lá qual for o site. Não estou nem aí para os críticos e opositores. E isso por um motivo muito simples: o fato de Deus ter falado comigo (e crítico nenhum JAMAIS poderá dizer que não falou) dizendo o que me disse é PROVA mais que suficiente de que estou no lugar certo. As críticas que você citou são palavras de homens, são o racional de homens e, não raro, a deturpação, distorção e calúnia de homens. Quão espiritualmente miserável seria eu se necessitasse dos homens para provar-me a verdade de Deus! Pra quê intermediários se posso recorrer diretamente a Ele, sem interferências nem distorções?

Ou seja, se Deus em pessoa me disse que a Igreja é verdadeira, a única explicação lógica para o que os homens dizem é que só podem estar errados. Ou será que Deus estaria errado e os homens certos?

Eis aí meu racional para permanecer onde estou já há 25 anos: ou Deus está certo ou os homens estão. Ambos não podem estar certos ao mesmo tempo. Se Deus é perfeito e não pode errar, então, pela lógica, quem está errado é o homem que diz o contrário do que Ele diz.

Eis porque não dou a mínima para o que dizem os críticos. Existe uma explicação racional para todos os questionamentos levantados por eles, mas não tenho a mínima necessidade de buscar essas explicações pelos motivos que já expus.

A propósito, você insiste em bater na tecla de que a Igreja deve desculpas por coisas que você acha nebulosas na história da Igreja. Já comentei esse tópico antes dizendo que a Igreja não deve desculpas por nada, pois sustentamos que tudo que foi feito o foi por ordem de Deus e, quando fazemos o que Ele manda, estamos sempre certos, não importa o que os homens pensem.

Para encerrar, quero dizer apenas uma coisa: quer saber se a Igreja, o Livro de Mórmon e tudo mais são verdadeiros e vêm de Deus? Então pare de procurar provas materiais e abra-se para o que o Espírito Santo tem a dizer. É Dele que as respostas vêm. Enquanto você não o fizer, vai continuar batendo cabeça atrás de provas que nunca encontrará. Então a vida terá passado e você terá perdido a oportunidade de experimentar a maior alegria que poderia ter tido nesta vida, que é a mesma de que desfruto.

Por fim, peço-lhe encarecidamente que leia o seguinte discurso, que foi proferido para pessoas que têm as mesmas dúvidas que você:

www.lds.org/conference/talk/display/0,5232,89-2-404-6,00.html


É isso. Espero ter cumprido bem o conselho do apóstolo Pedro:

“…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:13).

Você acha que cumpri bem esse conselho? Comente!

Leitura adicional recomendada:

 

 

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Dia desses alguém visitou este meu blog e me enviou mensagem através da página de contato. A pessoa identificou-se apenas como “Philo2000″. Em sua mensagem ele disse:

Marcelo,

Olha, tá certo, eu vi a sua participação no Superpop, sua opinião é válida, está concomitante aos ensinos da Igreja, você foi prudente e coerente. É muito inteligente.

Mas Marcelo, olha, o negócio são os documentos históricos da Igreja, o famosíssimo History of the Church. Marcelo faz um tempão que eu preciso conversar com alguém estudado da Igreja.

Marcelo, olha, o primeiro livro da história da Igreja é o diário de Joseph Smith, lá o profeta deixa bem claro: eu traduzi parte das placas de Kindhoker. Marcelo, ele mesmo escreveu que traduziu, ele mesmo escreve no diário que elas eram o registro de um descendente do Faraó. Marcelo, elas eram inscrições em uma caixa de chá Chinesa! Assim não DÁ! não tem testemunho que segure essa! E pior, irmão, lá no site do Mórmon Wiki a igreja diz que Joseph nunca traduziu essas Placas.

A igreja concorda com o que Joseph escreveu mas diz que ele não traduziu nada, pois se provou serem uma farsa. Isso é o bastante para desqualificá-lo como profeta! Bastou isso.

Sem nem entrar no assunto de Zelph, lamanita que ficou branco, e muito menos o fato de na América não terem existido nefitas, lamanitas, jareditas… Olha aqui nós tivemos maias, incas e aztecas, guaranis, tupis, sioux, etc

Os estudos desses povos não mostram em nenhuma época contato com civilizações tão avançadas como as descritas no Livro de Mórmon. Os nefitas eram avançadissimos, tinhas grandes edifícios, democracia, templos cristãos, não dava pra Cristo ter vindo à América causar um grande terremoto e destruição como aquele que acreditamos será na Segunda Vinda, a visita do Salvador teria instituído o Cristianismo em toda a América. Não há resquício, vestígio, etc. NADA.

Essa coisas não podem se resolver somente pela fé, porque o Livro de Mórmon é considerado um registro histórico e história é ciência, e não FÉ.

Testemunho? é pura PNL, é só ficar repetindo e dizendo “Eu sei que a igreja é verdadeira”. Quando a gente ora tem um sentimento de paz e logo a igreja que vincular esse sentimento à confirmação de alguma coisa. A gente sente paz orando por qualquer coisa. É só orar e sentir um pouco aliviado.

E o egípcio reformado?

Santa paciência, Marcelo!

Abração e um beijo no coração.

Essa pessoa deve ter passado um bom tempo examinando esses sites cheios de lixo antimórmon. É triste ver que seu testemunho não resistiu a uma prova tão elementar como essa. Buscar conhecimento nesse tipo de site é como fazer pesquisas sobre o Flamengo em sites feitos por vascaínos. O pior é que há quem acredite no que os vascaínos dizem do Flamengo.

Há muitos sites históricos e científicos que mostram o “Flamengo” pelo ponto de vista que não interessa aos “vascaínos”, dentre os quais destaco o The Neal A. Maxwell Institute for Religious Scholarship. Eu poderia fazer uma bela compilação deles aqui, mas me pergunto se isso é mesmo necessário. Se temos o grande Dono da Verdade à disposição para nos ajudar a angariar luz e conhecimento por meio do estudo das escrituras e da oração, não entendo porquê alguém precisa de outra fonte.

Em minha resposta escrevi:

Caro Philo2000,

Obrigado por sua visita a meu blog e por seu contato.

Veja bem, não tenho conhecimento técnico, científico, histórico ou secular de qualquer tipo em grau suficiente para confirmar ou contestar qualquer das alegações da Igreja ou de seus críticos.

O detalhe é que não tenho nem quero ter.

Não preciso de nenhum conhecimento secular para saber que Deus falou comigo e me disse que esta Igreja é a Dele, que Joseph Smith foi (e ainda é) um profeta Dele, que o Livro de Mórmon provém Dele e tudo mais.

Não li essas coisas em um livro nem ouvi de algum homem. Foi o próprio Deus Todo-Poderoso quem o disse a mim diretamente, sem intermediários.

Então como é que eu poderia duvidar da palavra Dele?

Meu raciocínio é bem simples: se Criador do Universo me disse que estas coisas são verdadeiras e se há homens que alegam o contrário, em qual dos lados possivelmente está a falha?

Se você admite que Deus é perfeito, então sua conclusão lógica é a de que a falha não pode estar no lado Dele, portanto necessariamente tem que estar no lado do homem.

Eis porque nenhum dos seus questionamentos me incomoda. Sinto-me perfeitamente seguro dentro do conhecimento de que Deus falou comigo (e você JAMAIS poderá dizer que não falou) e disse o que disse. E essa verdade eu defendo até minha última gota de sangue, se for preciso.

No seu caso, parece-me que o problema não é uma eventual constatação da “falsidade” das alegações da Igreja, e sim a perda da fé em Deus. Se você exige provas seculares da veracidade da doutrina e história da Igreja para sustentar sua fé, então deve exigir também das alegações da Bíblia quanto ao Jardim do Éden, Adão e Eva, Arca de Noé e até do próprio Salvador Jesus Cristo e Sua ressurreição — tudo isso são coisas cuja comprovação só se pode obter espiritualmente. Trata-se do mesmo alicerce espiritual fundamentando ambos os lados: Bíblia e Livro de Mórmon. Retire esse alicerce e ambos desmoronam. Eis o que acho ter acontecido em seu caso.

O fato é que sua eventual perda de fé em Deus em nada modifica o fato de que Ele existe e pode nos falar pessoalmente sobre a veracidade dessas coisas, desde que assim o desejemos e nos sujeitemos a ouvir Sua resposta à maneira Dele, não à nossa.

Diga-me uma coisa: qual seria sua atitude se, apesar do que diz todo esse lixo antimórmon por aí, Deus lhe dissesse pessoalmente que a Igreja e o Livro de Mórmon são verdadeiros? Preferiria acreditar no lixo ou Nele? Se você responder que preferiria crer Nele, então por que é que ainda está indo buscar respostas no lixo?

Fica aí o questionamento para você pensar.

Agora diga-me você, nos comentários abaixo, se não é uma questão de lógica o fato de que, se Deus é prefeito, não há como Ele dar respostas diferentes às pessoas sobre um mesmo assunto. Ele não pode dizer a mim que Joseph Smith é um de Seus profetas e a outro que não é. Ele não é Deus de confusão.

Isto posto, nosso desafio é exercer nossa fé para obter Dele uma resposta. Uma vez obtida, e sabendo-se inequivocamente ter vindo Dele, não faz sentido supor que pode haver qualquer fundo de verdade nas alegações em contrário. Doutra forma, admite-se que Deus não é perfeito e não conhece a verdade, premissa que aqui admitimos ser falsa.

Falando francamente, NUNCA me interessei em averiguar onde estão os erros nas ladainhas dos críticos. Não me sinto na necessidade de dar-lhes resposta. Primeiro, porque nada do que digam ou façam me atinge. Segundo, porque não há limite para a fertilidade da criatividade humana, capaz de inventar as mais tresloucadas teorias com as quais tentam embasar suas acusações. E aqui retornamos ao ponto de partida: como saber quem está com a razão?

A saída é a mesma: exercendo fé para obter de Deus uma resposta. Quem quer que o faça e aja de acordo com a resposta recebida Dele, jamais estará errado — digam os homens o que disserem.

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“Assim como não posso sobreviver sem alimento para comer, água para beber e ar para respirar, também não posso viver sem o Evangelho Restaurado. Ele não é apenas um guia para mim, mas é o que define minha existência. Tire-o de mim, e você estará tirando minha vida – pois o que resta fora isso para mim não é vida. Digo isso porque sei que somente a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face da Terra é capaz de possuir e ministrar a plenitude do Evangelho, conforme restaurado nestes últimos dias por intermédio do profeta Joseph Smith. Sei que isso é verdade e não só sei, mas sei que sei. Sou capaz de dar minha vida em defesa desse testemunho, se preciso for, pois não posso negar o que me foi dado a saber pelo poder do Espírito Santo, nem ousaria fazê-lo.”

Teria sido com essas palavras que eu teria prestado meu testemunho na Reunião Sacramental de hoje se o tempo tivesse permitido. Havia muitas pessoas desejosas de prestar testemunho, eu inclusive. Mas todos os testemunhos prestados trouxeram algo em comum: o fato de que o Senhor está realizando milagres nas vidas daquelas pessoas. Foi essa certeza que tomou conta de mim enquanto os ouvia.

Iniciei hoje mais um jejum. Ao iniciá-lo, após o almoço, meu sentimento era de profunda gratidão ao Senhor por me abençoar tanto. Eu O sentia muito próximo a mim, quase como se pudesse tocá-Lo e vê-Lo. Sentia-me grato por mais uma manhã maravilhosa na Igreja, pelo privilégio de servi-Lo como membro do sumo-conselho de minha estaca e pela confiança que deposita em mim no desempenho desse chamado e também – e principalmente – no de marido e pai.

Digo-vos, meus irmãos, que se renderdes todas as graças e louvores, com todo o poder de vossa alma, àquele Deus que vos criou e guardou e preservou e fez com que vos regozijásseis e vos concedeu viverdes em paz uns com os outros —

Digo-vos que se servirdes ao que vos criou desde o princípio e vos está preservando dia a dia, dando-vos alento para que possais viver, mover-vos e agir segundo vossa própria vontade; e até vos apoiando de momento a momento — digo-vos que se o servirdes com toda a alma, ainda assim sereis servos inúteis.

E eis que tudo que ele requer de vós é que guardeis seus mandamentos; e ele prometeu-vos que, se guardásseis seus mandamentos, prosperaríeis na terra; e ele nunca se desvia do que disse; portanto, se guardardes seus mandamentos, ele vos abençoará e far-vos-á prosperar.

Ora! em primeiro lugar ele vos criou e concedeu-vos a vida, pelo que lhe sois devedores.

E, em segundo lugar, ele requer que façais conforme vos ordenou; e se o fizerdes, ele imediatamente vos abençoará; e, portanto, ter-vos-á pago. E vós ainda lhe sereis devedores e o sois e sê-lo-eis para sempre; portanto, de que vos podeis vangloriar? (Mosias 2:20-24)

Leitura adicional recomendada:

 

 

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Da esq. p/ dir.: Élder Ulisses Soares, Senador Eduardo Suplicy e Élder Charles Didier

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) visitou em 23 de novembro os Élderes Charles Didier e Ulisses Soares, da Presidência da Área Brasil de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e conheceu melhor os programas de ajuda humanitária e serviço comunitário da Igreja.

Ageo Levi Minharo (gerente de Bem-Estar), Nei Garcia e Fernando Assis (Assuntos Públicos) fizeram uma apresentação das principais ações humanitárias deselvolvidas pela Igreja, incluindo o projeto Mãos que Ajudam.

O senador assistiu a uma das reportagens exibidas pela Rede Band TV que mostra uma parte dos projetos humanitários feitos em alguns lugares do mundo. Ao final da apresentação, o senador ainda assistiu a dois spots de TV Homefront e elogiou o valor das mensagens sobre a importância da família.

O senador Suplicy aproveitou a oportunidade e falou sobre o seu projeto “Renda Básica da Cidadania”, que visa promover uma condição mínima de dignidade e sustento a cada brasileiro.

Ao final, os Élderes Didier e Soares presentearam o senador com um quadro contendo A Família: Proclamação ao Mundo, uma pequena estátua simbolizando os laços familiares, um CD do Coro do Tabernáculo e um exemplar do Livro de Mórmon.

Na saída, o senador expressou seu desejo de conhecer a sede da Igreja em Salt Lake City no próximo ano.

(Com informações do comitê de assuntos públicos da Igreja)

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