Publicado por Marcelo Todaro e arquivado em Diário pessoal
Uma de minhas atividades profissionais é construir, hospedar e dar manutenção em websites, conforme descrevo nesta página do blog.
Relacionado a isso, recebi ontem um e-mail de apenas duas linhas de uma mulher de nome estrangeiro que se dirigia a mim como “Mr. Todaro”, embora a mensagem estivesse em português. Ela dizia:
Olá Mr. Todaro,
Quanto você cobra para fazer um site com 5 páginas?
Respondi dando meus valores. Ela respondeu:
Pois te pago 3.500 dólares pelo site e mais 275 dólares por mês ajustáveis a cada 6 meses! Procuro um webmaster que aceite fazer sites pornô. Sou empresária de uma atriz pornô e ela precisa de um site.
O site deve conter:
- Sobre a atriz
- Portifólio
- Algumas fotos e videos da atuação
- Página para contato
- Página inicial com informações básicas
O site seria em inglês, visto que a atriz é canadense. Estamos a procura de um webmaster na América Latina.
Se possivel, madar a resposta em inglês, pois minha chefe irá ler amanhã e eu estarei de folga por 1 mês e 3 dias.
Aguardo sua reposta.
US$ 3500 para criar um site? Uau! Pelo câmbio de hoje, isso equivale a mais de R$ 6500. Nunca pensei em ganhar tanto dinheiro fazendo um site de cinco páginas, por mais complexo que fosse.
O que aparentava ser uma surpreendente generosidade nessa oferta nada mais era que um sinal explícito da soberba abastança do meio pornográfico. Sempre soube que a pornografia é uma indústria poderosa. Nos EUA, a receita auferida com pornografia é maior do que todas as receitas combinadas de profissionais do futebol, beisebol, basquete e franquias. Há dezenas de milhões de sites pornográficos de acesso pago prosperando na Internet. Atrizes pornô podem ganhar vários milhões de dólares por ano. Algumas se tornam tão ricas que se aposentam ainda jovens.
O problema está nas implicações morais e espirituais dessa atividade. Homens e mulheres engajados na prática do sexo explícito para alimentar essa indústria cometem um dos mais graves pecados previsto nas leis de Deus, perdendo em gravidade apenas para o assassinato. Como todo pecado, sua inspiração vem de uma única fonte: o inimigo de Deus e do homem.
Qual é a motivação de Satanás ao induzir o homem a cometer esse e todo tipo de pecado? Como nos ensina o profeta Leí, Satanás procura tornar todos os homens tão miseráveis como ele próprio (ver 2 Néfi 2:27). E por que? Basicamente porque tem ciúmes de nós pelo fato de possuirmos um corpo físico e ele não — e nisso consiste sua condenação. Por isso, tenta conseguir que façamos mau uso de nosso corpo. Como ensinou a irmã Susan W. Tanner, Presidente Geral das Moças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, falando sobre nosso corpo:
Com a plenitude do evangelho na Terra, temos novamente o privilégio de conhecer essas verdades sobre o corpo. Joseph Smith ensinou: “Viemos a este mundo com o objetivo de obter um corpo e de apresentá-lo puro, diante de Deus, no Reino Celestial. O grande plano de felicidade consiste em ter um corpo. O diabo não tem corpo, e nisso consiste seu castigo” (The Words of Joseph Smith [As Palavras de Joseph Smith], ed. Andrew F. Ehat e Lyndon W. Cook [1980], p. 60).
Satanás aprendeu essas mesmas verdades eternas a respeito do corpo, mas seu castigo é não ter corpo. Por isso, ele tenta fazer de tudo para conseguir que maltratemos essa preciosa dádiva ou façamos mau uso dela. Ele encheu o mundo de mentiras e falsidades sobre o corpo. Ele tenta muitas pessoas a profanarem essa grande dádiva do corpo por meio da falta de castidade e de recato, das libertinagens e vícios. Ele seduz alguns a desprezarem o próprio corpo; outros, ele tenta para que o adorem. Em ambos os casos, ele induz o mundo a considerar o corpo como um mero objeto. Diante de tantas falsidades satânicas a respeito do corpo, quero erguer hoje a voz em defesa da santidade do corpo. Testifico que o corpo é uma dádiva que deve ser tratada com gratidão e respeito.
A íntegra da mensagem da irmã Tanner pode ser lida aqui.
Por mais que eu precise de dinheiro, meu senso de compromisso com Deus não me permitiria aceitar uma oferta cuja origem é uma atividade tão flagrantemente inspirada por nosso inimigo. O dinheiro que eu ganharia com isso e tudo que esse dinheiro me permitiria comprar seria uma maldição travestida de bênção.
Não bastassem tais motivos já bem convincentes para minha recusa, uma luz amarela se acendeu em minha mente ao notar que estão à procura de um webmaster na América Latina. Ora, se a atriz é canadense, por que o webmaster não pode ser compatriota dela ou americano, por exemplo? Por que esse profissional tem que ser de tão longe? Senti cheiro de encrenca.
Por essas e outras, respondi (em inglês, conforme solicitado):
Obrigado. Sua oferta parece ser realmente muito boa. No entanto, não posso aceitá-la, pois está relacionada a uma atividade que vai contra meus princípios.
Espero poder servi-la com o melhor de mim noutra oportunidade.
Achei que o assunto morreria aí. Eu não esperava resposta alguma ou, quando muito, um “obrigado pela atenção”. Achei que a menção a “princípios” que me impediam de aceitar o trabalho deixaria claro o porquê de minha recusa. Mas, para meu assombro, poucas horas depois veio outra mensagem (em inglês, da própria atriz) dizendo:
Por que não pode aceitar a oferta, homem? Quais são seus princípios? Tudo bem, pago US$ 5500 pelo site e US$ 590 pelas atualizações.
Quando li isso, comecei a rir sozinho. Seriam mais de R$ 10 mil pelo site e mais de R$ 1100 por mês pelas atualizações. “Caramba! Esse pessoal é louco!”, pensei enquanto ria.
Obrigado por sua nova oferta.
Sou um membro devoto de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mais conhecida pelo apelido de "igreja mórmon"). A posição da Igreja a respeito da pornografia é:
"Pornografia é qualquer material que faz alusão ou descreve o corpo humano ou conduta sexual de modo a provocar sentimentos sexuais. É distribuída por muitas mídias, incluindo revistas, livros, televisão, filmes, música e pela Internet. É prejudicial ao espírito tal como tabaco, álcool e drogas são ao corpo. O uso de material pornográfico de qualquer tipo viola um mandamento de Deus: 'Não (...) cometerás adultério (...) nem farás coisa alguma semelhante' (D&C 59:6). Ela pode levar a outros pecados sérios. Os membros da Igreja devem evitar a pornografia em qualquer de suas formas e devem opor-se à sua produção, distribuição e uso". (Fonte: site da Igreja.)
Eis porque, não importa quanto dinheiro me ofereça, não posso aceitá-lo. Lamento.
Como eu disse antes, espero poder servi-la com meu melhor em outro tipo de website.
Foi só então que obtive a resposta que eu esperava da primeira vez: nenhuma.
[ATUALIZAÇÃO 1]: Quando escrevi acima que a resposta tinha sido nenhuma, algo me disse que estava me precipitando. De fato, houve mais uma oferta. Veja que loucura:
OK, ofereço US$ 10 mil pelo site + US$ 2 mil pelas atualizações. Esse tipo de serviço custaria muito mais aqui no Canadá. Ofereço também algo que ninguém poderia oferecer-lhe: conheço muita gente famosa. Nem todos são da indústria pornográfica. Posso apresentar você a eles, então você teria muitos outros clientes. Que me diz?
Então talvez seja por isso que esteja atrás de um webmaster sulamericano: pagar muito menos. Faz-me lembrar o caso da indústria americana de eletrônicos de consumo, que terceiriza sua produção usando empresas chinesas, cuja mão de obra é bem mais barata. Não vejo muito problema nisso, chama-se economia de mercado. Eu não me importaria em ganhar menos do que ganharia um webmaster canadense para produzir esse material. Afinal, R$ 18 mil reais por um site e R$ 3,7 mil por mês por atualizações até parece salário de marajá do funcionalismo público. Mas, se quer saber, o canto dessa seria não me seduz. Minha consciência e meus convênios com o Senhor no batismo e no templo não estão à venda.
Aprecio o que está tentando fazer por mim e a fantástica quantidade de dinheiro que me oferece. Mas, por favor, tente entender que meus princípios e minha fé não têm preço. São muito mais que uma mera crença: são o que me definem. Não posso aceitar sua oferta nem mesmo por um milhão de dólares ou mais.
Lamento. Por favor, não insista. Obrigado.
Será que me levará a sério desta vez?
Não levou. Ela triplicou a oferta em dinheiro. Mas, quando viu que com dinheiro não me convenceria, começou a oferecer a si mesma também. Aí simplesmente parei de responder-lhe. Mesmo sem novas respostas minhas, continuou insistindo.
O que tenho curiosidade em saber é: por que insistir comigo quando há uma infinidade de opções à disposição ao redor do mundo? Tenho certeza que não seria difícil encontrar quem aceitasse até a mais modesta das propostas que me fez. Acredito que a resposta esteja no fato de que tentar convencer-me a mudar de idéia deve ter se tornado questão de honra para ela, por isso rebaixou-se até o ponto de usar a si própria como mercadoria dizendo coisas como “muitos homens desejariam estar no seu lugar”. Deve ser do tipo da pessoa que pensa que todo homem tem seu preço. Também não deve estar habituada a levar um não como resposta.
Ela tem razão. Muitos homens realmente desejariam estar no meu lugar, mas por outro motivo.
Como me lamento por ela!
[ATUALIZAÇÃO 2]: Eu tinha razão. Embora eu tivesse parado de responder seus e-mails, ela depois acabou confessando que estava mesmo sentindo sua honra desafiada por mim, daí a insistência. Veja só (e pasme com) o que disse no último de seus e-mails (até o momento):
Todo homem tem um preço. Qual é o seu? Como bônus, dou-lhe 25 noites de sexo comigo e tudo mais que eu disse acima. Posso dar-lhe tudo que quiser. Ganho mais de 15 milhões de dólares por mês. Não há nada que eu não possa lhe dar. Vamos lá, diga-me seu preço! Não importa se me pedir 3 ou até 5 milhões de dólares. Agora virou questão de honra para mim. Se disser sim, vai ficar rico e ter tudo que quer: carros, casas, viagens, TVs, mulheres jovens e qualquer coisa que queira. Se disser não, nunca mais escrevo a você novamente. Então você tem que escolher: continuar pobre com sua religião ou ter a vida com que sempre sonhou. Pense no seu filho. Você pode dar-lhe um ótimo futuro: todos os brinquedos que ele quiser, estudo em qualquer país do mundo, estudo em uma boa faculdade e posso também conseguir para ele o emprego que quiser (não importa qual). Vou me matar se você não aceitar e você será responsável por isso. Minha secretária é testemunha. Então, por favor, responda-me agora. Responda-me pelo menos mais uma vez (de preferência dizendo sim), não é algo difícil de fazer.
Tive que dar uma boa risada quando falou em suicídio. Não estou levando nada disso a sério e duvido que ela fosse cumprir uma fração do que prometeu se eu aceitasse. Acho mesmo que se trata apenas de orgulho ferido por minha postura firme contra tudo isso. Na verdade, durante a noite, enquanto eu dormia e continuava sem responder seus e-mails, ela enviou uma série de outras mensagens, inclusive com ameaças de me difamar na imprensa se eu não aceitasse suas ofertas. Mandou-me uma foto sua (bem comportada) para que eu visse como é linda, esperando que eu mudasse de idéia. Como nem assim recebeu resposta, chegou até a enviar um e-mail cheio de xingamentos e palavrões na esperança de provocar uma reação minha. Sua secretária escreveu também dizendo ter recebido dela um telefonema aos prantos dizendo que fui “rude, infantil e burro” e que estava tendo o pior dia de sua vida por causa de uma pessoa “antiprofissional como você”.
Eu mereço…
Até onde isso tudo é sério ou é piada, não sei. Só sei que, após alguma ponderação em espírito de oração, senti-me confortável com a idéia de usar de um pouco de compaixão para dar-lhe uma última resposta em consideração à pessoa que é como minha irmã.
Entendo que você deve ser daquele tipo de mulher capaz de conseguir tudo que quer com sexo e dinheiro e para a qual nenhum homem diz não, como tenho feito. Quando um homem se atreve a fazê-lo, você acha que é questão de honra fazê-lo mudar de idéia, como se fosse algum tipo de deusa grega como Afrodite. Sou perfeitamente capaz de entender isso.
O que NÃO sou capaz de entender é, se seu interesse é apenas em ter um site, por que você insiste comigo quando certamente há um imenso número de outros webmasters no mundo (ou pelo menos na América Latina) que alegremente seguiriam seu canto da sereia e para os quais você não teria que fazer nenhuma das promessas que já me fez.
Por favor, tente entender que viemos de mundos diferentes. Meu mundo não é movido a sexo e dinheiro. Não sonho com aquele tipo de vida descrito por você. Meu mundo é movido pelo Evangelho Restaurado de Jesus Cristo. O tipo de vida com o qual sonho não pode ser comprado com dinheiro e não pode ser discernido por nossas mentes naturais. Como disse Paulo:
"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (1 Coríntios 2:14)
Não posso esperar que você entenda isso, mas posso esperar que respeite minha decisão da mesma forma que respeito seu direito de usar seu livre arbítrio como quiser. Estou fazendo exatamente isso: usando o meu como quero.
Meu Deus não é o dinheiro. E não preciso me desculpar por isso.
Espero poder contar com sua compreensão e respeito tal como você pode contar com o meu.
Algumas horas mais tarde, finalmente recebi a resposta que esperava: “Tudo bem. Obrigada por sua atenção”. Até desculpou-se por seu mau comportamento, explicou que realmente nunca antes havia recebido um não de um homem e que meu não foi algo difícil de engolir. Bingo!
Caso encerrado.
Tags: pornografia, sexo
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Neste fim de semana tivemos mais uma Conferência de Estaca. Foi especial por ter sido aquela na qual conhecemos o homem escolhido pelo Senhor para ser o novo presidente de nossa estaca após nove anos da gestão do anterior, que foi honrosamente desobrigado. A desobrigação do antigo presidente foi acompanhada por largas manifestações espirituais nas quais o Senhor demonstrava estar mesmo honrando aquele homem por seu serviço abnegado e humilde. Como Ele próprio disse:
Pois assim diz o Senhor: Eu, o Senhor, (…) deleito-me em honrar aqueles que me servem em retidão e verdade até o fim. (D&C 76:5)
Por ter sido uma conferência de reorganização de presidência de estaca, foi presidida por uma Autoridade Geral, o Élder Ulisses Soares. Tive o privilégio de ser entrevistado por ele e assistir três sessões de conferência com ele. Constatei ser um homem muito inspirado. Suas palavras soaram como bálsamo para a mente e o espírito. Os momentos em que ouvi aquele homem espiritualmente poderoso falar transportaram-me à atmosfera do templo, único local sobre a face da Terra em que podemos sentir o espírito do Reino Celestial. O Élder Soares conseguiu trazer esse espírito para nossa conferência. Não conseguirei me lembrar de muitas das palavras ditas por ele daqui a algum tempo, mas certamente me lembrarei do Espírito que reinava enquanto ele falava. Que maravilha! Foi como se o Milênio já tivesse começado.
Digo essas coisas não por causa de sua envolvente eloquência ou de seu profundo conhecimento das escrituras, mas porque suas palavras foram acompanhadas do necessário testemunho prestado pelo Espírito do Senhor, graças ao que todos pudemos saber que ele dizia a verdade de Deus e não a dos homens. Esse testemunho prestado por Deus através de Seu Espírito não nos permite duvidar dessa verdade quando nos é apresentada.
Isso me faz pensar por que há tanta gente no mundo incapaz de receber esse testemunho. É tão fácil! Primeiro, basta desejar sinceramente recebê-lo. Depois, é preciso buscá-lo com fé, sinceridade e humildade perante o Senhor, pronto para ouvir o que Ele tem a dizer, mesmo que isso eventualmente vá contra aquilo em que acreditamos — afinal, qual é a opinião que vale, a nossa ou a Dele? Quando Ele manifestar-Se, é preciso ter a coragem de colocar Suas palavras em prática — do contrário, de que terá adiantado recebê-las?
“Uma Bíblia! Uma Bíblia!”
Há uma infinidade de explicações para o porquê de muitos serem incapazes de obter de Deus esse testemunho, mas eu gostaria de comentar um caso em particular: o dos que acham que, como já têm a Bíblia, não precisam de mais nada. Quem pensa assim age como se tentasse colocar uma mordaça em Deus, supondo que Ele não tem mais nada a dizer e que tudo o que havia a ser dito já está na Bíblia. Será que Ele está de acordo com isso? Vejamos o que disse a respeito:
E porque minhas palavras hão de silvar — muitos dos gentios clamarão: Uma Bíblia, uma Bíblia! Temos uma Bíblia e não pode haver qualquer outra Bíblia.
Mas assim diz o Senhor Deus: Ó tolos! Eles terão uma Bíblia e virá dos judeus, meu antigo povo do convênio. E que agradecimento dão aos judeus pela Bíblia que recebem deles? Sim, que pretendem dizer com isto os gentios? Lembram-se eles dos sofrimentos e dos labores e das aflições dos judeus e de sua diligência para comigo em levar a salvação aos gentios?
Ó vós, gentios, vós vos lembrastes dos judeus, meu antigo povo do convênio? Não, mas os amaldiçoastes e odiastes e não haveis procurado recuperá-los. Eis, porém, que farei voltar todas estas coisas sobre vossa cabeça; porque eu, o Senhor, não me esqueci do meu povo.
Tu, néscio, que dirás: Uma Bíblia, temos uma Bíblia e não necessitamos de mais Bíblia! Teríeis obtido uma Bíblia se não fosse pelos judeus?
Não sabeis que há mais de uma nação? Não sabeis que eu, o Senhor vosso Deus, criei todos os homens e que me lembro dos que estão nas ilhas do mar? E que governo nas alturas dos céus e embaixo, na Terra; e revelo minha palavra aos filhos dos homens, sim, a todas as nações da Terra?
Por que murmurais por receberdes mais palavras minhas? Não sabeis que o depoimento de duas nações é um testemunho a vós de que eu sou Deus, de que me recordo tanto de uma como de outra nação? Portanto digo as mesmas palavras, tanto a uma nação como a outra. E quando as duas nações caminharem juntas, os testemunhos das duas nações também caminharão juntos.
E isto eu faço para provar a muitos que sou o mesmo ontem, hoje e para sempre; e que pronuncio minhas palavras segundo minha própria vontade. E porque eu disse uma palavra não deveis supor que não possa dizer outras; pois meu trabalho ainda não está terminado nem estará até o fim do homem nem desde aí para sempre.
Portanto, porque tendes uma Bíblia, não deveis supor que ela contenha todas as palavras minhas; nem deveis supor que eu não fiz com que se escrevesse mais. (2 Néfi 29:3-10)
A conferência deste fim de semana fez-me ver, mais uma vez, quantas bênçãos maravilhosas essas pessoas estão perdendo! Elas nem fazem idéia. O fato de termos escrituras adicionais, revelação, profecia, dons espirituais, profetas e apóstolos — enfim, o fato de o Evangelho ter sido restaurado no mundo em toda sua plenitude por Ele pessoalmente é uma bênção tal como nunca houve igual na história da humanidade. E há quem a despreze por achar que já sabe o suficiente e que não pode haver mais conhecimento a ser obtido de Deus além do que está na Bíblia. Que tristeza!
Este meu diário está repleto de manifestações de alegria e gratidão pela imensa bênção de ser membro da Igreja de Jesus Cristo. Se você quiser ter uma vaga noção de como me sinto por isso, assista o vídeo abaixo. Ao final, preste atenção à emoção que estará sentindo em seu coração. Então multiplique essa emoção por dez e talvez consiga ter uma idéia da dimensão e profundidade de minha alegria, gratidão e orgulho por ser membro da Igreja de Jesus Cristo e por ter o Evangelho Restaurado em minha vida. Não há sobre a face da Terra ninguém mais feliz que eu por isso.
Leitura adicional recomendada:
Tags: Bíblia, Espírito Santo, Igreja, Ulisses Soares
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Neste momento tramita no Senado Federal o Projeto de Lei Complementar 122/2006, que pretende ampliar o espectro dos crimes resultantes do preconceito de raça ou de cor para incluir também crimes de preconceito sexual.
Até aí, tudo bem.
O que não está tudo bem é que o projeto está cheio de erros e vícios jurídicos e dará privilégios a uns enquanto rouba a liberdade de pensamento, expressão e culto de outros. Do jeito que está, esse projeto (também conhecido como “lei da mordaça gay”), se aprovado, transformará os homossexuais em pessoas acima de todos os demais brasileiros.
Por não haver no projeto qualquer dispositivo protetor da liberdade de opinião, de crença e de culto, se um líder religioso disser para sua congregação que o homossexualismo é pecado — conforme, aliás, a própria Bíblia afirma — e se houver na congregação um homossexual ou simpatizante que se sinta ofendido por isso, poderá processar o líder e sua igreja. A falta de dispositivos jurídicos que impeçam o cerceamento da liberdade de crença e de culto pode perfeitamente fazer com que um juiz dê razão ao querelante e condene o religioso e sua igreja por crime de homofobia.
Se creio na Bíblia e se creio que o homossexualismo realmente é pecado, conforme ela afirma, por que devo ser impedido de manifestar essa crença?
Reconheço que o projeto é cheio de boas intenções ao pretender impedir injustiças como violência, ódio, discriminação e preconceito. Mas, como diz o velho ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”. Veja exemplos do que pode acontecer se um projeto como esse virar lei:
- Um padre de uma paróquia na Espanha, o segundo nas últimas semanas, tornou-se alvo de uma ação judicial por causa de uma alegada “humilhação pública” de um militante homossexual que desejava receber a comunhão. O padre Domingo Garcia Dobao, da Igreja da Imaculada Conceição, em Jaén, Espanha, foi processado por Juan Diego Fuentes Medina após o padre ter-lhe negado a comunhão por causa de sua união gay com Angel de los Reyes. O padre Garcia explicou sua decisão dizendo que aquela é uma situação que a Igreja ensina ser imoral, que “eles não podem receber a Comunhão”. (Fonte: www.highbeam.com/doc/1G1-131362951.html)
- Em 2002, o pastor evangélico Stephen Boisson, de Alberta, Canadá, escreveu uma carta ao editor do seu jornal local, o RedDeer, denunciando o avanço da militância homossexual como “perversa” e afirmando que “crianças de cinco e seis anos de idade estão sendo submetidas psicologicamente e fisiologicamente a uma literatura pró-homossexual prejudicial, assim como orientação nas escolas públicas, tudo sob o disfarce fraudulento de direitos iguais”. Um ativista gay sentiu-se ofendido pelo que leu e processou o pastor. Um tribunal canadense de direitos humanos condenou-o a renunciar à sua fé e nunca mais expressar oposição moral ao homossexualismo baseado em sua perspectiva bíblica, além de pagar multa de US$ 7 mil por “dolo e sofrimento” e pedir desculpas ao ativista que se sentiu ofendido. (Fonte: www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=66704).
Se esse Projeto de Lei Complementar 122/2006 for aprovado e virar lei, poderemos ter coisas semelhantes acontecendo aqui também. Se você acha que esse erro deve ser evitado a todo custo,…
…ENTÃO MEXA-SE!!!
O que você deve fazer
- Votar contra o projeto na enquete do Senado, localizada na coluna lateral direita;
- Ligar para o Alô Senado, 0800 612211, pedindo aos senadores da Comissão de Direitos Humanos, incluindo os de seu Estado, que rejeitem o projeto tal como está;
- Ao ligar, denuncie a facilidade com que a enquete acima pode ser fraudada simplesmente limpando o histórico do navegador do votante, o que permite votar inúmeras vezes;
- Entre no site da Câmara e envie mensagem para todos os deputados de seu Estado pedindo-lhes para participar da audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado e dizer NÃO ao PLC 122/2006, ainda que ele pareça “bom aos olhos”.
Leia o texto do projeto aqui.
Para encerrar: quero deixar claro que NÃO sou a favor do preconceito, da discriminação e do ódio contra os homossexuais. O que sou contra é a aprovação desse projeto sem garantias de liberdade de crença e de culto. Quando for melhorado para impedir o risco a essa liberdade, aí sim, serei a favor dele.
[ATUALIZAÇÃO]: Enviei e-mail para todos os deputados e senadores do Congresso. O Senador Sérgio Guerra respondeu-me dizendo:
Acuso o recebimento de sua mensagem eletrônica e informo que estou atento ao assunto.
Cordialmente,
Senador Sérgio Guerra
[ATUALIZAÇÃO 2]: Segundo o site Notícias Pro-Família, o pastor canadense Stephen Boisson foi absolvido da acusação de homofobia após sete anos de uma desgastante e cara briga judicial contra seu acusador homossexual. Ainda que a justiça tenha tardado mas não falhado, esse é o tipo do tormento pelo qual ninguém merece passar. Faça sua parte.
Tags: 122/2006, gay, homofobia, homossexualidade, homossexualismo, lei da mordaça gay, Senador Sérgio Guerra
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Quem quer que assista noticiários na TV ou leia jornais ou mantenha-se minimamente informado de alguma forma deve ter visto o caso da estudante de turismo Geisy Arruda (foto). Mas, se você esteve em outro planeta nas últimas semanas (já que o caso repercutiu internacionalmente) e não sabe do que se trata, veja aqui um resumo das notícias do caso.
Meu propósito com este artigo não é apontar o dedo contra ela e jogar sobre seus ombros todo o peso da responsabilidade pelo que lhe ocorreu, ainda que ela própria admita sua parcela de culpa. Se, por um lado, sua vaidade não a levasse a gostar de se vestir de modo provocante para chamar a atenção (assista depoimento dela nesta reportagem do Fantástico), por outro ainda custo a entender o porquê da reação desproporcional dos estudantes da Uniban. Por mais que Geisy tenha cutucado a onça com vara curta, nada justifica a hostilidade que recebeu em resposta. Pelo que foi possível ver na mídia, Geisy não se comportou de modo muito diferente do que muitas moças tão ou mais vaidosas fazem por aí para chamar a atenção e nem por isso passam pelo que ela passou. Para mim, a história tem algum elemento adicional que não está sendo contado.
De qualquer forma, na minha opinião, ambos os lados estão errados. Geisy está errada por não se vestir com o recato necessário para evitar o tipo de constrangimento por que passou (e, pelo que se vê em reportagens como a do Fantástico, nada indica que tenha aprendido a lição). A turba ensandecida de seus colegas estudantes da Uniban está errada por não tê-la simplesmente ignorado.
Aliás, esse povo precisa aprender que o pior castigo para quem quer chamar a atenção é ser ignorado. Muito embora aquele tipo de reação hostil não fosse a que Geisy tinha em mente, o resultado foi e está sendo muito melhor do que esperava: a mídia instantaneamente a transformou em celebridade. Se chamar a atenção era o que Geisy queria, conseguiu. Mas se as pessoas tomassem a iniciativa de ignorá-la quando se veste daquele jeito, ela saberia que seria inútil fazê-lo, já que não chamaria a atenção de ninguém e não haveria combustível para alimentar sua vaidade. Ao reagir da forma como fez, a turba da Uniban de certa forma só fez dar a Geisy o que queria.
Então, na minha opinião, Geisy está muito mais para cúmplice do que para vítima. Só tenho a lamentar por ela — e também pela futilidade da mídia e pela de quem consome esse tipo de lixo.
Seja pela atitude de Geisy ou pela reação da turba, o caso apenas comprova a perene decadência moral de nossa sociedade, que por sua vez é sintoma de um único mal: a falta de Deus (não só da boca para fora) e do evangelho de Jesus Cristo na vida das pessoas. Se Geisy vivesse o evangelho, demonstraria ser uma mulher virtuosa vestindo-se com recato, caso em que não teria sido pivô de um escândalo. Se seus colegas o fizessem, teriam-na deixado em paz e demonstrado respeito por ela. Se a mídia o fizesse, não se interessaria em mostrar futilidades. Se os consumidores de futilidades o fizessem, a mídia não teria para quem mostrá-las.
É nesses momentos que me lembro das palavras do Senhor:
Porque eu, o Senhor Deus, deleito-me na castidade das mulheres. E as libertinagens são para mim abominação; assim diz o Senhor dos Exércitos. (Jacó 2:28)
E também da inspiradas palavras de Susan W. Tanner, Presidente Geral das Moças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, falando sobre a santidade do corpo:
Com a plenitude do evangelho na Terra, temos novamente o privilégio de conhecer essas verdades sobre o corpo. Joseph Smith ensinou: “Viemos a este mundo com o objetivo de obter um corpo e de apresentá-lo puro, diante de Deus, no Reino Celestial. O grande plano de felicidade consiste em ter um corpo. O diabo não tem corpo, e nisso consiste seu castigo” (The Words of Joseph Smith [As Palavras de Joseph Smith], ed. Andrew F. Ehat e Lyndon W. Cook [1980], p. 60).
Satanás aprendeu essas mesmas verdades eternas a respeito do corpo, mas seu castigo é não ter corpo. Por isso, ele tenta fazer de tudo para conseguir que maltratemos essa preciosa dádiva ou façamos mau uso dela. Ele encheu o mundo de mentiras e falsidades sobre o corpo. Ele tenta muitas pessoas a profanarem essa grande dádiva do corpo por meio da falta de castidade e de recato, das libertinagens e vícios. Ele seduz alguns a desprezarem o próprio corpo; outros, ele tenta para que o adorem. Em ambos os casos, ele induz o mundo a considerar o corpo como um mero objeto. Diante de tantas falsidades satânicas a respeito do corpo, quero erguer hoje a voz em defesa da santidade do corpo. Testifico que o corpo é uma dádiva que deve ser tratada com gratidão e respeito.
A íntegra da mensagem da irmã Tanner, cuja leitura recomendo a todas as moças e em especial à própria Geisy, pode ser lida aqui.
Tags: Geisy Arruda, Susan W. Tanner, Uniban
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Publicado por Marcelo Todaro e arquivado em Diário pessoal
Nos últimos dois anos, os homens e mulheres adultos da Igreja vêm estudando em profundidade os ensinamentos, a vida e a obra de Joseph Smith por meio do manual ao lado, cuja versão em PDF pode ser livremente baixada aqui. O manual faz um extenso apanhado das palavras proferidas e escritas por ele ao longo de sua vida e contém declarações de muitos de seus contemporâneos a respeito dele como pessoa, marido, pai e líder.
Embora todos esses depoimentos possam ter contribuído para a formação de minha opinião sobre a pessoa e a obra de Joseph Smith, nenhum deles foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição dele como quem alegava ser: um profeta de Deus. Pois, embora um homem, com seu poder de persuasão e eloquência, possa eventualmente ser capaz de convencer até a mais investigadora e cética das mentes, isso por si só não lhe confere poder e autoridade para agir em nome de Deus. É preciso que esse poder e autoridade tenham sido delegados a ele pelo próprio Deus. Joseph afirmou que isso realmente aconteceu. Será?
Quando uma autoridade civil como um presidente da república ou governador se ausenta do cargo, delega a um subordinado direto (geralmente o vice) a tarefa de agir em nome dele, como se fosse ele. Esse ato de transferência de autoridade costuma ser testemunhado por outras pessoas e registrado no Diário Oficial. No caso de Joseph, não havia testemunhas da alegada Primeira Visão (ocasião em que diz ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho quando tinha 14 anos de idade) e de uma infinidade de outras de suas alegações, muito menos um jornal oficial para divulgar os eventos. Só o que temos de “oficial” é a palavra dele. E agora? Ele disse ou não a verdade?
Ora, se Joseph afirmava ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho, bem como por diversos outros seres celesitais dos quais recebeu instruções e mandamentos alegadamente vindos do próprio Deus, quem mais pode confirmar se isso é verdade ou se Joseph não passava de um impostor senão o próprio Deus?
Foi com tal raciocínio em mente que fiz o que nem todos têm disposição em fazer: pagar o preço para obter de Deus uma resposta. Esse preço não é pago com dinheiro, mas com fé. E, quando falo em fé, não me refiro a um mero “desejo de acreditar”, mas a algo que nos impulsiona a fazer tudo que for preciso para obter a bênção desejada.
A resposta que recebi Dele veio muitos anos antes da existência do manual acima. Eis porque eu disse que nada do que consta nele foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição de Joseph. O recebimento dessa resposta, ocorrido quando eu tinha recém completado a maioridade, mudou inexoravelmente o curso de minha vida, pois baseado nela passei a tomar decisões que mudariam para sempre meu futuro e o de minha família.
Aceitei Joseph por causa da resposta de Deus. Ele me confirmou que, sim, as alegações de Joseph são verdadeiras. Sim, Ele chamou Joseph como Seu novo representante na Terra após séculos de silêncio. E ninguém neste mundo jamais poderá dizer que Deus não me disse isso!
Não consigo imaginar quem eu seria hoje, ou onde estaria, ou o que seria de minha família, se tivesse rejeitado Joseph há quase 30 anos.
O fantástico dessa história é pensar que, assim como ocorreu e ocorre comigo, dezenas ou centenas de milhões de pessoas já mudaram ou ainda mudarão o curso de suas vidas pelo mesmo motivo, afetando seu futuro e o de suas famílias. O propagar dessas mudanças de vida ocorrendo num número cada vez maior de pessoas acarreta também numa mudança da própria sociedade. Quem consegue imaginar quão diferente estaria o mundo não fosse a influência da vida e da obra de Joseph?
Quem quer que ouse afirmar que o mundo estaria melhor sem ele não sabe o que diz. Não conhece Joseph, nem qual foi sua contribuição. Na minha vida, ele me ajudou a aproximar-me mais do Pai, compreender melhor Seu grande Plano de Salvação e ser mais grato pelo grande Sacrifício Expiatório de Jesus Cristo. Graças a isso, sou capaz de levar um tipo de vida que me qualifica a ter o direito à constante companhia e influência do Espírito Santo. Fortalecido e orientado por Ele, tenho realizado obras pessoais e familiares que também alteraram o curso das vidas dos que se relacionam diretamente comigo.
E tudo começou com Joseph.
Certa vez, Brigham Young, o segundo Presidente da Igreja e sucessor de Joseph, disse: “Tenho vontade de gritar ‘aleluia’ toda vez que penso que conheci Joseph Smith, o Profeta que o Senhor ergueu e ordenou, a quem Ele deu as chaves e o poder para edificar o reino de Deus na Terra e apoiá-lo.” (Brigham Young, Deseret News, 31 de outubro de 1855, p. 268.) Não tive o mesmo privilégio do Pres. Young, mas posso parafraseá-lo dizendo sentir o mesmo desejo de gritar aleluia toda vez que penso que fiz minha parte para merecer a resposta de Deus sobre a veracidade da missão divina de Joseph. E que sou eternamente grato por ele ter vivido como um inspirador exemplo de retidão e dedicação ao abnegado serviço do Senhor. Lamento a necessidade de ter tido que selar seu testemunho com o próprio sangue ao ser assassinado em 1844, mas sua inabalável determinação em defender o que sabia ser a verdade de Deus é a mesma que sinto ao defender meu testemunho sobre o que sei ser verdade, conforme me foi pessoalmente revelada pelo mesmo Deus, nosso Pai e Criador, o mesmo que chamou Joseph como o Profeta da restauração de Seu Evangelho. Também sou capaz de defender esse testemunho até minha última gota de sangue, se for preciso, pois não posso negar o testemunho que recebi de Deus. Nem seria estúpido o bastante para fazê-lo.

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