Entrando no mar: a adaptação aos mandamentos do Senhor

Referente a setembro de 2005

Encontro-me nas últimas horas do último domingo deste mês, dia 25, feliz pela passagem de mais um Dia do Senhor, um dia de devoção, serviço, inspiração, instrução, renovação de convênios e ensino familiar, dentre outras coisas.

Na manhã de ontem vivi com Giancarlo uma experiência que me ensinou a importância da perseverança, experiência que está totalmente inserida no contexto atual de minha vida como marido, pai e líder do sacerdócio.

Apesar de residir em uma cidade litorânea, pela primeira vez em muito tempo — anos, talvez — tive a oportunidade de ir à praia. Foi na vila Barra Grande, em Maragogi, terra de Adriana, para onde viajamos na tarde de sexta-feira a fim de dar prosseguimento a meu trabalho de abertura de mercado para o Suco Tahitian Noni naquela região.

Não tendo compromissos pela manhã, levamos Giancarlo à praia pela primeira vez em seus 15 meses de vida. Ele demonstrava a excitação natural da descoberta da areia, da brisa do mar e de seus brinquedos para brincar na areia. Mas é claro que eu queria que ele entrasse na água também. Como o inverno acabou de ir embora e não temos tido dias ensolarados e quentes, a água estava bem mais fria que o normal — lembrando-me as do Mar Mediterrâneo, no sul da França, que tive a oportunidade de experimentar em minha última temporada na Europa em 1999. Mesmo no verão europeu, aquelas águas eram para mim tão geladas que me foi difícil conseguir ficar dentro dela enquanto Frans divertia-se com meu “sofrimento” de nativo de país tropical.

Ao chegar a seus pezinhos, a água fria fez Giancarlo reclamar, fazer manha e esticar os bracinhos pedindo para sair de lá. Não foi só da temperatura da água que reclamou, mas também do medo que sentiu do movimento da água. Afinal, tudo ali era novidade.

Insisti na experiência com calma, usando seus brinquedos para atraí-lo para a água. Estimulado também pela presença e alegria de sua priminha Maria Júlia, apenas 8 meses mais velha, não demorou muito para que não se importasse mais com a água batendo em seus pés e pernas.

Cerca de uma hora mais tarde, resolvi entrar com ele um pouco mais fundo na água, pelo menos até que estivesse à altura de sua cintura. Para minha surpresa, ao invés de reclamar, ele divertiu-se ainda mais. Ria e gargalhava com o movimento da água batendo em seu peito e, às vezes, em seu rosto. Seu prazer foi tanto que protestou vigorosamente quando o tirei da água para irmos embora.

A experiência de Giancarlo fez-me meditar sobre o paralelo com nossa experiência espiritual em relação aos mandamentos de Deus. Heber J. Grant, sétimo profeta e presidente da Igreja (de 1918 a 1945), escreveu sobre como sobrepujou muitas de suas fraquezas, transformando-as em talentos. Seu lema era: “Tudo o que persistimos em fazer torna-se cada vez mais fácil para nós; não porque mude a natureza da coisa, mas porque nosso poder de fazê-la aumenta.” (Gospel Standards, p. 355.)

Foi o que aconteceu a Giancarlo. Minha insistência em fazê-lo habituar-se à temperatura da água e ao movimento das pequenas ondas fez com que vencesse sua resistência e medo e passasse a desfrutar da satisfação proporcionada pela experiência.

Nossa adaptação aos mandamentos de Deus funciona de modo idêntico. Pode ser difícil e até chocante no início, mas a fiel perseverança revelará um mundo de bênçãos das quais não desejaremos nos privar, da mesma forma que Giancarlo não queria sair da água após ter desejado não entrar nela.

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