Por que ser a favor do ‘Dia do Orgulho Hétero’

orgulhoheteroTramita na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo o projeto de lei 670/2011, que institui em todo o estado o Dia do Orgulho Heterossexual.

De autoria do deputado estadual Dilmo dos Santos (PV), a lei, se aprovada, valerá em todos os 645 municípios paulistas, criando data que será comemorada no 3º domingo de dezembro de cada ano e que deverá constar do calendário oficial do estado.

O projeto inspira-se em lei similar aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo (mas ainda não sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab), de autoria do vereador paulistano Carlos Apolinário (DEM), e também estabelece que o Executivo envidará esforços no sentido de divulgar a data instituída pela lei, objetivando conscientizar e estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes.

Em sua justificativa, Dilmo afirma que “os homossexuais, se dizendo discriminados ou perseguidos, estão tentando aprovar leis que na realidade concedem a eles verdadeiros privilégios”. Ele diz que respeita os homossexuais, mas diz não concordar com a “apologia ao homossexualismo”.

Agora, meus dois tostões:

O Projeto de Lei Complementar 122/2006, que tramita no Congresso Nacional, originalmente dava aos gays direitos e privilégios maiores que os do restante da população ao transformá-los em cidadãos acima de qualquer crítica (leia artigo em que falo a respeito). Felizmente o projeto sofreu o revés que merecia e agora está sendo reescrito pela senadora Marta Suplicy em parceria com o senador Marcelo Crivella para tentar evitar os inexoráveis abusos que certamente ocorreriam caso fosse aprovado e dos quais falo no artigo do link acima.

Mas quero deixar claro que não tenho nada contra os gays nem contra o que fazem de suas vidas. Tenho é contra a massificação da cultura deles. Como diz Leonardo Bruno em seu artigo Homossexualidade e o totalitarismo das minorias:

Quando o movimento gay exige leis ‘anti-homofóbicas’ para tentar criminalizar qualquer crítica contra a conduta homossexual ou mesmo criminalizar os sentimentos e pensamentos cristãos da comunidade, ele está querendo ditar idéias, palavras do imaginário e princípios éticos. Ou seja, se qualquer crítica à homossexualidade pode causar sanções penais aos seus críticos, o inverso não é verdadeiro: os homossexuais podem destruir os modelos familiares vigentes, inverter os padrões sexuais da sociedade e transformar a homossexualidade num culto sacralizado.

O pior é que os gays e seus simpatizantes estão revoltados com a proposta do deputado Dilmo, assim como ficaram com a do vereador Apolinário, tanto que pressionaram o prefeito Kassab para vetá-la. Só não entendo por quê. Se eles podem levantar suas bandeiras coloridas nas espalhafatosas paradas gays ao redor do mundo para celebrar seu tão aclamado orgulho gay, que os faz pensar que o resto do mundo — dentro do qual são um grupo minoritário, diga-se de passagem — não pode ter o mesmo direito?

Essas pessoas parecem ignorar o fato de que a maioria da sociedade não aceita a totalidade do que a causa gay defende. Isso ficou claro no resultado de pesquisa recente do Ibope mostrando que a maioria da população brasileira é contra a união estável gay, independente do que dizem novelistas da Globo, magistrados e legisladores (que, aliás, não consultaram a população antes de tomarem suas decisões).

Por isso, convoco todos quantos vierem a ler este artigo a fazer coro comigo no apoio ao deputado Dilmo. Diga SIM ao Dia do Orgulho Hétero! Devemos mostrar que também temos voz e que ela também merece ser ouvida.

Com informações do G1.

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21 comentários em Por que ser a favor do ‘Dia do Orgulho Hétero’

  1. Paulo Brilhante disse:

    Sou gay e Mórmon e vi sua entrevista no super pop. Existe uma explicação óbvia tanto do lado sentimental e físico do por que casamento gay é pecado. Deus diz que não podemos tomar álcool por que é óbvio que faz mal, todos os mandamentos são para nossa segurança, no relacionamento gay é a mesma coisa. Claro que talvez você não saiba ou não mencionou no programa pois você não é gay. Mas existe o problema neste tipo de relacionamento que muitos gays ( não todos ) fingem que não existe. Já encontrei até mesmo Ateus gays que conseguem ver o problema, então não é uma questão de fé ou por que Deus disse não ou por que está na bíblia é uma questão do óbvio.

  2. Vitória Sampaio disse:

    Caramba, Marcelo! Sou sua fã. Parabéns pelo texto e pelos argumentos utilizados nos comentáríos!

  3. Nathália disse:

    Acho que não devia ter nenhum dos dois dias. No mundo em que vivemos hoje, as pessoas costumam não respeitar ou aceitar algo e por isso partem para a violência. Se é gay, tá bom fique sendo gay contanto que não atrapalhe quem não é e vice-versa. Se criarem esses dias vai ser motivo para escárnio, ironias e vai haver brigas. Se sem esses dias já tem isso imagine com. “Ah, matei um gay (hetero) porque era o meu dia”, isso vai ser as desculpas (não que isso seja de justificativa, é claro). Já tem grupos (que não vou citar nome pq são dificeis) que matam ou batem em integrantes de grupos opostos, imaginem se existissem o dia deles também? Bem, essa é minha opinião. Se for para criar uma data especial que seja algo bom e não causador de conflitos.

    • Marcelo Todaro disse:

      Concordo plenamente, Nathália. O detalhe é que, já que se está massificando a ideologia gay, acho que deve haver um contraponto também, daí meu apoio à iniciativa do Dia do Orgulho Hétero. Se não houvesse algo como “orgulho gay” (como se isso fosse algo de que se orgulhar), o artigo que estamos comentando nem existiria.

      O que não podemos é ficar calados. Isso inclusive seria contrário à orientação que recebemos na igreja.

      Um abraço!

      • Nathália disse:

        Ah, não sei não. Devemos nos manifestar como você citou, concordo plenamente, mas parece que não vai dar certo nenhum dos dois. Sou contra os dois. Se tivesse parada Hétero iria ser horroroso! Nem comento o que fariam! Eu sou a favor de me manifestar contra esse ‘orgulho gay’, parece que esse povo não lê a Bíblia ou se lê entende outra coisa ou ignora. É como você disse em um comentário aqui, aonde parece que Deus quis homem com homem ou mulher com mulher? Mesmo antes de entrar para a Igreja eu já sabia que isso era errado, pois eu tinha uma família que me ensinava e eu senti que isso era errado. Isso até parece falta de fé.

        É sempre bom ter pessoas que tem conhecimento, como você, e que repassam para outras, para ajudá-las de um modo positivo. Continue assim!
        Obrigada pela atenção! 🙂

  4. Christiano disse:

    Oi Marcelo, tudo bem? Gostaria de saber sua opinião sobre o fato de a Igreja SUD ter nomeado como secretário do bispado da Ala San Francisco, na Califórnia, um mórmon abertamente gay. A notícia foi postada originalmente no site Religion Dispatches e reproduzida no meu blog. Para ver o meu texto sobre o assunto, basta ver o arquivo do meu blog (mês de agosto).

    • Marcelo Todaro disse:

      Christiano,

      Não sei se você já viu, mas tenho um artigo inteiro que fala sobre mórmons gays e que você pode ler aqui.

      Em resumo, o fato de alguém sentir atração pelo mesmo sexo por si só não é impedimento para que um homem ou mulher seja membro da Igreja e até receba alguns chamados de liderança. O que faz a diferença neste caso é que a pessoa precisa estar comprometida com a obediência aos mandamentos de Deus e normas da Igreja.

      Isto posto, no que diz respeito ao aspecto sexual, se uma pessoa que sente atração pelo mesmo sexo for fiel à Lei da Castidade — que requer abstinência sexual antes do casamento e fidelidade ao cônjuge do sexo oposto depois —, não haverá problema. O detalhe é que, neste caso, essa pessoa não terá cônjuge do sexo oposto, portanto terá que se contentar em viver solteira e casta. Para muitos membros da Igreja nessa situação isso não é problema. Aqui mesmo, neste blog, surgiu uma pessoa que testificou ser esse seu caso. Você pode ler o testemunho dela neste comentário e nos subsequentes depois dele assinados por “Antenor”.

      Agora, no que diz respeito à pessoa da notícia em questão, li o artigo original em inglês e notei que ele contém elementos importantes para entender melhor o caso. Um dos que mais me chamou a atenção é que, depois de ter tido um relacionamento com outro homem e antes de receber o chamado que agora ocupa, ele teve uma “discussão franca com líderes locais da Igreja”. Essa pode ter sido uma forma branda de dizer que ele passou por um procedimento de Ação Disciplinar, que geralmente é realizada para avaliar a condição de membros que cometem alguma séria transgressão contra os mandamentos de Deus e normas da Igreja. O artigo não diz se a liderança dele estava ciente de sua condição de gay e de ter um relacionamento homoafetivo, o que constitui uma séria violação da Lei da Castidade. Segundo as escrituras, pecados contra a castidade só perdem em gravidade para o derramamento de sangue inocente. A Igreja não transige de seus valores morais, os quais aceitamos como tendo sido dados por Deus, e por isso não acredito que a liderança dele tivesse tido algum grau de conivência com alguma eventual condição de transgressão daquele homem.

      Eis por que o artigo diz também que ele “se comprometeu a aderir aos mesmos padrões de moralidade sexual que se espera de membros heterossexuais da Igreja SUD”. Ou seja, ou entra na linha ou é excomungado. Ele preferiu entrar na linha. Bom pra ele.

      Espero ter esclarecido adequadamente sua dúvida.

      Um abraço!

      • Chris Ayres disse:

        Isso nem é novidade. Eu conheço muitos gays abertamente declarados que assumem cargos de liderança. Conheço alguns que estão até em presidências de estacas, alguns são até oficiantes de templos. O que a maioria não entende é que NÓS NÃO SOMOS CONTRA OS GAYS, somos somente à favor do casamento entre homem e mulher. Os gays estão entre nós, e assim como os héteros, precisam se adequar aos convênios que assumem quando querem fazer parte da igreja, que aliás, faz quem quer. Se não quer, paciência, todos possuem livre arbítrio e o usam como bem querem.

        Lendo a carta dele, Mitch Mayne, ele deixa claro o que o Marcelo salientou: http://www.mitchmayne.com/, “I am committing to adhere to the same standard of behavior that we require of any single, heterosexual man in a priesthood leadership position”. Isso serve tanto para homos quanto para heterossexuais.

        • Marcelo Todaro disse:

          A questão importante aqui, Chris, é deixar claro o quê exatamente significa “gays abertamente declarados”. Geralmente quando se diz isso entende-se que a pessoa é gay PRATICANTE, ou seja, se relaciona física e/ou afetivamente com outras do mesmo sexo, caso em que ela não pode sequer ser membro da Igreja, quanto mais líder. Mas se, apesar da atração pelo mesmo sexo, se mantiver casta, não há problema.

          Os gays abertamente declarados que você conhece que têm cargos de liderança na Igreja ou são oficiantes de templo seguramente enquadram-se no segundo caso, certo? 😉

          • Chris Ayres disse:

            Com certeza, Marcelo! São dignos e castos e conscientes de suas escolhas. Colocaram o Reino de Deus à frente de todas suas outras paixões. A maioria deles é discreto e humilde quanto ao privilégio que têm de terem recebido do Salvador um testemunho pessoal que se mantivessem castos, pois sabem que nosso Pai Celestial lhes entende.

      • Christiano disse:

        Olá Marcelo, obrigado pela resposta. Eu particularmente sou contra a inclusão de gays na igreja, seja como membros batizados ou como líderes, mesmo que eles sejam castos. (Mas isso é apenas uma opinião pessoal minha.) Aliás acho até um pouco difícil acreditar que eles realmente possam ser castos, pois todas as experiências que tive com gays aqui em Assis, me mostraram que eles têm uma vida altamente sexualizada. Para mim, seria como os padres católicos, que têm o celibato obrigatório, mas muitos não conseguem seguir esse voto e acabam mantendo relacionamentos com mulheres “por debaixo do pano” e, quando são descobertos, abandonam o sacerdócio e se casam (conheço pessoalmente ao menos dois casos aqui na minha cidade).

        • Marcelo Todaro disse:

          Christiano, não dá pra generalizar. O fato de você conhecer uns que são assim não implica que TODOS sejam. Concordo que o padrão é esse, mas há honrosas exceções. Você leu o testemunho do Antenor que lhe indiquei? Leu o que a Chris disse acima sobre haver gays assumidos até em presidência de estaca nos EUA?

          A questão aqui não é se a pessoa sente atração pelo mesmo sexo ou não, e sim se vive a Lei da Castidade. Se viver (junto com todos os demais mandamentos), isso a qualifica a receber todos os direitos e privilégios de qualquer membro da Igreja, seja hétero ou não — ressalva seja feita ao chamado de bispo, que requer que o líder seja casado com mulher, impedindo gays de serem bispos.

          Um abraço!

      • Nilson disse:

        Boa tarde:

        Grato pelo esclarecimento.Há somente um ponto que discordo inteiramente de você amigo marcelo.

        Pelos meus limitados,porém amplos conhecimentos da doutrina e práticas sud’s,tanto quanto do cristianismo em geral,quando se fala em ‘castidade’,temos de lembrar-nos que requer fidelidade muito mais em pensamento do que em ação.Parafraseando o próprio Cristo:”Se em teu coração cortejares uma mulher,já cometeste adutério”(Me atendo aqui a essa escritura sem citar outras,enfim..),temos de lembrar que para um homossexual,já se nasce assim,ponto.Havendo,portanto,algum propósito para que o indíviduo sinta sentimentos por outro do mesmo sexo e não seguindo uma pretensa”ordem natural das coisas”.

        Afinal de contas,ninguém sai por aí explicando porque é hetero,ou porquê gosta de sorvete de creme ou morango.Certas coisas não existem explicação e tentar elucidá-las á luz desta ou daquela doutrina(só destacando aqui a variedade de textos sagrados excluídos da biblia e do restante de todo mundo religioso),certamente é inútil,como desnecessário.Alguns que tentam de alguma maneira(sejam por comentários ou insultos obscuros),tentar explicar o inexplicável,acaba como bem parafraseou o estudioso brasileiro Boff,não um ambiente de fé onde a mesma possa florescer,mas sim um ambiente de intolerância,ódio e hostilidade.

        Ponto positivo para quem vive dentro de uma religião(nunca porém sentido-se melhores ou piores do que ninguém,não é isso que ‘pregou o cristo’ e podemos certificar-se o que aconteceu quando uma raça se julgou superior a outra em décadas passadas).

        Ponto negativo para quem acredita que um simples livro ‘escrito’ e sumariamente interpretado,mudado(intencionalmente ou não),e contido de tantas contradições e arbitrariedades ao longo de 1700 anos de história,certamente este livro pode ser utilizado como uma grande e inesgotável fonte de auto-ajuda,mas jamais possuidor de todas as regras e condutas que Deus realmente pensaria sobre os seres humanos.Será?!A história,assim como os intensos estudos sobre a Biblia,afirmam categoricamente que não.

        Não congratulo-me com certos pensamentos e práticas dos homossexuais(apesar de tudo,sou um deles),certamente não quero que o amigo concorde comigo,porém temos de ser imparciais,estudarmos realmente o que contém dentro de quase dois mil anos de cristianismo e não passarmos a utilizar a Biblia (que de sagrada só no nome e pra quem acredita)como arma…temos de cumprir primeiro o dever de casa,amar o nosso próximo(estudar realmente o que é amar o próximo) para que depois possamos fazer assertivas engendradas sobre esse ou aquele argumento religioso sobre a homoafetividade ou qualquer ou assunto.Desde já agradeço a atenção.

        P.s>Desculpe os erros,meu teclado não cooperou.

        • Marcelo Todaro disse:

          Nilson,

          É seu direito crer ou não nas escrituras, ou achar que foram deturpadas, etc.

          Mas tenha em mente que não é a sua opinião, ou a minha, ou a de quem quer que seja, a que realmente importa, e sim a de nosso Pai.

          Qual é a opinião Dele a respeito? Além de tudo que já consta nas escrituras, temos também a palavra de Seus representantes autorizados na Terra — os profetas e apóstolos — e, mais eficaz ainda, direito a revelação pessoal. Assim é que podemos saber qual é a opinião de Deus.

          Justamente por isso é que defendo meu ponto de vista com tanta veemência, pois já sei o que Ele pensa a respeito. Nada nem ninguém no mundo pode mudar isso.

          Para encerrar, quero dizer que discordo da opinião de que alguém nasça gay. Tal como digo em meu artigo Por que sou contra o casamento gay, se você reparar nos animais na Natureza (homem inclusive), notará que, salvo raras exceções (os seres hermafroditas, por exemplo), a anatomia favorece a cópula apenas entre macho e fêmea. Os órgãos sexuais de ambos foram concebidos para funcionar um com o outro. Não é o caso do que acontece entre seres do mesmo sexo. No caso dos machos, não lhe parece um escárnio pensar que o Criador possa ter concebido o uso da fétida e infecta saída de esgoto do corpo humano como instrumento de amor?

          O fator anatômico por si só já é um forte indício de que nunca foi intenção do Criador que houvessem relações homossexuais ou homoafetivas. Essa conclusão inclusive é referendada por estudiosos que concluíram que ninguém nasce gay, como o sociólogo americano John Gagnon, professor emérito da Universidade do Estado de Nova York, um dos pioneiros no estudo sobre sexo e autor de 12 livros e mais de 100 artigos científicos sobre o assunto (leia entrevista dele publicada pela revista Época em 8 de maio de 2006).

          Um abraço!

          • Nilson disse:

            Obrigado pela explicação.

            Porém tenho de comentar sobre o que escreveu em seu segundo parágrafo e tentar elucidar duas perguntas.

            “Qual é a opinião Dele a respeito? Além de tudo que já consta nas escrituras, temos também a palavra de Seus representantes autorizados na Terra — os profetas e apóstolos — e, mais eficaz ainda, direito à revelação pessoal. Assim é que podemos saber qual é a opinião de Deus.”

            1.A Bíblia condena a homossexualidade?

            Philo, que foi um importante pesquisador do Judaísmo, e que viveu entre 20 AC ate 50 DC teve uma grande influência na interpretação bíblica. Em relação à sexualidade ele ensinou que uma das funções primárias de todo homem era a procriação e que toda e qualquer expressão sexual que não produzisse descendência legítima era “antinatural”. Em um contexto onde a violência de vizinhos contra vizinhos era muito comum e onde o tamanho de sua família (principalmente os filhos e suas famílias) garantiria proteção, onde a única segurança e amparo dispensados aos idosos dependeriam de seus filhos e netos, é extremamente fácil de se perceber a importância de se ter uma abundante descendência.

            Se a condenação à Homossexualidade é uma idéia da Antiguidade, porque muitas Igrejas ainda a ensinam hoje em dia? Tradição! Tradição foi definida como a homenagem que se presta aos mortos. Baseando seus ensinamentos nos ensinamentos de Philo e de outros, a Igreja tem mantido as suas portas fechadas aos homossexuais durante a maior parte dos últimos dois mil anos. Pior ainda: a história está repleta de relatos de atos lastimáveis e tortura perpetrados contra homossexuais, sem mencionar as execuções. Os pesquisadores heterossexuais não tiveram razão para pesquisar o que a Bíblia diz a respeito da homossexualidade e dos homossexuais. Caso pesquisadores homossexuais tivessem pesquisado este assunto, teriam certamente sido perseguidos e seriam eles mesmos vitima de perseguição e execução. Não se começou nenhuma pesquisa séria a este respeito antes do século XX.É possível que alguém se pergunte se uma das razões pelas quais a Igreja Católica tem mantido sua postura tendenciosa, parcial e preconceituosa contra os homossexuais, ao longo dos séculos, seria para evitar ser rotulada como uma Igreja “homossexual”, uma vez que não é permitido aos padres e às madres o casamento.

            Claro que os Pesquisadores resguardam-se quanto à esta prática lamentável, mas em se tratando de uma assunto tão “ameaçador” , tão intimidante e delicado como a homossexualidade, não é muito difícil de se perceber porque esta preconceito ainda persiste nos dias atuais.

            Vamos nos ater a uma passagem somente.Vejamos.

            Levítico 18:22.Com homem não te deitarás, como se fosse mulher, é abominação. Levítico 20:13 “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”. Algum tempo atrás circulava na Internet uma “carta-aberta” dirigida à locutora de um programa de rádio conhecido por ser conservadora e homofóbica. Esta locutora usava estas passagens bíblicas do livro de Levítico para apoiar a sua condenação à homossexualidade. A carta-aberta, que surgira em resposta às acusações, utiliza-se de passagens do mesmo livro do Levítico, e estabelece questões como as que se seguem:Eu sei que quando eu queimo um bezerro no altar, como um sacrifício, o odor que se desprende é cheiro suave e agradável ao Senhor. (Levítico 1:5-9)
            O problema são meus vizinhos. Eles dizem que o odor não é nada agradável e ameaçam chamar a Saúde Pública, que também não gosta do odor. Que devo fazer? Levítico 11:7 & 8 diz que ao tocar o cadáver de um porco me torna impuro. Poderei praticar algum esporte com bola feita de pele de porco, caso use luvas?
            Levítico 11:12 diz que comer marisco é abominação. È uma abominação maior ou menor do que a homossexualidade? Eu sei que não devo ter contacto com uma mulher durante o seu período menstrual (Levítico 18:19). O problema é. Como saber? Sempre que pergunto a maioria das mulheres se sente ofendida. Levítico 19:19 me diz que não posso plantar tipos diferentes de sementes no mesmo campo, e nem usar roupas feitas de dois tipos diferentes de material. Devo concluir que serei condenado se tiver uma hortazinha no fundo do quintal com alguns vegetais e temperos, ou se usar uma camisetinha básica, de algodão e poliéster. A maioria das pessoas que conheço corta o cabelo de vez em quando, apesar de que isto é expressamente proibido em Levítico 19:27. Estaremos todos condenados? Levítico 21:16-20 declara que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver um defeito físico. Eu uso óculos. Será que Deus faz “vista-grossa” para este pequeno detalhe? Levítico 25:44 declara que eu posso possuir escravos ou escravas desde que tenham sido comprados em um dos países vizinhos. Um amigo meu insiste que esta regra se aplica a Argentinos e Paraguaios mas não a Uruguaios. Poderia me orientar? Porque não me é permitido possuir escravos uruguaios? Parece muito claro a percepção de que é muito incoerente e até inconveniente tirar alguns versos das Escrituras de seu contexto e tentar aplicá-los no mundo de hoje.
            Podemos também questionar a validade de se aplicar algumas passagens da Bíblia a um determinado grupo de pessoas e simplesmente ignorar o resto. Nos parece ridículo tentar aplicar nos dias de hoje as passagens do Levítico 1:5-9, 11:7 & 8, 11:12, 18:19, 19:19, 19:27, 21:16-20, 25:44, isto para mencionar apenas algumas passagens. Nesse caso o que justifica então os versos 18:22 ou 20:13? Enquanto não podemos simplesmente “jogar fora o bebê junto com a água da banheira”, nós podemos ter os Dez Mandamentos como nosso referencial no Antigo Testamento, e os mandamentos de Jesus, na era Cristã. Jesus nos disse que a Lei Hebraica e os ensinamentos dos Profetas poderiam ser incorporados na Lei do Amor – amor a Deus, amor ao próximo, e amor-próprio (Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo). Obviamente relações incestuosas e adúlteras, bem como molestar crianças viola a Lei do Amor, mas não o amor sincero e compartilhado entre duas pessoas que, por acaso, são do mesmo sexo. Tão simples assim.Mas por outro lado: Será tão simples assim??? Está bem claro na Bíblia: “um homem não se deitará com outro homem como se fosse com uma mulher porque isto é uma abominação”.Se isto não for uma condenação à homossexualidade o que é isto?

            Os primeiros três versículos do Capítulo 18 nos diz: Falou mais o Senhor Deus a Moisés, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o Senhor vosso Deus. Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos.” Os versículos seis até dezoito enumeram uma série de proibições a cerca de relações sexuais entre membros da família, e o versículo dezenove instrui os homens a não terem relações sexuais com mulheres durante o seu período menstrual, enquanto que o versículo vinte proíbe relações sexuais com a mulher do próximo.Entretanto parece que há uma mudança de assunto a partir do versículo 21, mudando da proibição de relações sexuais com parentes e próximos para a idolatria…

            Como já vimos, várias interpretações das passagens alem de traduções de qualidade duvidosa nos levam a crer que estas passagens tratam de homossexualidade. Devemos nos lembrar que as Escrituras devem ser lidas dentro de seu contexto, e contexto não se refere apenas a manter as passagens em ordem cronológica nas Escrituras, mas devem ser examinadas levando-se em consideração a época, a cultura e o povo ao qual elas se dirigiam. Muitas vezes é necessário buscar fontes fora da Bíblia, e estar imbuídos de boa-vontade para pesquisar de maneiras a conhecer e entender o verdadeiro significado das passagens.

            Tradição é a homenagem que prestamos aos mortos! É muito difícil convencer algumas pessoas a deixar suas idéias pré-concebidas, pontos-de-vista e crenças que foram consolidados com o tempo. Alem do mais, foram utilizados anos de pesquisa e estudos, e uma vez que algumas interpretações e conclusões atingiram um certo nível de aceitação do que é, na visão deles, a verdade, a simples idéia de uma interpretação diferente pode ser encarado como um desafio à fé que possuem. Ao invés de serem capazes de adotar uma posição de compreensão e receptividade a um ponto-de-vista diferente, costumeiramente eles sentem-se ameaçados em sua fé, e não raro reagem com ira e fecham-se completamente às possibilidades de uma visão a partir de um ângulo diferente

            Uma nova idéia ou interpretação pode provocar dúvidas sobre o que eles já aceitaram e muitos crêem que duvidar pode ser contrário à fé.Ainda assim consideramos que fé sem questionamentos não é fé. A fé cresce e consolida-se através do questionamento, quando estamos dispostos a desafiar nossos questionamentos, pesquisar e crer na orientação do Espírito Santo que nos “guiará em toda a verdade.”

            Há um problema nesta questão do arrependimento “in loco”: o reconhecimento de seu erro é de boca, não de coração e Deus olha diretamente para nosso coração. Se o homem continuar a se arrepender apenas por meio de palavras e não trabalhar uma mudança em seu coração, então de nada adiantará nosso esforço por comungar ou ir à Igreja que cultuamos. O verdadeiro pecado é a falta de amor ao próximo e que, automaticamente, afasta o homem de sua Fonte Maior. Não é o fato de alguém ser hetero, homo, bi ou transexual que ofende à Deus. É a forma com que o indivíduo se expressa (social, sexual e espiritualmente) que deve ser revista.
            Não há distinção aos olhos de Deus. Existem inúmeros homossexuais sofrendo neste exato momento pelo temor infundado de um Deus que julga e condena. Além disso, há a rejeição por parte da sociedade justamente por algo que não pode ser mudado e que é inerente à natureza do ser, da mesma forma que não se pode modificar a cor dos olhos ou o tipo de cabelo. O que pode ser feita é uma camuflagem: lentes de contato para os olhos e produtos químicos para os cabelos. Muitos homens, por exemplo, se casam e têm filhos para agradar a sociedade e vivem um tormento interior. Entretanto, um dia “as cores originais” vêm à tona. A única verdade é que Deus sabe de que forma fomos criados (por Ele próprio) e nos conhece desde a concepção no útero de nossa mãe.

            A dor da rejeição, humilhação e culpa que paira sobre os homossexuais não provêm de Deus, vem dos inimigos da sua alma. Deus deseja que o indivíduo conte sempre com Ele e com seu Amor e que viva com a consciência plena de que é seu herdeiro universal, que não existe inferno, nem condenação, fogo, enxofre, pranto ou ranger de dentes como querem as doutrinas religiosas humanas.Todos os homens e mulheres foram criados pelo Amor de Deus: hetero, homo, bi ou transexuais, deficientes ou não, ricos e pobres, brancos, negros, amarelos ou vermelhos, assassinos e criminosos. TODOS, sem exceção, detêm o amor de Deus.

            “Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.”.

            Jesus Cristo não disse uma única palavra com relação à homossexualidade. Os quatro evangelistas não dizem uma só palavra sobre a atividade ou o comportamento homossexual. Para Cristo, a homossexualidade e os atos homossexuais não eram tema de discussão, tanto que não mereceram ser mencionados.

            Deus é o único fim do homem. Deus é Amor. O homem encontra Deus expressando-se através do Amor. Amar é a nossa forma de alcançar o Divino.
            Por isso, Ame!

            • Marcelo Todaro disse:

              Nilson,

              Me parece que você está tentando desesperadamente buscar algum indício de que Deus aprova (ou pelo menos não se importa com) o homossexualismo por causa de sua condição homossexual. Lamento por você, eu realmente não gostaria de estar na sua pele.

              Essa argumentação usada por você está tão cheia de buracos que eu gastaria um tempo enorme corrigindo todos os erros dela. Por isso, vou me ater a apenas um pequeno trecho, o qual, na verdade, resume tudo o que poderia ser dito:

              Jesus Cristo não disse uma única palavra com relação à homossexualidade. Os quatro evangelistas não dizem uma só palavra sobre a atividade ou o comportamento homossexual. Para Cristo, a homossexualidade e os atos homossexuais não eram tema de discussão, tanto que não mereceram ser mencionados.

              Ao dizer isso, você está demonstrando não conhecer as escrituras.

              Como digo em meu artigo Por que sou contra o casamento gay (que você já deveria ter lido), a problemática toda fica melhor compreendida tendo-se em mente que não foi o homem que inventou o casamento, e sim Deus. O primeiro casamento de que se tem notícia foi o de Adão e Eva, ainda no Jardim do Éden. Segundo o relato bíblico, Adão e Eva foram dados por Deus em casamento um ao outro (veja Gênesis 2:18–25; Moisés 3:18–25; Abraão 5:14–21). Ali foi estabelecido o padrão Dele de casamento: homem com mulher. Em lugar algum das escrituras lemos que em alguma época Ele tenha dado dois homens ou duas mulheres em casamento. Não há evidência escriturística alguma de que Ele aprova esse tipo de união, mas há várias evidências em contrário: Lev. 18:22; 20:13; Deut. 23:17; Isa. 3:9; Rom. 1:27; I Cor. 6:9–10; I Tim. 1:9–10; Jud. 1:7.

              Dizer que Jesus e os quatro evangelistas não disseram uma única palavra com relação à homossexualidade é fazer de conta que o evangelho todo resume-se aos quatro primeiros livros do Novo Testamento, ou então querer dizer que Jesus tinha uma opinião diferente da de Seu Pai e a dos outros apóstolos que se manifestaram a respeito do tema (veja referências acima).

              Além disso, só porque os quatro evangelhos não dizem uma única palavra específica sobre os homossexuais não significa que Jesus não as tenha proferido. João 21:25 diz haver “muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”. Quem garante que nessas “muitas outras coisas que Jesus fez” não há pregações Dele sobre os homossexualismo?

              Como se não bastasse e como eu também disse em meu comentário anterior, ainda temos as palavras de profetas e apóstolos atuais e ainda o direito de receber revelação pessoal diretamente de Deus.

              Eu gostaria de sugerir-lhe as seguintes leituras:

              1. Livreto Deus Ama Seus Filhos, publicado pela Igreja e dirigido a membros que sentem atração pelo mesmo sexo e líderes incumbidos de ajudar essas pessoas;
              2. Artigo Compaixão Pelos que Enfrentam Dificuldades, A Liahona, setembro de 2004 — escrito por um membro da Igreja que sente atração pelo mesmo sexo e descreve como consegue conviver com o problema e, ao mesmo tempo, manter a dignidade requerida pelo evangelho;
              3. Artigo Ajudar Os Que Lutam Contra a Atração pelo Mesmo Sexo, A Liahona, outubro de 2007;
              4. Meu artigo Por que sou contra o casamento gay.

              Faça um favor a si mesmo e leia!

              Se, depois de tudo isso, você ainda preferir iludir a si próprio com a vã esperança de que Deus não vê problema nenhum na atração pelo mesmo sexo, não me resta alternativa senão dizer-lhe que no último dia saberemos quem tinha razão. Pessoalmente, aguardo esse dia com grande ansiedade, pois para mim será um dia agradável e feliz. Você pode dizer que tem essa mesma certeza? Se sim, bom pra você, então siga com sua crença que sigo com minha certeza e naquele diz saberemos quem tinha razão.

              Um abraço!

              • Chris Ayres disse:

                Apesar de tudo o que já foi dito, temos que nos lembrar que A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias NÃO É contra os gays, mas à favor do casamento somente entre homem e mulher, conforme instituído por Deus. A leitura do panfleto ‘Deus Ama Seus Filhos’ no link que o Marcelo postou acima, deixa bem clara a política de inclusão dos homossexuais perante os convênios da mesma forma que os heterossexuais.

                Eu particularmente sou contra a Apologia, não pessoas. Ou seja, o problema não é a aceitação e o entendimento da condição de seu filho (isso cada um tem que lidar por si mesmo nas sociedades e comunidades em que vivem), mas a preocupação com a ética moral e social das consequências de seus atos.

                A Igreja tem uma organização oficial que trata do assunto, o Evergreen International ( http://www.evergreeninternational.org/ ) que em nenhum momento condena o homossexualismo ou propõe a cura, e sim o apoio às famílias com o homossexualismo presente, justamente para não ocorrer a ‘homofobia’ e a violência que existe no mundo que vemos quanto à reação à isto. O Evergreen International faz parte do PATH ( http://www.pathinfo.org/index2.htm ) que é um conjunto de várias igrejas e outras comunidades científicas e até judaicas de pesquisa e apoio aos indivíduos de homoafetividade constatada.

                No site do Evergreen, temos uma matéria com o Dr. Neil Whitehead que é geneticista especialista em homossexualidade, um dos mais famosos do mundo considerado realmente sério neste assunto, e que foi convidado pela igreja em 2006 para dar uma palestra sobre o assunto e as descobertas da ciência sobre isso. Ele também deu e dá, conforme avanços da ciência, treinamentos aos psicólogos do LDS family Services quanto à questão da homossexualidade. Ele tem um livro sobre o assunto e mora na Nova Zelândia. Existe até um link de alguns trabalhos dele para download:

                http://www.mygenes.co.nz/download.htm

                E outra, se homossexualismo é genético, o fato de homossexuais produzirem menos descendentes do que heteros, a população de homos em uma sociedade não deveria sempre diminuir…ao invés de aumentar ou se manter constante?

  5. Chris Ayres disse:

    Eu particularmente sou contra esse tipo de manifestação. Assim como sou contra o Dia do Orgulho Gay. Afinal, se alguns não gostam de ter outras pessoas interferirem sobre o que fazem com certas partes de seus corpos, então que não as alardeie mundo afora, oras!
    Mas, eu penso que, se um grupo tem espaço, o outro também pode ter. Se há orgulho gay, por que não pode haver orgulho hétero? Afinal, se a meta é justamente aumentar a tolerância, os gays também precisam aprender a respeitar mais quem não concorda com eles. Há espaço pra todos. Um peso, uma medida. Se alguns pensam que heterossexuais não sofrem preconceito por não aceitarem o casamento gay por exemplo, estão fora da realidade.

    • Marcelo Todaro disse:

      Pois é, Chris. O problema é que gays e simpatizantes geralmente querem ter muitos direitos e nenhuma responsabilidade. Isso é o que não pode. O fato de estarem lutando contra o Dia do Orgulho Hétero é prova disso. Por que os gays podem ter “orgulho” e os héteros não? Alguém me responda!

  6. maface disse:

    Achei uma igualdade sem igual,é mesmo por ai que deve caminhar as coisas…um abs pro pastor
    digo “SIM”

 

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