Esclarecendo o massacre de Mountain Meadows

Já faz algum tempo que me sinto compelido a publicar algo que esclarecesse um triste episódio envolvendo membros da Igreja do Séc. XIX e que críticos da Igreja adoram usar contra ela.

O texto abaixo é uma tradução livre deste artigo publicado na edição de setembro de 2007 da revista Ensign, às pgs. 14-21.

Meu desejo é o de que este artigo chegue aos olhos e corações de todos os interessados em conhecer a posição oficial da Igreja e compreendam que ela não tem motivos para desculpar-se por algo que não fez.

Como leitura adicional, sugiro esta notícia (em inglês) do Deseret News, que informa não terem sido descobertas evidências de que Brigham Young, presidente da Igreja na época, ordenou o massacre.


 

O Massacre de Mountain Meadows

Por Richard E. Turley Jr.
Diretor do Departamento de História e Família da Igreja

Este mês [setembro de 2007] marca o 150° aniversário de um terrível episódio na história de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Em 11 de setembro de 1857, cerca de 50 a 60 milicianos do sul de Utah, ajudados por aliados indígenas americanos, massacraram aproximadamente 120 emigrantes que viajavam em carroças para a Califórnia. O crime horrível, que poupou apenas 17 crianças de até seis anos, ocorreu em um vale montanhoso chamado Mountain Meadows, cerca de 35 milhas a sudeste de Cedar City. As vítimas, a maioria do Arkansas, estavam a caminho da Califórnia sonhando com um futuro brilhante.

Por um século e meio, o Massacre de Mountain Meadows tem chocado e angustiado quem toma ciência dele. A tragédia provocou profundo pesar nos parentes das vítimas, inflingiu dor e sentimentos de culpa coletiva nos descendentes dos perpretadores e nos Santos dos Últimos Dias em geral, provocou críticas contra a Igreja e levantou questionamentos dolorosos e difíceis. Como pôde isso ter acontecido? Como pôde ter havido participação de membros da Igreja em tal crime?

Dois fatos tornam o caso ainda mais difícil de compreender. Primeiro, nada que nenhum dos emigrantes aparentemente fez ou disse, mesmo que seja tudo verdade, chega perto de justificar suas mortes. Segundo, a grande maioria dos perpretadores levava uma vida decente e pacífica antes e depois do massacre.

Como qualquer episódio histórico, os fatos compreendendo os eventos de 11 de setembro de 1857 requerem compreensão das condições da época, mas apenas um breve resumo deles pode ser compartilhado em poucas páginas de um artigo nesta revista. Para uma leitura mais completa e documentada do evento, o leitor deve consultar o livro O Massacre de Mountain Meadows. [O livro, de autoria dos historiadores SUD Ronald W. Walker, Richard E. Turley e Glen M. Leonard, será publicado em breve pela Oxford University Press.]

Panorama histórico

Em 1857, um exército de cerca de 1500 soldados dos Estados Unidos marchava em direção ao Território de Utah, com mais que viriam em seguida. Nos anos anteriores, discórdias, falhas na comunicação, preconceitos e disputas políticas de ambos os lados criaram um crescente racha entre o território e o governo federal. Diante de tal retrospecto, é fácil ver que ambos os lados exageraram na reação — o governo enviou um exército para acabar com uma suposta traição em Utah e os membros da Igreja criam que o exército vinha para oprimi-los, compeli-los ou mesmo destrui-los.

Em 1858, esse conflito — posteriormente chamado de Guerra de Utah — foi resolvido através de uma conferência de paz e negociação. Uma vez que os milicianos de Utah e as tropas do exército dos EUA nunca chegaram a lutar em campo de batalha, a Guerra de Utah foi caracterizada como “sem sangue”. Mas a atrocidade em Mountain Meadows tornou-a longe de ser sem sangue.

Tal como as tropas estavam a caminho do oeste no verão de 1857, assim também estavam milhares de emigrantes. Alguns deles eram membros da Igreja convertidos indo para Utah, mas a maioria tinha a Califórnia como destino, muitos deles com grandes rebanhos de gado. A temporada de emigração trouxe muitas companhias de carroças a Utah, uma vez que os Santos dos Últimos Dias preparavam-se para o que acreditavam que seria uma invasão militar hostil. Eles já haviam sido violentamente expulsos do Missouri e de Illinois nas duas décadas anteriores e temiam que a história se repetisse.

Brigham Young, presidente da Igreja e governador do território, e seus conselheiros formaram políticas baseadas nessa percepção. Eles instruíram as pessoas a economizar grãos e a preparar-se para guardá-los nas montanhas caso precisassem fugir para lá quando as tropas chegassem. Sequer uma semente de grão deveria ser perdida ou vendida a mercadores ou emigrantes de passagem. As pessoas também estavam guardando munição e mantendo suas armas de fogo em ordem, e os milicianos do território foram postos em alerta para defender o território contra a aproximação das tropas, se necessário.

Essas ordens e instruções foram espalhadas para os líderes em todo o território. O Élder George A. Smith, do Quórum dos Doze Apóstolos, levou-as ao sul de Utah. Ele, Brigham Young e outros líderes pregaram ardentemente contra o inimigo que percebiam no exército que se aproximava e buscaram aliança com os índios para resistir às tropas.

Essas políticas de guerra exacerbaram as tensões e conflitos entre os emigrantes que iam em direção à Califórnia e os colonos Santos dos Últimos Dias conforme as caravanas passavam pelos assentamentos de Utah. Os emigrantes ficavam frustrados quando não conseguiam se reabastecer no território como esperavam. Tiveram dificuldades para comprar grãos e munição e seus rebanhos, alguns dos quais contendo centenas de cabeças de gado, tinham que competir com os rebanhos dos colonos pelo pasto e água limitados ao longo do caminho.

Algumas histórias tradicionais de Utah sobre o que ocorreu em Mountain Meadows incorporaram a alegação de que envenenamento também contribuiu para aumentar o conflito — os emigrantes do Arkansas teriam deliberadamente envenenado uma nascente e uma carcaça de boi próximos à cidade de Fillmore, no centro de Utah, causando doença e morte dentre os índios locais. De acordo com essa história, os índios enfureceram-se e seguiram os emigrantes até Mountain Meadows, onde teriam cometido a atrocidade sozinhos ou forçado hesitantes colonos Santos dos Últimos Dias a unirem-se a eles no ataque. A pesquisa histórica mostra que essas histórias não são precisas.

Embora seja verdade que parte dos rebanhos dos emigrantes estivesse morrendo ao longo do caminho, inclusive próximo a Fillmore, as mortes pareceram resultado de uma doença que afetou os rebanhos nas jornadas da década de 1850. Os humanos contraíam a doença dos animais infectados através de cortes, ferimentos ou pelo consumo da carne contaminada. Sem essa compreensão moderna, as pessoas suspeitavam que o problema tivesse sido causado por envenenamento.

A escalada da tensão

O plano de atacar a companhia de emigrantes foi originado dentre a liderança local da Igreja em Cedar City, que havia sido recentemente alertada de que as tropas federais poderiam entrar a qualquer momento através da passagem ao sul de Utah. Cedar City era a última cidade na rota para a Califórnia para o reabastecimento de grãos e suprimentos, mas ali também os emigrantes se frustraram. Produtos básicos não estavam disponíveis na loja da cidade e o dono do moinho cobrou um boi inteiro — um preço exorbitante — para moer algumas dúzias de medidas de grãos. Semanas de frustrações logo cobraram seu preço. Com a tensão crescendo, um dos emigrantes alegou possuir a arma que matou Joseph Smith. Outros ameaçaram unir-se às tropas federais contra os Santos dos Últimos Dias. Alexander Fancher, capitão da caravana dos emigrantes, repreendeu esses homens.

As afirmações daqueles homens muito provavelmente foram ameaças vazias feitas no calor do momento, mas, no ambiente em transformação de 1857, os líderes de Cedar City levaram as declarações daqueles homens a sério. O delegado da cidade tentou prender alguns dos emigrantes sob a alegação de intoxicação pública e blasfêmia, mas foi forçado a recuar. A companhia de carroças seguiu seu caminho para sair da cidade cerca de uma hora depois, mas os agitados líderes de Cedar City não estavam dispostos a deixar o assunto morrer. Planejaram chamar a milícia local para perseguir e prender os ofensores e talvez confiscar parte de seu gado. Carne e grãos faziam parte da comida que os Santos dos Últimos Dias pretendiam usar para sobreviver se tivessem que fugir para as montanhas quando as tropas chegassem.

O prefeito de Cedar City, o comandante da milícia e o presidente de estaca Isaac Haight descreveram o descontentamento contra os emigrantes e pediram permissão para chamar a milícia em um despacho expresso ao comandante distrital da milícia, William Dame, que vivia nas proximidades de Parowan. Dame era também presidente da estaca de Parowan. Após convencer um conselho a discutir o assunto, Dame negou o pedido. “Não dêem importância às ameaças deles”, escreveu ele no despacho de volta à Cedar City. “Palavras são como o vento: elas não injuriam ninguém. Mas se eles (os emigrantes) cometerem atos de violência contra os cidadãos, informem-me imediatamente e tais medidas serão adotadas para assegurar a tranquilidade”. [James H. Martineau, “The Mountain Meadow Catastrophy,” July 23, 1907, Church Archives, The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints.]

Ainda querendo punir os emigrantes, os líderes de Cedar City então formularam um novo plano. Como não podiam usar a milícia para prender os ofensores, persuadiriam os índios Paiute para darem à companhia do Arkansas uma “lição”, matando alguns ou todos os homens e roubando seu rebanho. [John D. Lee, Mormonism Unveiled: The Life and Confessions of the Late Mormon Bishop, John D. Lee (1877), 219.]

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O ataque foi planejado para uma parte da caravana para a Califórnia que fugiu por uma passagem estreita do cânion do Rio Santa Clara, várias milhas ao sul de Mountain Meadows. Essa área estava sob a jurisdição da milícia do Fort Harmony, liderada por John D. Lee, que foi convencido a participar do plano. Lee era também um “fazendeiro indígena” fundeado pelo governo federal para os índios Paiutes locais. Lee e Haight tiveram uma longa conversa durante a noite sobre os emigrantes, na qual Lee disse a Haight que acreditava que os Paiutes “matariam a todos, homens, mulheres e crianças” se fossem incitados a atacar. [Mormonism Unveiled, 220.] Haight concordou e os dois planejaram depositar toda a culpa pela matança aos pés dos índios.

Os normalmente pacíficos Paiutes relutaram quando foram apresentados ao plano pela primeira vez. Apesar de ocasionalmente assaltarem os estoques de emigrantes em busca de comida, não tinham tradição de ataques em larga escala. Mas os líderes de Cedar City prometeram-lhes uma pilhagem e os convenceram de que os emigrantes estavam alinhados com as tropas “inimigas” que matariam os índios junto com os colonos mórmons.

Em 6 de setembro, domingo, Haight apresentou o plano ao conselho de líderes locais que ocupavam posições eclesiásticas, civis e militares. O plano encontrou resistência dos que o ouviram pela primeira vez, produzindo um acalorado debate. Finalmente, o conselho de membros perguntou a Haight se ele havia consultado o Presidente Brigham Young a respeito. Respondendo que não, Haight concordou em enviar um mensageiro expresso a Salt Lake City com uma carta explicando a situação e pedindo orientação.

O cerco de cinco dias

Mas, no dia seguinte, pouco antes de Haight enviar a carta a Brigham Young, Lee e os índios fizeram um ataque prematuro ao campo de emigrantes em Mountain Meadows ao invés de no local planejado no cânion de Santa Clara. Vários dos emigrantes foram mortos, mas os que sobraram resistiram ao ataque, forçando um recuo. Os emigrantes rapidamente organizaram seus carroções em círculo, protegendo-se dentro dele. Dois outros ataques ocorreram nos dois dias seguintes dos cinco que durou o cerco.

Após o ataque inicial, dois milicianos de Cedar City, julgando ser necessário conter a volatilidade da situação, atiraram em dois cavaleiros emigrantes descobertos poucas milhas fora do círculo. Eles mataram um dos cavaleiros, mas o outro escapou e voltou para o círculo, levando a notícia de que os matadores de sua companhia eram homens brancos, não índios.

Os conspiradores foram apanhados em sua teia de enganos. Seu ataque aos emigrantes tinha falhado. Seu comandante militar logo saberia que eles tinham grosseiramente desobedecido suas ordens. Um despacho havia sido enviado a Brigham Young em Salt Lake City. Uma testemunha do envolvimento dos brancos havia espalhado a notícia dentre os emigrantes. Se os emigrantes sobreviventes fossem libertados e seguissem seu caminho para a Califórnia, logo se espalharia a notícia de que os mórmons estavam envolvidos no ataque. Um exército já se aproximava do território e, se a notícia de sua participação no ataque chegasse a eles, criam os conspiradores, resultaria em ação militar retaliatória que ameaçaria suas vidas e as vidas de seu povo. Além disso, esperava-se para qualquer dia a chegada de outras caravanas de emigrantes para a Califórnia em Cedar City e depois a Mountain Meadows.

Ignorando a decisão do conselho

Em 9 de setembro, Haight viajou a Parowan com Elias Morris, um dos dois capitães da milícia e seu conselheiro na presidência da estaca. Novamente, pediram permissão a Dame para convocar a milícia e, novamente, Dame reuniu o conselho de Parowan, que decidiu que homens deveriam ser enviados para ajudar os combalidos emigrantes a prosseguir em seu caminho em paz. Posteriormente, Haight lamentou: “Eu daria um mundo, se o tivesse, se tivéssemos sustentado a decisão do conselho”. [Andrew Jenson, notas da conversa com William Barton, Jan. 1892, arquivo Mountain Meadows, Jenson Collection, Church Archives.]

Ao invés, quando a reunião terminou, Haight e seu conselheiro encontraram Dame sozinho e compartilharam com ele informações que não tinham dito ao conselho: os emigrantes encurralados provavelmente sabiam que homens brancos estavam envolvidos nos ataques iniciais. Essa informação levou Dame, agora isolado do moderado consenso de seu conselho, a repensar sua decisão anterior. Tragicamente, ele cedeu. Quando a conversa terminou, Haight achou que tinha sua permissão para usar a milícia.

Na chegada a Cedar City, Haight imediatamente convocou duas dúzias de milicianos, a maioria policiais, para juntar-se aos que já esperavam próximo ao acampamento dos emigrantes em Mountain Meadows. Aqueles que haviam deplorado a violência contra seu próprio povo no Missouri e em Illinouis estavam agora prestes a virtualmente seguir o mesmo padrão de violência contra outros, mas em escala mortal.

O massacre

Na sexta-feira, 11 de setembro, Lee entrou no acampamento dos emigrantes com uma bandeira branca e, de certa forma, convenceu-os a aceitar termos perigosos. Ele lhes disse que a milícia os escoltaria em segurança na passagem pelos índios de volta a Cedar City, mas tinham que deixar para trás seus bens e entregar as armas, sinalizando aos índios suas intenções pacíficas. Os desconfiados emigrantes debateram o que fazer, mas, no fim, aceitaram os termos, já que não tinham alternativa melhor. Estavam sitiados há dias, com pouca água, os feridos estavam morrendo e não tinham munição suficiente para suportar mais um ataque.

Como combinado, as crianças mais novas feridas deixaram o acampamento primeiro, levadas em dois carroções, seguidos pelas mulheres e crianças que podiam andar. Os homens e garotos mais velhos ficaram por último, cada um escoltado por milicianos armados. A procissão marchou por cerca de uma milha até que, num sinal previamente combinado, cada miliciano virou-se e atirou no emigrante próximo a ele, enquanto os índios saíram de seus esconderijos para atacar as aterrorizadas mulheres e crianças. Os milicianos que acompanhavam os dois primeiros carroções mataram os feridos. Apesar dos planos de culpar os Paiutes pelo massacre — e dos persistentes esforços posteriores em fazê-lo —, Nephi Johnson depois susteve que seus companheiros milicianos foram responsáveis pela maior parte da matança.

Comunicado tardio

A mensagem expressa de resposta do Presidente Young a Haight, datada de 10 de setembro, chegou em Cedar City dois dias depois do massacre. Sua carta relatava notícias recentes de que não havia tropas do exército americano em condições de alcançar o território antes do inverno. “Portanto, vejam que o Senhor respondeu nossas preces e, novamente, evitou a desgraça concebida para cair sobre nossas cabeças”, escreveu ele.

“No que diz respeito às caravanas de emigrantes passando por nossos assentamentos”, prosseguiu Young, “não devemos interferir nelas antes de serem notificadas a seguirem seu curso. Vocês não devem se meter com elas. Esperamos que os índios façam o que acharem melhor, mas vocês devem tentar preservar um bom relacionamento com eles. Não há outras caravanas indo para o Sul, que eu saiba. (…) Os que estão lá devem deixá-los ir em paz. Apesar de precisarmos estar alertas e sempre prontos, devemos também possuir a nós mesmos com paciência, preservando-nos e tendo sempre em mente os mandamentos de Deus.” [Brigham Young to Isaac C. Haight, Sept. 10, 1857, Letterpress Copybook 3:827–28, Brigham Young Office Files, Church Archives.]

Quando Haight leu as palavras de Young, chorou como criança e só conseguiu dizer as palavras “tarde demais, tarde demais”. [James H. Haslam, entrevista por S. A. Kenner, relatado por Josiah Rogerson, Dec. 4, 1884, material impresso, 11, em Josiah Rogerson, Transcripts and Notes of John D. Lee Trials, Church Archives.]

Conseqüências

As 17 crianças sobreviventes, consideradas “novas demais para contar histórias”, foram adotadas por famílias locais. [John D. Lee, “Lee’s Last Confession,” San Francisco Daily Bulletin Supplement, Mar. 24, 1877.] Representantes do governo resgataram as crianças em 1859 e as devolveram aos membros de suas famílias no Arkansas. O massacre ceifou cerca de 120 vidas e afetou irremediavelmente as vidas das crianças sobreviventes e de seus parentes. Um século e meio depois, o massacre permanece sendo um assunto profundamente doloroso para seus descendentes e outros parentes.

Embora Brigham Young e outros líderes da Igreja em Salt Lake City tenham sabido do massacre logo após o ocorrido, a percepção da extensão do envolvimento dos assentados e os terríveis detalhes do crime só chegaram aos poucos ao longo do tempo. Em 1859, eles desobrigaram de seus chamados o presidente de estaca Isaac Haight e outros proeminentes líderes da Igreja em Cedar City que tiveram participação no massacre. Em 1870, excomungaram Isaac Haight e John D. Lee da Igreja.

Em 1874, um juri territorial acusou judicialmente nove homens por sua participação no massacre. A maioria deles eventualmente foi presa, embora apenas Lee tenha sido julgado, condenado e executado pelo crime. Outros acusados tornaram-se provas do Estado e outros ficaram foragidos da lei por muitos anos. Outros milicianos que participaram do massacre lutaram pelo resto de suas vidas contra um terrível sentimento de culpa e tiveram pesadelos recorrentes por causa do que fizeram e testemunharam.

As famílias dos homens que planejaram o crime sofreram com o ostracismo imposto por seus vizinhos ou com alegações de que maldições haviam caído sobre eles. Por décadas, os Paiutes também sofreram injustamente, pois muitos os consideravam culpados pelo crime, chamando-os e a seus descendentes de “quemiadores de carroções”, “selvagens” e “hostis”. O massacre tornou-se uma mancha indelével na história da região.

Hoje, alguns dos descendentes das vítimas do massacre e seus parentes são Santos dos Últimos Dias. Esses indivíduos estão em uma posição incomum, pois sabem como é ser um membro da Igreja e também um parente de vítima.

James Sanders é bisneto de Nancy Saphrona Huff, uma das crianças que sobreviveram ao massacre. “Ainda sinto dor; ainda sinto raiva e tristeza por causa do massacre”, disse o irmão Sanders. “Mas sei que as pessoas que fizeram isso responderão perante o Senhor e isso me traz paz”. O irmão Sanders, que serve como consultor de história da família em sua ala no Arizona, disse que saber que um ancestral seu foi morto no massacre “não afeta minha fé, pois ela é baseada em Jesus Cristo, não em nenhuma pessoa da Igreja”.

Sharon Chambers, de Salt Lake City, é bisneta da sobrevivente Rebecca Dunlap. “As pessoas que fizeram isso perderam seu rumo. Não sei o que havia em suas mentes ou em seus corações”, disse ela. “Sinto pesar pelo que aconteceu a meus ancestrais. Também sinto pesar pelo fato de haver quem culpe todo um grupo, ou toda uma religião, pelos atos de alguns”.

O Massacre de Mountain Meadows tem causado dor e controvérsia por 150 anos. Nas últimas duas décadas, os descendentes e outros parentes dos emigrantes e dos perpretadores têm às vezes trabalhado juntos para preservar a memória das vítimas. Esses esforços tiveram o apoio do Presidente Gordon B. Hinckley [décimo-quinto presidente da Igreja, falecido em janeiro de 2008], representantes do Estado de Utah e de outras instituições e indivíduos. Dentre os frutos dessa cooperação estão a construção de dois memoriais no local do massacre e a colocação de placas em homenagem aos emigrantes do Arkansas. Grupos de descendentes, líderes e membros da Igreja e autoridades civis continuam a trabalhar pela reconciliação e participarão de vários serviços memoriais neste mês em Mountain Meadows.

 

Leitura adicional recomendada: A Paz e a Violência entre os Membros da Igreja no Século 19

 

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71 comentários em Esclarecendo o massacre de Mountain Meadows

  1. Ton Alex disse:

    Li vários artigos sobre o massacre, escritos por pesquisadores neutros e, sinceramente, não há como negar a crueldade e sordidez deste episódio encabeçado pela Igreja dos Mórmons. Diferentemente das fontes citadas neste artigo do blog que citam em sua maioria, fontes ligadas ao interesse dos Mórmons em desvencilharem-se da culpa e apagar o rastro de sangue deixado por seus precursores, os textos que examinei, trazem informações bastante destoantes destas aqui tecidas. Lamentavelmente, as incoerências e polêmicas em torno das práticas e crenças Mórmons são muitas e isso não quer dizer que as pessoas que não concordem estejam necessariamente “perseguindo a igreja” como seus membros são sutilmente levados a crer, apenas queremos entender como um igreja conhecida pela prática de poligamia, pela descriminação racial (já que durante anos, pessoas negras não podiam receber o tal poder do sacerdocio), pela prática de batismos pelos mortos, uso de roupas íntimas “mágicas, leitura de um livro que se quer possui evidência de autenticidade, falsificação, teorias de que existam “três graus de glória”, etc, funciona!!!
    De minha parte, solicitei meu desligamento por escrito desta instituição que fui praticamente forçado a aceitar durante minha infância e adolescência, hoje, já adulto, posso garantir que foi a melhor decisão da minha vida!

    • Marcelo Todaro disse:

      Caríssimo Ton Alex (ou seja lá qual for seu nome verdadeiro),

      O fato você de achar que foi a melhor decisão de sua vida não necessariamente significa que foi a melhor do ponto de vista da eternidade — a menos que assuma a presunção de possuir a onisciência de Deus.

      Você até pode ter perdido seu testemunho, mas isso não muda em rigorosamente nada o fato de a Igreja ser verdadeira, pois o Deus Todo-Poderoso assim o diz. E se Ele diz, quem é o homem mortal falível e parcial para negar?

      Por que só a versão dos críticos sobre o massacre pode ser verdadeira e a nossa não? Se ler o texto do artigo acima com a devida imparcialidade, sem o viés antimórmon típico dos críticos, talvez consiga perceber que o trabalho de pesquisa dos fatos inclui a participação de historiadores não mórmons. Hoje em dia, os descendentes das vítimas congraçam-se com a Igreja ao invés de culpá-la. Será que toda essa gente está “mentindo” só porque você optou (sem nenhuma razão justa) por não acreditar na versão deles?

      Creia você ou não, aceite ou não, a Igreja nada teve a ver com o massacre, independente das fontes em que você tenha optado por acreditar. E todos os outros questionamentos que você levanta têm explicação dentro do evangelho de Jesus Cristo e estão ao alcance de qualquer um que queira encontrá-la pelo estudo e pela fé. Mas você não parece disposto a obtê-la, por isso não me proponho a dá-la (mas, se eu estiver enganado — e espero estar —, fique à vontade para me procurar em particular).

      O bom de tudo isso é que ninguém precisará ter dúvida por muito mais tempo. Quando o Milênio for inaugurado, todos saberemos quem tinha razão. No que me diz respeito, não estou minimamente preocupado em descobrir que a Igreja está mentindo ou ocultando fatos, pois sei que isso é algo impossível de acontecer, por mais que todos os críticos do mundo digam o contrário. Felizmente não dependo dos críticos para receber revelação de Deus. No último dia todos saberemos quem tinha razão. Estou plenamente convicto de que para mim será um dia agradável e feliz. Espero que seja para você também.

      Um abraço!

      • Ton Alex disse:

        Engraçado esta arrogância com a qual os mórmons sempre se destacam… (restante do comentário apagado)

        • Marcelo Todaro disse:

          Engraçado digo eu. Você me acusa de ser irônico e arrogante, mas diz coisas como que fui “adestrado tal como um títere sem vida”, me rotula de manipulador e dono da verdade, dentre outras coisas piores. Você está sendo o quê, muito humilde? Foi isso o que aprendeu fora da Igreja?

          Eis aí o bom e velho “faça o que digo, não o que faço”. Todo mundo sabe que nome isso tem.

          Apaguei o restante do seu comentário porque meu blog não se presta a ser lavanderia do rancor alheio. As regras em vermelho que você leu antes de postar seus comentários são claras ao especificar que não é permitido usar palavras rudes e agressivas como as suas. Eu não fiz isso com você, então não há motivo para que faça comigo só por discordar de mim.

          Sinto muito se você não gosta do testemunho que Deus me deu, não vou pedir que Ele o mude só porque você não gosta dele. Se eu fosse adaptá-lo ao gosto do freguês, já teria enlouquecido.

          Sei que o que digo é verdade e não há poder na Terra ou no inferno capaz de mudar isso, pois o testemunho que tenho me foi dado por Deus. Só Ele pode tirar de mim o que me deu. Por isso estou onde estou, afirmo o que afirmo e não me desculpo. Há quem não goste disso, como você, mas entre agradar a Deus e agradar algum homem, prefiro a primeira hipótese, por motivos pra lá de óbvios.

          Você pode tentar postar novo comentário, se quiser, contanto que me trate com a mesma consideração e respeito com que espera ser tratado. Aceito críticas, sim, o que não aceito é falta de educação e de respeito.

          Um abraço!

  2. Julio Arthur Marques Nepomuceno disse:

    Houve um massacre, sim! Existem interpretações divergentes sobre o episódio, mas foi um massacre do qual nem crianças escaparam.

    • Marcelo Todaro disse:

      Sim, Júlio, ninguém está negando que houve.

      A questão é que os críticos e opositores da Igreja, sem nenhuma prova confiável, acusam-na de conivência e a Brigham Young de ter ordenado o massacre. Isso é o que o artigo está a demonstrar que não é verdade.

  3. luiz sales disse:

    Caro Marcelo,
    A sua explicacao so aumentou o meu testemunho da veracidade da igreja. Que o senhor o abencoe. Obrigado.

  4. Oliveira disse:

    Rapaz! uma folha de uma arvore nao cai sem conhecimento de Deus!!! Na sabedoria divina a humanidade obedece ao fim de sua criação. Se fosse do interesse da humanidade, não teria havido a II guerra mundial, mas Deus permitiu, por um sábio propósito Seu, não entendemos porque Ele não elimina todo o mal da face da terra (nós não conseguimos eliminar do nosso coração que é bem mais fácil).

    O tal massacre tão exaustivamente comentado se enquadra perfeitamente. Não nos esqueçamos também que os que apertaram os gatilhos serão responsabilizados diante do tribunal divino, não importa se eram mormons ou não e receberao suas recompensas e castigos. Ou será que os nossos atos praticados aqui não terão peso na eternidade? Muitos creem que sim, espero que estejam enganados. Grato pela abertura deste canal, ferramenta de considerações, meditações e até de soluções para estes dias tão extraordinarios que vivemos no Brasil e no mundo. Reparou como nem foi sentido pela rapidez com que passou o ano da Copa?

    • Marcelo Todaro disse:

      Oliveira escreveu:

      não entendemos porque Ele não elimina todo o mal da face da terra

      Um antigo profeta das Américas oferece uma resposta bem convincente para essa questão:

      “Porque é necessário que haja uma oposição em todas as coisas. Se assim não fosse, (…) não haveria retidão nem iniqüidade nem santidade nem miséria nem bem nem mal. (…) E para [Deus] conseguir seus eternos propósitos com relação ao homem, depois de haver criado nossos primeiros pais e os animais do campo e as aves do ar, enfim, todas as coisas criadas, era necessária uma oposição; até mesmo o fruto proibido em oposição à árvore da vida, sendo um doce e outro amargo. O Senhor Deus concedeu, portanto, que o homem agisse por si mesmo; e o homem não poderia agir por si mesmo a menos que fosse atraído por um ou por outro.” (2 Néfi 2:11,15-16)

      Justamente porque Deus concede que o homem aja por si mesmo, não impede coisas como massacres, guerras, homicídios e violências de todo tipo. Deus é tão misericordioso que nos concedeu o direito de plantar o que quiséssemos, mas também é tão justo que nos fará colher exatamente aquilo que plantamos. E, se formos prejudicados por causa das más escolhas de outros, seremos amplamente recompensados no devido tempo de Deus.

      Um abraço!

  5. Danilo Carneiro disse:

    Caro Marcelo,

    Confesso que fiquei muito assustado com esse fato infeliz de nossa religião, pesquisei em varios lugares e realizei até ligações internacionais para saber um pouco mais sobre o assunto, assunto esse que poucos membros da igreja aqui no Brasil sabem, mais fico feliz em saber da sua preocupação em deixar claro, baseado em fatos, o que ocorreu nessa data tão tristes para Igreja, para aqueles emigrantes e pelo legado triste que pessoas que infelizmente esqueceram de seus convênios batismais.

    Mesmo depois de tanta pesquisa e ligações, somente depois de ler de modo muito cuidadoso ficou muito claro pra mim!

    Obrigado!

  6. Gilberto Rodrigues de Miranda disse:

    Se Brigham Yaung fosse um profeta de Deus Teria sido revelado anteriormente e evitado tudo isso, a final para que serve um profeta nessa igreja? No Meu ponto de vista ele apenas quiz se sair da culpa. Que conicidencia em 11 de setembro de 2001 outro massacre aconteça, como um sacrifício em massa, Brigham Yaung era Maçom. Coisa de Illuminates não acham.

    • Marcelo Todaro disse:

      Você disse:

      Se Brigham Yaung fosse um profeta de Deus Teria sido revelado anteriormente e evitado tudo isso

      Por essa mesma lógica, podemos dizer que Jesus não era o Filho de Deus por Ele nada ter feito para evitar Sua crucificação nem o posterior massacre dos cristãos pelos romanos.

      Não é por aí, Gilberto.

      a final para que serve um profeta nessa igreja?

      Serve como porta-voz de Deus para a humanidade. O detalhe é que o profeta está tão sujeito à vontade de Deus quanto qualquer um de nós. Se, em Sua infinita sabedoria, Ele julgou apropriado não revelar a Brigham Young o que estava por acontecer, algum motivo teve, certo? Já que profeta algum pode mandar em Deus, o fato de Brigham Young não saber que o massacre iria acontecer de forma alguma o desqualifica como profeta, assim como o massacre dos primeiros cristãos não desqualifica Jesus como Filho de Deus.

      Brigham Yaung era Maçom

      E daí? Meu avô paterno também era, meu pai também era, meu ex-sócio é e só não sou também porque prefiro dedicar à família o tempo que estaria dedicando à maçonaria.

      Apenas para registro: não há rigorosamente nada errado em ser maçom. Quem acha que há revela não saber muita coisa (talvez nada) sobre a maçonaria.

      Coisa de Illuminates não acham.

      Não. 😉

      • Ricardo disse:

        Boa tarde Marcelo, gostaria de dizer que estes teus dois argumentos relatados acima não são verdadeiros, pois Jesus Cristo sabia sim (pois não só as escrituras antigas o falavam mas o próprio Senhor o havia revelado) sobre a perseguição que sofreria e sua crucificação, assim como o próprio Salvador revelou aos seus discipulos e apostolos das perseguições e mortes que sofreriam. Vou te dar 3 exemplos de uma verdadeira revelação. 1 – Quando Samuel foi ungir ao futuro rei de Israel, o mesmo teria escolhido o irmão mais velho de Davi, mas o Senhor o revelou qual deverua realmente ser o escolhido. 2- Quando davi havia cometido adulterio, homicidio, etc e procurava esconder suas atitudes do povo, o Senhor revelou ao profeta Natã tudo. 3- Quando Ananias e Safira tentaram enganar Pedro sobre o valor do terreno vendido pelos mesmos, o Senhor através do E.S. revelou a mentira a Pedro.

        Você pode achar que sabe alguma coisa sobre Maçonaria (assim como seus parentes que são (ou foram)), pois só conhece os verdadeiros ensinamentos Maçons em Graus muito elevados. Como diz no finalzinho da abertura do Arquivo X: ” A verdade (não estou falando sobre espiritual agora) está lá fora”. Pesquise sobre as coisas que tem acontecido no mundo ultimamente e anteriormente e verá sobre a ligação entre Maçonaria e Iluminatis e as “coisas boas” que eles fazem e financiam. Grande abraço e Jesus é a unica verdade a se dar valor.

        • Marcelo Todaro disse:

          Ricardo disse:

          Jesus Cristo sabia sim (pois não só as escrituras antigas o falavam mas o próprio Senhor o havia revelado) sobre a perseguição que sofreria e sua crucificação, assim como o próprio Salvador revelou aos seus discipulos e apostolos das perseguições e mortes que sofreriam.

          Pela lógica do Gilberto, isso piora ainda mais a situação, pois Jesus sabia e nada fez para impedir não só a própria morte como a dos primeiros cristãos. De novo, não é por aí.

          O Gilberto usou o fato de Brigham Young não ter sido antecipadamente alertado pelo Senhor do massacre como argumento para desqualificá-lo como profeta (aliás, ninguém sabe se ele realmente não sabia, embora eu creia que não) e eu contra-argumentei dizendo que isso não prova nada, pois quem decide o que deve ou não ser revelado é o Senhor, não o profeta. A sabedoria Dele está infinitamente acima da nossa para compreendermos por que Ele decide revelar algumas coisas e outras não. Tudo tem um propósito e todos compreenderemos tudo no devido tempo.

          Você pode achar que sabe alguma coisa sobre Maçonaria (assim como seus parentes que são (ou foram)), pois só conhece os verdadeiros ensinamentos Maçons em Graus muito elevados.

          O que você sabe sobre o quanto sei ou não? E o que você sabe sobre o quanto meus parentes e amigos maçons sabem ou em que graus estão? Não seja presunçoso.

          Permita-me contar-lhe uma coisa:

          Três décadas atrás, quando eu era recém converso ao mormonismo, contava-se todo tipo de boato e rumor contra os mórmons. Segundo se falava, as capelas mórmons escondiam armas no subsolo, os ornamentos metálicos em forma de agulha apontando para o céu usado nas capelas da época eram antenas de comunicação com o serviço secreto americano, os missionários eram agentes da CIA disfarçados e se fazia lavagem cerebral nos visitantes para que se convertessem. Como pude constatar por mim mesmo, tudo mentira. A única razão pela qual essas lendas ganhavam vida na boca do povo era ignorância.

          A mesma ignorância que alimentava lendas e boatos sobre a Igreja é a que faz o mesmo em relação à maçonaria. Quando eu era missionário ouvi a primeira delas: que uma vez por ano os maçons escolhiam um membro de seu grupo para oferecer em sacrifício humano. Pura sandice!

          Então tudo que se tem contra a maçonaria são lendas, rumores, preconceito, desconfiança e teorias conspiratórias, do mesmo tipo que há contra a Igreja e que sei serem falsidades. Acredita quem quer. Você prefere crer que a maçonaria está envolvida nesse estado de coisas, eu prefiro crer que não e assim continuarei até haver alguma prova em contrário, coisa que em milênios de história nunca surgiu. E estou falando de comprovações irrefutáveis, não de meras desconfianças e acusações sem provas. Eis porque eu disse anteriormente que não há rigorosamente nada errado em ser maçom e que só não sou também porque prefiro dedicar à família o tempo que estaria dedicando à maçonaria.

          Jesus é a unica verdade a se dar valor.

          Concordo integralmente. Quem é fiel ao Senhor e se empenha em obedecer a Seus mandamentos (todos, não só a porção que lhe convém) não tem o que temer. Por isso mesmo não temo iluminatis, maçonaria ou coisa que o valha (até porque continuo não crendo nessas teorias conspiratórias que os catastrofistas de plantão adoram regurgitar). Se Deus está no comando e procuro ser fiel a Ele, o que tenho a temer?

          Um abraço!

          • Marcelo Todaro disse:

            Eduardo Cioffi (e-mail educioffi72@h…), seu comentário foi apagado por ter sido desrespeitoso e provocativo, contrariando a instrução “se quer discordar, faça-o com educação e respeito”. Aceito críticas, sim, o que não aceito é falta de educação. Você poderá tentar novamente se o fizer demonstrando o mesmo respeito que espera receber dos outros. Favor ler a advertência em vermelho e segui-la se quiser garantir o direito de comentar.

  7. Marcelo Todaro disse:

    O comentário da leitora “mria antonieta sgonçalve” foi rejeitado por ter usado e-mail falso para publicá-lo (maria-PAX@hotmail.com), contrariando a instrução de não fazê-lo. Ela pode tentar novamente se usar um endereço verdadeiro.

  8. Josias disse:

    Obrigado Marcelo! Vc tem sido uma luz ao esclarecer essa historia de maneira imparcial. Precisamos de mais membros SUD com essa disposição e conhecimento para defender a verdade. Estou cada dia certo de que o reino de Deus está sendo estabelecido na terra e não será jamais interrompido por quem quer que seja. Nem essa historia do massacre e nenhuma outra vai sujar o bom nome da igreja. Esse grande exército vai continuar avante e o senhor tem nos convidado a tomarmos parte importante nele. Nossa maior arma? Nosso testemunho!!! QUE O PAI CELESTIAL O ABENÇOE CADA DIA MAIS.

    • Marcelo Todaro disse:

      Obrigado, Josias. Que você seja abençoado com o dobro do que me deseja. 😉

    • Nice Mendes disse:

      discordo totalmente das suas justificativas que vc intitula de comentarios. Rodeou, rodeou e qaunica coisa que vc fez foi confirmar o massacre impretrado pelos lunaticos que formam sua igreja, na época todos a servico do chefao da sua igreja. Houve o massacre e so nao podem ser mais condenados exatamente porque os meios de comunicacao eram precarios, isso nao e desvantagem para mal feitores.] e si vantagem. Bando de hipocritas lunaticos que sempre falam em nome de Deus a bel prazer e em proveito proprio. O que eu percebo e com certeza ‘e o que todos vcs devem aprovar ‘e destruir tudo o que se oponha a sua opiniao. Citando sua palavra acima !sumariamente” como fizeram nas montanhas.

      • Marcelo Todaro disse:

        Nice, por favor, leia o artigo antes de falar do que não sabe, sim? Obrigado.

        • Nice Mendes disse:

          antes de escrever o meu comentario havia lido nao apenas esse artigo mas tambem outros que vc escreveu, bem como outros sobre esse terrivel genocidio, o que reforcou a minha opiniao. Nao pretendedo convence-lo para aceitar a minha opiniao, sei que ‘e uma tarefa impossivel. Mas sei que la no fundo da sua conciencia permeia a duvida de que tudo o que vc tenta justificar com seus artigos, tudo isso possa ser fruto de mentes doentias, que acreditam e infelizmente seguem a loucura fanatica de um homem mentalmente doente.

          • Marcelo Todaro disse:

            Nice,

            Em primeiro lugar, que prova você tem de que Brigham Young era mentalmente doente que não seja a palavra de uma minoria composta por críticos, opositores e caluniadores da Igreja? Buscar a verdade sobre a Igreja pelo que dizem essas pessoas é tão produtivo e confiável quanto buscar a verdade sobre os judeus pelo que dizem os nazistas.

            Se você fosse uma investigadora imparcial, estaria interessada em buscar a verdade com Aquele que é o dono dela, ou seja, Deus. Ele tem boca e fala, portanto poderia dizer-lhe quem está falando a verdade, pois Ele sabe. Eis porque estou onde estou, afirmo o que afirmo e não me desculpo.

            Exatamente por isso chega a ser risível sua afirmação de que “la no fundo da sua conciencia permeia a duvida de que tudo o que vc tenta justificar com seus artigos, tudo isso possa ser fruto de mentes doentias”. Dizer que tenho qualquer fiapo de dúvida a respeito é o mesmo que dizer que não confio em Deus, ou que Ele pode estar enganado ou estar me enganando. Se assumimos como verdadeiro o pressuposto de que Ele é perfeito e, portanto, não pode mentir, não tenho o menor motivo para duvidar do que Ele me disse. Então, novamente, eis porque estou onde estou, afirmo o que afirmo e não me desculpo.

            Portanto, você tem razão: você jamais conseguirá me convencer da sua opinião. E isso por um motivo bem simples: entre a opinião de Deus e a sua, fico com a Dele. 😉

            Se você um dia conseguir exercer uma partícula de fé para buscar a verdade com Ele em vez de com homens sujeitos a falhas, maledicências e influências enganosas, talvez consiga saber com a plena e absoluta segurança que só Deus pode dar quem tem razão.

            Um abraço!

        • Nice Mendes disse:

          Massacre mórmon volta à tona 146 anos depois
          Igreja Mórmon é pressionada por parentes de vítimas da chacina de Monte Meadows a pedir desculpas
          SALLY DENTON
          The New York Times

          SANTA FÉ, Novo México – Neste verão, quando as famílias perambularem por todos os Estados Unidos visitando locais históricos, existe um local – o Monte Meadows, no sudoeste de Utah – que não fará parte de muitos itinerários. O Monte Meadows, que fica a duas horas de carro de um dos destinos turísticos mais populares do Estado, o Parque Nacional Zion, é o local que o historiador Geoffrey Ward chamou de “o exemplo mais hediondo do custo humano cobrado pelo fanatismo religioso na história americana até o 11 de setembro”.

          E embora possa não ser um destino turístico importante, por um século e meio o massacre tem sido o foco de um debate acalorado entre os mórmons e a população de Utah. É uma discussão que atinge o cerne dos dogmas básicos do mormonismo. Isso, a mancha mais escura da história da religião, é uma realidade amarga e uma situação desafiadora para a moderna Igreja Mórmon, que luta para se livrar de sua história de extremismo.

          Em 11 de setembro de 1857, em um monte no sudoeste de Utah, uma milícia da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ou mórmons, atacou um comboio de famílias de Arkansas a caminho da Califórnia. Após um cerco de cinco dias, a milícia convenceu as famílias a se entregarem sob a bandeira da trégua e a promessa de travessia segura. Então, na pior carnificina de pioneiros brancos contra outros pioneiros brancos de toda a história da colonização dos EUA, aproximadamente 140 homens, mulheres e crianças foram mortos. Só 17 crianças com menos de 8 anos – a idade da inocência pela crença mórmon – foram poupadas.

          Após a matança, a igreja primeiro alegou que os responsáveis tinham sido os índios Paiute, mas, à medida que surgiram provas do envolvimento dos mórmons, a igreja pôs toda a culpa em John D. Lee, um membro da milícia e mórmon fanático que também era o filho adotado do profeta Brigham Young.

          Após quase duas décadas, como parte de um acordo para a transformação em Estado, Lee foi fuzilado em 1877. A igreja tem consistentemente negado a responsabilidade – rotulando Lee de renegado -, mas muitos historiadores acreditam que os líderes mó+rmons, embora nunca tenham sido processados judicialmente, ordenaram o massacre.

          Agora, passados 146 anos, os descendentes de Lee e os parentes das vítimas vêm pressionando a Igreja Mórmon por um pedido de desculpas. O movimento por algum reconhecimento oficial por parte da igreja começou no final da década de 80, quando um grupo de descendentes de Lee, entre eles um ex-secretário do Interior dos EUA, Stewart Udall, começou a trabalhar para limpar o nome de seu ancestral.

          Em 1990, descendentes das vítimas e dos perpetradores começaram a insistir com a Igreja Mormon para admitir a responsabilidade pelo morticínio e para reconstruir um marco em ruínas levantado no local por soldados do Exército americano, em 1859.

          O atual presidente da Igreja, Gordon B. Hinckley – ele próprio um profeta que diz receber revelações divinas – tomou um interesse pessoal pelo episódio e, em 1998, concordou em restaurar o marco, onde ao menos alguns dos corpos estavam enterrados. Mas mesmo essa concessão acabou criando uma polêmica quando, em agosto de 1999, uma escavadeira da empreiteira contratada pela igreja desenterrou acidentalmente os ossos de 29 vítimas.

          Após um debate entre autoridades de Utah e líderes da igreja sobre leis estatuais que exigem que ossos desenterrados sejam examinados por legistas para determinar a causa da morte, a igreja mandou enterrar rapidamente os restos mortais sem um exame mais detalhado que poderia ter chamado a atenção para a brutalidade dos assassinos. Um mês depois, em 10 de setembro de 1999, quando descendentes dos autores e das vítimas se reuniram para inaugurar um monumento financiado pela igreja no qual esperavam que houvesse um serviço religioso “curador”, ambos os lados ficaram desapontados pelos comentários de Hinckley.

          Ele continuou a negar a responsabilidade da igreja, chegando a acrescentar uma exoneração de responsabilidade jurídica que muitos consideraram afrontosa. “Que aquilo que nós fizemos aqui nunca seja interpretado como uma admissão por parte da igreja de qualquer cumplicidade nas ocorrências daquele dia fatídico”, disse. Muitos consideraram esse discurso uma tentativa de evitar processos judiciais.

          Mas a recusa da igreja em desculpar-se é mais complicada. Numa época em que religiões no mundo inteiro estão reconhecendo e mostrando arrependimento pelos pecados do passado, o massacre deixou a Igreja Mórmon num dilema.

          Católicos romanos se desculparam pelo seu silêncio durante o Holocausto, metodistas unidos, pelo massacre de índios americanos durante a Guerra Civil americana, batistas sulistas, pelo apoio à escravidão, e luteranos, pelos comentários anti-semitas feitos por Martin Luther King.

          Mas, diferentemente dos líderes de outras religiões que se acreditam guiados pela mão de Deus, os profetas mórmons são considerados uma extensão de Deus.

          O reconhecimento da cumplicidade por parte dos líderes da igreja poria em dúvida a questão da divindade de Brigham Young e a crença mórmon de que são o povo escolhido por Deus.

          Acreditando estar fazendo trabalho de Deus livrando o mundo de “infiéis”, os fanáticos mórmons evangélicos cometeram uma das maiores atrocidades civis em solo americano. Sem uma verdadeira tentativa de prestação de contas e reparação, a igreja não escapará da sombra desse crime horrível que paira sobre ela.

          Sally Denton é autora do livro American Massacre: The Tragedy at Mountain Meadows, September 1857 (Massacre Americano: A Tragédia no Monte Meadows, Setembro de 1857)

          • Marcelo Todaro disse:

            Nice, com esse artigo você está meramente chovendo no molhado. Veja porque:

            1. O artigo é velho, tem 10 anos de idade (2003) e foi produzido a partir da opinião de UMA única pessoa (Sally Denton). Os fatos que apresento no artigo que traduzi acima são mais recentes (2007) e fruto de pesquisas realizadas por uma EQUIPE de historiadores de dentro e de FORA da Igreja também. Portanto, qual tem mais chance de ser historicamente mais confiável?

            2. Uma equipe de pesquisadores liderada por Robert H. Briggs dedicou-se a escrutinar o livro de Sally Denton e descobriu ser mais esburacado que peneira de garimpeiro em termos de acuidade histórica. As conclusões a que essa equipe chegou estão publicadas no artigo Sally Denton’s American Massacre: Authentic Mormon Past versus the Danite Interpretation of History, o qual, se você for uma investigadora realmente imparcial, vai querer ler do início ao fim.

            Talvez depois disso você acabe concluindo que, realmente, a Igreja não tem motivo algum para se desculpar e, na minha opinião, jamais o fará.

            Boa leitura e um abraço!

  9. Clovis Oliveira disse:

    M Todaro,

    Assunto Massacre…. esgotadíssimo. Poderia nos brindar com outros esclarecimentos como: quando da expulsão dos
    mormons antes de chegarem ao Lago Salgado foram expropriados de tudo o que tinham, até de suas proprias vidas
    e nada foi feito. Exceto a revogação da lei de exterminio do Gov.Boggs a alguns anos atrás.E o massacre em
    Haun’s Mills? E muitos outros?Até breve.

    • Marcelo Todaro disse:

      Oi, Clóvis.

      Sobre a expulsão dos pioneiros SUD, não há muito o que dizer além do que já está exaustivamente coberto nos livros de história da Igreja, inclusive no aspecto legislativo.

      Sobre o massacre de Haun’s Mill, você pode ler esclarecimentos aqui:

      http://eom.byu.edu/index.php/Haun's_Mill_Massacre

      Quanto aos “muitos outros”, desconheço.

      O episódio conhecido como Massacre de Mountain Meadows foi o mais dramático dos que envolveram membros da Igreja, por isso fala-se mais dele do que de outros e era o que precisava de um esclarecimento mais profundo. Contudo, nunca é demais lembrar que, ao contrário do que dizem alguns críticos, não há absolutamente nenhum documento histórico confiável que atribua aos líderes ou ao presidente da Igreja na época qualquer parcela de culpa pelo ocorrido. Foi um ato isolado de uns poucos membros que decidiram agir à revelia da liderança da Igreja e por isso foram severamente punidos, tanto no aspecto eclesiástico quanto no cível — tanto que, como dito no artigo, descendentes das vítimas hoje congraçam-se com a Igreja.

      Um abraço!

  10. leyde lorena ferrer de oliveira disse:

    obrigado por esclarecer tão bem este assunto porque ja ouvi falar de muitas versões diferentes e muito bom finalmente saber a verdade um grande abraço e parabens

  11. heber disse:

    Porquê o povo não seguia o governo vigente?
    Porquê lutar contra o próprio país?
    Porquê pegar em armas…?
    Os imigrantes tinham todo direito civil de atravessar os USA pois eram AMERICANOS!!!
    Quando Young falou… deixe que os indios façam o que quiserem? poxa! ELE NÃO ERA PATRIOTA NÃO?
    Pior cego é o que vendo diz que não vê para agradar.
    Eu sou brasileiro! Tenho orgulho disso. E se um irmão precisa de ajuda eu ajudo seja paulista, carioca , baiano.
    Não vejo patriotismo nas ações de Young. Vejo uma necessidade de criar um estado idempendente.
    Esqueceram, que os USA foi comprado com sangue?
    Não acredito que Young mandou executar os imigrantes.
    Acredito que um grupo de fanáticos fez isso.
    Porém, se Young ensinasse PATRIOTISMO!!! AMOR A BANDERIA ETC..!!!
    talvez os malucos do vale, tivessem visto irmãos imigrantes e não ameça.
    Quem não segue a lei do país é perseguido. O estado tem que se impor.
    A terra tem dono! Tem sangue derramado nela…
    (esqueceu de mencionar que os malucos do vale foram fuzilados pelo exercito dos USA)
    sem mais…

    • Marcelo Todaro disse:

      Heber disse:

      Quando Young falou… deixe que os indios façam o que quiserem? poxa! ELE NÃO ERA PATRIOTA NÃO?

      (…)

      Não vejo patriotismo nas ações de Young.

      (…)

      Porém, se Young ensinasse PATRIOTISMO!!! AMOR A BANDERIA ETC..!!!
      talvez os malucos do vale, tivessem visto irmãos imigrantes e não ameça.

      Não entendi sua crítica. Se Brigham Young mandou que deixassem os imigrantes em paz, onde está a falta de patriotismo nisso?

      Além do mais, Young nem precisava ter mandado nada, bastava que os perpretadores do massacre simplesmente seguissem os ensinamentos da Igreja à qual diziam pertencer. O Evangelho de Jesus Cristo nos ensina a amar nosso semelhante e o que aqueles homens demonstraram foi tudo menos amor.

      Não bastasse isso, a décima-segunda de nossas Regras de Fé diz:

      “Cremos na submissão aos reis, presidentes, governadores e magistrados, na obediência, honra e manutenção da lei.”

      Quer coisa mais patriótica que isso?

      Por todos os aspectos, o massacre foi algo injustificável e indesculpável. Mas a pressa de alguns em buscar culpados acaba levando-os a apontar o dedo para a pessoa errada. Numa época em que não havia telefones celulares nem Internet para levar uma mensagem de forma instantânea a alguém que estava há vários dias de viagem a cavalo, simplesmente não havia como a ordem de Brigham Young chegar a tempo para evitar o massacre. Então não sejamos apressados e injustos em nossos julgamentos. Brigham Young não teve nada a ver com isso, nem mesmo a alegada “falta de patriotismo”.

      Um abraço!

      • Por que Isaac Chauncey Haight, prefeito de Cedar City, aceitou as crianças do massacre, sem perguntar a razão, suponha-se?
        Por que Isaac Chauncey Haight não identificou e puniu o responsável, já que não partiu dele a ordem? Foi melhor esperar o governo americano fazê-lo? Assim como, posteriormente, na reconstrução do monumento, ao encontrarem 20 ossadas do massacre, (outro prefeito) mandar enterrar rapidamente sem perícia, obrigatória no Estado de Utah?
        Que líder é esse que, abençoado por revelações divinas, não percebeu a “conspiração” debaixo da sua barba?
        William H. Dame também não sabia de nada? Lulas?
        Que ser humano, eleito e iluminado por Deus, LÍDER de uma seita eleita e iluminada,participaria de um massacre desses? O que os motivaram a isso? Esse é o discernimento de um mórmon?
        Que igreja é essa que já pregou a ideia de Deus Adão, que já praticou a poligamia, que não deu sacerdócios aos negros por serem descendentes de Caim, que relata que seus ensinamentos vieram de um livro de ouro de 130 kg (ou de aparência de ouro, de uma liga… que liga?) que não se sabe o paradeiro nem o paradeiro de onde foi tirado (nem com os quinze profetas videntes e reveladores) e ainda sela o seu início com um massacre desses?
        Acho então que você concorda plenamente com Dallin H. Oaks:
        “Você não pode criticar os líderes da igreja, ainda que sua crítica seja verdadeira.”

        http://www.legendsofamerica.com/ut-mountainmeadowshistoricaccounts10.html

        • Marcelo Todaro disse:

          Caro Roberto,

          Você não faz ideia do quão cansativo e desanimador é ter que ficar respondendo sempre aos mesmos velhos batidos e já devidamente refutados argumentos de sempre. Vocês, críticos, parecem sofrer de uma umbilical falta de imaginação ao criticar. Só ficam regurgitando sempre as mesmas velhas histórias como se ninguém nunca as tivesse regurgitado antes, aí o ciclo fica se repetindo ad nauseam. Muito chato isso.

          Se você tivesse feito a si mesmo o favor de ler mais dos comentários anteriores talvez nem tivesse escrito nada. Então, por favor, faça-o e, se tiver algo novo a dizer, sinta-se à vontade.

          Um abraço!

  12. O melhor da vida é poder prestar TESTEMUNHO de coisas boas!!!

    É dedicar nosso tempo em levar as verdades, QUE SABEMOS SER VERDADES!!!

    É se ver diante de uma história, que tem dois pontos em conflito… Mas ao refletir que somente um estará certo…
    Ir em busca de orientação para sabermos a verdade, e não tirar conclusões pessoais e sair distribuindo opiniões críticas…

    Quero citar um exemplo…
    Na minha época de escola, conheci A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS, e ao compartilhar desse incrível encontro, um amigo, muito amigo meu, levou a revista da igreja dele, e passou para a classe inteira, e lá continha um artigo falando mal dA IGREJA DE JESUS CRISTO SUD… Semanas depois, ele levou outra revista e continha novamente, um outro artigo falando mal dA IGREJA… Como eu o considerava muito, e mesmo que não considerasse, adotei a postura dos ensimentos que obtive através dA IGREJA, do qual conhecí:
    * não desrespeite, não brigue, não fale mal, não critique, não seja leviano… Respeite e ame o próximo como a si mesmo…

    Como eu poderia dizer à eles que estava aprendendo a ser como Jesus Cristo, e como reação, iria falar mal de qualquer outro filho de Deus, outra religião… Ao invés de qualquer ato de discórdia… Eu me levantei e fui até a frente da classe e disse:
    – EssA IGREJA que conheci, não fala mal de nenhuma religião, e se alguém encontrar em uma de suas publicações oficiais, algum documento ou artigo assim, por favor, me mostrem… Pois uma Igreja que prega ser de Cristo, não poderia oficialmente ofender outro ser humano…

    Digo pois A IGREJA, antes que me digam: E os membros?!.

    Muitos aprendem e seguem, muitos ouvem e tentam, muitos escutam e se julgam não merecer tal ensinamento…

    HÁ PESSOAS E PESSOAS…
    Há aquelas que buscam ser melhores e promover o bem…
    Há aquelas que tanto faz…
    Há aquelas que vivem em função de promover discórdia…

    O que eu escolhi?

    Eu escolho defender MEU CRIADOR!!!

    O resto, deixo para QUE ELE MESMO JULGUE…

    Tudo o que aprendo, Oro para Ele, que me confirme tal doutrina e veracidade…
    Isso durante 13 anos, ainda oro, ainda pergunto…
    Não é fácil se deparar com assuntos como esse do Massacre, lendo os prós e os contras, mas…
    Quem Orou Para Saber O Que Deus Tem A Nos Falar???
    EU OREI!!!
    E você???

    A minha resposta eu obtive…
    E a Sua???

  13. Paula disse:

    Encontrei esse artigo através de uma busca e devo dizer que achei realmente muito esclarecedor. Contudo, gostaria de criticar alguns aspectos, não do texto, mas de alguns comentários.

    Caro Marcelo Todaro, achei muito interessante suas respostas aos comentarios negativos sobre o artigo que, apesar de muitos não entenderem, não era de sua autoria. Muitos não entenderam também que esse texto não eh imparcial e sim uma posição, por falta de palavra melhor, que você acredita ser verdadeira. Coisa que voce deixa bem claro antes da leitura do texto propriamente dito: “Meu desejo é o de que este artigo chegue aos olhos e corações de todos os interessados em conhecer a posição oficial da Igreja e compreendam que ela não tem motivos para desculpar-se por algo que não fez.”

    Li sobre vc e sei que é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias há tempos e que em sua opinião este site é do “começo ao fim, dedicado a prestar testemunho das coisas que sabe serem verdadeiras.” Contudo, devo dizer, que você deveria corrigir a sentença acima para “dedico prestar testemunho das coisas que ACREDITO serem verdadeiras”.

    Em todos os artigos que li, não há nenhum que não expresse dúvidas sobre o ocorrido, e sobre a responsabilidade de Brigham Young no massacre. Então, a não ser que o senhor seja uma testemunha do ocorrido, o que creio ser impossível, não há como ter certeza sobre tais acontecimentos.

    Respeito sua opinião e ainda mais sua fé. Se houve ou não a participação de Brigham Young neste terrível episódio não creio que tenha sido intenção ninguém julgar mas sim de buscar a verdade.

    Sei que você é um homem muito articulado e tem uma habilidade ímpar em rebater comentários que julga serem negativos, prova disso são as respostas acima. Como você disse no comentario antes do texto os críticos da igreja “adoram” usar essa história como uma maneira de desacredita-la. Bom, digo a você, que apesar de acreditar que não foi sua intenção, em seus comentarios, você está fazendo coisa muito semelhante com aqueles que se mostram descrentes. Por mais que vc me diga para reler os comentarios acima, e devo concordar com o Luis neste aspecto, você quer que vejamos as coisas da sua maneira.

    Seria muito mais produtivo se você respondesse as críticas de maneira a gerar dúvidas sobre o assunto para que dessa maneira as opiniões fossem postadas e obtivessemos respostas mais produtivas. E não de maneira a influenciar alguém a pensar como você, postando fundamentos embasados em sua opinião e de pessoas que tenham o mesmo pensamento.

    Todos acreditamos em alguma coisa. Mesmo que seja que não exita um Deus. Ou existam vários. Mas nem por isso estamos certos. A fé é a capacidade de acreditar em algo que não podemos provar. Desrespeitar a opinião de alguém não torna a sua mais forte. Não há donos da verdade. Mas devo admitir que você age como um!

    Ja digo que em nenhum momento você foi rude, mas isso eh uma coisa totalmente diferente.

    Grata.

    • Marcelo Todaro disse:

      Paula,

      Devo agradecer-lhe muito por ter se disposto a escrever seu comentário. É raro alguém vir a meu blog com ponderações equilibradas (mesmo que críticas) num texto bem escrito. Quem dera todos os críticos fossem como você, seria bem mais fácil dialogar com eles. Parabéns e, novamente, muito obrigado por enriquecer a discussão.

      As partes de seu comentário com as quais concordo (e são muitas) vou deixar de lado para ater-me apenas às discordâncias, que são, afinal, o que fomentam o debate.

      Li sobre vc e sei que é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias há tempos e que em sua opinião este site é do “começo ao fim, dedicado a prestar testemunho das coisas que sabe serem verdadeiras.” Contudo, devo dizer, que você deveria corrigir a sentença acima para “dedico prestar testemunho das coisas que ACREDITO serem verdadeiras”.

      Não posso fazer isso, Paula, sem incorrer no risco de estar sendo desleal comigo mesmo e com o testemunho que recebi de nosso Pai.

      Deixe-me ver se consigo usar uma analogia que explique o que quero dizer:

      No recente episódio da morte do terrorista Osama Bin Laden, o governo paquistanês afirmou que não tinha idéia do paradeiro do foragido antes de saber que havia sido morto debaixo do próprio nariz. Sobre isso, acredito que os paquistaneses sabiam, sim, onde Bin Laden estava. É uma crença minha.

      Todos os dias em que o tempo está bom, vejo o céu da cor azul. Então eu SEI que é azul.

      Percebe a diferença entre coisas que creio e que sei?

      Quando eu disse que meu blog é dedicado a prestar testemunho de coisas que sei serem verdadeiras eu quis dizer isso mesmo: que SEI serem verdadeiras. Não é uma mera crença, é um conhecimento que tenho.

      Como adquiri esse conhecimento é outra história, mas que o tenho, tenho. Então não posso dizer que creio nessas coisas, pois não é caso.

      Esclarecido?

      Então, a não ser que o senhor seja uma testemunha do ocorrido, o que creio ser impossível, não há como ter certeza sobre tais acontecimentos.

      Há sim, Paula. Por dois meios:

      1. Meio histórico — não há qualquer evidência histórica da culpa de Brigham Young. Nenhuma. Zero. Nada. O que há são opiniões pessoais de autores que pretendem imputar-lhe culpa sem nenhuma evidência convincente. Pesquise os trabalhos desses autores e tente encontrar alguma prova irrefutável. Não achará nenhuma, só inferências, argumentos e documentos cuja autenticidade e legitimidade nunca foi provada.

      2. Meio espiritual — ninguém precisa consultar livros e doutores a respeito de coisas sobre as quais Deus tem interesse em Se pronunciar. Quando se trata de alguém que alega ser profeta de Deus, só Ele pode dizer se a presunção é legítima ou não. Assumindo que Deus é perfeito e não pode mentir, Ele não poderia dizer uma coisa a você e outra a mim. E a mim, quando perguntei, Ele confirmou que Brigham Young foi um legítimo profeta escolhido por Ele para representá-Lo na Terra. Isto posto, não há como assumir que Ele tenha mantido Brigham Young em seu posto, como fez, se tivesse sido culpado do derramamento de sangue inocente, que é um dos dois únicos pecados que, segundo as escrituras, não podem ser perdoados. Fosse Brigham Young culpado disso, ele teria sido prontamente removido por Deus de seu lugar. No entanto, não só Brigham Young liderou a Igreja de Jesus Cristo por quase meio século na condição de profeta, vidente e revelador autorizado a falar em nome de Deus como também deixou um legado espiritual impossível de ser negado como tendo sido inspirado por Ele. E aqui, novamente, não estou falando de coisas que quero crer serem verdadeiras, e sim de coisas que Ele pode (e efetivamente o faz) confirmar que são.

      Por tudo isso, afirmo ser possível, sim, ter certeza dos acontecimentos.

      Por mais que vc me diga para reler os comentarios acima, e devo concordar com o Luis neste aspecto, você quer que vejamos as coisas da sua maneira.

      Paula, você, o Luis e quem quer que seja pode receber uma confirmação espiritual da veracidade de qualquer coisa. Basta estar disposta a pagar o preço por isso, coisa que nem todo mundo está.

      Não quero que você veja as coisas à minha maneira, mas à de Deus. Pelo que já estudei e pelas confirmações espirituais que já recebi e sei terem vindo Dele, a maneira como vejo as coisas é a Dele. Não porque Ele tenha adotado minha maneira de vê-las, e sim o contrário. O estudo e a fé podem permitir-lhe estar em sintonia com a mente Dele. Eis porque afirmo as coisas que afirmo com tanta segurança.

      Todos acreditamos em alguma coisa. Mesmo que seja que não exita um Deus. Ou existam vários. Mas nem por isso estamos certos.

      Isso é muito bonito nos livros de filosofia, mas na prática não funciona assim. É preciso haver uma Mente Superior no comando de tudo, definindo o que é certo e errado sob o ponto de vista Dele. Do começo ao fim, meu blog presta-se a refletir esse ponto de vista, o qual deveria ser o único certo para toda a humanidade — a menos que admitamos que Deus pode estar errado em alguma coisa ou que haja alguém ou alguma coisa superior a Ele.

      A fé é a capacidade de acreditar em algo que não podemos provar.

      Depende do tipo de prova de que estamos falando. Se é prova material, tanto pode quanto não pode. Se é prova espiritual, essa é a que pode mesmo.

      Deus tem boca e fala. Não é um ser imaginário. É real e tão tangível quanto você e eu. Ele tem seus motivos para não Se mostrar publicamente (os quais compreendo perfeitamente), mas nem por isso deixa de ser real, próximo, alcançável e tangível. A questão é que a primeira prova disso que se pode obter é espiritual e só vem por meio da fé. Só depois — e às vezes bem depois — é se pode obter uma prova material, tangível. Mas para isso é preciso fazer as coisas à maneira Dele. O problema é que a grande maioria das pessoas não está disposta a isso e, por não quererem, afirmam não ser possível. Daí surge todo tipo de teorias e filosofias que tentam explicar Deus das formas mais absurdas, como a de que Ele é um ser imaginário ou tão distante que se torna impossível alcançá-lo ou que não se pode provar Sua existência. Tudo bobagem.

      As provas podem ser obtidas, sim. Basta querer.

      Não há donos da verdade. Mas devo admitir que você age como um!

      Bem, lamento e me desculpe se dei essa impressão. Se você soubesse o que sei, gostaria de ver você prestar seu testemunho disso sem parecer estar querendo dar uma de dona da verdade. Se você souber como fazê-lo, por favor, me ensine. 😉

      Um abraço!

      • Paula disse:

        Ola Marcelo.

        Bom, não há como discutir sobre nossa crenças sem entrar em algum tipo de conflito não é mesmo?! rs! Parabéns pelo blog e por sua fé contagiante.

        Gostei muito de seus comentarios, mesmo não concordando com você em alguns aspectos. Mas isso não era mesmo o objetivo, não é?! Através do debate e do levantamento de dúvidas podemos melhorar o relacionamento das diferentes crenças, pois creio q se respeitarmos as de nossos semelhantes eles também respeitarão as nossas.

        Tudo de bom!

        • Marcelo Todaro disse:

          Oi, Paula.

          Bom, não há como discutir sobre nossa crenças sem entrar em algum tipo de conflito não é mesmo?

          Bem, conflitos geralmente ocorrem quando há falta de respeito. Antes disso, são meras discordâncias. Podemos discordar sem entrar em conflito, como temos proveitosamente feito desde que você chegou. 🙂

          Um abraço!

  14. Lucimara disse:

    Caro irmão,

    Eu o respeito e o admiro, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente…
    Muito inteligente…

    Amei todas as suas respostas…

    Você poderia comentar também os elogios… hehehe

  15. Isabele disse:

    Espero que vc não se importe mas eu publiquei isso no wikipédia, para esclarecer pois estavam dizendo que a culpa foi dos menbros da igreja…
    Mas qualquer coisa pode entrar em contato.

    Pois eu não sei se precisaria de algum tipo de autorização…
    desde jah agradeço!

    • Marcelo Todaro disse:

      Oi, Isabele.

      Foi só agora, três anos depois, quer relendo seu comentário encontrei nele algo sobre o que preciso me manifestar.

      A culpa foi, sim, de membros da Igreja, daqueles que decidiram agir à revelia dos ensinamentos dela para tomar decisões equivocadas baseadas em seu próprio julgamento. Não há o que questionar sobre isso,

      O que há para questionar é a acusação de culpa que alguns fazem sobre a Igreja e sobre Brigham Young, uns dizendo que ele ordenou o massacre, outros que a Igreja deveria se desculpar por algo que não fez.

      Foi por isso que decidi traduzir o artigo da Ensign.

      Um abraço!

  16. Emanuel Busmalis disse:

    Acabei de assistir um filme sobre o assunto e pelo que pesquisei na internet (brasileira e americana) , a historia por si só é absurda. O mais incrivel é saber que todos os criminosos , com exceção de um , ficaram livres e que a Igreja Mormon não assume nenhuma responsabilidade pelos atos dos seus seguidores , que agiam baseados em interpretações tortas de sua doutrina. Coisa de fanáticos. Deveriam ter sido presos e enforcados bem rapidamente .

    Nem vou entrar na discussão de se é tudo verdade ou não , qual a versão verdadeira , porque um massacre destes não tem justificativa alguma. É um genocidio . Mas apenas como adendo , fico imaginando se a situação tivesse sido inversa, quão grande seria a posição vitimista da citada igreja . É tudo uma questão de conveniencia. Algo bem humano .

    Isso mostra como fé cega demais leva as pessoas a cometerem selvagerias.Tudo em nome de Deus.

    • Marcelo Todaro disse:

      Caro Emanuel,

      Aparentemente você escreveu seu comentário sem ter lido o artigo e os comentários anteriores ao seu. Então, por favor, leia o artigo com calma e atenção, do início a fim, e os comentários também. Depois disso você talvez compreenda que a Igreja não precisa se desculpar pelo que não fez, independente do que você tenha visto em algum filme.

      Do que você disse acima, concordo apenas com as partes em que diz:

      um massacre destes não tem justificativa alguma. É um genocidio.

      (…)

      fé cega demais leva as pessoas a cometerem selvagerias.

      Absolutamente verdadeiro.

      Mas você precisa compreender também que os perpretadores do massacre só o fizeram porque não seguiram as diretrizes da Igreja.

      E também não posso absolutamente concordar com isto:

      a Igreja Mormon não assume nenhuma responsabilidade pelos atos dos seus seguidores

      Claro que não assume e não é para assumir. Como membro da Igreja, o responsável por meus atos sou eu mesmo. Se eu matar ou roubar alguém, a Igreja não tem nada com isso, especialmente considerando que ela me ensina a NÃO fazer essas coisas! A Igreja não é minha mãe, dona ou patroa para se responsabilizar por meus atos.

      Um abraço!

  17. André disse:

    A história da humanidade nos ensina que não somos tão humanos como pensamos. Precisamos nos desenvolver, crescer, aprender. Este relato deste massacre só nos faz refletir de como o ser humano precisa crescer e evoluir. Hoje em dia vemos que a violência é crescente. E acredito que ela está cada vez mais madura. Guerras, conflitos, massacre, terrorismo, corrupção, dolo, drogas… Está aí para mostrar que precisamos de limites, precisamos tanto intidividual como coletivamente que precisamos saber usar o livre arbítrio melhor. Aprender com os erros. Aprender com os acertos. Somos seres educativos e como tal precisamo desenvolver a constância no aprendizado. Sem educação o ser humano se dezumaniza. E acredito que muitos grupos inclusive a Igreja está lutando para ajudar o ser humano a se humanizar. E humanizar é aprender a se aproximar de Deus na contribuição para uma sociedade mais justa, e cheia de oportunidades para todos.

  18. Luis disse:

    Marcelo Todaro,

    Se os seus inimigos e os da igreja citam fontes que vc desqualifica, por que querer que os outros aceitem suas fontes? Todas as suas fontes são favoráveis e produzidas por gente da igreja.Vc queria o quê , isenção? Isso é impossível rapaz,se vc tivesse a mínima noção de hemenêutica perceberia o que não percebeu, é claro.Textos têm que ser interpretados à luz da história e não das paixões dos que acusam e dos que defendem, não vai ser com textos produzidos por gente que está na folha de pagamentos da igreja que vc irá convencer. Cite uma fonte, apenas uma, de pesquisador ou historiador que endosse sua ( da igreja) versão e terá alguma crediblidade, no mais… Não é infundada a crítica, houve uma matança, dentro de um território governado por um líder mórmom que se culpado,cúmplice e inocente, não sei, o que não dá prá aceitar é que alguém queira empurrar guela abaixo uma versão que só interessa aos mórmons. E as vítimas, não lhe causa nenhum sentimento de pesar? Vc se apressa em defender a igreja e se esqueceu das vítimas, Graaaande espirito cristão o seu, heim? Suas fontes “isentas”:
    [O livro, de autoria dos historiadores SUD Ronald W. Walker, Richard E. Turley e Glen M. Leonard, será publicado em breve pela Oxford University Press.];[Andrew Jenson, notas da conversa com William Barton, Jan. 1892, arquivo Mountain Meadows, Jenson Collection, Church Archives.];[James H. Haslam, entrevista por S. A. Kenner, relatado por Josiah Rogerson, Dec. 4, 1884, material impresso, 11, em Josiah Rogerson, Transcripts and Notes of John D. Lee Trials, Church Archives.]

    • Marcelo Todaro disse:

      Caro Luís,

      Aparentemente você não leu (ou não entendeu) meus comentários, acima. Então não me resta alternativa senão repetir o que já escrevi.

      Se os seus inimigos e os da igreja citam fontes que vc desqualifica, por que querer que os outros aceitem suas fontes?

      Por favor, mostre onde foi que eu desqualifiquei as outras fontes. O que eu disse é que há gente que chega aqui nos chamando de mentirosos citando fontes que mostram apenas um dos lados da moeda, então questionei essa atitude perguntando por quê só esse lado pode ser verdadeiro e o outro não. Infelizmente, você fez a mesma coisa, então meu questionamento vale para você também.

      Como qualquer crítico, você quer porque quer que só a versão de vocês seja verdadeira, dizendo que ela é que contém a “verdadeira história” e que é nela que todos devem acreditar. O detalhe é que isso é o mesmo que pedir aos nazistas que contem a história dos judeus, ou buscar a “verdadeira história” do catolicismo com os evangélicos pentecostais. Não é uma atitude muito inteligente, concorda?

      Todas as suas fontes são favoráveis e produzidas por gente da igreja.

      Falso. Caso tenha a fineza de reler o artigo e meus comentários, talvez note que está escrito que essa versão da história baseia-se no trabalho de historiadores de fora da Igreja também.

      se vc tivesse a mínima noção de hemenêutica perceberia o que não percebeu, é claro.

      Ué, por que isso só se aplica a mim e não a você também? Por que só você é que pode estar certo e nós não?

      não vai ser com textos produzidos por gente que está na folha de pagamentos da igreja que vc irá convencer.

      Eu desafio publicamente você a provar o que disse: que os textos foram produzidos “por gente que está na folha de pagamento da igreja”.

      Vamos lá, estou esperando.

      Cite uma fonte, apenas uma, de pesquisador ou historiador que endosse sua ( da igreja) versão e terá alguma crediblidade.

      A biblioteca de história da Igreja em Salt Lake City está repleta delas, fique à vontade para ir lá pesquisar.

      E, antes que diga mais alguma abobrinha, não, lá não há só fontes de gente da Igreja e há de gente de fora também. Você saberia disso se fosse lá olhar.

      o que não dá prá aceitar é que alguém queira empurrar guela abaixo uma versão que só interessa aos mórmons.

      Falso. Se isso fosse verdade, muitos dos descendentes das vítimas do massacre não estariam se congraçando com a Igreja hoje.

      E as vítimas, não lhe causa nenhum sentimento de pesar?

      Já respondido acima.

      Agora, repetindo o que já foi dito antes:

      A história da Igreja está publicada em diversas obras de historiadores respeitados, sejam membros da Igreja ou não, e está toda à disposição do pesquisador imparcial na biblioteca da Igreja em Salt Lake City. E, novamente, eu desafio você a provar que elas foram escritas apenas por gente que “está na folha de pagamento da Igreja”. Boa sorte.

      Por que só a versão dos críticos pode ser verdadeira e a nossa não? Se ler o texto do artigo acima com a devida imparcialidade, sem o viés antimórmon típico dos críticos, talvez consiga perceber que o trabalho de pesquisa dos fatos inclui a participação de historiadores não mórmons. Hoje em dia, os descendentes das vítimas congraçam-se com a Igreja ao invés de culpá-la. Será que toda essa gente está “mentindo” só porque você optou (sem nenhuma razão justa) por não acreditar na versão deles?

      Um pouco de imparcialidade não faz mal a ninguém.

      Espero que perceba que não há ninguém tentando justificar o injustificável. Os homens responsáveis pelo massacre de Mountain Meadows só perpretaram seus intentos malignos porque não seguiram os ensinamentos da Igreja e os mandamentos de Deus. O que estamos tentando mostrar é que, de acordo com os historiadores, não há qualquer evidência de que o massacre tenha ocorrido por ordem de Brigham Young ou com sua conivência.

      Faça um favor a si mesmo: leia o meu artigo (pois você seguramente não o leu) com calma e atenção e veja que as coisas podem não ser como você prefere crer que sejam. Certamente os historiadores e descendentes das vítimas do massacre que hoje se congraçam com a Igreja não acham a história inconsistente e inverossímil. Você tem todo direito de duvidar dela, mas, ao não apresentar nenhuma prova em contrário, não está fundamentando seu ceticismo em fatos concretos. Portanto, sua crítica é vazia.

      O bom de tudo isso é que ninguém precisará ter dúvida por muito mais tempo. Muito em breve o Milênio será iniciado e então todos saberemos quem tinha razão. No que me diz respeito, não estou minimamente preocupado em descobrir que a Igreja está mentindo ou ocultando fatos, pois sei que isso é algo impossível de acontecer, por mais que todos os críticos do mundo digam o contrário. Felizmente, não dependo dos críticos para receber revelação de Deus.

      Um abraço!

      • Luis disse:

        Caro Marcelo:

        Sim, eu li o seu texto, talvez o que tenha te irritado é que eu não entendi o que você queria que eu entendesse. Não queira que todos os seus leitores concordem sempre como o que você escreve e nem considere todos como anti-mórmons ou inimigos, até parece coisa de ressentido ou de gente que tem mania de perseguição. E outra coisa pare de dizer nos seus comentários que o que falo é falso, é minha opinião e merece ser respeitada e não necessariamente aceita, isso é desqualificar minhas fontes, ou não?
        Deu no Nem York Times, um dos mais respeitado jornal dos EUA e do mundo. Pelo que sei não é uma fonte anti-mórmon. Esta lá na coluna “Opinion” o texto fala que historiadores, incluindo mórmons e não mórmons, indicam há culpa sim de líderes da igreja no massacre e não somente da milícia mórmon e do Sr. John D. Lee. Também registra que alguns familiares do único culpado que foi julgado e fuzilado e teve seu nome manchado, contrariando suas afirmações, querem que a igreja assuma a responsabilidade que lhe cabe nesse lamentável episódio. http://www.nytimes.com/2003/05/24/opinion/a-utah-massacre-and-mormon-memory.html?scp=1&sq=meadows+massacre&st=nyt
        Como percebo não é um caso esclarecido e nem pacificado, e que não vai ser resolvidos com uma simples consulta a bibliotecas ou arquivos da igreja mórmon. Entendo o seu interesse em defender a causa mórmon e seus líderes, não o condeno por isso, você faz seu papel de forma valente.
        “Eu desafio publicamente você a provar o que disse: que os textos foram produzidos”, “por gente que está na folha de pagamento da igreja”.
        Desafio aceito publicamente.É como tirar doce da boca de criança. Vamos lá Marcelo me responda então, por acaso esse Sr. Richard E. Turley Jr.Diretor do Departamento de Família e História da Igreja é o que,médico ou HISTORIADOR? Pago por quem? Pelo sanatório ou pela A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias?Para “esclarecer” ou para livrar a cara dos líderes da igreja? Não seja apressado em sacar contra seu opositor, o tiro pode sair pela culatra.
        Espero que seja publicado.

        • Marcelo Todaro disse:

          Luis,

          Em primeiro lugar, não estou irritado. Eu não quis dar essa impressão. O que estou é insistindo no ponto de demonstrar a incoerência de se optar por acreditar que só a versão dos críticos é que pode ser verdadeira e a nossa não.

          Isto posto, vamos ao que você disse:

          pare de dizer nos seus comentários que o que falo é falso, é minha opinião e merece ser respeitada e não necessariamente aceita, isso é desqualificar minhas fontes, ou não?

          Não. Suas afirmações contém equívocos que precisam ser corrigidos, como a de que “todas as suas fontes são favoráveis e produzidas por gente da igreja”. Não é verdade (portanto, é falso). Historiadores de fora da Igreja também chegaram à mesma conclusão. Dizer que uma afirmação dessas é falsa de forma alguma representa uma falta de respeito para com você. Se assim não fosse, isso lhe daria carta branca para dizer o que quisesse e, em nome do respeito, ninguém poderia dizer que é falso. Não é por aí.

          Quando digo que uma afirmação sua é falsa, não estou querendo dizer que foi feita de má fé, e sim que simplesmente está errada. Só isso. Não é motivo para ficar ofendido.

          Deu no Nem York Times, um dos mais respeitado jornal dos EUA e do mundo. Pelo que sei não é uma fonte anti-mórmon. Esta lá na coluna “Opinion” o texto fala que historiadores, incluindo mórmons e não mórmons, indicam há culpa sim de líderes da igreja no massacre e não somente da milícia mórmon e do Sr. John D. Lee. Também registra que alguns familiares do único culpado que foi julgado e fuzilado e teve seu nome manchado, contrariando suas afirmações, querem que a igreja assuma a responsabilidade que lhe cabe nesse lamentável episódio. http://www.nytimes.com/2003/05/24/opinion/a-utah-massacre-and-mormon-memory.html?scp=1&sq=meadows+massacre&st=nyt

          Não sei se você leu o artigo, mas eu li, do começo ao fim. Por isso, posso identificar alguns erros no que você disse:

          1. O artigo todo foi escrito baseado na opinião de um só homem: Geoffrey Ward, autor de um livro sobre o tema no qual dá a versão dele da história. Portanto, não é verdade que “historiadores [no plural], incluindo mórmons e não mórmons” indicam culpa de líderes da Igreja. Essa é a opinião de uma única pessoa, conforme relatada no artigo.

          2. Sobre John D. Lee, se você consultar os documentos originais, verá as confissões dele nos julgamentos que sofreu (presentes nos arquivos da Law School da UMKC e até nos arquivos da PBS). Nelas, encontrará que ele também dizia que Brigham Young recebia revelação direta de Deus para amaldiçoar os inimigos dos mórmons e que o amaldiçoou e o excomungou porque foi contra Young. Em todos eles, fez-se de completa vítima, nunca assumindo que desobedeceu seus líderes em várias instâncias. Suas declarações foram negadas até mesmo por outros acusados, culpados de assassinato como ele (ou não), e sua execução foi feita fora da jurisdição da Igreja. Os documentos, muitos deles originais, estão disponíveis também na nova LDS Church History Library em Salt Lake City. Vá lá olhar.

          Por tudo isso, era de se esperar que os descendentes de Lee estejam exigindo uma retratação da Igreja. Eles são parte interessada nisso, pois, na opinião deles, Lee foi injustiçado. Mas note que, no nordeste brasileiro, os descendentes do cangaceiro Lampião também acham que ele foi injustiçado e há um bocado de gente que o idolatra e venera. Mas isso não o torna menos bandido só por ter sido transformado em herói e mártir por alguns. O megatraficante colombiano Pablo Escobar também era o herói de muita gente de bem a quem ele ajudava.

          Além do mais, tenha em mente que a maioria dos descendentes do massacre hoje se congraça com a Igreja e não exige dela retratação alguma por compreenderem que ela não teve culpa alguma no ocorrido. A Igreja não precisa se desculpar pelo que não fez.

          Desafio aceito publicamente. É como tirar doce da boca de criança. Vamos lá Marcelo me responda então, por acaso esse Sr. Richard E. Turley Jr.Diretor do Departamento de Família e História da Igreja é o que,médico ou HISTORIADOR? Pago por quem? Pelo sanatório ou pela A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias?Para “esclarecer” ou para livrar a cara dos líderes da igreja? Não seja apressado em sacar contra seu opositor, o tiro pode sair pela culatra.

          Acho que houve um mal entendido aqui. O desafio que lhe lancei não foi para provar que Richard Turley é funcionário da Igreja. Disso o mundo todo sabe.

          Repetindo pela enésima vez: o trabalho de pesquisa desse tema inclui a participação de vários historiadores de dentro e de fora da Igreja. O que Turley fez foi fazer uma compliação disso tudo, devidamente documentada e referenciada, e escrever seu próprio livro (leia um relato de como ele realizou esse trabalho no link para o artigo do Deseret News que incluí no início de meu artigo). O desafio que lancei a você foi o de provar que essa gente toda (não Turley) está na folha de pagamento da Igreja, como supõem alguns que acham que só porque esses pesquisadores não encontraram evidências de culpa em Brigham Young é porque foram pagos pela Igreja para escrever isso.

          Esclarecido?

          Agora quero que pondere sobre o seguinte (não precisa responder [até porque não quero me estender nessa discussão, que já está ficando chata], basta que pense consigo mesmo): por que só a versão dos críticos pode ser verdadeira e a nossa não?

          Um abraço!

  19. israel disse:

    mais uma caso em que a religião provoca a violência e a discriminação…. neste link tem um texto muito mais imparcial do que este apresentado

    http://historia.abril.com.br/religiao/massacre-americano-montanha-meadows-434855.shtml

    • Marcelo Todaro disse:

      Caro Israel,

      Sua pressa em nos criticar não o está deixando raciocinar.

      O que provocou violência e discriminação no caso do Massacre de Mountain Meadows não foi a religião, e sim o orgulho de homens pecadores que não agiram conforme foram ensinados na Igreja.

      No artigo do seu link, a jornalista Cíntia Cristina da Silva afirma que, segundo Sally Denton (autora do livro), o massacre foi ordenado por Brigham Young, mas não apresenta nenhuma prova disso. Fazer acusações vazias é fácil, né?

      Permita-me mostrar-lhe o que é realmente imparcial:

      Há uma evidência história que nem Sally Denton nega: a existência da carta de Brigham Young ordenando que se deixasse a caravana de imigrantes seguir em paz. Curiosamente, Cíntia diz que Brigham Young teria ordenado o ataque. Mas como, se a própria Sally reconhece a existência da carta ordenando que se deixasse a caravana em paz? Quem está mentindo, Sally ou Cíntia?

      E você ainda chama isso de “texto imparcial”? Tenha dó, né?

      Você diz que o texto é imparcial só por estar de acordo com sua infundada vontade de criticar a Igreja sem nenhum embasamento para tal.

      Faça um favor a si mesmo: leia o meu artigo (pois você seguramente não o leu) com calma e atenção e veja que as coisas podem não ser como você prefere crer que sejam.

      Um abraço!

  20. izaac disse:

    muito bom ,esclarecedor

  21. Erika Strassburger disse:

    Irmão Todaro!

    Parabéns pelo trabalho que tiveste em traduzir tal matéria, a fim de esclarecer os menos informados sobre este tema.

    Alguém aí atrás postou que a igreja acoberta sua história. Convém revelar aqui que as toneladas de livros, diários, periódicos contendo a história da Igreja SUD e de seus líderes estão à disposição de quem quiser nas bilbiotecas da Igreja em Salt Lake City. Quem tem tempo o bastante para criar e atualizar sites infindos com material anti-mórmon, deveria fazer uma economia, comprar uma passagem para Salt Lake para avaliar de perto, na fonte, a verdade da história mórmon. Tenho certeza de que tal indivíduo gastaria praticamente só a passagem, porque encontraria uma família que o acolheria de graça e ainda levaria diariamente à biblioteca, além de o alimentar durante o tempo que fosse necessário, demonstrando o que é o puro amor de Cristo.

    Digam o que quiserem, difamem o quanto quiserem difamar, mas uma coisa ninguém pode negar: a verdade está a disposição de qualquer um!

  22. Luiz Gustavo disse:

    Seja no massacre ou nas atitudes de acusação ou defesa, o que é injustificável é a intolerância. Portanto, sejamos práticos e modernos, deixemos de lado os sofismas, os dógmas e o misticismo. O homem moderno tem que atender ao apelo da verdade, que só é comprovada com os fatos. E é fato que o massacre aconteceu, e por quem foi feito, isso não pode ser negado, nem justificado por qualque que seja a razão, pois tratava-se de pessoas humanas e ainda por cima inocentes.
    Uns acusam e outro defendem de maneira incondicional, de acordo com sua preferência, sem atender a verdade. O dia 11 de setembro parece que é uma sombra negra na história dos EUA, apredamos com isso, e é um sombra que macula sim qualquer que seja a religião ou filosofia, que venha a agir como tal (seja com armas de fogo ou aviões). A intolerância, virando as costas para muitas das verdades confirmada nos tempos conteporâneos, por conta dos mesmos dógmas, seja nesse episódio ou outros menos grave, pelo visto, é que continua a mesma.
    Alguém que deveria ser reconhecidos de todos, por isso não vou divulgar o nome, algum dia falou: “Conhecei a verdade e a verdade vos libertará”. Portanto: cego mesmo é o que se recusa a ver, e não o deficiente visual!

    Abraço!

    Sds.

    • Marcelo Todaro disse:

      Olá, Luiz Gustavo.

      Concordo inteiramente com você: a intolerância é injustificável. Não há desculpa para o que aqueles homens fizeram, tanto que os responsáveis foram excomungados, alguns presos e pelo menos um condenado à morte.

      Espero que perceba que não há ninguém tentando justificar o injustificável. O que estamos tentando mostrar é que, de acordo com os historiadores, não há qualquer evidência de que o massacre tenha ocorrido por ordem de Brigham Young ou com sua conivência.

      Um abraço!

  23. Irmão Eagle disse:

    eh, para a igreja SUD, essa versão “imparcial” vem a calhar. Agora quanto a capacidade ou nao do Presd. Brigham Young ter dado essa ordem, aconselho a todos a estudarem a verdadeira historia mórmon, (que com certeza não será encontrada em seus manuais) e a partir daí tirarem suas conclusoes. Se ouvirem sempre só um lado da historia, nunca serão “auto-suficuentes em tudo”, conforme vos ensina a sua religião e nem senhores de vós mesmos.

    Brigham Young disse: “Estejam sempre dispostos a receber a verdade, venha de onde vier, não faz a menor diferença.(…) Se os pagãos têm alguma verdade, ela pertence ao “mormonismo”.(…) Se puderem encontrar uma verdade nos céus, na Terra ou no inferno, ela pertence a nossa doutrina. Nela cremos ela nos pertence; nós a reivindicamos.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, págs. 16,17)

    Culpa dos índios, culpa do governo americano, culpa de algums poucos membros.

    Quem sabe se essa não é mais uma verdade que eles encontraram no inferno?

    • Marcelo Todaro disse:

      “Irmão Eagle” disse:

      aconselho a todos a estudarem a verdadeira historia mórmon, (que com certeza não será encontrada em seus manuais)

      E será encontrada onde, nas publicações dos inimigos da Igreja? Isso é o mesmo que pedir aos nazistas que contem a história dos judeus, ou buscar a “verdadeira história” do catolicismo com os evangélicos pentecostais. Não é uma atitude muito inteligente, concorda?

      A história da Igreja está publicada em diversas obras de historiadores respeitados, sejam membros da Igreja ou não, e está toda à disposição do pesquisador imparcial na biblioteca da Igreja em Salt Lake City. Eu desafio você a provar que os manuais da Igreja divergem de alguma dessas obras (lembrando que elas incluem trabalhos de historiadores não mórmons).

      E, se você disser que esses historiadores não mórmons escreveram só o que a Igreja queria que fosse dito, desafio você a provar isso. Boa sorte.

      O mesmo vale para a história do Massacre de Mountain Meadows. Por que só a versão dos críticos pode ser verdadeira e a nossa não? Se ler o texto do artigo acima com a devida imparcialidade, sem o viés antimórmon típico dos críticos, talvez consiga perceber que o trabalho de pesquisa dos fatos inclui a participação de historiadores não mórmons. Hoje em dia, os descendentes das vítimas congraçam-se com a Igreja ao invés de culpá-la. Será que toda essa gente está “mentindo” só porque você optou (sem nenhuma razão justa) por não acreditar na versão deles?

      Um pouco de imparcialidade não faz mal a ninguém.

      Se ouvirem sempre só um lado da historia, nunca serão “auto-suficuentes em tudo”, conforme vos ensina a sua religião e nem senhores de vós mesmos.

      Por essa mesma lógica, podemos deduzir que também devemos ouvir o que o diabo tem a dizer, certo?

      Não tenho que ouvir o outro lado da história quando ela é contada por Deus, a menos que eu admita que Ele está omitindo fatos ou mentindo para mim, coisa que assumimos ser impossível. Se tenho o próprio Deus Todo-Poderoso para testificar da verdade, pra que eu ia querer ouvir o outro lado, que mente, deturpa, debocha, calunia e difama? Só se eu fosse muito tolo. Estaria dando uma prova de falta de confiança em Deus se o fizesse.

      Brigham Young disse: “Estejam sempre dispostos a receber a verdade, venha de onde vier, não faz a menor diferença.(…) Se os pagãos têm alguma verdade, ela pertence ao “mormonismo”.(…) Se puderem encontrar uma verdade nos céus, na Terra ou no inferno, ela pertence a nossa doutrina. Nela cremos ela nos pertence; nós a reivindicamos.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, págs. 16,17)

      O que você acaba de fazer é uma tática comum dos críticos: tirar citações de contexto para dar a entender que o líder disse algo que não disse.

      Façamos o seguinte: o leitor imparcial que quiser entender o que Brigham Young realmente quis dizer deve baixar a versão em PDF do livro e ler o capítulo inteiro. Depois, pode ficar à vontade para voltar aqui e dizer se o contexto em que o “Irmão Eagle” colocou as palavras de Brigham Young coincide com o do restante do capítulo, especialmente no que diz respeito ao assunto do artigo que estamos comentando.

      Quem sabe se essa não é mais uma verdade que eles encontraram no inferno?

      Sabe de uma coisa, “Irmão Eagle”? Se há algo pelo que espero com grande ansiedade é o Dia do Juízo, quando então saberemos quem tinha razão. Quanto a esse momento, estou plenamente convicto de que o grande tribunal de nosso Deus para mim será um momento agradável e feliz. Será que você pode dizer o mesmo?

      Caso responda que sim, não tem problema. Deixo para você as palavras do Senhor: “Que julgue Deus entre mim e ti e te recompense de acordo com teus feitos” (D&C 64:11).

      Um abraço!

  24. Ludovico Ramos disse:

    EU ME APROFUNDEI EM VÁRIOS RELATOS DESSE EPISÓDIO, E É SÓ EM RELATOS QUE POSSO SUPOR.
    – DIGO SUPOR!
    QUE DENTRO DE QUALQUER RELIGIÃO SEJA QUAL FOR EXISTEM AS OVELHAS E OS LOBOS.
    OU SEJA, AQUELES QUE PROCURA A RELEGIÃO PARA SE ELEVAR AS VONTADES DE DEUS SUPREMO E AQUELES QUE SE ELEVAM MATERIALMETE USANDO O NOME DE DEUS SUPREMO.
    E NÃO ME SURPREENDERIA QUE NESSE FATO HAVIA MUITOS LOBOS VESTINDO O MANTO DA IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS.
    AS PERSIGUIÇÕES RELIGIOSAS SEMPRE EXISTIRAM, E VAI SEMPRE EXISTIR.
    LUTERO FOI PERSEGUIDO PELOS CATÓLICOS, JUDEUS PERSEGUIDOS PELOS ISLÃMICOS E ASSIM VAI.
    QUANDO O HOMEM SOUBER RESPEITAR AS CONVIQUIÇÕES RELIGIOSAS DE SEU PRÓXIMO, TUDO ISSO IRA MUDAR.
    POIS DEUS É UM SÓ, CRIADOR DO UNIVERSO.
    RELIGIÃO É CRIAÇÃO DOS HOMENS, CHEIO DE ERROS E ALGUNS ACERTOS.
    – O PRECONCEITO, O FANATISMO, A DISCRIMINAÇÃO, O RACISMO, AS DIFERENÇA CULTURAL E SOCIAL, A FALTA DE TOLERANÇA, A INDIFERENÇA, A FALTA DE RESPEITO, O DESEQUILÍBRIO. ISSO NÃO É CRIAÇÃO DE DEUS.
    – O AMOR, O RESPEITO AO PRÓXIMO, A TOLERANÇA COM AS DIFERENÇA, ISSO SIM É O PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO DE DEUS.

    • Marcelo Todaro disse:

      Olá, Ludovico.

      Obrigado por seu comentário. Há nele vários pontos com os quais concordo, como:

      — Sempre há lobos em meio aos cordeiros (tanto que, se assim não fosse, o massacre de Mountain Meadows não teria ocorrido);

      — Preconceito, fanatismo, etc., não são inspirados por Deus;

      — Amor, respeito, etc., são.

      Mas eu absolutamente não posso concordar com isto:

      RELIGIÃO É CRIAÇÃO DOS HOMENS, CHEIO DE ERROS E ALGUNS ACERTOS.

      O primeiro homem a prestar culto a uma divindade foi Adão, que, ao ser expulso do Jardim do Éden, construiu um altar de pedras onde ofereceu uma oração ao Deus com o qual havia convivido pessoalmente e do qual agora estava separado. Foi o sentimento de necessidade de manter-se próximo a Deus que inspirou Adão a fazê-lo. Adão também recebeu de Deus o mandamento de que deveria prestar-Lhe culto e obedecer Seus mandamentos para que pudesse ser redimido do pecado que havia cometido. (Veja Moisés 5.)

      O sentimento religioso é inspirado por Deus. Ele inspira no homem esse sentimento porque precisa achegar-se a Ele para que possa ser beneficiário da Expiação de Cristo. (Não estou aqui entrando no mérito da questão de por qual igreja isso deve ser feito, estou apenas me atendo ao fato de que o sentimento religioso é uma necessidade inspirada por Deus.)

      Não foi por acaso que, quando esteve no mundo, Jesus Cristo organizou uma Igreja, que era a Igreja Dele. Se uma Igreja ou uma religião não fosse algo necessário, Ele não o teria feito.

      Os homens responsáveis pelo massacre de Mountain Meadows só perpretaram seus intentos malignos porque não seguiram os ensinamentos da Igreja e os mandamentos de Deus. O sentimento religioso inspirado por Ele diz que devemos amar nosso semelhante e não foi isso o que fizeram.

      Um abraço!

  25. silvio cesar disse:

    Vc _ou o artigo traduzido_ nao informou alguns fatos , como a prosperidade da caravana e que logo após o massacre os mortos foram despojadas de joias e pertences pessoais , até roupas ensanguentadas foram levadas…Crianças , mulheres e homens mortos foram largados nus no campo para apodrecerem …Tal plano nao poderia NUNCA ser aprovado em uma assembleia cristã , o que dira solicitar “consulta” …que somente seria respondida dias depois.Interessante seria pesquisar para onde foi a fortuna saqueada _a epoca_estimada em 300.000,00 dolares .

    • Marcelo Todaro disse:

      Qual é a fonte dessa informação? Sem fonte, fica parecendo mera difamação.

      Mesmo que eventualmente seja verdade (coisa de que não duvido, visto que o próprio massacre em si é fato bem pior que o roubo de bens pessoais), importa mais é saber que nada daquilo ocorreu sob ordem ou ciência de Brigham Young e que os culpados foram punidos.

      Um abraço!

  26. Elias disse:

    Pra chegar a esta situação, os preparativos estavam todos tomados.
    Só faltavam as vítimas, pelo jeito.
    Demorou pros líderes condenarem o ocorrido.

  27. Anatoli disse:

    Embora o massacre não tenha sido de todo esclarecido, e provavelmente não o será pois o bode expiatório foi criado à época para pagar pelo crime e sustentar uma história inconsistente e inverossímel. Nem uma criança de 8 anos ou alguém com QI próximo de 12 acredita nessa versão.

    • Marcelo Todaro disse:

      Caro Anatoli,

      Certamente os historiadores e descendentes das vítimas do massacre que hoje se congraçam com a Igreja têm mais de 8 anos e QI maior que 12 e não acham a história inconsistente e inverossímil.

      Você tem todo direito de duvidar dela, mas, ao não apresentar nenhuma prova em contrário, não está fundamentando seu ceticismo em fatos concretos. Portanto, sua dúvida é vazia.

      O bom de tudo isso é que ninguém precisará ter dúvida por muito mais tempo. Muito em breve o Milênio será iniciado e então todos saberemos quem tinha razão. No que me diz respeito, não estou minimamente preocupado em descobrir que a Igreja está mentindo ou ocultando fatos, pois sei que isso é algo impossível de acontecer, por mais que todos os críticos do mundo digam o contrário. Felizmente, não dependo dos críticos para receber revelação de Deus.

      Um abraço!

  28. Anezio Alves disse:

    ótimo esclarecimento pois esse é um dos grandes argumentos contra a igreja principalmente nos E.U.A.
    por pessoas que querem encontrar defeitos ou falhas na igreja de JESUS CRISTO dos santos dos últimos dias
    o nome acima já diz tudo de quem é a IGREJA.
    Um Abraço fraterno

    Anezio alves

  29. Ricardo Girelli disse:

    Na verdade, ha sempre uma especulaçao sobre esse tipo de assuntos por desinformaçao tanto de membros como a de nao membros. No mundo todo em todas as religioes vai ser assim… Vejam o caso dos mulçumanos por exemplo: se partimos do principio do que fazem no velho mundo, nao haveria paz para eles no Brasil. Como dizer que esses mulòumanos sao iguais a aqueles que matam inocentes em seu fundamentalismo?
    Creio muito que o papel de nos membros um pouco mais interessados em leituras e estudos é “premiar” o nosso irmao de informaçoes seguras com fontes confiaveis…
    Sobre o filme que foi produzido desta triste situaçao eu diria que serao usados artificios hollywoodianos para promover bilheteria. Entretanto, talvez seja essa uma otima oportunidade de afastar de vez uma culpa de poucas pessoas levada ao lombo de toda uma congregaçao da Igreja nestes ultimos 150 anos…
    Seja como for, eu consigo entender esses “fundamentalistas” como pessoas que estiveram na Igreja muito mais com a visao de homens conquistadores do que como homens de a serviço do Senhor… Devemos sim, abrir nossos olhos para que outros nao apareçam em nossos dias… Sempre brinco dizendo que me faço de quem nao quer nada nas aulas e reunioes da Igreja, mas se alguma liderança local sai do caminho dos manuais da Igreja sou o primeiro a falar e exigir o retorno imediato. Isso talvez ja tenha aborrecido a alguns, mas sei que como membro é a minha obrigaçao zelar para o fiel cumprimento da Doutrina pela liderança; nao importando qual seja o nivel dela. Apenas deve seguir o que determina a Primeira Presidencia…

    Abrçs,

    Ricardo Girelli

  30. José Geraldo Marques disse:

    Tradução bem feita, Marcelo; esclarecimento útil e necessário. Há muitos anos eu lido com a questão de “Mountain Meadows” e concluo que corremos riscos de repetições. Tais riscos decorrem de posições fanáticas e fundamentalistas que alguns membros ou grupos de membros tendem a assumir dentro da Igreja e independentemente dela. Por isto, estou sempre atento para manifestações contemporâneas de fanatismo no nosso meio e pronto para “exorcizá-las”. Continuo firme, continue firme. O abraço fraterno de José Geraldo

  31. Adilson da Hora Santos disse:

    Muito bom Marcelo, imparcial e verdadeiro.

    • natalicio santos silva disse:

      pois é marcelo não há religião sem sangue, é catolica, evanjelicos e por fim mormons ou to errado?

      • Marcelo Todaro disse:

        Sangue é derramando quando as pessoas não obedecem a Deus. Se amanhã eu resolver roubar e matar, estarei agindo de forma diversa da ensinada pela religião, caso em que ela não tem nada com isso.

        O massacre de Mountain Meadows ocorreu exatamente por causa disso: porque homens iníquos, ainda que membros da Igreja, decidiram não obedecer os mandamentos de Deus e ensinamentos da Igreja, agindo por conta própria. Não é justo culpar a Igreja por isso.

        Um abraço!

 

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