Última atualização: 26/12/12

Esta semana a mídia fez um grande estardalhaço sobre uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concedeu a um par de lésbicas do Rio Grande do Sul o direito de registrar uma criança em nome de ambas as mulheres. Embora a decisão ainda tenha que passar pelo Supremo Tribunal Federal, acredito que deverá ser aprovada lá também.

Os defensores da causa gay dizem que permitir a adoção de crianças por casais gays é um favor que se faz a elas para tirá-las do abandono. O detalhe é que o abandono de crianças é só mais uma das muitas perversas mazelas sociais decorrentes da sistemática violação da lei do Criador. Se há crianças abandonadas é porque alguém transgrediu essa lei. A solução para isso não é entregá-las a casais gays, e sim fazer com que os transgressores se arrependam. Essas crianças devem ser criadas pelos próprios pais, como manda Aquele que as enviou ao mundo. Quando isso acontecer, não haverá mais crianças em orfanatos ou na rua. Querer entregar uma criança dessas nas mãos de um casal gay é tentar corrigir um erro cometendo outro.

Nos comentários de meu artigo Por que sou contra o casamento gay um defensor da causa afirma que uma criança criada por pais homossexuais não sofre nenhuma consequência ruim. Tive que esclarecer seu óbvio desconhecimento de causa respondendo que os estudos sociológicos são controversos e politicamente tendenciosos no que diz respeito aos efeitos a longo prazo sobre essas crianças. Como observou um colunista do jornal The New York Times, “o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma experiência social e, como na maioria das experiências, levará tempo para se compreender suas consequências” (Douthat, “Gay Parents and the Marriage Debate”). Além do mais, o último e mais minucioso estudo encontra desvantagens significativas relatadas por jovens adultos que têm um dos pais envolvido num relacionamento homossexual antes de o filho ter 18 anos de idade (ver Mark Regnerus, “How Different Are the Adult Children of Parents Who Have Same-Sex Relationships? Findings from the New Family Structures Study”, Social Science Research, vol. 41, 2012, pp. 752-770).

Acho que tudo na vida sempre deve ser feito à maneira do Mestre para que não haja consequências nocivas a ninguém. Se cada indivíduo pensasse menos em si mesmo e mais Nele, a vida em sociedade seria muito melhor e haveria bem menos desventuras no mundo.

Não estou defendendo uma tirânica imposição da lei de Deus. Sei que não vivemos numa teocracia e que o Estado é laico. Mas seria bom se a sociedade já fosse se acostumando à idéia de que no grande Milênio, que está para começar, as coisas não serão como são hoje. Na ocasião, o mundo voltará a ser como era na época do Jardim do Éden e será governado por uma teocracia. A lei que estará em vigor é a mesma lei de Deus hoje desprezada pela sociedade. Tudo que for contrário a essa lei será eliminado, o que inclui casamentos gays e adoção de crianças por casais gays. Se houver crianças abandonadas na ocasião, elas não serão entregues para adoção por casais gays (se é que eles existirão). Então esse modelo que está na moda hoje está também com os dias contados.

No documento A Família: Proclamação ao Mundo, a Igreja diz:

“Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por PAI E MÃE que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade.” (Destaque meu.)

No dia em que a decisão do STJ foi divulgada, alguém me perguntou o que eu achava disso. Respondi:

“Só tenho a lamentar por presenciar a sociedade institucionalizando mais essa franca e aberta violação da lei de Deus. Há muito a sociedade já paga um alto preço por isso (na forma das mais diversas mazelas sociais) e a tendência é piorar.”

Em meu artigo Por que sou contra o casamento gay escrevi:

É justamente isso o que faz quem desconhece o Evangelho (se conhece, não o entende; se entende, não o vive). Por isso, todo o barulho feito pela comunidade gay acaba ocupando dentro das pessoas o espaço que deveria estar preenchido pelo Evangelho. Eis porquê a ideologia gay conquista mais e mais a simpatia da sociedade.

O que acho é que os de nós que são contrários a esse estado de coisas têm que se manifestar. Por que a ideologia gay está tomando a sociedade de assalto? Além do motivo exposto acima, é porque os que discordam dela se omitem de fazer sua voz ser ouvida também. Simplesmente acham ruim, mas não se manifestam. Isso, aliás, vai contra o conselho dado pelo Pres. Gordon B. Hinckley em sua mensagem “Oposição ao mal”, publicada na Liahona de setembro de 2004:

As restrições legais aos comportamentos imorais estão perdendo a força por causa de decretos legislativos e decisões judiciais. Isso é feito em nome da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e da liberdade de escolha nos assim chamados assuntos pessoais. Mas o fruto amargo dessas supostas liberdades tem sido a escravização das pessoas a hábitos e comportamentos imorais que somente conduzem à destruição. Um profeta, falando há muito tempo, descreveu esse processo de modo muito preciso, ao declarar: “E assim o diabo engana suas almas e os conduz cuidadosamente ao inferno”. (2 Néfi 28:21)

(…)

A edificação do sentimento público começa com umas poucas vozes sinceras. Não defendo um ataque agressivo, com gritos, gestos e ameaças, aos legisladores. Mas creio que devemos sincera e honestamente expressar positivamente nossas convicções aos que têm a pesada responsabilidade de elaborar e implementar nossas leis. A triste verdade é que a minoria que exige maior liberdade, que vende e consome pornografia, que incentiva as exibições licenciosas e lucram com isso, fazem suas vozes serem ouvidas até que nossos legisladores passam a acreditar que eles representam a vontade da maioria. Não é provável que consigamos algo pelo qual não nos manifestamos.

Que nossa voz seja ouvida. Espero que não seja de modo estridente, mas que falemos com tamanha convicção que aqueles a quem nos dirigimos saibam da força de nosso sentimento e da sinceridade de nosso empenho. Consequências notáveis fluirão de uma carta bem escrita num envelope selado. Resultados notáveis decorrerão de uma conversa tranquila com aqueles que possuem pesadas responsabilidades.

(…)

Falem aos que elaboram as normas, estatutos e leis; aos que governam a nível local, estadual e nacional; e aos que ocupam cargos de responsabilidade como administradores de nossas escolas.

(…)

Creio que o Senhor nos diria: “levanta-te e põe-te sobre teus pés e manifesta-te em defesa da virtude e da decência”.

Que estamos fazendo para seguir o conselho do Pres. Hinckley? No que me diz respeito, parte do que estou fazendo está relatado no artigo Diga NÃO ao Projeto de Lei Complementar 122/2006.

Se ninguém acredita que a popularização da cultura gay levará a sociedade ainda mais à ruína, é só esperar para ver. A história já nos deu alguns exemplos disso, não terá sido suficiente?

Tags:, , ,

 

Artigos relacionados

Copyright © 2007-2012 Marcelo Todaro. Todos os direitos reservados.