Liberdade religiosa, agenda gay e ‘faça o que digo, não o que faço’

Diversidade_religiosaO mais recente e furioso ataque às minhas crenças ocorreu por meio de um certo celebrante de casamento de Florianópolis que festejantemente compartilhou no Facebook video do casamento de duas lésbicas. Considerando que o conheço tanto virtualmente quanto pessoalmente e que sua postagem era pública e podia ser vista até por quem não é seu amigo na rede social, senti-me na liberdade de incluir nos comentários link para meu artigo Por que sou contra o casamento gay, junto com o adequado pedido para que minha opinião fosse respeitada assim como respeito a de todos.

Fi-lo com o intuito de lembrar a ele e aos que aplaudiram a celebração o fato de que a moeda tem duas faces e que a outra também precisa ser considerada. De fato, muito embora a agenda gay esteja na moda, ainda é contrária ao sentimento da maioria da sociedade.

O problema é que a omissa e passiva maioria, embora ache tudo isso ruim, apenas assiste a ativa e barulhenta militância gay fazer sua voz ser ouvida, dando a falsa impressão de que essa minoria representa a maioria.

Como me sinto na obrigação moral e espiritual de cumprir o conselho de um profeta de Deus de fazer nossa voz ser ouvida também, mantenho este blog, escrevo estes artigos e publico os respectivos links em outros artigos e comentários sempre que tenho oportunidade. Por isso fiz o comentário na postagem do meu amigo celebrante.

O que veio dele em resposta foi surpreendentemente ácido e virulento. Considerou-se ofendido e desrespeitado. Disse que meu comentário foi “inconveniente” e me proibiu de fazer novos comentários em sua linha do tempo. Não satisfeito e invocando um descabido direito de resposta, publicou em seu blog artigo em resposta ao meu e o reproduziu nos comentários do meu artigo.

Como o dele contém uma série de bobagens factuais e espirituais, respondi seu comentário no meu próprio artigo e, já que ele se sentiu no direito de publicar seu artigo nos comentários do meu, postei link de minha resposta nos comentários do dele. Mas ele não permitiu a publicação do link e o apagou, demonstrando uma intolerância típica de quem não aceita opiniões contrárias — intolerância essa de que me acusa, não obstante o fato de que, ao contrário do que fez com a minha, a opinião dele continua (e sempre continuará) publicada nos comentários de meu artigo.

Meses depois, numa tentativa de demonstrar boa vontade e espírito de conciliação, mandei-lhe pela rede social um cartão de Feliz Natal. Depois disso ele me bloqueou.

Uma outra pessoa, blogueira de casamentos de São Paulo, também me bloqueou no Facebook porque numa postagem dela publiquei imagem defendendo a família tradicional e, num grupo do WhatsApp do qual fazíamos parte, destilou sua raiva contra mim acusando-me de intolerante e homofóbico e de querer “impor” minha opinião (só rindo mesmo)… 😉

O que pensar de tais atitudes?

“Alguns ficam ofendidos quando levamos nossa religião para o debate público, mas essas mesmas pessoas que insistem em dizer que seus pontos de vista e suas ações devem ser tolerados na sociedade geralmente hesitam muito em conceder essa mesma tolerância aos fiéis religiosos que também desejam que seus pontos de vista e suas ações sejam tolerados. A falta de respeito generalizada pelos pontos de vista religiosos está rapidamente se transformando em intolerância social e política pelas pessoas e instituições religiosas.” (Élder Robert D. Hales, Preservar o Arbítrio, Proteger a Liberdade Religiosa, Conferência Geral, abril de 2015.)

Ou seja, essas pessoas querem que sua opinião seja respeitada, mas não querem respeitar a de quem discorda delas. É o velho “faça o que digo, não o que faço”. Todo mundo sabe que nome isso tem.

Comentando decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo num caso que condenou a Casa de Oração de Ribeirão Preto a retirar uma série de outdoors que citavam trechos da Bíblia condenando a homossexualidade e que tinham sido espalhados pela cidade às vésperas de uma Parada LGBT, o advogado Pablo Antonio Lago disse: “A liberdade de expressão envolve, justamente, a composição de um debate público, e o simples fato de que ela tenha conteúdo considerado ‘religioso’ não significa que ela não possa ser exposta publicamente. Do contrário, se levarmos ao pé da letra a argumentação dos desembargadores, deveríamos impedir as ‘Marchas para Jesus’ ou as Testemunhas de Jeová que vez ou outra aparecem em nossas casas — em certo sentido, são claros exemplos de ‘lobby’ religioso”.

Não é de hoje que a liberdade religiosa vem sofrendo ataques crescentes, todos visando um único fim: ampliar a penetração da agenda gay na sociedade, com o alegado argumento da igualdade de direitos. Em 2009 publiquei o artigo A mais nova ameaça à liberdade religiosa, que tratava exatamente do mesmo tema: pretende-se minar o último foco de resistência à agenda gay, que está justamente nas igrejas.

E a que propósito isso serviria? A mim parece claro: enfraquecer a família — não uma família concebida por modernismos inconsequentes e cunhada ao sabor do gosto do freguês da hora, e sim a família ordenada por Deus. E aí voltamos ao aspecto espiritual que é, na verdade, a fonte de todo o problema.

Por que a família ordenada por Deus precisaria ser enfraquecida? Simples: porque, sem ela, o homem jamais alcançará seu potencial divino e eterno. Para tal, é preciso ser casado. Não é por acaso que o casamento entre homem e mulher é mandamento de Deus. Como o casamento e a família são essenciais ao êxito de Seu plano, o inimigo procura prejudicá-los, corrompê-los e, se possível, destruí-los. Ele o faz, dentre muitos outros meios, confundindo os papéis sexuais, disseminando a noção de que o casamento é uma mero contrato que pode ser feito por capricho e desfeito por conveniência, promovendo relações sexuais fora do matrimônio e desencorajando a geração de filhos por adultos casados que, em outras circunstâncias, criariam filhos em retidão.

E por quê ele o faz? Não é apenas por rebeldia contra Deus e tudo e todos que Lhe digam respeito, mas também por simples e reles ciúme. Como temos direitos e privilégios que lhe foram negados, ele se empenha em nos tornar tão miseráveis quanto ele próprio (ver 2 Néfi 2:27). Essa é sua lógica e motivação.

Com a providencial contribuição de quem acha que deve silenciar as vozes discordantes, como tentaram fazer o celebrante, a blogueira e os desembargadores do TJSP, aos poucos o inimigo vai conseguindo o que quer.

E você, faz parte da maioria ou da minoria? Se da maioria, vai continuar se omitindo e permitindo que a minoria determine o que você deve achar certo ou errado?

Nossa prioridade deve ser defender a liberdade religiosa, pois quando até isso nos for tirado — e no mundo todo há pressões nesse sentido, veja aqui e aqui — podermos eventualmente inclusive chegar a ser impedidos por lei de recusar realizar casamentos gays nas igrejas.

Se você acha que isso deve ser evitado a todo custo, é pouco provável que consiga algo pelo que não se manifeste.

Que nossa voz também seja ouvida. Não defendo uma abordagem agressiva como a deles, com espalhafato, ousadia e ameaças. Devemos, contudo, sincera e honestamente, fazer chegar a quem de direito nossa voz. Que não fiquemos restritos às redes sociais e falemos também aos que elaboram as leis, aos que governam a nível local, estadual e nacional, aos administradores de escolas e a todos os formadores de opinião em qualquer esfera.

Eis um exemplo de como a pressão popular pode surtir efeitos notáveis: no estado do Texas, nos EUA, movimentos organizados forçaram o governo do estado a voltar atrás na promulgação de uma lei que impedia as igrejas de se recusarem a realizar casamentos gays. Uma nova lei foi aprovada em substituição à anterior, facultando aos líderes religiosos o direito de não realizá-las.

E agora, um exemplo do que pode acontecer se NÃO nos mobilizarmos: no estado do Colorado, também nos EUA, um confeiteiro cristão foi judicialmente obrigado a fornecer bolos para casamentos gays, provando que, quando não se está em consonância com a agenda gay, não se tem tanto acesso aos “direitos iguais” que ela própria defende.

Se desejar algo em que se inspirar nessa batalha, recomendo a leitura do artigo Oposição ao mal, de Gordon B. Hinckley.

 

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16 comentários em Liberdade religiosa, agenda gay e ‘faça o que digo, não o que faço’

  1. Teresa disse:

    Olá, fala uma pessoa pertencente com orgulho à minoria.

    Achei um pouco insensato da sua parte, sem querer ofender, fazer aquele comentário no vídeo de casamento homossexual que viu. Uma coisa é não concordar, mas como diz devemos respeitar outras opiniões e senão se respeitar, ignora-las ou argumentar contra elas de forma saudável, e pode pensar que foi o que o senhor fez, mas a meu ver fez no momento errado, perante a felicidade de duas pessoas que atingiram os seus direitos a amar e estar juntas. É o que se chama “do contra” ou “desmancha prazeres”. Elas estavam a viver a sua vida, o seu momento, e nada deveria interromper essa alegria.

    Também reparei que há muitas pessoas que acreditam que o feminismo e a comunidade LGBT+ pretendem abrir uma luta que leva à destruição da igreja e do mundo de Deus, quando estes movimentos pura e simplesmente lutam pelos seus direitos e pela sua felicidade que não prejudica os outros, e contra a descriminação de que são alvo por nenhuma razão justificável. Quem está contra estas causas, centrando-me mais na LGBT+, está a lutar não pelos seus direitos, mas para que os outros não atinjam os seus, o que não faz muito sentido. Eu luto ao lado desta comunidade para sua aceitação, e essa é que é uma triste e corajosa luta, que poderia ser desnecessária se o mundo não transbordasse de preconceito.

    Houve outra coisa que me incomodou: parece que algumas pessoas não entendem bem certos conceitos.

    Feminismo- movimento que luta pela igualdade, direitos, importância e aceitação da mulher na sociedade, contra a descriminação das mulheres, para que sejam respeitadas e demovidas dos papeis tradicionais que lhes foram atribuídos e que as inferiorizam, baseados em esteriotipos hoje ultrapassados. As mulheres afirmam o seu poder e insurgem-se contra o machismo, para ter as mesmas oportunidades que os homens, impondo-se na sociedade e querendo ser ouvidas.

    Transsexualidade- Descordância entre o sexo biológico e a identidade de género. Alguém num corpo que não corresponde ao seu género. Por exemplo, um homem que nasce biologicamente um homem, mas que na verdade é uma mulher aprisionada naquele corpo errado. Quando um(a) bébé nasce, tem um género biológico definido, como é óbvio, no entanto há que ter em conta que com esse género não têm de vir uma série de esteriotipos associados ( por exemplo, os rapazes gostarem de raparigas, ou serem machos fortes e corajosos, ou só poderem brincar/gostar de certas coisas, “coisas de rapazes”) e também que é possível que não corresponda à verdadeira identidade da pessoa. Como me farto de dizer, não é tudo uma questão biológica, mas também de sentimentos, nem tudo se pode resumir ao usual ou ao corpo com que nascemos e que, no caso d@s transsexuais, podemos sentir que não nos pertence realmente, ou que não devia pertencer.

    Beijinhos,

    • Marcelo Todaro disse:

      Oi, Teresa.

      Você disse:

      Uma coisa é não concordar, mas como diz devemos respeitar outras opiniões e senão se respeitar, ignora-las ou argumentar contra elas de forma saudável, e pode pensar que foi o que o senhor fez, mas a meu ver fez no momento errado, perante a felicidade de duas pessoas que atingiram os seus direitos a amar e estar juntas. É o que se chama “do contra” ou “desmancha prazeres”. Elas estavam a viver a sua vida, o seu momento, e nada deveria interromper essa alegria.

      Teria sido mais apropriado você colocar esse comentário no artigo relacionado a esse assunto. Mas, já que o fez aqui, responderei aqui mesmo.

      Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que um dos rapazes que estava se “casando” (entre aspas mesmo, pois para mim aquilo nunca foi nem jamais será casamento) era funcionário da emissora e ela aproveitou o evento para dedicar uma edição do programa ao tema. O programa, aliás, costuma ser dedicado a polemizar sobre assuntos controversos. De certa forma, fui usado como instrumento de fomento à polêmica em torno do casamento gay.

      O detalhe é que provavelmente esperavam que minha presença ali fosse resultar em confusão, discussão e bate-boca, coisa a que não me presto. Minha condição de discípulo de Jesus Cristo não me permite isso. Ele ensinou:

      Pois em verdade, em verdade vos digo que aquele que tem o espírito de discórdia não é meu, mas é do diabo, que é o pai da discórdia e leva a cólera ao coração dos homens, para contenderem uns com os outros. Eis que esta não é minha doutrina, levar a cólera ao coração dos homens, uns contra os outros; esta, porém, é minha doutrina: que estas coisas devem cessar. (3 Néfi 11:29-30)

      Ao contrário do que você afirma, não fui ao programa para interromper alegria de ninguém — até porque muito provavelmente os dois rapazes nem ficaram sabendo do que eu disse no programa na ocasião da celebração do seu “casamento”. Fui a convite da produção do programa como representante da porção majoritária da sociedade que é contrária aquilo para explicar minhas razões para sê-lo. Nada além disso. Não faz sentido supor que a alegria dos rapazes corresse risco de ser prejudicada em função de quem quer que tivesse ido ao programa na condição de opositor ao casamento gay, mesmo que tivesse ocorrido o espetáculo circense que costumava haver naquele programa, já que, como contei, um dos rapazes era funcionário da emissora e ela não teria interesse em estragar a festa dele — até porque a audiência poderia se virar contra ela própria se isso ocorresse.

      Também reparei que há muitas pessoas que acreditam que o feminismo e a comunidade LGBT+ pretendem abrir uma luta que leva à destruição da igreja e do mundo de Deus, quando estes movimentos pura e simplesmente lutam pelos seus direitos e pela sua felicidade que não prejudica os outros, e contra a descriminação de que são alvo por nenhuma razão justificável.

      Lamento dizer, mas você está mal informada. Talvez não estivesse se tivesse tido a curiosidade de clicar nos links contidos no artigo que explicam por que a liberdade religiosa está sob ameaça no mundo todo. Por favor, clique neles, depois clique também neste aqui.

      Os motivos dos ataques à liberdade religiosa não necessariamente têm a ver com a questão LGBT, mas, como uma das principais beneficiárias, a causa é, sim, parte interessada, pois, como mostro no artigo, o principal foco de resistência ao casamento gay está justamente nas igrejas. Por favor, releia meu artigo.

      Quanto à questão de quem tem direito a quê, em meu artigo Por que sou contra o casamento gay (que lhe recomendo ler também) demonstro o fato de que outras minorias — polígamos, incestuosos, satanistas, etc. — também querem ter direitos atendidos. E lá faço uma pergunta nem ninguém até agora respondeu: por que os gays podem e as outras minorias não? O que os gays têm de mais especial que os outros?

      Não que o fato de as outras minorias reivindicarem direitos impeça os gays de fazerem o mesmo, mas, se é para ser justo, ou dá pra todas as minorias ou não dá pra nenhuma, afinal todas acham que têm direitos. Um peso, uma medida.

      Se for dar direitos a todo mundo que acha que tem direitos, a sociedade ficará mais insuportável do que já está. Então como decidir quem pode ter direito a quê? E aí voltamos à questão anterior: por que os gays podem e os outros não?

      Somente um Sistema Superior e Perfeito é capaz de dar jeito em tudo que está errado no mundo. Infelizmente para gays e simpatizantes, contudo, esse Sistema Superior e Perfeito não prevê a concessão de alguns dos direitos reivindicados pelos gays — como casamento gay, por exemplo. Isso não é sem motivo.

      Espero ter ajudado.

      Um abraço!

      • Miranda disse:

        Boa Tarde, desde já quero informar que nada do que eu vou dizer tem intenção de ofender ou desrespeitar, mas agradecia que me informassem caso fosse esse o efeito causado. Li com muita atenção o seu artigo, o comentario de Teresa e a sua resposta a este. Desde já quero informar que nada do que eu vou dizer tem intenção de ofender ou desrespeitar, mas agradecia que me informassem caso fosse esse o efeito causado. Como ela, sou apoiante e defensora dos movimentos Feministas e da comunidade LGBT+, e não concordo com o que disse:

        “Quanto à questão de quem tem direito a quê, em meu artigo Por que sou contra o casamento gay (que lhe recomendo ler também) demonstro o fato de que outras minorias — polígamos, incestuosos, satanistas, etc. — também querem ter direitos atendidos. E lá faço uma pergunta nem ninguém até agora respondeu: por que os gays podem e as outras minorias não? O que os gays têm de mais especial que os outros?

        Não que o fato de as outras minorias reivindicarem direitos impeça os gays de fazerem o mesmo, mas, se é para ser justo, ou dá pra todas as minorias ou não dá pra nenhuma, afinal todas acham que têm direitos. Um peso, uma medida.

        Se for dar direitos a todo mundo que acha que tem direitos, a sociedade ficará mais insuportável do que já está. Então como decidir quem pode ter direito a quê? E aí voltamos à questão anterior: por que os gays podem e os outros não?

        Somente um Sistema Superior e Perfeito é capaz de dar jeito em tudo que está errado no mundo. Infelizmente para gays e simpatizantes, contudo, esse Sistema Superior e Perfeito não prevê a concessão de alguns dos direitos reivindicados pelos gays — como casamento gay, por exemplo. Isso não é sem motivo.”

        Apesar de achar que todos devem ter liberdade de expressão, se esta incluir/defender a morte, totura, desrespeito, a violação fisica e/ou psicológica de pessoas, mesmo que assassinos e crimisos, não consigo dizer que devam ter o direito de expressar tais crenças. Realmente, porque têm os LGBT direitos que outras minorias não têm? para mim, a resposta é simples : durante séculos as mulheres não podiam votar, trabalhar, ser independentes dos homens, vestir saias curtas ou calças, ou ir à guerra. Acredito que sempre tenham havido “rebeldes” que não aceitaram estas regras, no entantanto, a partir de 1920 (aproximadamente), após o fim da I Guerra Mundial, começou uma grande revolta da parte das mulheres (que foi um pouco oprimida com a II Guerra Mundial, mas que voltou depois ainda mais convicta), que mudou e ainda tenta mudar essas regras opressoras. Também no
        séc. XX teve inicio um grande movimento a favor da aceitação e legalização da comunidade LGBT+, que tem, ao longo dos anos, conseguido ganhar esses direitos. Como se pode ver, em ambos os exemplos se trata de igualdade na mais pura das formas: “Se um homem pode trabalhar e ser independente, porque não posso eu, uma mulher da mesma idade deste individuo, fazer o mesmo?” “Se um homem pode Amar e demonstrar esse amor por uma mulher, porque não posso eu (mulher) demonstrar o meu amor por outra mulher, ou eu (homem) demostrar quanto Amo um outro homem?” “Porque não podem duas mulheres ou dois homens viver felizes, juntos, para o resto das suas vidas, até que a Morte os separe? Ter filhos em conjunto, e, apesar de, biologicamente não serem dos dois, são seus filhos, e são tão amados e cuidados como se fossem do mesmo sangue? Ou mesmo adotar?” eu tenho a certeza de que uma criança que tenha sido abandonado pelos seus pais biológicos, ou ficado orfã, não se importaria nada de ter dois pais ou duas mães ou uma familia com um ou dois membros transexuais ou de qualquer outra dita “minoria”, desde que tivesse uma família.

        Eu não acredito em Deus, sou ateia, mas acho que, se Ele for real, e o que dizem Dele for verdade, Ele gostaria que as crianças tivessem todas uma familia, fossem todas amadas, em vêz de viverem sempre infelizese sozinhas. Assim como que todos se podessem amar, e tentar erradicar o preconceito e o ódio. tenho a certeza de que Ele prefereria tudo isto às guerras eu Seu nome, e todo o sangue derramado com o mesmo propósito.

        Estas são as minhas opiniões, mas eu respeito as outras, mesmo que possa não concordar com elas.

        Obrigada,
        Miranda

        • Marcelo Todaro disse:

          Oi, Miranda.

          Você disse:

          Apesar de achar que todos devem ter liberdade de expressão, se esta incluir/defender a morte, totura, desrespeito, a violação fisica e/ou psicológica de pessoas, mesmo que assassinos e crimisos, não consigo dizer que devam ter o direito de expressar tais crenças.

          Cercear liberdades não é coisa inspirada por Deus, e sim por nosso inimigo. Ele (o inimigo) é quem tem interesse em nos amordaçar, sujeitar e escravizar à sua vontade.

          O detalhe é que defender a morte, tortura, desrespeito, a violação física e/ou psicológica de pessoas, como você disse, não teria efeito algum sobre ninguém se todos vivessem os mandamentos de Deus. É exatamente por isso que no grande Milênio, que será inaugurado com o retorno de Cristo, Satanás não terá poder para influenciar ninguém com discursos de morte, tortura, desrespeito, violação física e/ou psicológica de pessoas, etc., pois todos viverão em retidão e essas influências não terão espaço na mente e no coração de pessoa alguma.

          Então o problema não é o discurso, e sim o espaço que as pessoas dão dentro de si para esse tipo de influência. Coibir o discurso não torna as pessoas melhores. O que as torna melhores é a consciência de que precisam viver padrões mais elevados. Se o fizerem, não darão ouvidos ao que não presta. Simples assim.

          Como se pode ver, em ambos os exemplos se trata de igualdade na mais pura das formas: “Se um homem pode trabalhar e ser independente, porque não posso eu, uma mulher da mesma idade deste individuo, fazer o mesmo?” “Se um homem pode Amar e demonstrar esse amor por uma mulher, porque não posso eu (mulher) demonstrar o meu amor por outra mulher, ou eu (homem) demostrar quanto Amo um outro homem?” “Porque não podem duas mulheres ou dois homens viver felizes, juntos, para o resto das suas vidas, até que a Morte os separe? Ter filhos em conjunto, e, apesar de, biologicamente não serem dos dois, são seus filhos, e são tão amados e cuidados como se fossem do mesmo sangue?

          No meu artigo Por que sou contra o casamento gay você encontra essas respostas. 😉

          Ou mesmo adotar?” eu tenho a certeza de que uma criança que tenha sido abandonado pelos seus pais biológicos, ou ficado orfã, não se importaria nada de ter dois pais ou duas mães ou uma familia com um ou dois membros transexuais ou de qualquer outra dita “minoria”, desde que tivesse uma família.

          No meu artigo A controversa questão da adoção de crianças por casais gays você encontra essas respostas. 😉

          Eu não acredito em Deus, sou ateia, mas acho que, se Ele for real, e o que dizem Dele for verdade, Ele gostaria que as crianças tivessem todas uma familia, fossem todas amadas, em vêz de viverem sempre infelizese sozinhas. Assim como que todos se podessem amar, e tentar erradicar o preconceito e o ódio. tenho a certeza de que Ele prefereria tudo isto às guerras eu Seu nome, e todo o sangue derramado com o mesmo propósito.

          Você está corretíssima!

          O detalhe é que as coisas precisam ser feitas à maneira Dele para que não haja falhas ou chances de algo dar errado. Seus mandamentos servem para isso, ou seja, para nos proporcionar alegria e paz nesta vida e felicidade eterna na próxima. Ele não nos deseja nem nos oferece nada menos que isso. Mas, novamente, para conseguirmos isso é preciso fazer as coisas à maneira Dele. E a maneira Dele não inclui casamentos homoafetivos. Por mais que algumas pessoas prefiram acreditar nisso, casamento gay não garante a felicidade eterna de ninguém. Leia meu artigo sobre casamento gay para entender porquê.

          Espero ter ajudado.

          Um abraço!

  2. Giovani Vieira disse:

    Boa Noite gostaria de te pergunta uma coisa, você sabe como anda o povo brasileiro em relação a politica, ideologia de gênero cada dia isso ganha MUITA força tudo graças ao feminismo, o senhor conhece as páginas quebrando o Tabu e Feminismo sem Demagogia? vira e mexe vejo gente postando algo em relação a homossexualismo, ideologia de gênero e o “preconceito da sociedade” esse preconceito botei entre aspas porque o mesmo dão uma boa exagerada em relação a isso.

    A minha pergunta, como eu posso lidar com isso, por exemplo ideologia de gênero, eu tenho certeza que menino nasce menino, e menina nasce menina, mas de acordo com a lógica deles isso é coisa imposta da sociedade. Eu deveria me importa com essa questão? pretendo ser psicologo um dia, num futuro meio próximo essa questão vai andar muito.

    mas a pior coisa ainda é ver que o feminismo se tornou a “salvação do mundo” um movimento que luta por “todos” e o povo aqui no brasil a sua grande parte é mulher ta adorando isso, porque o mesmo fala tudo e mais um pouco sobre aquilo que QUEREM ouvir. eu entendo que o feminismo é apenas um instrumento utilizado pelo esquerda do brasil para manipular o povo. mas eu deveria fechar o olhos para isso? não da importância e ver onde isso vai parar? Confesso que tenho medo de um dia viver num pais comunista.

    • Marcelo Todaro disse:

      Oi, Giovani.

      É uma questão bem complicada essa. Mas tudo parte do princípio de que se trata de confusões em que se metem os que rejeitam o evangelho de Jesus Cristo, no qual essas questões estão bem claras e definidas.

      É sempre assim na vida: quem rejeita o evangelho se perde em meio às filosofias dos homens e não sabe onde está o certo e o errado, cada um defendendo convicções conflitantes e dizendo estar com razão.

      Os mesmos defensores da ideia ridícula de que ninguém nasce homem ou mulher (como se a genética não estivesse aí para provar o contrário) são os que defendem, por exemplo, a tese de que os gays já nascem gays. Ou seja, ninguém nasce homem ou mulher, mas gay já nasce gay. Quão mais malucamente incoerente isso poderia ser?

      A liberdade religiosa parece ser o único e último porto seguro em que podemos nos firmar. Enquanto nem isso nos for tirado, ainda temos espaço para vivermos “de acordo com os ditames de nossa própria consciência” (Regras de Fé 1:11).

      Um abraço! 😉

  3. Muriel disse:

    Muitas vezes percebo que muitos membros da igreja, inativos ou até mesmo ativos perderam a verdadeira essência da família por conta desses movimentos LGBT. Também gosto muito da citação do Elder Oaks, já mencionada no texto e realmente de uma forma genuína de amor, nos deu um ótimo conselho como nos posicionar em frente desse apelo errôneo desses movimentos, onde muitas vezes querem colocar seus desejos, filosofias e escolhas de vida, goela abaixo das pessoas.

    Com certeza devemos ter o puro amor de Cristo e amar o nosso próximo independente de qualquer escolha mas compactuar com essas escolhas é afirmar que estamos de acordo.

    Recentemente presenciamos muitos membros da igreja aderindo aquela campanha de uma rede social de colocar como pano de fundo de sua foto as cores do movimento LGBT, sinceramente isso não é indicação de respeito mas sim que esta de acordo e aprova por exemplo uma relação diferente e não a estabelecida por Deus entre homem e mulher legitimamente casados.

    Citando um clichê entre os membros da igreja, mas muito verdadeiro, devemos levantar o estandarte da verdade como o capitão Moroni e deixar bem claro para as pessoas que amamos nosso próximo, respeito suas decisões mas não somos de acordo com nenhum ato que vai contra as leis de Deus. Como também não compactuamos com fornicação e adultério.

    Devemos nos atentar, ensinar nossos jovens, que nem por modismo, nem por nada eles devem aderir tal pensamento que constrange e limita o plano de salvação.

    Temos que amar muitos membros da igreja que por motivos desconhecidos sentem isso, ajuda-los a vencer esse obstáculo, os membros precisam entender que essa fraqueza é igual ao homem que não controla seus desejos e quer ter relação sexual sem o casamento, ou a mulher que se engana e acha ter encontrado uma paixão fora do casamento.

    Enfim temos que orar para o Senhor nos defender das armadilhas desse mundo liderada por satanás e seus comparsas, qualquer pessoas que tem o intuito de colocar essa ideia de um casamento que não seja entre homem e mulher, ou qualquer relação fora das leis de Deus, essa pessoas se torna sócia do opositor.

  4. Glauco disse:

    Amigos estamos vivendo os dias derradeiros dessa existência, tudo isso foi profetizado e está se descortinando diante de nossos olhos, mas sabemos no final quem vencerá!!!

  5. Isabel Velozo disse:

    Seu post é de se emocionar… Parabéns pelo seu esforço contra essa luta tão triste… Estamos todos juntos nessa causa, e realmente como é triste ver pessoas tão cegadas por Satanás … Meus Parabéns mesmo… 😉

  6. Sergio disse:

    Como está se tornando difícil transmitir bons exemplos e manter tradições e obedecer aos mandamentos do Senhor. Nos entristece demais esses movimentos que dão ênfase à sexualidade acima de todas as coisas. Precisamos olhar além do marco, priorizar nossa salvação e vida eterna! Precisamos continuar firmes na defesa da família com estabelecida por Deus.

    • Lígia Oliveira disse:

      Oi Sergio, gostei muito do seu comentário, quero fazer só uma ressalva: Olha além do marco de acordo com o Elder Neal A. Maxwell é recusar a aceitar as verdades simples do evangelho e procurar coisas que não conseguimos compreender, ou seja: procurar as respostas nas filosofias dos homens.
      Recomendo um belo discurso do Elder Quentin L. Cook na Liahona de março 2003 que se chama “Olhar além do Marco”.

      Estamos todos unidos em defesa da verdade, do casamento como ordenado por Deus e da Família.

      Abraço,
      Lígia Oliveira

  7. Marco Aurélio disse:

    Cada dia percebo com maior intensidade uma mudança significativa de valores na sociedade, hoje ter valores cristãos é visto como algo ruim e não positivo, o que é bastante estranho. A pergunta que devemos fazer é, será que este cristianismo combativo está correto? Quando digo este cristianismo combativo retrato esta questão de comentar e replicar e discutir, quando não se gera cultura, arte e música, quando perdemos em todos os outros cantos e tudo que nos resta é apontar o dedo. Tenho a impressão que hoje o cristianismo se transformou em algo profundamente superficial, tanto que é incapaz de ser valorizado pela sociedade, perdeu a credibilidade, ninguém mais vê Cristo ali, e isto gera uma desorientação social e uma repulsa. No meu entender nosso papel é dar orientação a quem procura, encontrar os que buscam e estão sofrendo, aqueles que desejam seguir por outro caminho não devemos nos desgastar, os mandamentos de Deus são claros e não foram dados a toa, se o mundo deseja seguir este caminho, vamos esperar para que vivam as próprias consequências de suas escolhas, porque o caminho é muito triste acredite. Observe que são os jovens os maiores defensores da causa, agora viva uma vida sem a paternidade, sem a posteridade, chegará um momento mesmo que lá na frente em que a pessoa irá ponderar se valeu a pena colocar a sexualidade neste patamar, e abrir mão de algo tão importante. Talvez alguém diga que ‘eles’ podem adotar uma criança ou dar um jeito qualquer, mais nunca esqueça que nossos filhos são nossos juízes, uma criança criada por dois homens logo que crescer um pouco vai começar a sentir uma profunda falta da mãe, porque dois pais não são uma mãe ou vice versa principalmente em um momento de briga ou desespero. Se esta geração quer virar o balde, que vire, a próxima desvira com certeza pois não irá desejar passar a frente o que sofreu. Meu Pai sempre dizia, a gente tenta ensinar pelo amor, mais tem gente que insiste em aprender pela dor, fazer o que?

    • Marcelo Todaro disse:

      Marco, muito obrigado pelo comentário. Eu gostaria de comentar algumas partes dele:

      será que este cristianismo combativo está correto?

      Depende do tipo de combate a que nos referimos. Se Jesus nos servir de exemplo, veremos que Ele foi bastante combativo. O detalhe é que Ele o fazia com amor e genuíno interesse no bem estar temporal e eterno daqueles que “combatia”. Então o combate no qual creio que devemos nos engajar deve seguir o mesmo modelo.

      No artigo A mais nova ameaça à liberdade religiosa cito o ensinamento do élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sobre como deve ser nossa abordagem (e isso vale para todos, não só para os membros da Igreja):

      — Falar com amor e mostrar paciência, compreensão e compaixão pelos que têm pontos de vista diferentes;

      — Não se deixar coagir pela intimidação de opositores, insistindo que as igrejas e seus membros devem poder falar de seus pontos de vista sem retaliações;

      — Insistir na liberdade de pregar as doutrinas de sua fé;

      — Ser sábio no ativismo político, mantendo uma postura respeitosa em relação a quem não compartilha de sua crença e contribuindo com um debate razoável;

      — Ter cuidado de nunca apoiar ou atuar em favor da ideia de que uma pessoa precisa assumir um conjunto específico de crenças religiosas para que lhe seja permitido qualificar-se a algum ofício público.

      uma criança criada por dois homens logo que crescer um pouco vai começar a sentir uma profunda falta da mãe, porque dois pais não são uma mãe ou vice versa principalmente em um momento de briga ou desespero.

      Também abordei esse assunto no artigo A controversa questão da adoção de crianças por casais gays. Nele incluí links para estudos mostrando os riscos dessa prática e também link para depoimento em primeira pessoa de uma mulher criada por pais gays que testifica o quanto isso foi prejudicial a ela. Recomendo a leitura.

      Um abraço! 😉

      • Marco Aurélio disse:

        Eu sei o quanto é difícil a exata medida da admoestação para que gere o efeito desejado e não o contrário. Já me perguntei se o desgaste que o cristianismo está sofrendo nesta luta vale a pena, porém, calar-se seria omissão. Tenho procurado seguir o exemplo dos profetas, que ao invés de exaltar o pecado ou entrar em debates utilizam o bem contrário como arma principal, exaltando os valores de se seguir os mandamentos de Deus, um exemplo é a manifestações públicas de amor pela família e esposa. Confesso que aprendi muito sobre o assunto lendo certo dia Romanos 1: 23-32 e Romanos 2, ali Deus explica primeiro as causas do homoxessualismo e depois a quem é de direito julgar, é um ponto de reflexão. Abraços

      • Lígia Oliveira disse:

        Marcelo, é tarefa muito difícil essa de defender nosso ponto de vista! Eu sou uma pessoa que tem um certo estudo e leio muito, muito mesmo! porém não me sinto qualificada pra defender com perícia meus pontos de vista. Eu sou uma professora na igreja e sinto que para o ambiente SUD que frequento estou em vantagem pois infelizmente a maioria dos membros não leem e nem se interam do que está acontecendo no mundo, porém quando saio do meu ambiente e vou defender meu ponto de vista no mundo me sinto inadequada devido a eloquência dos meus opositores. Sabendo disso estudo mais ainda pois desejo estar preparada para defender o que creio. Nas minhas aulas na igreja eu sempre desafios meus alunos a se preparem para essa “luta de palavras e choque de opiniões” que nos envolvemos a toda hora.

        • Marcelo Todaro disse:

          É realmente uma tarefa inglória, Lígia. Quantas vezes não fui visto como “aberração” por quem pensa diferente e acha que deve ditar o que devo achar certo ou errado?

          Mas eu não dormiria em paz com minha consciência se não abrisse a boca. Os opositores não tiram meu sono, mas minha consciência sim. E pra mim é mais fácil enfrentar um exército de opositores do que peitar minha própria consciência. Então, mesmo que me esculachem, prefiro abrir a boca. O preço a pagar por isso é pequeno perto do que eu teria que pagar se não o fizesse (veja Mateus 25:25-30).

          Um abraço!

 

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