Que o fim do mundo chegue logo — no bom sentido

Publicado em 2 de dezembro de 2023 e atualizado em 14 de fevereiro de 2024

2023 está indo embora e não deixará saudade. Foi um ano em que tive que observar, consternado e impotente, a exponencial multiplicação da maldade e da iniquidade no mundo e como elas me afetam.

Todos os dias somos confrontados com situações que testam nossos valores e nossa fé. A injustiça, a corrupção, a violência e o ódio estão em toda parte, até dentro de casa. Quem não possui firmes alicerces psicológicos, morais e espirituais pode facilmente se sentir sobrecarregado e desesperançoso.

Cada nova ideologia social inventada pela vaidade humana e socada goela abaixo na sociedade, cada nova mentira vomitada por políticos desonestos e influenciadores maliciosos com a qual manobram as massas, cada sentença judicial proferida por magistrados agindo conforme a corrupção de sua (falta de) consciência em vez de conforme o que é certo e justo, cada tiro disparado nas guerras urbanas e entre nações, cada ato de ódio de todo tipo que popula as manchetes e infesta as redes sociais, tudo isso martelou em minha mente a lembrança das palavras do Salvador há quase dois mil anos: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é necessário que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18:7)

Creio que ninguém duvida de que as perversas e insolucionáveis mazelas sociais ao nosso redor são o mais indiscutível indício de que o mundo está doente. Justamente para evitar que mergulhasse nesse estado de coisas é que, desde o princípio, o homem recebeu de Deus mandamentos. A sistemática violação deles torna a sociedade refém da colheita do que ela mesma semeia (“Quem semeia vento colhe tempestade”, diz o velho ditado). As mazelas sociais nada mais são do que o alto preço a pagar pela própria desobediência. Como escreveu o Élder Wilford W. Andersen no artigo Religião e Governo:

As únicas soluções reais para os muitos problemas graves que o mundo atual enfrenta são espirituais, e não políticas ou econômicas. O racismo, a violência e os crimes de ódio, por exemplo, são problemas espirituais, e sua única solução real é espiritual.

Seria bom se a sociedade já fosse se acostumando à ideia de que no grande Milênio, que será inaugurado com o retorno de Cristo, as coisas não serão como são hoje.

Um dia o Salvador vai voltar. É Seu direito governar e reinar como Rei dos reis e nosso grande Sumo Sacerdote. Então, o cetro do governo e o poder do sacerdócio se tornarão um só.

Quando isso acontecer, Ele assumirá o governo da Terra e consertará tudo que estiver errado em todas as esferas. O mundo será como na época do Jardim do Éden: todos os que habitarem o mundo na ocasião viverão em retidão (ver 2 Néfi 22:26). A lei que estará em vigor é a mesma lei celestial que o mundo secular sempre desprezou. Tudo que não estiver de acordo com ela será removido da face da Terra.

O retorno de Jesus Cristo será o antibiótico injetado na veia para esterilizar o mundo da contaminação moral e espiritual que o tem infectado desde a Queda de Adão. A Terra será curada de suas doenças e por mil anos descansará em paz (ver Moisés 7:64). Se alguém disser que está mais ansioso por isso do que eu, pode entrar na fila, pois cheguei na frente. É nesse sentido que digo que quero que o mundo acabe, ou seja, esse mundo como o conhecemos hoje.

Enquanto esse glorioso dia não chega (e tenho motivos para crer que o testemunharei bem de perto), a parte que me cabe é permanecer fiel aos padrões de conduta do Senhor e não tomar parte nos pecados do mundo. Devo também exercer uma boa influência sobre aqueles que me rodeiam, que é o que pretendo com este artigo e com todo este blog. Devo permanecer no mundo sem pertencer a ele (ver João 15:19). Isso nunca foi tão necessário quanto neste ano. Infelizmente nada indica que o próximo será melhor.

Leitura adicional recomendada: Sete coisas que ainda precisam ocorrer antes do ‘fim do mundo’

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6 comentários em “Que o fim do mundo chegue logo — no bom sentido

  1. Caro Marcelo,
    Desde os idos tempos de 2006, mais ou menos, quando participamos dum grupo do Yahoo, você, assim como eu e muitos outros, estamos aguardando com grande expectativa a volta gloriosa do nosso Senhor Jesus Cristo.
    Da mesma forma que você está concluindo, vejo claramente o mundo caminhando para o colapso que antecede a volta do Rei desse mundo. Sempre existiram os terremotos, as guerras, os incêndios, as inundações, a maldade de todo tipo, mas, “como nunca antes neste planeta”, essas coisas aconteceram com tanta frequência JUNTAS, e nem com tanta intensidade.
    Nosso Brasil, país do qual era dito que “não tem terremoto”, está sofrendo com isso em Maceió, numa tragédia anunciada provocada pela ganância dos poderosos.
    Todos os cristãos oram “Venha a nós o Vosso Reino” e o S3enhor certamente ouve a todos eles. Abraços.

  2. Este história da segunda vinda de Jesus Cristo carece de evidências empíricas. A fé é uma questão pessoal e subjetiva e, embora seja respeitável, é importante lembrar que nem todos compartilham as mesmas crenças. Além disso, a interpretação de textos religiosos pode variar muito, e o que é considerado uma profecia por alguns pode não ser visto da mesma forma por outros. Seria útil se o artigo explorasse mais perspectivas e fornecesse um contexto mais amplo.

    1. Obrigado pelo comentário, Emanuel. Entendo sua preocupação, mas a fé transcende a necessidade de evidências empíricas. Enquanto esse evento não ocorrer de fato, é um fato espiritual que só pode ser comprovado espiritualmente. Como disse Paulo:

      “…o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porquanto se discernem espiritualmente.” (1 Coríntios 2:14)

      A crença na segunda vinda de Jesus Cristo é uma parte fundamental da minha fé e da de muitos outros. Embora as interpretações possam variar, a promessa de Sua volta é uma fonte de esperança e conforto para muitos.

      Para quem terminantemente se recusa a acreditar nisso, só o que posso dizer é: espere pra ver. 😉

      1. Eu sou um que se recusa terminantemente a acreditar em contos de fadas como esse de milênio, volta de Jesus, etc, um personagem fictício que só existe nos delírios de vocês, crentes. Nunca ninguém provou que ele existiu, como pode você um cara esclarecido acreditar numa lorota dessas?

        1. Lorota na opinião de quem, “iluminado”?

          É exatamente porque sou esclarecido que não apenas creio nisso, como sei que é verdade. Já passei da fase de precisar de fé para saber dessas coisas. Mas não espero que entenda o que quero dizer.

          Pergunte a um cego de nascença se ele sabe que o sol existe. Ele lhe dirá que sabe. Como, se nunca o viu? Ele nunca o viu, mas ele o sente.

          Analogamente, qualquer um pode saber que Deus e Jesus Cristo existem também, só é necessário fazer como o cego e não trancar a mente.

          Está convidado a parar de ser cético e dar a si mesmo uma chance de experimentar algo melhor. A vida não precisa ser assim, tão sem propósito nem sentido. Fique à vontade para usar o formulário de contato para falar sobre isso comigo em particular, se quiser.

          Um abraço!

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