Pelotas, novembro de 1986

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Missionários em dia de conferência de zona

O mês começou como se eu estivesse numa frigideira — e não é por causa do clima. Nunca me senti tão desesperado! Numa divisão feita com os líderes de zona, fui pressionado e exigido como jamais imaginei ser possível. Disseram-me que preciso dar um basta à falta de batismos de uma vez por todas, sejam quais forem os motivos. Segundo eles, nesta área, bem como na maioria, não há porquê não batizar quatro pessoas por mês, sempre de acordo com os padrões do manual de proselitismo.

Há três meses sigo os padrões do manual de proselitismo, mas os batismos não aparecem. Meus LZs repreenderam-me por meu insucesso, fazendo o que chamamos na gíria missionária de “queimada”. Mas o LZ sênior procurou consolar-me, dizendo: “Todos os grandes líderes da Igreja foram queimados nalguma época de suas vidas. Basta ler Doutrina & Convênios para ver como o próprio Joseph Smith o foi. O mesmo aconteceu com Spencer W. Kimball, Ezra Taft Benson, Joseph Fielding Smith e outros. Todos foram queimados”.

Mas a dura repreensão que recebi fez-me ver que ainda havia muito o que fazer. Ter líderes que encaram com seriedade suas responsabilidades e sabem repreender no momento certo é mais um dos motivos por que devo agradecer ao Senhor.

Num momento de aflição, as lágrimas rolaram por minha face. Mas logo a aflição foi substituída por um suave sentimento de que tudo ia bem e que eu deveria continuar perseverando. E assim está sendo.

As palestras estão gradativamente aumentando em número. O puxão de orelha dos líderes de zona está surtindo efeito, bem como uma divisão que fiz com eles no meio do mês, na qual aprendi algumas coisas práticas a respeito de planejamento dos horários de proselitismo. Resume-se a dizer que é preciso sair de casa já sabendo o que se fará em cada hora do dia, mesmo que os eventuais compromissos marcados caiam.

Demos uma palestra maravilhosa, cheia do Espírito, a um homem que é companheiro de trabalho de um membro. Esse irmão já havia lhe falado muito da Igreja, mas nunca ocorreu-lhe a idéia de indicá-lo a nós! Por aí tem-se uma boa idéia da dimensão do problema da falta de compromisso dos membros com a obra missionária.

Apesar do início da reação, ainda não foi neste mês que os resultados esperados apareceram. Em relação aos batismos, mais um mês em branco. Falando francamente, não tenho muito o que dizer dele. Melhor não dizer mais nada.

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