Santana do Livramento, janeiro de 1987

198701 (27K)
Uma das belas capelas de Santana do Livramento

Meu ano começou com a imensa alegria de estar no campo missionário, trabalhando duro, ceifando almas (no bom sentido), separando o trigo do joio, lutando, sofrendo, testificando e sendo abençoado pelo Senhor com revelações e conhecimento.

E quando falo em revelações, refiro-me realmente a revelações! Perguntando ao Senhor o que poderia ser melhorado em meu trabalho, Ele me mostrou, pelo poder do Espírito, que estamos falhando na edificação da fé de quem ensinamos. Isso me fez perceber que comigo o Senhor não se contenta com pouco. Pode ter sido esse o motivo de ter segurado as bênçãos em Pelotas, ou seja, para me despertar para esse ponto. “Pois àquele que muito for dado, muito se lhe exigirá” (D&C 82:3).

Mas meus dias de Pelotas já passaram, agora é outra fase. Fase que abre o ano com batismos. Finalmente! Após quatro meses de jejum, aparecem novamente os frutos que um missionário tanto busca. É pena que tenha tido que sair de Pelotas para consegui-lo, queria ter batizado pelo menos uma pessoa lá.

Sim, a missão está sendo para mim uma escola de vida. Mas há missionários que não aprendem isso e, talvez por falta de testemunho, mergulham no mar gelado e escuro da apostasia. Fiquei sabendo que um rapaz que conheci de perto em meus primeiros meses de Campina Grande e que servia na missão Brasil Recife foi excomungado por quebrar a lei da castidade na missão. O rapaz nunca foi mesmo um exemplo de fé. Acredito que tenha sido mandado para a missão a fim de se tentar uma total e definitiva conversão, tal como está acontecendo comigo. Pelo jeito, não funcionou.

198701b (20K)
As missionárias que devo treinar

Deixando de lado os fracassos e falando de sucessos, a segunda metade do mês foi marcada pela chegada de uma nova dupla de missionárias que vieram juntar-se à dupla já existente. Meu distrito agora conta com quatro missionárias e dois missionários. Com mais uma dupla, meu desafio foi redividir as áreas para dar-lhes uma onde trabalhar. Foi um grande quebra-cabeça. Por fim, decidi dividir minha própria área ao meio, fazendo-as trabalhar para a mesma ala onde estou.

Trabalhar com quatro missionárias será um desafio. Treinar moças não é o mesmo que treinar rapazes. Elas requerem mais atenção, sensibilidade e certos cuidados com relação a horários, área de trabalho e outras coisinhas.

(Visited 50 times, 1 visits today)

Artigos relacionados:

  • Nenhum artigo relacionado
Publicado em Missão de tempo integral. Adicione o link permanente deste artigo a seus favoritos.

 

REGRAS PARA COMENTAR NOS ARTIGOS:

  1. Não use agressividade, provocações, insultos, ironias, deboches, maledicências, palavrões e coisas desse tipo, ou seu comentário será sumariamente apagado. Aceito críticas, sim, o que não aceito é falta de educação e de respeito.
  2. Não use e-mail falso ou seu comentário poderá ser apagado.

Deixe seu comentário - mas observe as regras acima!