Atualizado em 27/8/2015

FamíliaEste artigo é longo porque o assunto é complexo. Peço-lhe que o leia com calma e atenção até o fim.

Eu gostaria de começar a explicar minha posição contrária ao casamento gay dirigindo algumas palavras a eles primeiro.

 

Uma palavra aos gays

 
Antes de mais nada, eu gostaria de deixar claro o seguinte:

Não odeio os gays nem tenho preconceito contra eles!

Do contrário, estaria demonstrando não ter aprendido nada nas mais de três décadas em que sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Na parábola do bom samaritano, Jesus ensinou que uma das chaves do verdadeiro discipulado é tratar os outros com bondade e compaixão a despeito de diferenças políticas, raciais ou religiosas (ver Lucas 10:25–37). Eu não poderia praticar esse ensinamento e, ao mesmo tempo, ter preconceito contra os gays. Seria incoerência e hipocrisia. Preconceito é indício de falta de amor e de praticar as lições do Mestre. Não é meu caso.

Isto posto, quero que saiba que meu propósito com este artigo é usufruir do mesmo direito à liberdade de expressão do qual a militância gay também usufrui. Assim como aqueles que promovem o casamento gay têm direito a um tratamento respeitoso, também aqueles que se opõem a ele o merecem, sem sofrer retaliação ou punição. Então não me condene por dizer o que penso. O evangelho de Jesus Cristo nos ensina a amar e tratar a todos com bondade e civilidade, mesmo quando discordamos. Discordar é um direito, mas respeitar as diferenças é um dever, certo?

Se quiser entender meu ponto de vista, por favor, leia este artigo até o fim.

A lição da evolução

Repare nos animais na Natureza, homem inclusive. Salvo raras exceções (os seres hermafroditas, por exemplo), a anatomia favorece a cópula apenas entre macho e fêmea. Parece bem óbvio que os órgãos sexuais e reprodutivos foram concebidos para funcionar apenas entre macho e fêmea e perdem a função entre indivíduos do mesmo sexo.

O fator anatômico por si só já é um forte indício de que nunca foi intenção do Criador (ou da evolução, se preferir) que houvessem relações homossexuais ou homoafetivas. Essa conclusão não só é compartilhada por gays como os famosos estilistas italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana como também, inclusive, é referendada por pesquisadores como John Gagnon, professor emérito da Universidade do Estado de Nova York, um dos pioneiros no estudo sobre sexo e autor de 15 livros e mais de 100 artigos científicos sobre o assunto. Segundo ele, ninguém nasce gay (leia entrevista dele publicada pela revista Época em 8 de maio de 2006). Até mesmo a escritora lésbica Camille Paglia afirmou o mesmo no best seller Vamps & Tramps: New Essays, acrescentando que “a ideia é ridícula”.

Mesmo se o homem fosse fruto de mera e casual evolução biológica, como crêem os céticos, o que explicaria a atração pelo mesmo sexo se isso não serve a propósito evolutivo algum? Diante da teoria da seleção natural de Darwin, a homossexualidade não faz sentido. É uma característica que não se esperaria que persistisse, como afirma o excelente artigo O quebra cabeça evolucionário da homossexualidade (em inglês).

Essa resposta ainda está para ser conhecida. Nosso Pai Celestial (ou a ciência, se preferir) já revelou e continua revelando a razão de muitas coisas que o homem não compreendia, mas ainda há muitas outras que estão para ser reveladas. A razão da existência da atração pelo mesmo sexo é uma delas. O conhecimento necessário para compreendê-la nos será dado em momento oportuno.

Mas nem é por isso que me oponho ao casamento gay, e sim por outros motivos mais abrangentes. Por favor, continue lendo.

Casamento não é invenção humana

Se fosse verdade que o grande ato da Criação é uma mera casualidade, não seria preciso haver uma formalidade chamada casamento, bastaria fazer como os animais na Natureza: macho e fêmea simplesmente se juntam e procriam. Tão mais prático, não?

Mesmo entre os céticos, esse evento social em que o casamento se tornou geralmente começa com uma cerimônia religiosa ou que inspire alguma espiritualidade conectada a alguma força, energia, entidade, ordem, luz, vibração ou misticismo similar. Você já parou para pensar no porquê disso? Se ninguém está interessado na opinião do Criador ou dessa qualquer-coisa de algum etéreo plano metafísico, invocar espiritualidade pra quê?

Ah, então há interesse na opinião Dele? Muito bem, neste caso vamos compreender algumas coisas.

Antes de mais nada, casamento é mandamento de Deus (ver também Gênesis 2:24, Mateus 19:4-6, Abraão 5:18, D&C 49:15), tanto quanto honrar pai e mãe, não matar, não roubar, não adulterar, etc. Veja este video (apenas 1 m 45 s):

Todos os mandamentos de Deus são espirituais (ver D&C 29:34-35) e têm um propósito espiritual bem definido. Com o casamento não é diferente.

Mais que a mera junção de dois indivíduos, o casamento é um convênio ou contrato legítimo que torna o par unido perante Deus, além de perante a sociedade, e é essencial ao cumprimento de Seus propósitos. Vem da primitiva obediência a esse mandamento o que mais tarde se tornaria uma convenção social, vindo a ser regulamentada também pela lei do homem.

Mudanças na lei do homem não mudam — e realmente não podem mudar — a lei moral que Deus estabeleceu. Ele espera que apoiemos e guardemos Seus mandamentos, independentemente de opiniões divergentes ou tendências sociais. Sua lei da castidade é clara: as relações sexuais só são lícitas entre um homem e uma mulher que sejam legal e legitimamente casados como marido e mulher.

O casamento foi instituído por Deus e surgiu muito antes do casamento civil. Portanto, não é uma mera moda inventada pelo homem.

O primeiro casamento

O primeiro casamento de que se tem notícia aconteceu muito antes de se tornar uma convenção social. Foi o de Adão e Eva, ainda no Jardim do Éden. Segundo as escrituras, Adão e Eva foram dados por Deus em casamento um ao outro (veja Gênesis 2:18–25; Moisés 3:7, 18, 21–25; Abraão 5:14–21). Ali o Criador estabeleceu Seu padrão de casamento: homem com mulher. Em lugar algum das escrituras lemos que em alguma época Ele tenha dado dois homens ou duas mulheres em casamento. Não há evidência alguma de que Ele aprova esse tipo de união (mas há várias evidências em contrário: Levítico 18:22; 20:13; Deuteronômio 23:17; Isaías 3:9; Romanos 1:27; I Coríntios 6:9–10; I Timóteo 1:9–10; Judas 1:7).

Famílias fortes, guiadas por pai e mãe amorosos, servem como a instituição fundamental para educar os filhos, despertar a fé e transmitir às gerações futuras a força moral e os valores que são importantes para a civilização e cruciais para nosso bem estar eterno.

Além desta vida

Uma das muitas gloriosas promessas que nosso Pai Celestial nos faz como recompensa por nossa obediência a Ele é a de que nossos relacionamentos familiares podem ser mantidos na outra vida. Significa que o casamento realizado sob a lei do evangelho e do santo sacerdócio pode unir pessoas que se amam pela eternidade, sob condição de retidão — os casamentos realizados sem essa autoridade terminam na morte (ver D&C 132:7; 131:2–3). Homens e mulheres assim selados em matrimônio podem continuar sendo na outra vida marido e mulher tal como foram nesta. Os filhos nascidos sob esse convênio podem ser unidos aos pais também pela eternidade, e estes aos deles, e assim por diante, formando uma longa cadeia familiar eterna tanto de descendentes quanto de ascendentes.

Creio que todos os que lêem este artigo devem amar seus filhos (caso os tenham) e seus pais. Então que tal tê-los como filhos e pais na outra vida também? Ou que tal ter o ser amado a seu lado também pela eternidade? Se você responder que isso seria bom, então saiba que, para ser possível receber de Deus tal bênção, é preciso fazer as coisas à maneira Dele. E a maneira Dele não prevê a união entre pessoas do mesmo sexo. Isso é absolutamente contra o que Ele planejou para a perpetuação da família do ponto de vista da eternidade.

O mandamento dado por Ele para que nos multiplicássemos e enchêssemos a Terra continua em vigor. Homossexuais não podem desfrutar desse privilégio.

O casamento entre o homem e a mulher foi ordenado por Deus e é essencial para cumprir Seu plano eterno. Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e mãe que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade. A felicidade na vida familiar é mais provável de ser alcançada quando fundamentada nos ensinamentos do Senhor Jesus Cristo, os quais não prevêem a opção do casamento gay.

O casamento gay quebra o modelo familiar de Deus. Gays e lésbicas que desejam ter filhos continuarão dependendo de quem possa fazer o que eles e elas não querem: gerar filhos. Essa concepção inclusive é referendada por recente aprovação de resolução da ONU em defesa da família tradicional.

“Mas o que você tem a ver com isso?”

Você pode argumentar que, apesar de todas essas advertências, é seu direito optar pelo que achar melhor. É verdade. Nunca poderei interferir em seu livre arbítrio, como nosso Pai também não interfere.

Mas isso não me impede de me incomodar com as escolhas que você fizer por dois motivos:

  • Eu sinceramente desejo, do fundo de meu coração, que meus irmãos e irmãs homossexuais sejam herdeiros das mesmas recompensas terrenas e celestiais que me empenho em conquistar. Com o casamento gay realizado com a bênção dos homens em vez de com a bênção de Deus, ficará ainda mais difícil para eles conquistar as maiores e melhores recompensas prometidas pelo Mestre. Não lhes desejo isso.
  • Também não desejo que a sociedade encare como normal e legal (mais) essa violação da lei de Deus. Às vezes me pergunto que critérios a sociedade usa para decidir qual dessas violações deve se tornar legal só porque um grupo minoritário assim o quer. Veja estes dois exemplos (apenas dois entre muitos):
    1. Casal de irmãos que teve quatro filhos luta para legalizar o incesto;
    2. Partido político holandês pretende legalizar a pedofilia e a pornografia infantil. Sob a mesma desculpa do jargão gay de que “toda forma de amor é válida”, alguns holandeses acham que sexo com crianças é só mais uma forma de expressão de amor, por isso defendem a tese de que as crianças também “amam” e a sexualidade delas foi reprimida pelos padrões e regras da sociedade, dos quais pretendem libertar as crianças.

    Não foi sob o mesmíssimo argumento de “liberdade e diversidade” que começou a história do casamento gay? Por que gays podem e incestuosos e pedófilos não, sendo que a violação da lei de Deus é a mesma? Dois pesos e duas medidas? Se a moda pega, daqui a pouco outros grupos minoritários — adúlteros, homicidas, traficantes, contrabandistas, sonegadores, fanáticos religiosos… — também vão querer mudar a lei em favor de qualquer coisa que julguem ser direito deles.

Deus é amor, mas também é justo

Repudio veementemente o conceito geralmente aceito pela sociedade para justificar o casamento gay de que “o que vale é o amor”. Tenta-se até usar Deus nessa justificativa com o fragilíssimo argumento de que “Deus é amor” e que Ele nos mandou amar uns aos outros.

O problema com esse argumento é ater-se a esse único ponto de Sua lei e ignorar todo o resto, como se amarmos uns aos outros fosse tudo que devêssemos fazer. Quem pensa assim acha que toda a lei de Deus se resume a isso. Não tem a menor noção do que mais Ele espera de nós. Como Ele mesmo disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras” (Mateus 22:29).

É verdade que Deus é amor, mas também é verdade que Ele não é contra Seus próprios princípios! Quem conhece Sua lei sabe que Sua misericórdia não pode roubar Sua justiça. Ele ama o pecador, sim, mas, nas palavras Dele próprio: “Quem sou eu que fiz o homem, diz o Senhor, para considerar inocente o que não obedece aos meus mandamentos?” (D&C 58:30). “Pois eu, o Senhor, não posso encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância” (D&C 1:31).

Portanto, que ninguém se engane: o fato de Ele amar o pecador de forma alguma significa que será conivente com seus pecados (e isso também não significa condenação ao inferno ou algo assim, antes que alguém diga essa bobagem), assim como qualquer pai amoroso e responsável não pode deixar de repreender, corrigir e até castigar seus filhos ao vê-los cometendo erros capazes de prejudicá-los.

Em resumo: o amor, por si só, está bem longe de ser suficiente como justificativa para o casamento entre iguais pelo ponto de vista de Deus. Se assim não fosse, que problema haveria em legalizar o incesto e a pedofilia dos exemplos acima?

Até quando a sociedade vai achar que pode ignorar o que Deus REALMENTE pensa a respeito (e não o que ela quer ou espera que Ele pense) sem sofrer as consequências?

Livre arbítrio

Se, apesar de tudo, os homossexuais quiserem continuar ignorando os mandamentos de seu Criador e julgando-os coisa sem valor, têm a liberdade de fazê-lo. Mas não podem esperar que Ele os abençoe. Se acham que podem viver sem isso, são livres para tentar. Mas não deve ser difícil imaginar que uma vida destituída das bênçãos e do favor de nosso Pai Celestial deve ser uma vida que, quando comparada à que poderiam ter, é vazia, com alegrias efêmeras, conquistas temporárias e recompensas passageiras. Pela perspectiva da eternidade, isso é como uma fumacinha levada pelo vento.

Queridos irmãos e irmãs homossexuais, a vida não precisa ser assim!

Estado laico, mas não por muito tempo

Creio que ninguém duvida de que as perversas e insolucionáveis mazelas sociais ao nosso redor são o mais indiscutível indício de que o mundo está doente. Justamente para evitar que mergulhasse nesse estado de coisas é que desde o princípio o homem recebeu de Deus mandamentos. A sistemática violação deles agora está forçando a sociedade a colher o que ela mesma plantou. As mazelas sociais nada mais são do que o alto preço a pagar pelo próprio orgulho.

“As únicas soluções reais para os muitos problemas graves que o mundo atual enfrenta são espirituais, e não políticas ou econômicas. O racismo, a violência e os crimes de ódio, por exemplo, são problemas espirituais, e sua única solução real é espiritual.” (Élder Wilford W. Andersen, Religião e Governo, A Liahona, julho de 2015.)

Nesse contexto, apelar para o caráter laico do Estado para justificar o casamento gay e a controversa questão da adoção de crianças por casais gays, além de só piorar a situação, não representa nenhuma solução permanente. Seria bom se a sociedade já fosse se acostumando à ideia de que no grande Milênio, que será inaugurado com o retorno de Cristo, as coisas não serão como são hoje. O mundo será governado por uma teocracia e viverá em retidão, como na época do Jardim do Éden. A lei que estará em vigor é a mesma lei de Deus hoje desprezada pela sociedade.

“Um dia o Salvador vai voltar. É Seu direito governar e reinar como Rei dos reis e nosso grande Sumo Sacerdote. Então, o cetro do governo e o poder do sacerdócio se tornarão um só.” (Ibidem.) Quando isso acontecer, Ele assumirá o governo da Terra e consertará tudo que estiver errado em todas as esferas. Tudo que não estiver de acordo com Sua lei será removido do mundo, o que inclui casamentos e relacionamentos homoafetivos. Esse tipo de união sempre esteve e continua condenada à extinção.

Não acredita? Então espere para ver. 😉

Conclusão

O motivo pelo qual sou contra o casamento gay é o mesmo pelo qual sou contra aborto, drogas, prostituição, pornografia, adultério, homicídio, roubo, etc., ou seja, porque isso tudo viola a lei de Deus.

Grandes bênçãos fluem quando obedecemos a Seus mandamentos, mas consequências inevitáveis se seguem se os ignorarmos.

Por isso, simplesmente não posso fazer de conta que Ele não existe apenas para ser politicamente correto e ganhar a simpatia de alguns. Também não posso esperar que Ele modifique Seus princípios e Sua lei só para agradar quem insiste em achar que sabe mais que o onisciente Criador do universo o que é melhor para si, independente de sua opção sexual.

Lamento se gays e simpatizantes não gostam disso, não fui eu quem quis que as coisas fossem assim. Se há quem ache que alguém deve ser responsabilizado por isso, deve responsabilizar o próprio Deus (caso tenha essa audácia), não a mim.

Mais uma vez: não me censure por dizer o que penso. Não estou julgando os homossexuais. Não permito que ninguém os humilhe na minha frente. Não permiti que se tentasse publicar muitos comentários incitando ódio e preconceito contra gays neste artigo (como demonstro nesta resposta a uma tentativa de publicar um desses). Não sou seu inimigo, como são aqueles que executam gays jogando-os do alto de prédios, portanto não há razão para que você seja de mim. Me xingar e colocar estereótipos por defender minhas convicções é justamente o que você não quer que seja feito com você, certo?

Devo amar os homossexuais com o mesmo amor que o Senhor nos ordenou ter uns pelos outros. É justamente por isso que lhes deixo o conselho de voltarem-se para Ele para que desfrutem das bênçãos de uma vida vivida sob os preceitos de Seu evangelho. Só assim é que terão alegria e felicidade duradouras, e não passageiras. Isso é o que lhes desejo de todo coração.

 

Uma palavra aos demais

 
Se pararmos para pensar, fora do evangelho de Jesus Cristo realmente não há motivos convincentes para nos opormos ao casamento gay. Não fosse por isso, muito provavelmente eu também estaria levantando uma bandeira a favor da causa gay e teria ido ao programa da Luciana Gimenez para aplaudi-los. É justamente isso que faz quem desconhece o evangelho (se conhece, não o entende; se entende, não o vive). Por isso, todo o barulho feito pela comunidade gay acaba ocupando dentro das pessoas o espaço que deveria estar preenchido pelos ensinamentos do Salvador (que estão bem longe de ser que meramente nos amemos uns aos outros). Eis porquê a ideologia gay conquista mais e mais a simpatia da sociedade.

Nos bastidores do Superpop a gerente de produção me contou que são muitos os contrários ao casamento gay (inclusive dentre os próprios gays!) e que vários representantes dessa corrente foram convidados a participar do programa junto comigo para expôr suas idéias. Mas fui o ÚNICO que teve a coragem de mostrar a cara.

Por que o restante se acovardou? Uma possível resposta: “É da natureza humana que as pessoas, quando se deparam com uma situação complexa, tendam a evitá-la. Isso é verdade, particularmente quanto à atração pelo mesmo sexo. Temos tão poucas informações confiáveis a respeito disso que os que desejam ajudar sentem-se um tanto inseguros.” (Élder Jeffrey R. Holland, Ajudar Os Que Lutam Contra a Atração pelo Mesmo Sexo, A Liahona, outubro de 2007.)

Não evitei e não evito a situação por um motivo bem simples: o conhecimento e a vivência do evangelho no dia a dia trazem-me confiança e segurança para enfrentar os desafios da vida. Quem não deve, não teme. Não tenho medo de dizer que o casamento gay é contrário à lei e à vontade de Deus. Não fui eu quem quis que fosse assim. Eis porquê senti-me tremendamente à vontade diante das câmeras em rede nacional ao vivo para expôr a todo o país meus motivos para ser contra o casamento gay.

Mesmo que os contrários não compreendam muito bem os motivos que os levam a sentir que o casamento gay é um erro, é improvável que consigam algo pelo qual não se manifestam. Portanto, qualquer que seja seu motivo, se você também acha que o casamento gay é um erro…

…então manifeste-se!

Que nossa voz também seja ouvida. Não defendo uma abordagem agressiva como a deles, com espalhafato, ousadia e ameaças. Devemos, contudo, sincera e honestamente, fazer chegar a quem de direito nossa voz. Que não fiquemos restritos às redes sociais e falemos também aos que elaboram as leis, aos que governam a nível local, estadual e nacional, aos administradores de escolas e a todos os formadores de opinião em qualquer esfera.

Se desejar algo em que se inspirar nessa batalha, recomendo a leitura do artigo Oposição ao mal, de Gordon B. Hinckley.

Este artigo representa um pequeno esforço no sentido de cumprir a admoestação de Hinckley. Se você tem bons argumentos adicionais contra o casamento gay e desejar contribuir com meu esforço, não deixe de expressar seus pensamentos na área reservada a comentários, abaixo. Obrigado.

[ATUALIZAÇÃO em 28/07/11] — Ibope divulga resultado de pesquisa mostrando que a maioria da população brasileira é contra a união estável gay. Leia a notícia aqui.

[ATUALIZAÇÃO em 13/11/12] — Recomendo fortemente a leitura do excelente artigo Parada gay, carne e espinafre, de J.R. Guzzo, publicado na edição na edição 2295 (14 de novembro de 2012) da revista Veja.

[ATUALIZAÇÃO em 12/04/13] — Confirmando resultado da pesquisa do IBOPE mencionado acima, recente enquete promovida pelo site G1 mostrou que a maioria da população continua contra o casamento gay. Confira o resultado neste link.

[ATUALIZAÇÃO em 26/06/15] — Nesta data a Suprema Corte dos EUA aprovou o direito de casais do mesmo sexo se casarem pela Constituição. Com isso, o casamento está legalizado em todos os 50 estados americanos. Em nota à imprensa, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias reconhece que agora o casamento gay é legal no país, mas observa que isso em nada muda a doutrina do Senhor de que o casamento é a união entre um homem e uma mulher, ordenado por Deus. “Enquanto demonstra respeito pelos que pensam diferente, a Igreja continuará a ensinar e promover o casamento entre homem e mulher como parte central de sua doutrina e práticas”, disse a Igreja.

Digno de nota é o fato de que a Suprema Corte americana é composta por apenas 9 pessoas, homens e mulheres. Todos liberais e basicamente ateus. Ou seja, num país predominantemente cristão e protestante, nenhum dos 9 representa a maioria do pensamento e da população do país. A voz majoritária do povo não foi ouvida sobre o assunto. Esses nove que não representam a nação tomaram uma decisão vista como mero ativismo judicial. Que triste…

Todos os dias tentam nos fazer crer que “permitir a casais do mesmo sexo o acesso à designação de casamento não irá retirar o direito de ninguém”. Bem, lamento dizer, mas isso é uma mentira. Ao contrário do que se pensa, com essa decisão da Suprema Corte americana o casamento gay erode direitos fundamentais. Essa decisão também é uma violação de linguagem.

Vale lembrar que essa mesma Suprema Corte foi a que, 40 anos atrás, decidiu que mães têm o direito constitucional de assassinar seus filhos.

Aos contrários ao casamento gay, como eu, resta agora lutar pela manutenção da liberdade religiosa, bandeira que a Igreja tem veementemente levantado nos últimos tempos. Ainda resta esperança enquanto até isso não nos for tirado.

E que a Segunda Vinda ocorra o mais rápido possível!

[ATUALIZAÇÃO em 30/06/15] — Em virtude da notícia acima, muitos usuários do Facebook utilizaram o aplicativo criado pela rede social para colorir suas fotos de perfil em apoio à causa gay. Da noite para o dia, viu-se uma enxurrada de pessoas ostentando a mesma foto de perfil de antes, mas colorida com as cores do arco íris. O observador desavisado poderia pensar que a causa estava ganhando apoio maciço, mas, não surpreendentemente, foi só impressão. O próprio Facebook constatou que menos de 2% dos usuários utilizaram a ferramenta (1,8% para ser mais preciso). O que isso nos diz? Que a maioria da opinião pública continua contrária ao casamento gay. Que assim permaneça! Mas que a maioria não se cale e também se manifeste, pois omissão também é submissão.

 

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