Geisy Arruda: vítima ou cúmplice?

geisy_arrudaQuem quer que assista noticiários na TV ou leia jornais ou mantenha-se minimamente informado de alguma forma deve ter visto o caso da estudante de turismo Geisy Arruda (foto). Mas, se você esteve em outro planeta nas últimas semanas (já que o caso repercutiu internacionalmente) e não sabe do que se trata, veja aqui um artigo que resume o caso.

Meu propósito com este artigo não é apontar o dedo contra ela e jogar sobre seus ombros todo o peso da responsabilidade pelo que lhe ocorreu, ainda que ela própria admita sua parcela de culpa. Se, por um lado, sua vaidade não a levasse a gostar de se vestir de modo provocante para chamar a atenção (assista depoimento dela nesta reportagem do Fantástico), por outro ainda custo a entender o porquê da reação desproporcional dos estudantes da Uniban. Por mais que Geisy tenha cutucado a onça com vara curta, nada justifica a hostilidade recebida em resposta. Pelo que foi possível ver na mídia, Geisy não se comportou de modo muito diferente do que muitas moças tão ou mais vaidosas fazem por aí para chamar a atenção e nem por isso passam pelo que ela passou. Para mim, a história tem algum elemento adicional que não está sendo contado.

De qualquer forma, na minha opinião, ambos os lados estão errados. Geisy está errada por não se vestir com o recato necessário para evitar o tipo de constrangimento por que passou (e, pelo que se vê em reportagens como a do Fantástico, nada indica que tenha aprendido a lição). A turba ensandecida de seus colegas estudantes da Uniban está errada por não tê-la simplesmente ignorado.

Aliás, esse povo precisa aprender que o pior castigo para quem quer aparecer é ser ignorado. Muito embora aquele tipo de reação hostil não fosse a que Geisy tinha em mente, o resultado foi e está sendo muito melhor do que esperava: a mídia instantaneamente a transformou em celebridade. Se aparecer era o que Geisy queria, conseguiu. Mas se as pessoas tomassem a iniciativa de ignorá-la quando se veste daquele jeito, ela saberia que seria inútil fazê-lo, já que não chamaria a atenção de ninguém e não haveria combustível para alimentar sua vaidade. Ao reagir da forma como fez, a turba da Uniban de certa forma só fez dar a Geisy o que queria.

Então, na minha opinião, Geisy está muito mais para cúmplice do que para vítima. Só tenho a lamentar por ela — e também pela futilidade da mídia e pela de quem consome esse tipo de lixo.

Seja pela atitude de Geisy ou pela reação da turba, o caso apenas comprova a perene decadência moral de nossa sociedade, que por sua vez é sintoma de um único mal: a falta de Deus (não só da boca para fora) e do evangelho de Jesus Cristo na vida das pessoas. Se Geisy vivesse o evangelho, demonstraria ser uma mulher virtuosa vestindo-se com recato, caso em que não teria sido pivô de um escândalo. Se seus colegas o fizessem, teriam-na deixado em paz e demonstrado respeito por ela. Se a mídia o fizesse, não se interessaria em mostrar futilidades. Se os consumidores de futilidades o fizessem, a mídia não teria para quem mostrá-las.

É nesses momentos que me lembro das palavras do Senhor:

Porque eu, o Senhor Deus, deleito-me na castidade das mulheres. E as libertinagens são para mim abominação; assim diz o Senhor dos Exércitos. (Jacó 2:28)

E também da inspiradas palavras de Susan W. Tanner, Presidente Geral das Moças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, falando sobre a santidade do corpo:

Com a plenitude do evangelho na Terra, temos novamente o privilégio de conhecer essas verdades sobre o corpo. Joseph Smith ensinou: “Viemos a este mundo com o objetivo de obter um corpo e de apresentá-lo puro, diante de Deus, no Reino Celestial. O grande plano de felicidade consiste em ter um corpo. O diabo não tem corpo, e nisso consiste seu castigo” (The Words of Joseph Smith [As Palavras de Joseph Smith], ed. Andrew F. Ehat e Lyndon W. Cook [1980], p. 60).

Satanás aprendeu essas mesmas verdades eternas a respeito do corpo, mas seu castigo é não ter um. Por isso, tenta fazer de tudo para conseguir que maltratemos essa preciosa dádiva ou façamos mau uso dela. Ele encheu o mundo de mentiras e falsidades sobre o corpo. Ele tenta muitas pessoas a profanarem essa grande dádiva por meio da falta de castidade e de recato, das libertinagens e vícios. Ele seduz alguns a desprezarem o próprio corpo; outros, ele tenta para que o adorem. Em ambos os casos, ele induz o mundo a considerá-lo como um mero objeto. Diante de tantas falsidades satânicas a respeito do corpo, quero erguer hoje a voz em defesa da santidade dele. Testifico que o corpo é uma dádiva que deve ser tratada com gratidão e respeito.

Recomendo a todas as moças, especialmente a Geisy, a leitura na íntegra da mensagem da irmã Tanner.

 

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7 comentários em Geisy Arruda: vítima ou cúmplice?

  1. Glaucia disse:

    Geisy nao merece idenizaçao nenhuma,porque se aproveitou totalmente da situaçao.se isso atingiu tantoooooo sua moralidade(danos morais) por que foi no programa de televisao para fazer teatro as cenas do vestido.e nao sofre nada com isso.agora quer ganhar dinheiro as custa do acontecimento ela e o advogado.ta na cara que ela nao sofre com isso.Geizy vai trabalhar pra ganhar dinehiro e deixa de aproveitar da situaçao.

  2. Alan Vieira disse:

    São casos como esse que realmente mostram a condição decadente que a maioria dos seres humanos se encontram…

    A cada vez que vejo algum noticiário, propaganda ou qualquer coisa que venha a enaltecer certas pessoas, como no caso da tal Geyse, me dá uma indignação e uma tristeza profunda por ver essa inversão de valores.

    A safadeza se transformou no requisito indispensável para a fama e para o “sucesso” na sociedade… Lamentável!!! Lamentável!!!

    Mais de quem é a culpa disso? A mídia? Não!

    A culpa é da própria sociedade que se deixou inverter os seus sagrados valores, trocaram e trocam os divinos princípios do evangelho por uma imoralidade constrangedora.

    E o mais triste disso tudo é que quando a nação ou ate mesmo o mundo está colhendo os frutos dessa triste imoralidade, os homens querem se fazer de vitimas colocando a culpa nos governantes e na “sociedade”. E depois de tudo ainda tem a coragem de participar de marchas pela paz, pelo fim da violência, ainda tem a cara de pau de fazem protestos exigindo mais decência na sociedade. VERGONHOSO!!!

    Sabias palavras, Marcelo:

    “Seja pela atitude de Geisy ou pela reação da turba, o caso apenas comprova a perene decadência moral de nossa sociedade, que por sua vez é sintoma de um único mal: a falta de Deus (não só da boca para fora) e do evangelho de Jesus Cristo na vida das pessoas. Se Geisy vivesse o evangelho, demonstraria ser uma mulher virtuosa vestindo-se com recato, caso em que não teria sido pivô de um escândalo. Se seus colegas o fizessem, teriam-na deixado em paz e demonstrado respeito por ela. Se a mídia o fizesse, não se interessaria em mostrar futilidades. Se os consumidores de futilidades o fizessem, a mídia não teria para quem mostrá-las.”

    • Claudio disse:

      Muito bem colocado sua opinião, Alan Vieira.

      Eu complemntaria dizendo que é impressionante como nossa sociedade esta cada vez nais futil, e repleta de todo tipo de banalidade.

      Esta Geyse não passa de uma vã oportunista, da qual se faz querer ascenção popular e consequentemente financeira as custas de uma tola atitude exibicionista erótica, coisa que a sociedade suja da qual estamos valoriza.

      Fico tremendamente indignado com tamanha decadencia vulgar a mulher cede a passos largos, vejam como ex. aquela infeliz que jogou o filho na caçamba de lixo. Como entender uma mãe de 5 filhos a qual vive a vida com muita dificuldade financeira( se estou certo) a qual ja havia abandonado outro ou outros filhos, jogar o ultimo no lixo? Maldita esta sociedade erotizada em que o mundo se tronou, e quanta culpa a midia tem nisso ao apresentar o sexo como um um simples entretenimento sem consequencias serias! O resultado? Esta ai, diante do que vimos dia a dia no noticiarios!

  3. Marco Aurélio disse:

    Fico muito impressionado como os meios de comunicação colocaram ela como vitima da situação e não imputaram culpa alguma por seu comportamento, como se fosse inocente. Tenho certeza que a culpa foi sim inteiramente dela, algo assim não acontece do dia para a noite, ela provocou a situação, queria apenas se mostrar e acabou levando uma “invertida”. Queria eu ser o juiz desta causa, ela não iria ganhar ação nenhuma, pelo contrário, daria uma lição que os pais pelo jeito não deram.

  4. Irmão Todaro,

    começo a ler seu blog por sua habilidade na escrita e boa visão dos fatos.
    Concordo inteiramente contigo neste artigo e também creio que algum fato fora omitido por razão desconhecida.

    Este é um ensinamento para todos os membros da Igreja aprenderem a importância do recato.

    Sem mais,

    Milton Bolonha Neto

  5. Beatriz disse:

    Quando descobri toda essa história, a primeira coisa que me vieo à cabeça foi “Para o Vigor da Juventude”. hehe

    • Renata disse:

      Brasil, o pais da bunda e do carnaval e ainda dao ibope por causa de uma estudante com um vestido curto? um pais de falsos moralistas, isso sim.

 

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