A alegria proporcionada pelo templo

Referente a março de 2003

Cada ida ao templo é um milagre. É assim que me sinto enquanto escrevo estas palavras.

Estou assombrado com o poder que o templo exerce sobre mim. Ele tem mudando minha vida, aproximado-me do Pai e aumentado sobremaneira meu desejo de servi-Lo. Esse é o milagre a que me refiro.

Sinto-me enormemente privilegiado por ter o direito de entrar na casa do Senhor sempre que quiser e de desfrutar de manifestações espirituais que só acontecem lá. São essas manifestações espirituais que estão marcando minha vida para sempre. Mais e mais, estou tomando gosto pelo trabalho vicário em cumprimento à profecia de Malaquias 4:6. Também tenho maravilhado-me com o que se aprende sobre a Criação, o Plano de Salvação, os convênios e as promessas a eles associadas. A cada passagem pelo templo, cada um desses detalhes assume conotações, prismas e aspectos renovados, ampliados e aprofundados. É fantástico!

Um de meus propósitos ao ir ao templo no sábado, 22/3, foi realizar as ordenanças vicárias por quatro pessoas, uma das quais o pai de meu amigo-quase-irmão de infância, a quem chamo singela e carinhosamente de Zé. Aliás, eu poderia escrever um livro inteiro sobre essa figura, mas nesta página basta-me dizer que temos mais de trinta anos de uma sólida, inquebrável e prazerosa amizade.

Quando seu pai completou um ano de falecimento, tive a oportunidade de falar-lhe sobre as ordenanças vicárias e pensei que, caso ele viesse a tornar-se membro da Igreja, talvez desejasse fazê-las ele mesmo por seu pai. Receei que, se descobrisse que eu já as tinha feito em seu lugar, poderia aborrecer-se comigo. Mas, depois de meses de conversa sobre o evangelho, perdi as esperanças de que ele parasse de comportar-se como o pé do caminho da parábola do semeador, no qual a semente cai mas, não a entendendo, “vem o maligno e arrebata o que foi semeado em seu coração” (Mateus 13:19). Então pedi-lhe autorização para proceder as ordenanças por seu pai. Eis sua resposta:

Você sabe, e se não sabe deveria saber: meu pai gostava muito de você e sabia que a recíproca era verdadeira, apesar de não haver tanta proximidade. Ele também sabia que você, apesar de doido, é gente boa e queria sempre o melhor para você. Assim como ele sabia disso, eu também sei que o que você fizer por ele será feito por amor, respeito e admiração.

Estou feliz por ter passado este tempo ao lado dele, mesmo que ache que foi por um período curto demais. E também me sinto feliz por ser teu amigo, saber da importância que tenho (e meus pais também) em sua vida. E vice-versa! Penso com freqüência no Seo Edison e na Dona Ábia, sempre com muito carinho e saudade.

Não tenho condições de autorizar ou proibir tal ordenança, ritual, batismo, seja lá como você chama. Ele, por sua vez, pode aceitar ou não. Faça o que o seu coração mandar, ou sob a orientação do Espírito, como você costuma dizer. E me mande notícias, hehehe!

Contar com seu apoio trouxe-me a tranqüilidade necessária para curtir a alegria de estar proporcionando a seu pai a libertação da prisão espiritual, caso aceite a libertação que estou para oferecer-lhe. Senti essa mesma alegria ao fazer o mesmo pelos demais.

O serviço que desta vez prestei no templo foi uma experiência espiritual tão magnífica que comecei a sentir um forte desejo de servir mais ativamente ao Senhor em Sua casa. Foi daí que a idéia de tornar-me oficiante do templo pareceu-me muito atraente. Não creio ter sido por acaso que um oficiante viajou ao meu lado no retorno a Maceió. Tive a oportunidade de conversar com ele sobre o trabalho como oficiante, sobre qualificações, pré-requisitos e bênçãos desse serviço, o que me atiçou ainda mais um desejo que já era forte. Já fui buscar informações sobre o procedimento para qualificação e, várias vezes desde então, já disse ao Senhor que, se for de Sua vontade, me conceda essa magnífica bênção. Pedi-Lhe também que, ainda se for de Sua vontade, abençoe-me no futuro com um chamado para servir missão em um templo. Na realidade, eu queria morar em um!

Foi com essa alegria e entusiasmo no coração que iniciei meu domingo (23/3). Pedi ao Senhor que me abençoasse com a possibilidade de conservar comigo o mesmo Espírito que transformou-me no dia anterior. Queria irradiar a celestialidade do templo nas reuniões da Igreja e transmiti-la nas duas aulas que daria, uma para o quórum de élderes e grupo de sumo-sacerdotes (que se juntaram) e outra para os jovens. Ao dar ambas, tinha meu peito ardendo em brasa nos momentos em que prestei meu testemunho sobre os assuntos que ensinei. Queria ter sido capaz de colocar esse mesmo ardor nos peitos dos irmãos e irmãs que me ouviram. Se eu tiver sido capaz de ser instrumento nas divinas mãos para tocar um único coração que fosse, me darei por realizado.

Mais do que nunca, o sentimento que inunda meu ser neste momento é gratidão. Gratidão pelo privilégio pertencer à Sua Igreja, de viver Seu evangelho, de ter a companhia do Espírito, de entrar em Sua casa, de estar tendo meu testemunho aumentado a cada dia, de ser merecedor de tantas e tamanhas manifestações de Seu amor e de ser digno de Sua confiança.

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