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No último sábado (10), mais de 40 voluntários do Programa Mãos que Ajudam, desenvolvido por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, participaram da primeira triagem de roupas doadas numa parceria com a RIC TV, afiliada da Rede Record no Paraná. Além do apoio da Igreja, que disponibilizou as capelas como postos de coletas dos agasalhos e roupas doados, outras religiões e entidades participam da campanha.

Ao todo, mais de 4200 peças de roupa foram separadas e entregues para duas entidades no sábado seguinte (17). Para Teciomar Abila, diretor do Conselho de Assuntos Públicos Multiestacas de Curitiba, o apoio dos voluntários e líderes foi fundamental: “Agradeço a todos que ajudaram e aos que estão ajudando e participando ativamente do programa”.

A reportagem foi veiculada na Rede Record (veja abaixo). A matéria cita “Igreja Mórmon”, mas segundo Teciomar, há um trabalho e esforço para que a equipe da Record nas próximas coberturas mencione o nome completo e correto da Igreja.

Fonte: Conselho de Assuntos Públicos Multiestacas de Curitiba

 

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Esta semana a mídia fez um grande estardalhaço sobre uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que concedeu a um par de lésbicas do Rio Grande do Sul o direito de registrar uma criança em nome de ambas as mulheres. Embora a decisão ainda tenha que passar pelo Supremo Tribunal Federal, acredito que deverá ser aprovada lá também.

Os defensores da causa gay dizem que permitir a adoção de crianças por casais gays é um favor que se faz a elas para tirá-las do abandono. O detalhe é que o abandono de crianças é só mais uma das muitas perversas mazelas sociais decorrentes da sistemática violação da lei de Deus. Se há crianças abandonadas é porque alguém deixou de cumprir essa lei. A solução para isso não é entregá-las a casais gays, e sim fazer com que os transgressores se arrependam. Quando isso acontecer, não haverá mais crianças em orfanatos. Querer entregar uma criança dessas nas mãos de um casal gay é tentar corrigir um erro cometendo outro.

Acho que tudo na vida sempre deve ser feito à maneira do Senhor para que não haja injustiça e dolo a ninguém. Se cada indivíduo pensasse menos em si mesmo e mais Nele, a vida em sociedade seria muito melhor.

Não estou defendendo uma tirânica imposição da lei de Deus. Sei que não vivemos numa teocracia e que o Estado é laico. Mas seria bom se a sociedade já fosse se acostumando à idéia de que no grande Milênio, que está para começar, as coisas não serão como são hoje. Na ocasião, o mundo voltará a ser como era na época do Jardim do Éden e será governado por uma teocracia. A lei que estará em vigor é a mesma lei de Deus hoje desprezada pela sociedade. Tudo que for contrário a essa lei será eliminado, o que inclui casamentos gays e adoção de crianças por casais gays. Se houver crianças abandonadas na ocasião, elas não serão entregues para adoção por casais gays (se é que eles existirão). Então esse modelo que está na moda hoje está também com os dias contados.

No documento A Família: Proclamação ao Mundo, a Igreja diz:

“Os filhos têm o direito de nascer dentro dos laços do matrimônio e de ser criados por PAI E MÃE que honrem os votos matrimoniais com total fidelidade.” (Destaque meu.)

No dia em que a decisão do STJ foi divulgada, alguém me perguntou o que eu achava disso. Respondi:

“Só tenho a lamentar por presenciar a sociedade institucionalizando mais essa franca e aberta violação da lei de Deus. Há muito a sociedade já paga um alto preço por isso (na forma das mais diversas mazelas sociais) e a tendência é piorar.”

Em meu artigo Por que sou contra o casamento gay escrevi:

É justamente isso o que faz quem desconhece o Evangelho (se conhece, não o entende; se entende, não o vive). Por isso, todo o barulho feito pela comunidade gay acaba ocupando dentro das pessoas o espaço que deveria estar preenchido pelo Evangelho. Eis porquê a ideologia gay conquista mais e mais a simpatia da sociedade.

O que acho é que os de nós que são contrários a esse estado de coisas têm que se manifestar. Por que a ideologia gay está tomando a sociedade de assalto? Além do motivo exposto acima, é porque os que discordam dela se omitem de fazer sua voz ser ouvida também. Simplesmente acham ruim, mas não se manifestam. Isso, aliás, vai contra o conselho dado pelo Pres. Gordon B. Hinckley em sua mensagem “Oposição ao mal”, publicada na Liahona de setembro de 2004:

As restrições legais aos comportamentos imorais estão perdendo a força por causa de decretos legislativos e decisões judiciais. Isso é feito em nome da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e da liberdade de escolha nos assim chamados assuntos pessoais. Mas o fruto amargo dessas supostas liberdades tem sido a escravização das pessoas a hábitos e comportamentos imorais que somente conduzem à destruição. Um profeta, falando há muito tempo, descreveu esse processo de modo muito preciso, ao declarar: “E assim o diabo engana suas almas e os conduz cuidadosamente ao inferno”. (2 Néfi 28:21)

(…)

A edificação do sentimento público começa com umas poucas vozes sinceras. Não defendo um ataque agressivo, com gritos, gestos e ameaças, aos legisladores. Mas creio que devemos sincera e honestamente expressar positivamente nossas convicções aos que têm a pesada responsabilidade de elaborar e implementar nossas leis. A triste verdade é que a minoria que exige maior liberdade, que vende e consome pornografia, que incentiva as exibições licenciosas e lucram com isso, fazem suas vozes serem ouvidas até que nossos legisladores passam a acreditar que eles representam a vontade da maioria. Não é provável que consigamos algo pelo qual não nos manifestamos.

Que nossa voz seja ouvida. Espero que não seja de modo estridente, mas que falemos com tamanha convicção que aqueles a quem nos dirigimos saibam da força de nosso sentimento e da sinceridade de nosso empenho. Consequências notáveis fluirão de uma carta bem escrita num envelope selado. Resultados notáveis decorrerão de uma conversa tranquila com aqueles que possuem pesadas responsabilidades.

(…)

Falem aos que elaboram as normas, estatutos e leis; aos que governam a nível local, estadual e nacional; e aos que ocupam cargos de responsabilidade como administradores de nossas escolas.

(…)

Creio que o Senhor nos diria: “levanta-te e põe-te sobre teus pés e manifesta-te em defesa da virtude e da decência”.

Que estamos fazendo para seguir o conselho do Pres. Hinckley? No que me diz respeito, parte do que estou fazendo está relatado no artigo Diga NÃO ao Projeto de Lei Complementar 122/2006.

Se ninguém acredita que a popularização da cultura gay levará a sociedade ainda mais à ruína, é só esperar para ver. A história já nos deu alguns exemplos disso, não terá sido suficiente?

 

Nota: você tem todo direito de discordar de mim e manifestar essa discordância nos comentários abaixo. Mas se vier com agressividade, insultos, provocações, ironias e coisas de igual nível, saiba de antemão que seu comentário poderá ser sumariamente apagado. Se quer discordar, faça-o com educação e respeito.

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Este artigo relata o surpreendente (e um tanto frustrante) desdobramento do caso que contei no artigo Ganhar (muito!) dinheiro com pornografia? Não, obrigado. Se você ainda não conhece o caso, sugiro ler aquele artigo antes deste para situar-se no contexto.

O leitor Raphael Coelho, após ler o relato daquela experiência, comentou:

Posso estar errado, mas isso está parecendo uma clara tentativa de alguém que na verdade queria vê-lo ceder para depois publicar e desmoralizá-lo.

Respondi que não acreditava nisso, pois eu já havia constatado que a pessoa em questão de fato existia.

Mas é com consternação que devo reconhecer que ele tinha razão.

Anteontem (26/3) a verdade veio à tona. Tudo não passou de uma encenação bolada e executada por alguém que, de fato, tentou armar para cima de mim. Essa pessoa acabou confessando tudo. Ele disse:

Quero dar um fim nisso. Primeiro não sou [aquela pessoa]. Achei seu site no Google e li vários absurdos nele. Dai pensei em te botar pilha, mas vi que tu é um cara legal. Bom, me desculpe. Foi uma criancice minha.

Ele acabou me contando que é de São Paulo e criou um e-mail novo com o único propósito de fazer-se passar pela atriz pornô (que de fato existe, mas nomes não vêm ao caso) e por sua suposta secretária, que fala português porque já teria participado de um programa de intercâmbio no Brasil. A história prosseguiu por quase dois meses além do ponto em que encerrei o artigo anterior. Nesse meio tempo (e sempre escrevendo em ótimo inglês, para dar mais autenticidade à encenação), teceu toda uma teia de histórias, argumentações e dramas pessoais que levaram-me a crer que eu realmente falava com quem achava que falava. Ainda que algumas peças do quebra-cabeças não encaixassem, foi tão criativo, convincente e rico em detalhes no desempenho das duas personagens que jamais passou por minha cabeça que alguém pudesse estar inventando aquilo tudo e por tanto tempo. Devo tirar o chapéu para sua encenação.

Mas, depois de algum tempo, ele decidiu encerrar o teatro. Confessou (em português mesmo) dizendo o que disse acima e acrescentou depois:

Me desculpe. Favor me perdoar. :-(

Respondi-lhe:

Perdoar é algo que costumo fazer mesmo que não me peçam. É o que o Salvador ensinou e o que procuro fazer o melhor que posso.

Devo reconhecer que você foi bastante criativo em sua atuação, em cada detalhe. E me convenceu de que eu estava falando com quem achava que estava.

Não se preocupe, não me sinto ofendido. De um modo ou de outro, sua brincadeira acabou servindo a um bom propósito, que foi provar minha determinação em manter-me fiel a meus princípios e dar exemplo disso a outros.

Embora me sinta frustrado pela constatação da enganação, consegui extrair algum dividendo espiritual da “criancice” do ator, diretor e roteirista dessa peça. Se o caso tivesse sido real — para mim estava sendo —, o resultado teria sido rigorosamente o mesmo. Quando fazemos escolhas certas, aumentamos nosso poder e capacidade de fazer mais escolhas certas.

Ele, no entanto, parece ter tirado pouco ou nenhum proveito da experiência. Na condição de ateu, veio tentar provar a inutilidade de minha fé em Deus pelo fato de Ele não ter me alertado que tudo não passava de uma farsa. “Se Deus fala com você, por que não te avisou?”, alfinetou.

Porque não era necessário. Eu não estava sob risco e, no fim, eu ficaria sabendo a verdade. Se houvesse algum perigo iminente de qualquer natureza para o qual eu devesse ser alertado, Ele o teria feito. Isso já aconteceu um sem número de vezes ao longo de minha vida.

Além do mais, o tempo todo em que falei com você crendo ser [a estrela pornô], eu estava pondo à prova minha fé, demonstrando ao Senhor o quanto estou comprometido com Ele e com o bem estar espiritual das pessoas com quem me relaciono.

Então, como eu disse, sua brincadeira acabou servindo a um bom propósito. Isso, e o fato de que eu acabaria sabendo a verdade, podem ter sido os motivos pelos quais não fui avisado.

Não satisfeito, tentou que eu provasse que Deus fala comigo impondo um teste: queria que eu perguntasse a Ele qual era seu nome. Se eu acertasse, então ele acreditaria. Ou seja, estava me pedindo um sinal. As escrituras nos dão exemplos do que pode acontecer a quem tenta o Senhor dessa forma (veja Jacó 7:13–20, Alma 30:48–60). O sujeito passou esse tempo todo me testando e não cedi, então não seria agora que eu iria pisar na bola perante Ele.

Releia a mensagem sobre fé que lhe enviei. Quando você conseguir desenvolver fé, terá todas as provas espirituais que quiser, inclusive poderá saber por si mesmo se Deus efetivamente fala comigo ou não. É assim que as coisas de Deus funcionam: por meio da fé. E adivinhar seu nome não ajudaria você a desenvolver fé em Jesus Cristo -- que é a exata razão pela qual Ele não me diria seu nome mesmo se eu perguntasse. E se fosse realmente necessário que eu soubesse seu nome para cumprir algum propósito Dele, eu já o saberia mesmo sem ter que pedir-Lhe.

Eu estava tentando ensinar-lhe que não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar a fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). Apesar disso, ele continuou insistindo que queria uma “pequena prova” para que acreditasse, uma “micro introdução”.

Respondi que a iniciativa tem que ser dele, não minha. “Não posso desenvolver sua fé, você é que tem que fazê-lo por si mesmo”, disse-lhe. E sugeri que experimentasse começar a orar e a ler as Escrituras para iniciar o processo de exercitar a fé.

Bom, faço isso depois. Não tenho nenhuma gibiblia aqui perto.

“Gibíblia” foi o trocadilho que usou para debochar da Bíblia, comparando-a a um gibi.

Triste, não?

Nem sei se adiantou mostrar-lhe versões online da Bíblia e do Livro de Mórmon caso tivesse interesse em lê-los, pois ele não respondeu mais. Mas pelo menos a semente está plantada. Sou um otimista incorrigível.

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Uma de minhas atividades profissionais é construir, hospedar e dar manutenção em websites, conforme descrevo nesta página do blog.

A esse respeito, recebi ontem um e-mail de apenas duas linhas de uma mulher de nome estrangeiro que se dirigia a mim como “Mr. Todaro”, embora a mensagem estivesse em português. Ela dizia:

Olá Mr. Todaro,

Quanto você cobra para fazer um site com 5 páginas?

Respondi dando meus valores. Ela retornou:

Pois te pago 3.500 dólares pelo site e mais 275 dólares por mês ajustáveis a cada 6 meses! Procuro um webmaster que aceite fazer sites pornô. Sou empresária de uma atriz pornô e ela precisa de um site.

O site deve conter:

- Sobre a atriz
- Portifólio
- Algumas fotos e videos da atuação
- Página para contato
- Página inicial com informações básicas

O site seria em inglês, visto que a atriz é canadense. Estamos a procura de um webmaster na América Latina.

Se possivel, madar a resposta em inglês, pois minha chefe irá ler amanhã e eu estarei de folga por 1 mês e 3 dias.

Aguardo sua reposta.

US$ 3500 para criar um site? Uau! Pelo câmbio de hoje, isso equivale a mais de R$ 6500. Nunca pensei em ganhar tanto dinheiro fazendo um site de cinco páginas, por mais complexo que fosse.

O que aparentava ser uma surpreendente generosidade nessa oferta nada mais era que um sinal explícito da soberba abastança do meio pornográfico. Sempre soube que a pornografia é uma indústria poderosa. Nos EUA, a receita auferida com pornografia é maior do que todas as receitas combinadas de profissionais do futebol, beisebol, basquete e franquias. Há dezenas de milhões de sites pornográficos de acesso pago prosperando na Internet. Atrizes pornô podem ganhar vários milhões de dólares por ano. Algumas se tornam tão ricas que se aposentam ainda jovens.

O problema está nas implicações morais e espirituais dessa atividade. Homens e mulheres engajados na prática do sexo explícito — e com frequência depravado — para alimentar essa indústria cometem um dos mais graves pecados previstos nas leis de Deus, perdendo em gravidade apenas para o assassinato. Como todo pecado, sua inspiração vem de uma única fonte: o inimigo de Deus e do homem.

Qual é a motivação de Satanás ao induzir o homem a cometer esse e todo tipo de pecado? Como nos ensina o profeta Leí, Satanás procura tornar todos os homens tão miseráveis como ele próprio (ver 2 Néfi 2:27). E por que? Basicamente porque tem ciúmes de nós pelo fato de possuirmos um corpo físico e ele não — e nisso consiste parte de sua condenação. Por isso, tenta conseguir que façamos mau uso de nosso corpo. Como ensinou a irmã Susan W. Tanner, Presidente Geral das Moças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, falando sobre nosso corpo:

Com a plenitude do evangelho na Terra, temos novamente o privilégio de conhecer essas verdades sobre o corpo. Joseph Smith ensinou: “Viemos a este mundo com o objetivo de obter um corpo e de apresentá-lo puro, diante de Deus, no Reino Celestial. O grande plano de felicidade consiste em ter um corpo. O diabo não tem corpo, e nisso consiste seu castigo” (The Words of Joseph Smith [As Palavras de Joseph Smith], ed. Andrew F. Ehat e Lyndon W. Cook [1980], p. 60).

Satanás aprendeu essas mesmas verdades eternas a respeito do corpo, mas seu castigo é não ter um. Por isso, tenta fazer de tudo para conseguir que maltratemos essa preciosa dádiva ou façamos mau uso dela. Ele encheu o mundo de mentiras e falsidades sobre o corpo. Ele tenta muitas pessoas a profanarem essa grande dádiva por meio da falta de castidade e de recato, das libertinagens e vícios. Ele seduz alguns a desprezarem o próprio corpo; outros, ele tenta para que o adorem. Em ambos os casos, ele induz o mundo a considerá-lo como um mero objeto. Diante de tantas falsidades satânicas a respeito do corpo, quero erguer hoje a voz em defesa da santidade dele. Testifico que o corpo é uma dádiva que deve ser tratada com gratidão e respeito.

A íntegra da mensagem da irmã Tanner pode ser lida aqui.

Por mais que eu precise de dinheiro, meu senso de compromisso com Deus não me permitiria aceitar uma oferta cuja origem é uma atividade tão flagrantemente inspirada por aquele que nos odeia a ponto de querer para nós a mesma condenação que trouxe sobre si. O dinheiro que eu ganharia com isso e tudo que esse dinheiro me permitiria comprar seria uma maldição travestida de bênção.

Então respondi (em inglês, conforme solicitado):

Obrigado. Sua oferta parece ser realmente muito boa. No entanto, não posso aceitá-la por estar relacionada a uma atividade que vai contra meus princípios.

Espero poder servi-la com o melhor de mim noutra oportunidade.

Achei que o assunto morreria aí. Eu não esperava resposta alguma ou, quando muito, um “obrigado pela atenção”. Achei que a menção a “princípios” que me impediam de aceitar o trabalho deixaria claro o porquê de minha recusa. Mas, poucas horas depois, veio outra mensagem (em inglês, da própria atriz) dizendo:

Por que não pode aceitar a oferta, homem? Quais são seus princípios? Tudo bem, pago US$ 5500 pelo site e US$ 590 pelas atualizações.

Quando li isso, comecei a rir sozinho. Seriam mais de R$ 10 mil pelo site e mais de R$ 1100 por mês pelas atualizações. “Caramba! Esse pessoal é louco!”, pensei enquanto ria.

Obrigado por sua nova oferta.

Sou um membro devoto de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mais conhecida pelo apelido de "igreja mórmon"). A posição da Igreja a respeito da pornografia é:

"Pornografia é qualquer material que faz alusão ou descreve o corpo humano ou conduta sexual de modo a provocar sentimentos sexuais. É distribuída por muitas mídias, incluindo revistas, livros, televisão, filmes, música e pela Internet. É prejudicial ao espírito tal como tabaco, álcool e drogas são ao corpo. O uso de material pornográfico de qualquer tipo viola um mandamento de Deus: 'Não (...) cometerás adultério (...) nem farás coisa alguma semelhante' (D&C 59:6). Ela pode levar a outros pecados sérios. Os membros da Igreja devem evitar a pornografia em qualquer de suas formas e devem opor-se à sua produção, distribuição e uso". (Fonte: site da Igreja.)

Eis porque, não importa quanto dinheiro me ofereça, não posso aceitá-lo. Lamento.

Como eu disse antes, espero poder servi-la com meu melhor em outro tipo de website.

Mas ela simplesmente ignorou o que eu disse e fez mais uma oferta. Veja que loucura:

OK, ofereço US$ 10 mil pelo site + US$ 2 mil pelas atualizações. Esse tipo de serviço custaria muito mais aqui no Canadá. Ofereço também algo que ninguém poderia oferecer-lhe: conheço muita gente famosa. Nem todos são da indústria pornográfica. Posso apresentar você a eles, então você teria muitos outros clientes. Que me diz?

Então talvez seja por isso que esteja atrás de um webmaster sulamericano: pagar muito menos. Faz-me lembrar o caso da indústria americana de eletrônicos de consumo, que terceiriza sua produção usando empresas chinesas, cuja mão de obra é bem mais barata. Não vejo muito problema nisso, chama-se economia de mercado. Eu não me importaria em ganhar menos do que ganharia um webmaster canadense para produzir esse material. Afinal, R$ 18 mil reais por um site e R$ 3,7 mil por mês por atualizações até parece salário de marajá do funcionalismo público. Mas o canto dessa seria não me seduz. Minha consciência e meus convênios com o Senhor no batismo e no templo não estão à venda.

Aprecio o que está tentando fazer por mim e a fantástica quantidade de dinheiro que me oferece. Mas, por favor, tente entender que meus princípios e minha fé não têm preço. São muito mais que uma mera crença: são o que me definem. Não posso aceitar sua oferta nem mesmo por um milhão de dólares ou mais.

Lamento. Por favor, não insista. Obrigado.

Nem isso a fez levar-me a sério. Ela simplesmente triplicou a oferta em dinheiro.

Mas, quando viu que com dinheiro não me convenceria, começou a oferecer a si mesma também. Aí senti-me afrontado e simplesmente parei de responder-lhe. Mesmo assim, continuou insistindo.

O que tenho curiosidade em saber é: por que insistir comigo quando há uma infinidade de opções à disposição ao redor do mundo? Tenho certeza que não seria difícil encontrar quem aceitasse até a mais modesta das propostas que me fez. Acredito que a resposta esteja no fato de que tentar convencer-me a mudar de idéia deve ter se tornado questão de honra para ela, por isso rebaixou-se até o ponto de usar a si própria como mercadoria dizendo coisas como “muitos homens desejariam estar no seu lugar”. Ela não deve estar habituada a ser rejeitada por um homem. Deve também ser do tipo de pessoa que pensa que todo homem tem seu preço. Bem, então terá que aprender que não é bem assim.

Ela tem razão. Muitos homens realmente desejariam estar no meu lugar, mas por outro motivo.

Como me lamento por ela!

Mais tarde constatei que eu estava certo: ela acabou confessando que estava mesmo sentindo sua honra desafiada, daí a insistência. E o fato de se sentir ignorada por mim deve ter agido como gasolina jogada sobre o descontrolado incêndio de sua vaidade e orgulho. Veja só (e pasme com) o que disse:

Todo homem tem um preço. Qual é o seu? Como bônus, dou-lhe 25 noites de sexo comigo e tudo mais que eu disse acima. Posso dar-lhe tudo que quiser. Ganho mais de 15 milhões de dólares por mês. Não há nada que eu não possa lhe dar. Vamos lá, diga-me seu preço! Não importa se me pedir 3 ou até 5 milhões de dólares. Agora virou questão de honra para mim. Se disser sim, vai ficar rico e ter tudo que quer: carros, casas, viagens, TVs, mulheres jovens e qualquer coisa que queira. Se disser não, nunca mais escrevo a você novamente. Então você tem que escolher: continuar pobre com sua religião ou ter a vida com que sempre sonhou. Pense no seu filho. Você pode dar-lhe um ótimo futuro: todos os brinquedos que ele quiser, estudo em qualquer país do mundo, estudo em uma boa faculdade e posso também conseguir para ele o emprego que quiser (não importa qual). Vou me matar se você não aceitar e você será responsável por isso. Minha secretária é testemunha. Então, por favor, responda-me agora. Responda-me pelo menos mais uma vez (de preferência dizendo sim), não é algo difícil de fazer.

Tive que dar uma boa risada quando falou em suicídio. Não levei nada disso a sério e duvido que ela fosse cumprir uma fração do que prometeu se eu aceitasse. Acho mesmo que se trata apenas de orgulho ferido por minha firmeza de caráter. Na verdade, durante a noite, enquanto eu dormia e continuava sem responder seus e-mails, ela enviou uma série de outras mensagens, inclusive com ameaças de me difamar na imprensa se eu não aceitasse suas ofertas. Mandou-me uma foto sua (bem comportada) para que eu visse como é linda, na esperança de que eu mudasse de idéia. Como nem assim recebeu resposta, chegou até a enviar um e-mail cheio de xingamentos e palavrões, certamente tentando provocar em mim uma reação. Sua secretária escreveu também dizendo ter recebido dela um telefonema aos prantos dizendo que fui “rude, infantil e burro” e que estava tendo o pior dia de sua vida por causa de uma pessoa “antiprofissional como você”.

Eu mereço…

Até onde isso tudo é sério ou é piada, não sei. Só sei que, após alguma ponderação em espírito de oração, senti-me confortável com a idéia de usar de um pouco de compaixão para dar-lhe uma última resposta em consideração à pessoa que é como minha irmã.

Entendo que você deve ser daquele tipo de mulher capaz de conseguir tudo que quer com sexo e dinheiro e para a qual homem algum diz não. Quando um homem se atreve a fazê-lo, você acha que é questão de honra fazê-lo mudar de idéia, como se você fosse algum tipo de deusa grega como Afrodite. Sou perfeitamente capaz de entender isso.

O que NÃO sou capaz de entender é, se seu interesse é apenas em ter um site, por que você insiste comigo quando certamente há um imenso número de outros webmasters no mundo que alegremente seguiriam seu canto da sereia e para os quais você nem teria que fazer nenhuma das promessas que me fez.

Por favor, tente entender que viemos de mundos diferentes. Meu mundo não é movido a sexo e dinheiro. Não sonho com aquele tipo de vida descrito por você. Meu mundo é movido pelo Evangelho Restaurado de Jesus Cristo. O tipo de vida com o qual sonho não pode ser comprado com dinheiro e não pode ser discernido por nossas mentes naturais. Como disse Paulo:

"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (1 Coríntios 2:14)

Não posso esperar que você entenda isso, mas posso esperar que respeite minha decisão da mesma forma que respeito seu direito de usar seu livre arbítrio como quiser. Estou fazendo exatamente isso: usando o meu como quero.

Meu Deus não é o dinheiro. E não preciso me desculpar por isso.

Espero poder contar com sua compreensão e respeito tal como você pode contar com o meu.

Algumas horas mais tarde, finalmente recebi a resposta que esperava: “Tudo bem. Obrigada por sua atenção”. Depois até desculpou-se por seu mau comportamento, explicando que realmente nunca antes havia recebido um não de um homem e que o meu foi algo difícil de engolir. Bingo!

Caso encerrado. :-)

[ATUALIZADO em 28/3] — O caso teve um surpreendente (e um tanto frustrante) desdobramento que relato no artigo seguinte a este, Nem tudo que reluz é ouro, já dizia minha avó. Por isso, encerrei os comentários deste artigo e peço ao leitor que, se quiser comentar, faça-o no artigo seguinte. Obrigado.

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Neste fim de semana tivemos mais uma Conferência de Estaca. Foi especial por ter sido aquela na qual conhecemos o homem escolhido pelo Senhor para ser o novo presidente de nossa estaca após nove anos da gestão do anterior, que foi honrosamente desobrigado. A desobrigação do antigo presidente foi acompanhada por largas manifestações espirituais nas quais o Senhor demonstrava estar mesmo honrando aquele homem por seu serviço abnegado e humilde. Como Ele próprio disse:

Pois assim diz o Senhor: Eu, o Senhor, (…) deleito-me em honrar aqueles que me servem em retidão e verdade até o fim. (D&C 76:5)

Por ter sido uma conferência de reorganização de presidência de estaca, foi presidida por uma Autoridade Geral, o Élder Ulisses Soares. Tive o privilégio de ser entrevistado por ele e assistir três sessões de conferência com ele. Constatei ser um homem muito inspirado. Suas palavras soaram como bálsamo para a mente e o espírito. Os momentos em que ouvi aquele homem espiritualmente poderoso falar transportaram-me à atmosfera do templo, único local sobre a face da Terra em que podemos sentir o espírito do Reino Celestial. O Élder Soares conseguiu trazer esse espírito para nossa conferência. Não conseguirei me lembrar de muitas das palavras ditas por ele daqui a algum tempo, mas certamente me lembrarei do Espírito que reinava enquanto ele falava. Que maravilha! Foi como se o Milênio já tivesse começado.

Digo essas coisas não por causa de sua envolvente eloquência ou de seu profundo conhecimento das escrituras, mas porque suas palavras foram acompanhadas do necessário testemunho prestado pelo Espírito do Senhor, graças ao que todos pudemos saber que ele dizia a verdade de Deus e não a dos homens. Esse testemunho prestado por Deus através de Seu Espírito não nos permite duvidar dessa verdade quando nos é apresentada.

Isso me faz pensar por que há tanta gente no mundo incapaz de receber esse testemunho. É tão fácil! Primeiro, basta desejar sinceramente recebê-lo. Depois, é preciso buscá-lo com fé, sinceridade e humildade perante o Senhor, pronto para ouvir o que Ele tem a dizer, mesmo que isso eventualmente vá contra aquilo em que acreditamos — afinal, qual é a opinião que vale, a nossa ou a Dele? Quando Ele manifestar-Se, é preciso ter a coragem de colocar Suas palavras em prática — do contrário, de que terá adiantado recebê-las?

“Uma Bíblia! Uma Bíblia!”

Há uma infinidade de explicações para o porquê de muitos serem incapazes de obter de Deus esse testemunho, mas eu gostaria de comentar um caso em particular: o dos que acham que, como já têm a Bíblia, não precisam de mais nada. Quem pensa assim age como se tentasse colocar uma mordaça em Deus, supondo que Ele não tem mais nada a dizer e que tudo o que havia a ser dito já está na Bíblia. Será que Ele está de acordo com isso? Vejamos o que disse a respeito:

E porque minhas palavras hão de silvar — muitos dos gentios clamarão: Uma Bíblia, uma Bíblia! Temos uma Bíblia e não pode haver qualquer outra Bíblia.

Mas assim diz o Senhor Deus: Ó tolos! Eles terão uma Bíblia e virá dos judeus, meu antigo povo do convênio. E que agradecimento dão aos judeus pela Bíblia que recebem deles? Sim, que pretendem dizer com isto os gentios? Lembram-se eles dos sofrimentos e dos labores e das aflições dos judeus e de sua diligência para comigo em levar a salvação aos gentios?

Ó vós, gentios, vós vos lembrastes dos judeus, meu antigo povo do convênio? Não, mas os amaldiçoastes e odiastes e não haveis procurado recuperá-los. Eis, porém, que farei voltar todas estas coisas sobre vossa cabeça; porque eu, o Senhor, não me esqueci do meu povo.

Tu, néscio, que dirás: Uma Bíblia, temos uma Bíblia e não necessitamos de mais Bíblia! Teríeis obtido uma Bíblia se não fosse pelos judeus?

Não sabeis que há mais de uma nação? Não sabeis que eu, o Senhor vosso Deus, criei todos os homens e que me lembro dos que estão nas ilhas do mar? E que governo nas alturas dos céus e embaixo, na Terra; e revelo minha palavra aos filhos dos homens, sim, a todas as nações da Terra?

Por que murmurais por receberdes mais palavras minhas? Não sabeis que o depoimento de duas nações é um testemunho a vós de que eu sou Deus, de que me recordo tanto de uma como de outra nação? Portanto digo as mesmas palavras, tanto a uma nação como a outra. E quando as duas nações caminharem juntas, os testemunhos das duas nações também caminharão juntos.

E isto eu faço para provar a muitos que sou o mesmo ontem, hoje e para sempre; e que pronuncio minhas palavras segundo minha própria vontade. E porque eu disse uma palavra não deveis supor que não possa dizer outras; pois meu trabalho ainda não está terminado nem estará até o fim do homem nem desde aí para sempre.

Portanto, porque tendes uma Bíblia, não deveis supor que ela contenha todas as palavras minhas; nem deveis supor que eu não fiz com que se escrevesse mais. (2 Néfi 29:3-10)

A conferência deste fim de semana fez-me ver, mais uma vez, quantas bênçãos maravilhosas essas pessoas estão perdendo! Elas nem fazem idéia. O fato de termos escrituras adicionais, revelação, profecia, dons espirituais, profetas e apóstolos — enfim, o fato de o Evangelho ter sido restaurado no mundo em toda sua plenitude por Ele pessoalmente é uma bênção tal como nunca houve igual na história da humanidade. E há quem a despreze por achar que já sabe o suficiente e que não pode haver mais conhecimento a ser obtido de Deus além do que está na Bíblia. Que tristeza!

Este meu diário está repleto de manifestações de alegria e gratidão pela imensa bênção de ser membro da Igreja de Jesus Cristo. Se você quiser ter uma vaga noção de como me sinto por isso, assista o vídeo abaixo. que mostra o Coro do Tabernáculo Mórmon cantando o hino “Creio em Cristo”. Ao final, preste atenção à emoção que estará sentindo em seu coração. Então multiplique essa emoção por dez e talvez consiga ter uma idéia da dimensão e profundidade de minha alegria, gratidão e orgulho por ser membro da Igreja de Jesus Cristo e por ter o Evangelho Restaurado em minha vida. Não há sobre a face da Terra ninguém mais feliz que eu por isso.

Leitura adicional recomendada:

 

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