A política e eu: como o dia e a noite

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“O Jornal Nacional vai ser interrompido agora pela propaganda partidária obrigatória”, anunciou William Bonner, decorridos 15 minutos da edição de ontem do telejornal. Eu estava jantando e, por curiosidade, resolvi assistir ao programa do Partido Republicano Progressista (PRP). Seriam só 5 minutos mesmo. Mas, nos 5 minutos a que teve direito, o PRP não conseguiu dizer nada que me convencesse. “Por que devo acreditar neles?”, pensei. “Em quê são diferentes do resto?”

Juro que, às vezes, assisto esses programas na esperança de encontrar alguma luz no fim do túnel político, qualquer coisa que me entusiasme, faça-me crer que algo pode mudar e arranque um voto de mim. Não um voto consternado pelo caráter repressoramente obrigatório de um ato que deveria ser espontâneo, mas um voto seguro de que o ilustre dignitário em quem deposito minha confiança não a trairá nos sórdidos meandros da política nacional. Até o momento não tive esse prazer.

Há muito sinto-me atraído pela política. A mais remota lembrança que tenho disso remonta a meados da década de 1980, quando, ainda estudante de engenharia elétrica no Campus II da Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande, procurei o diretório local do antigo Partido Liberal (PL) — hoje Partido da República (PR) após fusão com o PRONA do prosaico Enéas Carneiro — para me informar sobre filiação e possível candidatura a vereador. Na época, o PL representava a corrente política de centro-direita com a qual até hoje me identifico. Não lembro o que deu errado em meus planos, mas o fato é que não me candidatei nem me filiei ao PL.

A idéia de atuar na vida política nunca deixou de me parecer atraente. Sempre achei fascinante a dinâmica do trabalho legislativo em todas as esferas e sempre me senti à altura do desempenho de um trabalho relevante nesse cenário. Não levei a idéia adiante por causa do sentimento de inadequação ao processo eletivo, especialmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. Sem apadrinhamento político nem varinha de condão para fabricar dinheiro para financiar campanhas, achei melhor esquecer o sonho político. Não era para meu bico.

Foi por isso que, quando minha mulher sugeriu que me filiasse a um partido e concorresse a um cargo público nas eleições de 2002, a idéia — que andava confinada aos sombrios subterrâneos de minha embolorada memória — a princípio não despertou nenhum entusiasmo. Mas, por algum motivo, daquela vez havia como que um martelete em minha mente tentando desenferrujá-la. Passei várias semanas pensando nisso com incomum insistência. Voltaram os sentimentos de atração pelo trabalho legislativo e o desejo de fazer uma diferença positiva na vida da sociedade maior que a possível de ser feita como mero cidadão comum. A mim pareceu especialmente vantajoso o fato de que, empenhado em cumprir os mandamentos do Senhor e os convênios que fiz com Ele no batismo e no templo, eu talvez pudesse debutar na vida política desfrutando do privilégio de gozar da companhia e orientação de Seu Espírito em todas as coisas, caso em que uma carreira política talvez fosse viável.

A possibilidade de exercer um cargo legislativo sem me sentir na necessidade de chafurdar na lama imunda da moral torta em que muitos políticos afundam pareceu-me bem atraente. Muitos membros da Igreja em todo o mundo exercem posições de destaque em governos e parlamentos. Aqui mesmo, no Brasil, o caso mais notório é o do deputado federal Moroni Torgan, do Ceará — hoje candidato a prefeito de Fortaleza —, cuja proeminência também se manifesta em sua liderança eclesiástica. Pensei até em escrever ao irmão Torgan pedindo-lhe que contasse como consegue conciliar sua vida pública com a vivência do Evangelho.

O irmão Torgan não está sozinho na vida política, presente ou passada, como membro da Igreja. O Profeta Joseph Smith, primeiro presidente da Igreja, candidatou-se à presidência dos EUA em 1844, ano em que foi assassinado. Seu sucessor, Brigham Young, foi governador do Estado de Utah nos EUA do Séc. XIX. Naquele país, como em muitos outros, há hoje em dia diversos membros em cargos políticos. O exemplo recente mais conhecido é o do ex-candidato a candidato a presidente dos EUA, Mitt Romney, que foi também governador do Estado de Massachusetts, eleito em 2002. Mesmo aqui no Brasil há e já houve diversos cargos nos poderes executivo e legislativo ocupados por membros da Igreja.

Então por que não eu?

Foi com essa pergunta em mente e determinado que estava a dar o primeiro passo nesse sentido que, tal como sempre faço quando estou para tomar uma decisão importante — que pode mudar o rumo de minha vida e o de minha família e, talvez, até o de gerações futuras —, não pude deixar de submeter a decisão à opinião de meu tão amado Pai Celestial. Afinal, quem mais há capaz de dizer-me, com a onisciência que Lhe é peculiar, se a idéia é ou não boa para mim?

Então pus à prova Seu próprio conselho expresso na revelação dada por Ele a Oliver Cowdery, por intermédio do Profeta Joseph Smith, acerca de seu desejo de receber o mesmo dom de tradução concedido ao profeta para traduzir o Livro de Mórmon. O Senhor disse-lhe:

Mas eis que te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo.

Mas se não estiver certo, não terás tais sentimentos; terás, porém, um estupor de pensamento que te fará esquecer o que estiver errado. (D&C 9:8-9)

Eu já vinha estudando o assunto em minha mente há várias semanas — na verdade, há vários anos — e achava que já tinha conseguido chegar a uma decisão. Eu não poderia antever se era ou não boa para mim, mas me sentia entusiasmado, especialmente considerando os exemplos dos irmãos citados acima, cujos passos eu me julgava capaz de seguir.

Foi com tudo isso em mente que prostrei-me de joelhos, apoiado no assento de uma das poltronas de minha sala de estar, e elevei aos céus o desejo de meu coração a fim de que meu tão amado Pai opinasse sobre minhas intenções. E foi então que, mais uma vez, tive o privilégio de observar o cumprimento da promessa feita por Ele naquela escritura.

Eis o que aconteceu em resposta: rapidamente, o entusiasmo sumiu e a idéia se esvaiu de minha mente, como se uma borracha tivesse sido passada nela, fazendo-me esquecer das coisas em que, na opinião Dele, eu não deveria pensar.

Confesso que fiquei frustrado. Mas agradeci-Lhe pela resposta. Que bom que eu estava digno de receber uma! Não sou idiota o bastante para ignorar o conselho do Deus Todo Poderoso e fazer qualquer coisa contrária à Sua onisciente orientação. Confio Nele e me submeto à Sua vontade com alegria e gratidão. Sei que deve haver algum motivo além de minha visão e compreensão para que não queira que me meta com política. Sabe-se lá em que tipo de encrenca eu teria entrado de outra forma!

Mesmo tendo sumido o entusiasmo pela idéia de dar o primeiro passo, a atração pela política permaneceu. Lamentei saber que não deveria fazer nada a respeito. Ponderando sobre isso, deduzi que o conselho Dele deve ter relação com o local, a época e as circunstâncias em que vivo. Talvez no futuro Sua orientação seja diferente. Caso isso ocorra, não significará que Ele terá mudado de idéia (pois Ele é perfeito e não precisa mudar de idéia — nem eu creria em um Deus mutável), e sim que as circunstâncias serão diferentes e passarão a favorecer o projeto.

Foi por isso que, desde então, embora ainda sinta essa atração, verdadeiramente não pensei mais em dar os passos necessários para entrar para a política. Não tomarei nenhuma atitude nesse sentido enquanto Ele não disser que é o momento.

Feliz de quem confia no Senhor e busca conselho de Sua boca!

Se (ou quando) Ele tivesse dito (ou vier a dizer) que, caso eu queira, é hora de pegar essa onda, lutarei em favor de três propostas (para começar):

  1. O fim da obrigatoriedade do serviço militar. Na verdade, a idéia não é nova. Estudo realizado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) em 2002 mostra que o número de jovens que têm realizado o serviço militar obrigatório está em queda. O estudo mostra que em 1987 foram alistados 1.392.738 jovens e 129.898 foram incorporados — 9,33% do total de alistamentos. Em 2001, apesar de terem sido realizados 1.513.864 alistamentos, apenas 77.761, o que corresponde a 5,14%, foram incorporados às unidades militares. Diante da queda do número de alistamentos, discute-se a profissionalização do serviço militar com base na adesão voluntária. “A profissionalização é característica dos países de tradição democrático-liberal. Na Inglaterra, Canadá e Austrália o sistema é de voluntários e profissionais há bastante tempo; nos EUA, a profissionalização ocorreu após o conflito no Vietnã. Alguns países da Europa estão em processo de mudança de modelo de incorporação, como Portugal, Espanha, Itália e França; na América Latina, o Uruguai, o Peru e a Argentina têm incorporação totalmente baseada no voluntariado”, relata o pesquisador Paulo Roberto Loyolla Kuhlmann, autor do estudo. “O Chile flexibilizou a incorporação, priorizando os voluntários; se não são completadas as vagas, é feita a convocação obrigatória. O Brasil poderia adotar um sistema semelhante”. (Veja aqui mais detalhes do estudo.)
  2. O fim da obrigatoriedade do voto. Nas principais democracias representativas do mundo o voto é sempre facultativo. Constata-se, de fato, uma correlação entre o voto obrigatório e o autoritarismo político. O voto facultativo é, sem dúvida, mais democrático e aufere melhor a vontade do eleitor. Paulo Henrique Soares, mestre em Direito e Estado pela UnB e consultor legislativo do Senado Federal, elaborou o documento Vantagens e desvantagens do voto obrigatório e do voto facultativo. Para mim, os motivos elencados por ele em favor do caráter opcional do voto são muito mais convincentes:
    • O voto é um direito e não um dever;
    • O voto facultativo é adotado pela maioria dos países desenvolvidos e de tradição democrática;
    • O voto facultativo melhora a qualidade do pleito eleitoral pela participação de eleitores conscientes e motivados, em sua maioria;
    • A participação eleitoral da maioria decorrente do voto obrigatório é um mito;
    • É ilusão acreditar que o voto obrigatório possa gerar cidadãos politicamente evoluídos.

    Leia as explicações para cada um dos motivos acima, bem como para os pouco convincentes argumentos favoráveis à obrigatoriedade do voto, neste PDF.

  3. O fim da propaganda partidária obrigatória no rádio e na TV. Eis aí o que considero mais um ato antidemocrático enraizado no autoritarismo político: a tentativa de obrigar a população a assistir um programa que não quer ver. É coisa típica de regimes totalitários, como Cuba e Coréia do Norte, não de democracias consolidadas. Quantos países democráticos do mundo têm algo parecido? Há muitas outras maneiras de levar a mensagem dos partidos ao eleitor que não seja cerceando sua liberdade de escolha de programação na TV e no rádio.

Tenho também outra idéia para ajudar na debatida reforma política em discussão no Congresso, esta visando acabar com distorções do tipo que permite que novatos interesseiros sejam eleitos para altos cargos executivos ou legislativos logo na primeira tentativa, como ocorreu em 2006 com o costureiro Clodovil Hernandez, eleito deputado federal. Para mim, quem quer que pretenda fazer carreira política — além de exigir-se formação superior como pré-requisito, como bem lembrou meu amigo Zé no comentário nº 2, abaixo — precisa obrigatoriamente começar de baixo, desta forma:

Para ser eleito… …é preciso ter cumprido pelo menos um mandato completo como
Deputado Estadual ou Prefeito Vereador
Deputado Federal Deputado Estadual
Governador Deputado Estadual e Prefeito
Senador Deputado Federal
Presidente da República Senador e Governador

Essa linha hierárquica eleitoral elimina o interesse dos oportunistas de plantão, movidos pela vaidade ou atraídos pelos altos salários (aliás, outro ponto que merece reformulação). Duvido que Clodovil teria se candidatado a alguma coisa se precisasse começar de baixo!

Eu também trabalharia por não permitir ou retirar a candidatura de quem:

  • Seja alvo de investigações policiais ou réu em processos judiciais — o que teria impedido a eleição de Paulo Maluf como deputado federal com a maior votação do país em 2006, ele que é réu em diversos processos por crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha;
  • Aparece no programa eleitoral apenas para fazer palhaçadas na TV, sabe-se lá com que propósito.

Enquanto não chega — e talvez nunca chegue — o dia em que poderei lutar como protagonista do jogo político para trabalhar em prol dessas idéias, resta-me fazer o que todo cidadão pode fazer: encaminhá-las aos políticos por meio de e-mails, cartas, faxes e artigos como este. Posso também influenciar a formação de opiniões, coisa que também espero conseguir com este artigo.

É de especial importância o voto, aquele que para mim deveria ser democraticamente espontâneo e não antidemocraticamente obrigatório.

Falando em voto, este ano teremos eleições municipais. Ainda não identifiquei nenhum candidato digno de minha confiança. A julgar pelas experiências passadas, mais uma vez precisarei buscar inspiração e orientação do Senhor para escolher candidatos cujas intenções só Ele conhece. Como em todas as coisas, a opinião Dele deve vir em primeiro lugar. Eis porque tenho me mantido fora da cena política e atuado como aquele que dá votos ao invés de recebê-los — ou seja, a política e eu somos como o dia e a noite: nunca se encontram. Enquanto eu mantiver essa disposição, não há como as coisas darem errado para mim.

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14 comentários em A política e eu: como o dia e a noite

  1. Ubirany câmara disse:

    Concordo Marcelo,

    Com certeza podes entrar nesse rumo da política,acredito que tens capacidade para ajudar esse povo que tanto precisa. Quando chegar a hora certa sentirás. O certo mesmo é já ir ajudando nas comunidades e entre o seu próximo.

    Abraços,

  2. Marcelo Todaro disse:

    Oi, Fernando.

    A biologia e etc. em si não tem nada a ver com política. A idéia é garantir que o poder seja entregue apenas a quem tenha uma qualificação intelectual mínima, sendo que o patamar para esse mínimo é elevado.

    Já cansei de ler notícias de cidadezinhas de interior que elegeram analfabetos funcionais como prefeitos e vereadores. Para governar e legislar sobre toda uma comunidade, o candidato precisa ter cultura e inteligência acima da média da população. Do contrário, que tipo de contribuição poderá dar a ela?

    É preciso ter em mente que aqueles que desejam o poder para si são os que devem servir ao povo, não ser servido por ele. Esse, aliás, é um princípio que já havia sido ensinado pelo próprio Salvador Jesus Cristo ao dizer:

    … todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. (Mateus 20:26.27)

    Quanto mais qualificado intelectualmente o candidato for, melhor poderá servir ao povo. A idéia da exigência de titulação acadêmica superior é essa.

    Um abraço!

  3. Fernando disse:

    Achei legal seus projetos, tirando a parte o do ensino superior, afinal o que um biologo e coisas do tipo tem a ver com politica?

  4. Susana Garcia Correa disse:

    concordo com vc. a educação de hoje deveria voltar a ser como no nosso tempo: cantar o hino nacional, hastear a bandeira na escola, comemorar as datas cívicas. isto fazia com que o respeito fosse aprendido e não tivesse tanta bandalheira.

    sem contar que devíamos voltar a ter nas escolas as aulas de educação moral e cívica.

  5. Reginaldo Portela disse:

    Olá Zé

    Esta prerrogativa de deseleger não existe, só atravé de CPI, neste caso a oposição (qualquer delas) faz o que melhor lhe beneficia e esquece de fazer oposição de verdade. Quanto ao caso Collor, que fez muito menos, ele não leiloou cargos, etc. Essa oposição não fere ninguém, só o povo. Não esqueça que todo governo que tiver aprovação de 70% tem que ser populista. Quanto à corrupção, quando há governo corrupto há oposição corrupta. Quando voltarmos a cantar o Hino Nacional nas escolas e a educação preservar o conceito de Moral e Cívica, formaremos patriotas e cidadãos, mas isso é utopia você não acha?

  6. disse:

    Bem, Reginaldo, você falou em democracia “do povo, para o povo e pelo povo”, seguindo sua definição semântica, com um claro viés para a vulgarização do conceito. Acho essa tendência perigosíssima, haja vista os altíssimos índices de popularidade do atual presidente. Ou seja, o risco de cairmos nas mãos de populistas corruptos é potencializado na medida em que os demais membros do governo (em qualquer esfera) possuem um nível de formação cada vez mais baixo. Naturalmente, isso não invalida a sugestão de “deseleger” os eleitos, muito embora essa prerrogativa já exista, apesar de seu trajeto ser bastante tortuoso. O governo Collor fez muito menos que o atual, em se tratando de corrupção e, no entanto…

  7. Reginaldo Portela disse:

    Prezado Marcelo
    Gosteia muito do seu comentário embora não concorde com a relação de ordem para ser candidato.
    Ciências Políticas – ter formação em ciências políticas não é relevante, mas importante
    Curso superior – ter curso superior pode ser, mas nem todo as pessoas que tem curso superior pode ser administrador ou mesmo entender para que foi formado.
    Na minha opinião, a democracia seria ainda mais do povo para o povo e pelo povo se nós pudessemos votar para retirar o eleito antes do mandato terminar, já pensou quantas eleiçoes teríamos durante o ano?
    Quanto a sua vontade de entrar na política comece pareticipando das açoes do seu bairro, ou comece uma ação cidadão pra isso mesmo.

    Um abraço

  8. Rosaura Baptista disse:

    Se e quando você estiver preparado para agir em prol dos cidadãos deste ou de qualquer outro país, tenho certeza de que Ele te colocará no caminho, sem dúvidas.

  9. Cláudio Cunha disse:

    Caro Marcelo,
    Parabéns pelo artigo, e como tu mesmo escreveste, talvez este não seja o momento para uma candidatura tua, mas o certo é que nós que somos pessoas de bem devemos sim procurar nos introduzir no meio político, afinal de contas somos governados nos três níveis por políticos, e a grande maioria deles governa ou legisla em benefício próprio, e até mesmo discordando um pouco do que falou a Suzana Garcia, em quanto nós ficamos a parte deste processo estas pessoas que estão aí “deitam e rolam” governado ou legislando em causas próprias . Um ponto que gostaria de comentar e até sugerir que acrescentes como mais um item a ser questionado na tão esperada Reforma Política é que todo ocupante de cargo eletivo, em todos os níveis, opte por de fato ocupar este cargo público e trabalhar nele, faça realmente aquilo para o qual foi eleito e deixe sua profisão ou trabalho anterior de lado. Por exemplo conheço um vice-prefeito que é médico, trabalha na prefeitura (como vice-prefeito é o gestor na área da saúde, plausível não é???), atende em seu consultório, atende em clínicas particulares em outras cidades e ainda faz cirurgias em hospital público, normalmente pelas madrugadas que é o horário que tem mais tempo livre. Como pode uma pessoas assim ajudar efetivamente na administração de uma cidade???
    Um grande abraço.

  10. jean pierre disse:

    Parabéns Marcelo pelo artigo sobre sua visão política.Eu tb acho que as coisas deveriam ser por aí.Precisamos orar para escolhermos o candidato certo para governar com retidão e não vendermos o nosso voto sagado.
    Um abraço

  11. Susana Garcia Correa disse:

    Querido amigo,
    gostei muito do texto em seu blog e acho que o ato mais consciente foi realmente desisitir.
    meu marido é acessor parlamentar na câmara de são paulo.
    por acompanhar de perto o trabalho, posso dizer que pelo vereador que ele acessora não há denúncias (ainda) e o trabalho é árduo.
    mas mesmo dentro do partido ( os tubarões) não colocamos a mão.
    sem contar que o temos amigos aqui totalmente envolvidos em política (um inclusive já aposentado pela câmara federal) que tem tanto dinheiro que nem sabe mais aonde aplicar pois apesar da aposentadoria, continua atuando na área como marketeiro.
    e mais outros 2 amigos nossos que estão em atividade total. 1 deles inclusive trabalhou em brasília no governo fhc diretamente com o próprio e com a 1a dama.
    nesta época inclusive fomos passear por lá e fiquei surpresa pois aquela terra parece outro mundo.
    o que concluo resumidamente é que todos que tenho conhecimento próximo político estão por cima (HOJE). Coisas do ramo
    fora outro que é advogado sindical e que sabemos só pelo salário normal não poderia ter o padrão de vida que mostra…..
    Tive um primo que ajudou a formar a Força Sindical. logo de cara ele se enojou a começar pelo paulinho na época ( vc vê que a coisa é antiga..)
    conclusão: meu primo por seus princípios largou toda esta vida e se tornou um missionário exemplar. ÓTIMA TROCA.
    digo sinceramente que não me atraio nem um pouco por tudo isto.
    tenho repetido aqui que não tenho candidato a prefeito de são paulo.
    são sempre os mesmos ou novos candidatos com velhas atitudes e idéias.
    idéias essas que só favorecem a eles mesmos.
    e por aqui pra ser honesta, estamos péssimos de canditauras.
    por tudo que relatei resumidamente ( pois se entrar em detalhes teríamos que fazer um debate pessoalmente) vc está certo em continuar longe de tudo isto.
    este mundo é muito negro. ou vc entra no esquema e se sai bem ou continua honesto e fica de lado.
    acho que temos que ter nossas atitudes sim para ajudar o país a ir pra frente. mas tb acho que há outros caminhos.
    O que podemos fazer é neste ano que pedir a Deus sabedoria para escolhermos os candidatos.

  12. Prezado Zé,

    Vamos aos comentários dos comentários:

    Não me parece razoável impôr que algum excelente Executivo deva cumprir cargo no Legislativo ou Judiciário para poder seguir adiante em sua trajetória no servi?o público.

    A mim parece totalmente razoável (Judiciário de fora, já que não mencionei nenhum cargo daquele poder e não sei porquê você o citou). Já que prefeitos, governadores e presidentes precisam ter estreita ligação com as Assembléias Legislativas e com o Congresso Nacional, respectivamente, para que possam governar com desenvoltura, acho totalmente razoável que tenham experiência legislativa anterior. Aliás, essa exigência também ajudaria a eliminar os interesseiros e oportunistas de plantão.

    Por outro lado, extremamente benéfico seria ter um requisito escolar mínimo e condizente com o cargo que se propõe concorrer.

    Agora, isso foi muito bem lembrado. Obrigado! Já alterei meu artigo vislumbrando esse importante detalhe.

    Exemplifico: para concorrer a QUALQUER cargo, é necessário ter curso superior em Ciências Políticas e/ou outro curso superior condizente com a Administra?ão Pública.

    Desse ponto, discordo. Você está querendo esvaziar as Assembléias e o Congresso, é? 🙂

    Não acho que seja preciso formação superior em Ciências Políticas para a candidatura a cargos legislativos. Acho fundamental formação superior, sim, mas não obrigatoriamente em Ciências Políticas.

    Baci!

  13. disse:

    Prezado Marcelo, sem me ater a considerações de cunho religioso, concordo com voce quando o assunto é “eliminar o interesse dos oportunistas de plantão”. Todavia, em seu quadro de requisitos mínimos para ser eleito, é importante – se não fundamental – observar a separação entre os Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. Não me parece razoável impôr que algum excelente Executivo deva cumprir cargo no Legislativo ou Judiciário para poder seguir adiante em sua trajetória no serviço público.

    Por outro lado, extremamente benéfico seria ter um requisito escolar mínimo e condizente com o cargo que se propõe concorrer. Exemplifico: para concorrer a QUALQUER cargo, é necessário ter curso superior em Ciências Políticas e/ou outro curso superior condizente com a Administração Pública. Afinal, se todo servidor público é selecionado através de concursos, por que razão esta seleção extremamente criteriosa se aplica somente a cargos “menores”? Não é razoável exigir qualificações elevadas a um servidor sendo que os cargos de chefia são preenchidos por indicação e, não raro, por pessoas com qualificação aquém da necessária. Infelizmente, esta é uma realidade em vários níveis na administração pública brasileira.

    Como engenheiro, acredito na meritocracia e na solução técnica para problemas de qualquer natureza. Quando aqueles que decidem por nós o fizerem por meio de avaliações e estudos em vez das “costuras políticas”, tenho certeza que trilharemos um caminho virtuoso para todos.

    Forte abraço!

  14. Hélio Loureiro dos Santos disse:

    Grande Marcelo!

    Parabéns e espero ver você eleito para que possa ajudar os mais necessitados!
    Abraços,
    Hélio L Santos

 

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