Última atualização: 26/7/15

crianca_casal_gayNos comentários de meu artigo Por que sou contra o casamento gay um defensor da causa afirma que uma criança criada por pais homossexuais não sofre nenhuma consequência ruim. Tive que esclarecer seu óbvio desconhecimento de causa respondendo que estudos sociológicos dizem o contrário:

  • Como observou um colunista do jornal The New York Times no artigo Gay Parents and the Marriage Debate, “o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma experiência social e, como na maioria das experiências, levará tempo para se compreender suas consequências”.
  • Estudo do professor Walter Schumm, da Universidade do Kansas, publicado no “Journal of Biosocial Science”, Volume 42, edição 6, novembro de 2010, páginas 721-742, demonstrou que grande parte dos jovens na casa dos vinte anos que foram criados por pais homossexuais (gays ou lésbicas) assumem a homossexualidade: 58% dos jovens criados por pares de lésbicas e 33% dos jovens criados pares de gays descrevem-se a si mesmos como homossexuais.
  • Estudo científico publicado pelo Prof. Mark Regenerus, sociólogo da Universidade do Texas em Austin, no periódico Social Science Research, volume 41 (2012), páginas 752–770 — provavelmente um dos mais importantes estudos dos últimos anos por sua rigorosa metodologia científica — derruba a sabedoria acadêmica convencional de que tais crianças não sofrem nenhuma desvantagem. No estudo, o prof. Regenerus observou que, quando comparadas com crianças criadas por pai e mãe casados, as educadas por pares do mesmo sexo são mais propensas a requerer psicoterapia, a identificarem-se como homossexuais, a contrair doenças sexualmente transmissíveis, a serem sexualmente molestadas, a consumir álcool exageradamente e fumar maconha.
  • Nem foi preciso esperar muito para termos um relato em primeira pessoa sobre quão negativa pode ser a influência de pais gays na criação de filhos. Em seu livro Out From Under, a canadense Dawn Stefanowicz conta como foi ter sido criada por pais gays dos quais um morreu de AIDS. Após a publicação do livro, ela conta que mais de 50 adultos que foram criados por pais LGBT a procuraram para partilhar suas preocupações sobre casamento e paternidade gay. “Muitos de nós sofrem com a própria sexualidade e senso de gênero por causa da influência do ambiente familiar em que crescemos”, diz ela no artigo Um Alerta do Canadá: O Casamento Gay Erode Direitos Fundamentais.

Os defensores da causa gay dizem que permitir a adoção de crianças por casais gays é um favor que se faz a elas para tirá-las do abandono. O detalhe é que o abandono de crianças é só mais uma das muitas perversas mazelas sociais decorrentes da sistemática violação da lei do Criador. Se há crianças abandonadas é porque alguém transgrediu essa lei. A solução para isso não é entregá-las a casais gays, e sim fazer com que os transgressores se arrependam.

“As únicas soluções reais para os muitos problemas graves que o mundo atual enfrenta são espirituais, e não políticas ou econômicas. O racismo, a violência, [o abandono de crianças] e os crimes de ódio, por exemplo, são problemas espirituais, e sua única solução real é espiritual.” (Élder Wilford W. Andersen, Religião e Governo, A Liahona, julho de 2015.)

Essas crianças devem ser criadas pelos próprios pais, como manda Aquele que as enviou ao mundo. Quando isso acontecer, não haverá mais crianças em orfanatos ou na rua. Querer entregar uma criança dessas nas mãos de um casal gay é tentar corrigir um erro cometendo outro.

Acho que tudo na vida sempre deve ser feito à maneira do Mestre para que não haja consequências nocivas a ninguém. Se cada indivíduo pensasse menos em si mesmo e mais Nele, a vida em sociedade seria muito melhor e haveria bem menos desventuras no mundo.

Não estou defendendo uma tirânica imposição da lei de Deus. Sei que não vivemos numa teocracia e que o Estado é laico. Mas seria bom se a sociedade já fosse se acostumando à ideia de que no grande Milênio, que está para começar, as coisas não serão como são hoje. Na ocasião, o mundo voltará a ser como era na época do Jardim do Éden e será governado por uma teocracia. A lei que estará em vigor é a mesma lei de Deus hoje desprezada pela sociedade.

“Um dia o Salvador vai voltar. É Seu direito governar e reinar como Rei dos reis e nosso grande Sumo Sacerdote. Então, o cetro do governo e o poder do sacerdócio se tornarão um só.” (Ibidem.)

Quando isso acontecer, Ele assumirá o governo da Terra e consertará tudo que estiver errado em todas as esferas. Por isso, tudo que não estiver de acordo com Sua lei será removido do mundo, o que inclui casamentos gays e adoção de crianças por casais gays. Se houver crianças abandonadas na ocasião, elas não serão entregues para adoção por casais gays (se é que eles existirão). Então esse modelo que está na moda hoje está também com os dias contados.

No documento A Família: Proclamação ao Mundo, a Igreja diz:

“Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por PAI E MÃE que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade.” (Destaque meu.)

No dia em que a decisão do STJ foi divulgada, alguém me perguntou o que eu achava disso. Respondi:

“Só tenho a lamentar por presenciar a sociedade institucionalizando mais essa franca e aberta violação da lei de Deus. Há muito a sociedade já paga um alto preço por isso (na forma das mais diversas mazelas sociais) e a tendência é piorar.”

Em meu artigo Por que sou contra o casamento gay escrevi:

É justamente isso o que faz quem desconhece o Evangelho (se conhece, não o entende; se entende, não o vive). Por isso, todo o barulho feito pela comunidade gay acaba ocupando dentro das pessoas o espaço que deveria estar preenchido pelo Evangelho. Eis porquê a ideologia gay conquista mais e mais a simpatia da sociedade.

O que acho é que os de nós que são contrários a esse estado de coisas têm que se manifestar. Por que a ideologia gay está tomando a sociedade de assalto? Além do motivo exposto acima, é porque os que discordam dela se omitem de fazer sua voz ser ouvida também. Simplesmente acham ruim, mas não se manifestam. Isso, aliás, vai contra o conselho dado no artigo Oposição ao mal, de Gordon B. Hinckley:

As restrições legais aos comportamentos imorais estão perdendo a força por causa de decretos legislativos e decisões judiciais. Isso é feito em nome da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e da liberdade de escolha nos assim chamados assuntos pessoais. Mas o fruto amargo dessas supostas liberdades tem sido a escravização das pessoas a hábitos e comportamentos imorais que somente conduzem à destruição. Um profeta, falando há muito tempo, descreveu esse processo de modo muito preciso, ao declarar: “E assim o diabo engana suas almas e os conduz cuidadosamente ao inferno”. (2 Néfi 28:21)

(…)

A edificação do sentimento público começa com umas poucas vozes sinceras. Não defendo um ataque agressivo, com gritos, gestos e ameaças, aos legisladores. Mas creio que devemos sincera e honestamente expressar positivamente nossas convicções aos que têm a pesada responsabilidade de elaborar e implementar nossas leis. A triste verdade é que a minoria que exige maior liberdade, que vende e consome pornografia, que incentiva as exibições licenciosas e lucram com isso, fazem suas vozes serem ouvidas até que nossos legisladores passam a acreditar que eles representam a vontade da maioria. Não é provável que consigamos algo pelo qual não nos manifestamos.

Que nossa voz seja ouvida. Espero que não seja de modo estridente, mas que falemos com tamanha convicção que aqueles a quem nos dirigimos saibam da força de nosso sentimento e da sinceridade de nosso empenho. Consequências notáveis fluirão de uma carta bem escrita num envelope selado. Resultados notáveis decorrerão de uma conversa tranquila com aqueles que possuem pesadas responsabilidades.

(…)

Falem aos que elaboram as normas, estatutos e leis; aos que governam a nível local, estadual e nacional; e aos que ocupam cargos de responsabilidade como administradores de nossas escolas.

(…)

Creio que o Senhor nos diria: “levanta-te e põe-te sobre teus pés e manifesta-te em defesa da virtude e da decência”.

Que estamos fazendo para seguir o conselho de Hinckley? No que me diz respeito, parte do que estou fazendo está relatado no artigo Diga NÃO ao Projeto de Lei Complementar 122/2006.

Se ninguém acredita que a popularização da cultura gay poderá levar a sociedade ainda mais à ruína, é só esperar para ver. A história já nos deu alguns exemplos disso, não terá sido suficiente?

 

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