‘Vozes Mórmons’: uma laranja podre na fruteira SUD

lobo-em-pele-de-cordeiroMuito tempo atrás, fez parte do meu grupo Mórmons do Brasil no Yahoo um médico que se dizia membro da Igreja. Sua participação no grupo era absolutamente insuspeita: suas opiniões e contribuições, sempre muito bem articuladas e persuasivas, pareciam coadunar-se com a doutrina e cultura dos Santos dos Últimos Dias.

A partir de um dado momento, contudo, e usando de seu peculiar poder de persuasão e eloquência, começou a inserir no grupo sutis e bem disfarçadas defesas de coisas estranhas à nossa doutrina, como casamento gay e outras. Mais ou menos na mesma época outro participante começou a defender o casamento plural (poligamia), outra doutrina contrária à da Igreja.

Em particular, adverti-os para que parassem, pois estavam infringindo as regras do grupo e a reincidência me forçaria a tomar providências. Incomodado pela falta de liberdade de dizer o que quisesse, aquele que enaltecia o casamento plural espontaneamente saiu do grupo. O médico, por sua vez, com o cinismo típico de quem não respeita regras, me ignorou solenemente e continuou postando o que não devia. Tive que expulsá-lo.

O cômico depois foi vê-lo querendo me convencer de que as coisas eram como achava que eram só porque estava dizendo que eram e minha recusa em aceitar isso, segundo ele, demonstrava que eu sofria de “dissonância cognitiva”. Só rindo mesmo… 😉

Algum tempo depois tomei ciência da existência de uma certa Associação Brasileira de Estudos Mórmons. Curioso, fui pesquisá-la. Descobri que a tal associação é mantida por aquele mesmo médico e seus apoiadores, publicando coisas como as satânicas “filosofias dos homens mescladas com escrituras” contra as quais somos advertidos no templo.

Derivou daquela tal associação o blog Vozes Mórmons, cujo principal fomentador é o referido médico.

A armadilha do blog começa pelo próprio nome, “Vozes Mórmons”. O visitante desavisado pode pensar que representa a crença e a cultura mórmon quando na verdade é bem o oposto disso.

No blog o médico se apresenta como ex-missionário nascido e criado na Igreja, mas esconde o fato de não mais pertencer a ela. De acordo com a publicação The New Expositor, número 7 (outubro de 2008), pg. 3, ele pediu para ter seu nome removido dos registros da Igreja. Significa que renunciou à sua condição de mórmon, ainda que não o assuma publicamente. Há relatos segundo os quais ele não permite que se mencione tal renúncia no blog ou na fan page da associação no Facebook, impedindo qualquer tentativa de fazê-lo. Parece óbvio que a intenção é esconder sua condição de apóstata, possivelmente para não prejudicar a aparência de credibilidade e representatividade mórmon pretendida para si e para o blog.

Nos comentários de um dos artigos o blog assume-se como sendo “o contra-peso para oferecer voz para esses membros que são a minoria e quase não são ouvidos”, referindo-se a uma minoria que prefere mudar a Igreja em vez de mudar a si mesma, como o Senhor ordena (ver Mateus 18:3-4), e como se a Igreja fosse de homens e não de Jesus Cristo (ver D&C 1:30). Isso explica o tom queixoso e rancoroso da grande maioria dos artigos, que meramente regurgitam material já desacreditado nos EUA extraído de sites e fóruns em inglês cheios de lixo antimórmon, dos quais o médico é frequentador assíduo. Muito do que se publica no blog não é de autoria deles de fato.

Por meio de material desse tipo os autores parecem praticar o esporte de ficar procurando defeitos na Igreja, na doutrina, nas escrituras e em líderes e membros. Repletos de sofismas, falácias e teorias conspiratórias que dão aos artigos uma aparência de verdade, os textos parecem ter a intenção de causar no leitor desavisado uma impressão sombria da Igreja e de tudo que diga respeito a ela. Querem fazer crer que está sempre errada em alguma coisa ou que tem algo a esconder ou de que se envergonhar — como o fanático torcedor de um time falando do time rival ou como um nazista falando de judeus e negros.

Como era de se esperar, o blog conquistou o aplauso e louvor da minoria de quem se diz porta-voz. Os comentários dos artigos geralmente estão carregados da mesma acidez crítica impregnada nos textos.

Ainda que a alegria deles seja fazer oposição à Igreja, não admitem oposição a si próprios. Há diversos relatos de pessoas que tentaram publicar comentários bem intencionados com correções para os erros dos artigos e tiveram seus comentários bloqueados. Querem criticar, mas não querem ser criticados. É o velho “faça o que digo, não o que faço”. Todo mundo sabe que nome isso tem.

Desconfia-se, inclusive, que esse médico seja a personagem “Raimunda”, que administrava o grupo “Ex-Mórmons Brasil” no finado Orkut, no qual sua participação era sempre impregnada de difamação, sarcasmo, infâmia, maledicência e outros atributos menos dignos, conforme relato no artigo Esses antimórmons são uma graça!.

Isso tudo talvez se explique por meio de recente testemunho dado a mim em particular por alguém que afirma conhecer de perto o médico e sua família desde a infância. Essa pessoa acha que ele é portador de algum distúrbio psicológico que o faz nutrir certa paranoia contra a Igreja. Segundo essa testemunha, a mãe dele, que é membro fiel, sofre grande aflição com a obsessão do filho de cuspir no prato em que comeu. Então talvez sua insistência em afirmar que quem não vê as coisas sob sua ótica sofre de “dissonância cognitiva” seja sua maneira inconsciente de dizer que na verdade quem tem esse distúrbio é ele próprio.

Então, que fique bem claro: apesar do nome enganoso, o Vozes Mórmons NÃO é um blog espiritualmente saudável. Histórica ou doutrinariamente, NÃO é confiável. É bem aquilo que a foto acima representa. Pedir-lhes para falar da Igreja é tão salutar quanto pedir ao Estado Islâmico que fale dos cristãos.

É como certa vez disse o Élder Neal A. Maxwell, do Quórum dos Doze Apóstolos:

Alguns insistem em investigar a Igreja apenas pelo ponto de vista de seus desertores — é como entrevistar Judas para entender Jesus. Os desertores sempre nos dizem mais sobre si mesmos do que sobre a organização que abandonaram.

Que todos façamos da revelação pessoal de Deus uma luz a nos guiar em meio às trevas de sórdidas apostasias como essa. Tenhamos em mente que críticos e opositores estão fadados ao fracasso e esquecimento. Como disse Aquele que está à frente da Igreja contra a qual lutam (D&C 6:34):

Portanto, não temais, pequeno rebanho; fazei o bem; deixai que a Terra e o inferno se unam contra vós, pois se estiverdes estabelecidos sobre minha rocha, eles não poderão prevalecer.

E também, como disse o Presidente George Albert Smith em Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: George Albert Smith, capítulo 6:

Aqueles que se opõem e apontam defeitos não terão alegria em sua oposição. Aqueles que criticam e procuram destruir a influência dos líderes da Igreja sofrerão as consequências de suas afrontas.

Leitura adicional recomendada:

[ATUALIZAÇÃO em 14/12/2015] — Fazendo uma pesquisa no Google encontrei, para minha desagradável surpresa, três comentários publicados no Vozes Mórmons por alguém fazendo-se passar por mim. Os comentários, todos de igual teor e publicados em artigos diferentes, dizem:

falsidade_ideologica_1

falsidade_ideologica_2

falsidade_ideologica_3

Quero deixar claro e público que não sou o autor desses comentários, pois:

  1. Não acredito no que foi dito e não concordo com essas afirmações;
  2. Eu não redigiria comentários repletos de erros de acentuação e pontuação;
  3. Não frequento aquele blog.

 

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