O testemunho de um milagre

Publicado em 18 de março de 2008 e atualizado em 7 de março de 2024

Representação artística de duas pacientes onde uma ajudou a salvar a vida da outra
Representação artística de duas pacientes onde uma ajudou a salvar a vida da outra

Não farei comentários sobre o testemunho abaixo. Ele fala por si mesmo. Direi apenas que foi compartilhado em um grupo de membros da Igreja do qual faço parte e que, de tão tocante, achei que merecia ser reproduzido aqui (com autorização da protagonista, Mariane Martinelly, de São Paulo/SP).


Esta experiência aconteceu enquanto estive internada no hospital Emílio Ribas, em São Paulo, onde fiquei por seis longos meses após descobrir um pequeno tumor no cérebro e a epilepsia. Eu tinha dias muito longos e, quando me sentia bem o suficiente para sair do quarto, ia para outros apartamentos visitar e ajudar outros doentes.

Um dia vi chegar ao quarto vizinho uma senhora que estava muito mal. Ela ficou num setor destinado a infectados e isolados, de modo que minha entrada lá era proibida. Mas eu a olhava pelo vidro e me compadecia dela. Estava fraca, não conseguia se alimentar sozinha. O tremor das mãos fazia-a derrubar a comida do talher sobre a roupa e chorava. Fui contar o drama daquela paciente às enfermeiras, mas elas fizeram pouco caso dizendo que eu deveria preocupar-me comigo mesma. Mas eu não podia esquecer do que via nem se quisesse, pois a senhora doente estava no quarto em frente ao meu e o vidro era enorme, de modo que me era possível ver tudo que se passava lá.

Houve um momento em que não aguentei mais testemunhar aquilo e entrei no quarto dela, mesmo sem permissão. Ajudei-a a se alimentar, dei-lhe água e conversei com ela. Descobri que se chamava Ivone, que havia perdido um filho ainda moço em um assalto e por isso caiu em depressão, não se alimentava direito e contraiu um tipo raro de hepatite muito contagiosa. Estava à espera de um transplante de fígado para se salvar, mas dizia não querer viver mais.

Muito comovida, não pude ficar calada. Falei-lhe sobre o Plano de Salvação e ensinei-a que seu filho precisava dela viva para se salvar. Ela chorou muito.

Nisso, ouvimos o ruído dos carinhos de remédios no corredor. Corri para me esconder no banheiro dela. De lá, ouvi os médicos dizerem a ela que estavam tentando passá-la na frente de outros na fila do transplante. Ouvi também quando ela respondeu: “Doutor, por favor, preciso viver só mais um ano e meio, pelo menos, e já me sentirei feliz!” Sem entender, um dos médicos pergunta-lhe o porquê de querer viver só aquele tempo se poderia viver mais. Então ela respondeu assim: “Porque será o suficiente para me salvar e a meu filho também!” Os médicos saíram sem entender nada, achando que ela delirava ou coisa parecida, mas eu sabia porquê ela dissera aquilo: porque eu havia ensinado que era preciso um ano de batismo para ir ao templo e realizar as ordenanças vicárias por seu filho falecido.

Então voltei para junto dela com lágrimas a correr pelo rosto e disse-lhe que a ajudaria a conhecer a Igreja. Todos os dias, eu dava um jeito de burlar a segurança do hospital para entrar lá e ensinar-lhe. Ela devorava tudo que eu dizia como uma leoa faminta.

Até que um dia, muito fraca e debilitada, ela me disse: “Acho que Deus não me quer, pois estou morrendo, minha amiga. Prometa-me que fará tudo isso por mim se eu não conseguir sozinha”. Segurei suas mãos e jurei que faria tudo que pudesse. Então saí dali, porque me sentia a ponto de desfalecer de tanta tristeza e sentimento de impotência.

Ajoelhei-me no chão do quarto e orei por ela. Depois olhei-a à distância e fui dormir.

Naquela mesma noite aconteceu uma correria no quarto dela. Acordei com o barulho e corri. Quando vi que a levavam para o centro cirúrgico, nem dormi mais. Quando amanheceu, soube que ela tivera um sangramento interno e corria risco de não sobreviver até o fim daquele dia. Ela foi trazida de volta ao quarto e ouvi as enfermeiras ligando para os familiares dizendo para que se preparassem para o pior.

Não aguentei. Corri até o telefone público do primeiro andar e liguei para o templo. Pedi que enviassem com urgência um portador do sacerdócio para dar uma benção nela. Como o horário de visitas dela já havia se encerrado, instruí a pessoa que atendeu o telefone a dizer ao irmão que entrasse como se a visita fosse para mim.

Às 2 horas da tarde chegou um senhor de terno azul. Mostrei-lhe a senhora pelo vidro e contei a história toda. Ele se comoveu e disse que queria ir até ela. Fui até o balcão das enfermeiras e apanhei a chave que há muito eu já conhecia bem. Alertei-o para o perigo biológico de entrar ali, mas ele quis entrar assim mesmo. Abri a porta e ele entrou. Fiquei vigiando de fora. Ela estava como morta dentro da redoma de vidro. Vi-o erguendo o vidro do isolamento e ungindo-a com óleo consagrado. Me comovi. Depois, ele se ajoelhou no chão do quarto. Então saiu sem se preocupar em desinfetar-se, como faziam todos que entravam lá. Disse ao sair: “Tenha fé, irmã, ela vai viver, eu sei!” Ele me abençoou também e foi embora.

Passei a tarde toda na expectativa, mas, devido à medicação que eu estava tomando e à noite de insônia, adormeci. Acordei às 6 da tarde e me levantei. Então levei um susto. Dona Ivone estava em pé, do lado de fora de seu caixão de vidro, tentando desligar-se dos aparelhos. “Milagre! Ela está viva e de pé! Corram e vejam, está curada!”, gritei.

Foi um alvoroço. Surgiram médicos nem sei de onde. Entraram em seu quarto como em caravana. Eu não podia ouvir o que diziam, mas vi que ela apontava para mim sem parar e sorria.

Então o médico de plantão veio até mim tirar satisfações. Perguntou-me se eu havia entrado no quarto dela com alguém naquele dia. Neguei. “Mas ela afirma que você levou um anjo que a curou e que você a tem ajudado todos os dias, como explica isso?”, indagou o médico. Foi quando me dei conta de que estávamos em um hospital, que eu estava diante de um cético e que, a seus olhos, eu havia cometido uma falta grave. Não neguei mais e respondi, com todas as letras, que era verdade. Confessei que a ajudei escondido, que chamei o portador do sacerdócio e que ele deu a ela uma bênção de cura. Disse-lhe também que, se ela estava ali, viva, era porque Deus a havia curado por intermédio do Sacerdócio de Melquisedeque.

Ele ficou furioso comigo. Não quis saber de minhas crenças. Para ele, o irmão portador do sacerdócio e eu havíamos cometido um erro terrível ao nos expormos a uma contaminação que poderia disseminar uma epidemia pela cidade. Ele me agarrou pelo braço e me obrigou a ligar para o templo atrás do irmão que deu a bênção em Ivone. Exigiu que fizéssemos exames para identificar nosso nível de contaminação, após o que iria nos trancafiar num daqueles quartos de isolamento.

O detalhe é que os exames deram negativo em nós três: Ivone, o irmão e eu!

Repetiram os exames umas cinco vezes e a deixaram internada em observação por mais uma semana. Nada. Ela estava milagrosamente inteira. Até sua cor amarela havia sumido.

Depois de receber alta, ela sempre ia me visitar no hospital. Dizia que, dali por diante, seria uma atalaia da verdade, um testemunho vivo do poder de Deus na Terra.

Hoje ela está casada de novo, vive em Guarulhos e, pelo que sei, é oficiante do Templo de São Paulo.

Essa história aconteceu em 2001. Em 28 de setembro daquele ano, ela e eu vivenciamos um milagre no hospital Emílio Ribas. Simplesmente não posso esquecer essa experiência.

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5 comentários em “O testemunho de um milagre

  1. Pois bem.
    Não acredito em coincidências.
    A palavra “Melquisedeque” estava na minha mente hoje, desde cedo. Fiz uma pesquisa na Internet, onde obtive mais conhecimento sobre esse personagem bíblico, que quase ninguém conhece.
    Ocorre que sou soropositivo, assintomático, desde 1993. Sim, há quase vinte anos, sem tomar coquetel.
    Sou cristão, frequento uma igreja, mas lá ninguém sabe do problema, pois na outra igreja que frequentei e que contei sobre isso, fui muito bem tratado, mas começaram a surgir rumores de que eu tinha algo grave… muita gente achava que era câncer.
    Gostaria de saber mais a respeito dessa igreja. Moro no interior de Minas Gerais, será que por aqui tem uma igreja dessas? Será que eu teria socorro espiritual?
    O que é preciso para me livrar de uma vez por todas desse mal, como faço para obter meu milagre?
    Agradeço quaisquer informações.

    1. Oi, Paulo.

      Você pode verificar a localização da capela mais próxima no site maps.lds.org.

      Você pode também solicitar a visita dos missionários pelo 0800 283 9333.

      Quanto ao “livrar-se desse mal”, é preciso ter em mente que as doenças fazem parte de nossa provação mortal. Pode ser que o Senhor esteja querendo ensinar-lhe algo de relevância eterna através desse desafio. Se for esse o caso, então ao invés de perdir-Lhe que o livre desse mal, seria mais sábio pedir-Lhe que ajude a aprender o que Ele espera que aprenda com a experiência, tornando-se “como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai” (Mosias 3:19).

      Mas, também, o propósito Dele pode ser simplesmente o de fazer com que desenvolva fé suficiente para ser curado a fim de depois prestar testemunho de Seu poder e levar outros a terem a mesma fé.

      Qualquer que seja o caso, você precisa estar disposto a aprender o que for necessário para alcançar Dele a graça que lhe foi reservada, seja a cura ou alguma outra bênção. Aprender e viver o evangelho pode ajudá-lo nessa busca.

      Conheça a Igreja. Ela pode lhe ensinar muito, como tem ensinado a mim ao longo de minha vida.

      Espero ter ajudado.

      Um abraço!

  2. Irmã…..lendo o seu testemunho eu nao consigo parar de chorar, pois fiz exames recentemente e foi constatado o vírus HIV no meu sangue…dois portadores do sacerdócio me deram a bênção semana passada e eu creio que fui curada!!! Ainda não realizei outros testes pois estou aguardando tenho ainda exames pela frente……o templo tem sido meu refugio….meu casamento foi cancelado, nao consigo mais trabalhar, minha vida parou aqui…..peço oraçõe spor favor….e agora lendo esse testemunho pra mim foi como se o Senhor estivesse respondendo pra mim: “Sim, creia, o milagre é possível!!!”…..Que o Senhor abençõe a todos!!

  3. “CURA DIVINA DA AIDS!”

    Nascido em 20/8/1962 e criado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Venho de
    uma família de classe média toda voltada ao espiritismo. Sou filho de
    Marilu Scalzo Legey e Milton Pereira Legey (In Memorium), famoso
    compositor das décadas de 50 e 60, autor de várias músicas famosas,
    dentre elas: Fósforo Queimado, Rolei Rolei etc. Meu pai era irmão de
    Aloysio Legey, diretor de núcleo de vários programas da Rede Globo de
    televisão (Criança Esperança, Desfile das Escolas de Samba, Show da
    Virada etc.), do qual sou sobrinho e afilhado. Fiz faculdade de
    Letras(Port/Ing) e academia de artes maciais (Jiu-Jitsu/faixa-preta).
    Aos 18 anos, herdei do meu avô materno uma construtora, Arthur Scalzo &
    Cia Ltda. Fiquei rico, tinha poder, mulheres, carros, viagens etc. e
    tudo mais que o mundo poderia oferecer de melhor.

    “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo
    consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6:19)

    Aos 21 anos, me tornei dependente químico e chegei a usar todas as
    drogas, tendo tido inclusive 3 overdoses. Com as drogas vieram a perda
    de caráter, da personalidade, a prostituição e a falência. Para tentar
    não cair de padrão de vida entrei na marginalidade e no mundo do crime,
    passando a comprar carros roubados, posteriormente roubando os própirios
    carros, emitindo cheques sem fundos, realizando golpes e participando de
    falcatruas. Fui preso, julgado e condenado a 23 anos pelos diversos
    crimes cometidos. Participei de diversas rebeliões, motins, greves de
    fome etc. Cumpri 8 anos em regime fechado em diversos presídios:
    Presídio Ary Franco (Água Santa), Instituto Penal Edgard Costa
    (Niterói), Presídio Hélio Gomes e Penitenciária Lemos Brito no extinto
    Complexo Penitenciário da Frei Caneca/RJ e 4 anos em regime semi-aberto
    no Instituto Penal Plácido Sá Carvalho no Complexo Penitenciário de
    Gericinó/RJ. Lá deparei-me com o Diretor Paulo Roberto Rocha, que tinha
    sido meu aluno de defesa pessoal quando fez prova para o DESIPE. Ele foi
    um dos precursores a incentivar o convênio para usar a mão de obra
    carcerária para trabalhar nas ruas, e posteriormente assassinado na
    Av.Brasil.

    Em 1998, conheci a pessoa que me mostraria a palavra de Deus, e que hoje
    é a minha amada esposa, Verônica Legey.

    “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou
    não o separe o homem.” (Mateus 19:6)

    Em 2001, como falei, foi feito um convênio entre a Secretaria de
    Justiça, a Fundação Santa Cabrini, a Secretaria de Administração
    Penitenciária e a CEDAE, pelo então Governador do RJ, Anthony Garotinho
    e o diretor da CEDAE/Zona Oeste na ocasião, Alcione Duarte. Consegui
    então, um emprego digno onde trabalhei até Dezembro/2006 na CEDAE.

    “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado
    abundou, superabundou a graça” (Romanos 5: 20)

    Mas, depois de tantos pecados e orgias, colhi o que plantei. Descobri
    que estava com AIDS. Passei 3 anos tomando os coquetéis
    anti-retrovirais. Participei de uma campanha feita pelo Pastor Ricardo
    Barros de Belo Horizonte/MG, que tem o Ministério da cura…

    “Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas
    enfermidades” (Salmos 103:3)

    Deus continua operando os mesmos milagres de 2000 anos atrás, Deus
    curou-me da AIDS. Tenho os exames comprovando a cura. Basta aceitá-lo,
    arrepender-se, converter-se dos maus caminhos e ter Fé, pois sem Fé é
    impossível agradar a Deus. Deus ainda me concedeu o Ministério da unção
    da cura e libertação. Temos sido usados como um canal de Bençãos por
    todos os lugares onde temos passado, dentro e fora do Estado. Hoje
    trabalho só para Deus, sou Ministro do Evangelho e congrego na
    Comunidade Evangélica Família
    Cristã em Campo Grande – Pr.Pedro.

    “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e
    buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu
    ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”
    (2 Crônicas 7:14)

    “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele
    que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos
    que o buscam.” (Hebreus 11:6)

    Se desejar, escute esse testemunho na íntegra em áudio mp3. Para isso,
    basta clicar no link abaixo:

    http://www.cooperadoresdedeus.xpg.com.br/audio/Testemunho.mp3

    Este é apenas um resumo das maravilhas que Deus fez na minha vida.
    Convites para pregações, testemunho, palestras sobre dependência
    química, DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), congressos etc,
    entrem em contato comigo:
    Gilberto Legey
    Tels.: (21)2406-2255 ou (21)9847-1444
    E-mail: gilbertolegey@cooperadoresdedeus.com;
    MSN: gilbertoscalzolegey@hotmail.com

  4. Puxa!Que lindo! Sou membro da Igreja há 16 anos e só agora meu esposo foi batizado e esta semana lemos sobre os milagres que Jesus realizou.É maravilhoso saber que Ele vive e que continua realizando milagres!

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