A vida depois da missão de tempo integral

Compreende o período entre setembro de 1987 e dezembro de 2003

O pequeno Giancarlo (com 5 meses) e eu, em novembro de 2004

O pequeno Giancarlo (com 5 meses) e eu, em novembro de 2004

Retornando ao lar, retornei também à rotina de estudos. Como estudante de engenharia, que é um curso bastante puxado, era imperioso dedicar-me muito a ele, quase como se fosse outra missão de tempo integral. Minha faculdade ficava em outro estado e as viagens costumavam durar cerca de sete horas.

Todo o mal-estar provocado em casa por conta de minha partida para a missão pesava muito sobre meus ombros. Ter ido para a missão não foi um erro, o erro foi o modo como o processo foi conduzido. Como uma espécie de compensação, eu sentia que deveria dar o máximo possível de atenção a meus pais, o que implicaria em viajar para casa sempre que a oportunidade surgisse. Minha meta era estar com eles a cada duas ou três semanas, no máximo. Assumi a família e a faculdade como as duas grandes responsabilidades de minha vida dali por diante.

Todavia, tão logo voltei a ser um membro comum, fui chamado para uma função na Igreja que exigiria de mim mais tempo do que o disponível para mim. Aceitei o chamado por crer que vinha do Senhor, mas aceitei-o com receio de não ser capaz de dar conta dele.

Então agora eram família, faculdade e Igreja minhas grandes responsabilidades.

Conforme o tempo passou, comecei a ficar mais e mais sufocado. Eu não estava conseguindo cumprir direito nenhuma dessas três grandes responsabilidades devido à interferência de umas sobre as outras. Enquanto fui capaz, tentei de todas as formas não deixar o barco virar para nenhum dos lados, mas o problema começou a assumir proporções que me fugiram ao controle. À medida em que não fui capaz de conciliar essas responsabilidades nem tive ajuda para isso, comecei a perder a fé em mim mesmo e no Senhor. Sentia-me remando contra a maré numa canoa furada em meio a uma tempestade. Mesmo orando e jejuando por socorro, a pressão se tornou maior do que fui capaz de suportar.

Então vi-me diante do angustiante dilema de ter que fazer uma escolha. Família, faculdade ou chamado na Igreja: uma das três coisas teria que sacrificada, ainda que temporariamente, pelo bem da sobrevivência das outras duas.

À essa altura, contudo, eu já estava espiritualmente debilitado a ponto de começar a cometer pequenos erros. Os pequenos logo me levaram aos grandes. O primeiro desses grandes afetou minha dignidade como membro da Igreja, forçando meus líderes a avaliar minha situação nela. Sensíveis a meus severos desafios e à inclemente pressão sobre meus ombros fragilizados, não me julgaram merecedor de medida disciplinar mais séria. Todavia, dispensaram-me de meu chamado e traçaram metas que eu deveria cumprir a fim de me conduzir de volta à dignidade perdida.

Então sobraram família e faculdade, as duas grandes responsabilidades às quais eu originalmente queria dedicar-me. Tentei de todas as formas conciliá-las com as metas traçadas por meus líderes da Igreja, mas não demorou para notar que algumas eram incompatíveis com uma meta pessoal que não constava na relação preparada por eles: ser um bom aluno na faculdade. Eu julgava que devia isso a meus pais e a mim mesmo.

Resultado: acabei afastando-me da Igreja. E assim permaneci por catorze longos anos.

Nesse meio tempo, meu diário serviu de testemunha silenciosa de minhas amarguradas lamentações por minha condição decaída e indigna. Tendo quebrado os convênios que fiz com o Senhor no batismo e no templo, meu sentimento de culpa impedia-me de Lhe pedir ajuda e até de Lhe dirigir a palavra em oração. Vivendo a vida do mundo e sem poder contar com a preciosa orientação do Espírito, caí em várias armadilhas da vida e cometi muitos erros dos quais me envergonho até o pó. Todavia, o único ponto positivo dessa experiência — se é que se pode dizer isso — foi ter conseguido apaziguar minha família, ainda que tenha sido às custas de minha queda espiritual.

Nos catorze anos de duração dessa queda escrevi várias vezes em meu diário que tinha muita vontade de voltar à Igreja. Afinal, meu testemunho quanto à sua veracidade, à do Livro de Mórmon e à do Evangelho restaurado nunca esmaeceu, apesar da vida à toa que vinha levando. Fiz com que o assunto “Igreja” permanecesse morto em casa pelo bem da paz e harmonia familiares — o que de forma alguma queria dizer que eu estivesse feliz com isso. Para poder voltar à Igreja eu teria que desatar os muitos e apertados nós de minha vida pessoal e familiar. Mesmo assim, em Sua infinita misericórdia e bondade, o Senhor concedeu-me muitas bênçãos das quais eu não me julgava merecedor, como se quisesse dar-me o recado de que, apesar de minhas iniquidades, Ele me compreendia, me amava e me esperava de braços e coração abertos de volta em Sua Igreja quando eu decidisse me arrepender. Eu queria muito, mas não via como fazê-lo sem provocar novo drama familiar. Eu não queria reviver esse pesadelo, todos estavam feridos demais para isso — eu principalmente.

Em 5 de fevereiro de 2001, após vários meses de horrendo sofrimento, meu pai faleceu, vítima de câncer linfático. Levou consigo para o túmulo sua antipatia pela Igreja e por minha afronta ao ter ido para a missão contra sua vontade. Mas eu sabia que, de algum modo, deveria batizá-lo vicariamente (clique aqui para saber mais sobre ordenanças vicárias). Ele precisava disso e merecia que eu o fizesse em seu favor.

Quinze meses depois, redescobri uma escritura que acabou se revelando muito poderosa em minha vida: este meu diário. Sim, o diário que o Senhor mandou que Seus santos escrevessem e que sempre mantive razoavelmente atualizado, apesar de estar afastado do Espírito. Foi relendo, recordando e meditando sobre os milagres realizados em minha missão que o Espírito tocou meu coração novamente, como há muito não acontecia, fazendo-me perceber que a densa névoa de adversidades que me fez perder o rumo da Igreja havia finalmente se dissipado, permitindo-me enxergar novamente o caminho até a Igreja. De repente, percebi que eu não tinha mais qualquer impedimento para voltar a gozar de Sua companhia, nem para voltar a ser aquela alma iluminada enxergada pelos olhos puros de irmã Drechsel (veja Pelotas, outubro de 1985) e de tornar a ser um filho digno das bênçãos e da confiança de meu tão amado Pai Celestial.

Reler minhas próprias experiências ajudou-me a perceber o quanto eu era feliz e não sabia. Percebi também que certas coisas aqui escritas poderiam ter salvo minha pele em situações difíceis, pois algumas respostas para questões vitais estavam aqui mesmo. É por isso que exorto a todos quantos vierem a ler estas palavras que tomem coragem e iniciem seus próprios relatos pessoais. Há muito mais poder neles do que pode parecer! (Leia meu artigo Diário pessoal: bênção para mais de um.)

Foi assim que voltei a me sentir atraído como um ímã à fonte que mataria minha sede do Espírito, do sacerdócio e do serviço ao Senhor. Não tinha mais absolutamente nenhum motivo para resistir à tal atração. Então, catorze anos depois, decidi e cumpri a decisão de voltar.

O cumprimento veio acompanhado de diversas manifestações espirituais. Nelas, o Senhor me dizia que Ele e Seus anjos estavam em festa por meu retorno (ver Lucas 15:4-10). Desejavam abençoar-me para que eu resistisse e vencesse as novas provações que se poriam à minha frente em decorrência dessa retorno. Testifico que verdadeiramente senti-me protegido e amparado para vencê-las, e as venci, com a ajuda Dele.

É triste para mim ter que dizer, mas a névoa que me fez perder o rumo da Igreja só começou a se dissipar com o falecimento de meu pai. Num mundo que oferece aos puros de coração tantas oportunidades de se desviar do caminho reto e estreito, eu nem precisava sair de casa para enfrentá-las em suas formas mais perniciosas. Meus pais sempre foram minha maior fonte de dificuldades para manter-me firme e ativo na Igreja. Mesmo tendo mantido o assunto “Igreja” sepultado em casa, volta e meia mamãe o ressuscitava dos mortos para culpar minha ida para a missão e a Igreja pela maior parte dos revezes de minha vida, decretando que “alguém nessa Igreja ainda vai pagar por isso”. Lamento muito que tenha pensado assim.

Tão logo arrependi-me de meus pecados e voltei a ser fiel aos mandamentos de Deus e aos convênios outrora feitos com Ele, voltei a receber inspiração e revelações do Espírito para o governo de minha vida. Dois meses depois, eu já tinha sido considerado digno de voltar a exercer o sacerdócio. Mais quatro meses e eu já portava uma recomendação válida para o templo.

Foi por revelação que vim a saber que, pouco menos de dois anos depois de seu falecimento, o homem que em vida combateu a Igreja e me trouxe tantas aflições por causa dela aceitou tornar-se membro dela no mundo espiritual ao aceitar as ordenanças vicárias que fiz por ele na primeira vez em que entrei novamente na Casa do Senhor depois de quinze anos, em dezembro de 2002.

Considero-me hoje um grande privilegiado por ter sido aceito pelo Senhor de volta em Sua Igreja com tantas e tamanhas manifestações de Seu infinito amor, compaixão e perdão. Meus dias têm sido abençoados graças à companhia do Espírito, decorrente de meus esforços em viver uma vida em conformidade com Seus mandamentos. Por vezes sem conta, Ele tem dado chances de provar-me novamente digno de Sua confiança — e ser digno de confiança é melhor que ser digno de amor. Nunca canso de me derreter em doces agradecimentos ao Senhor por ter redimido minha alma da lama moral e espiritual na qual eu estava afundado junto com boa parte do mundo. Só posso retribuir tanto amor com a única coisa que Ele pede em troca: minha mais perseverante e dedicada obediência, que reverterá em mais bênçãos, que reverterão em mais obediência, e assim sucessivamente até o dia perfeito.

Algum tempo depois, meu desejo de servir ao Senhor aumentou de tal maneira que busquei e obtive um privilégio muito, muito especial: servir como oficiante em Sua Casa, o templo (leia sobre minha designação como oficiante neste artigo). É um privilégio tão sagrado e especial que em vida não o compreenderei totalmente, embora sinta que devo orgulhar-me dele e honrá-lo com toda santidade e pureza de que for capaz.

Sei que o Senhor vive e que esta é Sua Igreja. Sei que Joseph Smith foi o homem que Ele escolheu para restaurar a plenitude de Seu evangelho nestes últimos dias antes de Sua segunda vinda. A morte me seria mais doce do que negar essa verdade e dou minha vida por esse testemunho, se preciso for.

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15 comentários em A vida depois da missão de tempo integral

  1. Tânia Revoredo disse:

    Irmão Marcelo, como amo seu blog. Sempre aprendo e fortaleço meu testemunho. Sempre o leio, mas fazia um tempinho que não vinha ler. Acabei encontrando esse texto sobre sua vida. Nossa, obrigada por compartilhar conosco sua história. Embora muito triste, mas de infinito valor eterno. Sou membro da Igreja há 17 anos, nunca me afastei, embora tenha tido muitos motivos pra isso, não pela doutrina, pois tenho o testemunho profundo sobre elas. Enfim, há tempos venho fazendo uma pesquisa com alguns irmãos que já se afastaram. Pessoas que me são próximas, pra saber o sentimento delas sobre seu retorno e porque se afastaram. Tenho ouvido muitas histórias impressionantes até e a sua veio a somar à minha pesquisa e agradeço imensamente por compartilhar. Acredito que com isso eu posso vigiar melhor minha vida e até mesmo ajudar melhor pessoas que retornam ou que se afastam.
    Sabe, tenho muita vontade de um dia conhecer VC pessoalmente, inclusive meu esposo fez missão em Maceió e o conheceu e na época VC era presidente do Quorum em 2005. E ele TB o admira muita. Um abraço.

    • Marcelo Todaro disse:

      Oi, Tânia.

      Obrigado por seu comentário. De fato, Revoredo não é um sobrenome estranho para mim, só não consigo ligá-lo à pessoa que o ostentava na plaqueta. Afinal, meu contato com ela foi tão breve e lá se foram mais de 10 anos…

      Não posso deixar de admitir minha própria parcela de culpa em meu afastamento da Igreja. Hoje sei que eu poderia ter lutado um pouco mais, tido paciência um pouco mais, jejuado um pouco mais e feito tudo que fiz um pouco mais. Mas também não posso ser tão rígido comigo mesmo para não perceber que eu era um jovem inexperiente e imaturo enfrentando desafios capazes de derrotar até muitos veteranos na vida. Mas aí me lembro das palavras de Paulo, “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:13), e volto a pensar que eu poderia ter me empenhado um pouco mais… E assim fico pulando feito boneco joão bobo entre um pensamento e outro à espera do grande Dia do Julgamento, no qual sei que poderei contar com o perfeito equilíbrio entre justiça e misericórdia que só o Senhor pode exercer.

      A missão de tempo integral que Lhe servi, pagando o dízimo de minha vida, e meu empenho — ainda que débil — de hoje viver Seus mandamentos o melhor que posso, me dão esperança de ser julgado merecedor de um futuro melhor na outra vida. É o que espero.

      Um abraço!

  2. Marcos Santos disse:

    Sua história realmente é inspiradora Marcelo.
    Sabe sinto falta da igreja as vezes minha esposa também comenta que sente. Mas, as vezes me pergunto: Será que eu tinha mesmo um testemunho verdadeiro? Será que minha mente me pregou uma peça? Me fazendo aceitar o evangelho restaurado somente porque era o meu desejo de tudo fosse real? Que o Livro de Mórmon fosse verdadeiro e que Joseph fosse um profeta? Sei também que ao se afastar do evangelho a influência mundana assim como suas filosofias podem alterar a maneira de pensar. Sabe, na verdade hoje tenho um grando conflito. Pra cada ponto da igreja que eu acreditava e testemunhava, eu acabo encontrando um sentimento contrário de conflito. É como se minha mente argumentasse contra muitas coisas que um dia acredite, amei e defendi. Claro que não são todas as coisas que aprendi na igreja. Mas muitos pontos que me colocam em grande dúvida. Pontos esses que me chegam até a afirmar em meus pensamentos mais íntimos:
    Os mórmons são ótimos a igreja SUD também mas, não creio mais em Igreja única e verdadeira.
    Joseph era uma pessoa bem intencionada. Mas, foi um profeta?
    O livro de Mórmon me cativou desde o primeiro versículo, mas será realmente sagrado e suas histórias, povos e locais realmente existiram?
    Te juro Marcelo que não estou dizendo nem que sim nem que não, é um conflito mesmo. Parte de mim quer acreditar e seguir, outra parte me diz que não. Muitas vezes me sinto livre pra agir pensar, falar e adorar ao Pai Celestial do meu modo, tentando viver uma vida honrada como pai, marido e cidadão. Penso que Ele não se importaria com minha condição religiosa e sim com meu coração. Será que estou “cauterizando” minha consciência? Pode parecer pueril minha atitude, ou talvez rebelde. E as vezes me sinto como uma onda que o vento joga de uma para outra parte. Espero que eu consiga enxergar o que devo fazer.
    As vezes penso que tudo que vivi na igreja foi uma ilusão, outras que foi a única vez onde realmente estava vivo.

    Desculpe o “digisabafo”.

    Tenha uma boa tarde.

    Valeu.

    • Marcelo Todaro disse:

      Oi, Marcos.

      Deus não mente. Ele não pode dizer a mim que a Igreja é verdadeira e a outra pessoa que não é. Ele não é Deus de confusão. Confusão, dúvida, incerteza, medo, conflito, etc., são coisas do inimigo, não de Deus.

      Isto posto, estou plenamente convicto de que suas dúvidas e conflitos residem não no fato de a Igreja não ser verdadeira, e sim no fato de você não ter um testemunho disso. A mim, isso ficou evidente quando me contou que decidiu não cumprir missão de tempo integral. É bem provável que desde aquela época você já não tivesse um testemunho verdadeiro, do contrário muito provavelmente sua história hoje seria outra.

      Não estou julgando você e não cabe aqui discutir os motivos de não ter obtido um testemunho. Mais importante que isso é saber que você ainda pode obtê-lo. Se você precisa de um testemunho e o quer, vá em busca dele!

      É sua fé que vai determinar se você vai conseguir ou não.

      Quando falo em fé, não me refiro a um mero desejo de acreditar, e sim à força motriz que o levará a fazer tudo que for necessário para obter de Deus sua resposta. Refiro-me a ação. Não basta pedir a Deus — isso é importante, mas não suficiente. É como diz um velho ditado: “Ore como se tudo dependesse de Deus e aja como se tudo dependesse de você”. Esse é um princípio de poder. Foi uma das coisas que na missão comprovei serem verdadeiras.

      Meu primeiro testemunho aconteceu com um pedido. Essa história — caso esteja disposto a continuar lendo meu diário — está contada no artigo A história de minha conversão. Aquele foi só o primeiro. Aprendi que, uma vez obtido um testemunho, eu precisava nutri-lo por toda a vida por meio da minha fé, que leva às ações. Minha felicidade nesta vida e por toda a eternidade depende em grande parte de ser ou não “[valente] no testemunho de Jesus” (D&C 76:79).

      A busca de um testemunho começa com um desejo justo e sincero. O testemunho cresce gradualmente por meio de experiências. Ninguém recebe um testemunho completo de uma vez. Ele cresce à medida que você demonstra o desejo de servir na Igreja, estudar, orar e aprender. Ele aumenta à medida que você guarda os mandamentos.

      Eu gostaria de lhe recomendar a leitura do discurso O Poder de um Testemunho Pessoal, do Élder Dieter F. Uchtdorf, segundo conselheiro na Primeira Presidência, proferido na Conferência Geral de outubro de 2006. Ele conta experiências e ensina os passos para obter e fortalecer um testemunho.

      Depois disso, meu irmão e amigo, a coisa vai depender apenas e tão somente do seu desejo e da sua fé.

      A bola agora está contigo. 😉

      Um abraço!

  3. Tony Souza disse:

    Ja tava amando ler sobre sua missão. Ao ler esse artigo me identifiquei ainda mais, e virei fã. Certa vez compartilhei uma publicação no Facebook pra apoiar a coragem de um homem que, apesar de inativo, fez questão de divulga seu tetemunho e recebeu varios comentarios de apoio até emocionantes.
    Segue:
    https://m.facebook.com/photo.php?fbid=526556480768948&id=100002438024275&set=a.147170008707599.33557.100002438024275
    E mais uma vez: Parabéns!

    • Marcelo Todaro disse:

      Nem sei o que dizer, Tony… 😉

      O motivo de eu ter publicado essas experiências foi para que talvez pudessem ser benéficas a alguém. Se foram para você, ainda que eventualmente tenham sido apenas a você, já valeu a pena.

      Obrigado por compartilhar seus pensamentos e sentimentos comigo.

      Grande abraço!

  4. Luciano da Silva Costa disse:

    Um bela história… Estou iniciando a trajetória ao retorno e tenho orado para que as portas se abram… Por muito tempo esperei por um convite de meus familiares ativos para esta retomada, e no meu íntimo os julgava por não me incentivarem… Hoje entendo e sua experiência me deixou claro que esta busca é minha… O Espírito Santo certo dia tocou meu coração e fez com que me encorajasse e convidasse minha esposa (não membro) a ir numa reunião sacramental comigo… Fomos a está reunião e desde então ela está sendo ensinada pelos missionários… Rogo a Deus em meu íntimo que ela adquira algo que nunca perdi que é a certeza de que a plenitude do evangelho só é possível ao tornar-se membro da igreja. Que Deus esteja olhando por minha família neste momento para que seja contínuo, duradouro e que nos agarremos a barra de ferro e comamos do fruto da árvore da vida!
    Obrigado por compartilhar sua experiência! Rogo por suas orações para que minha esposa compreenda e obtenha seu testemunho durante as palestras.
    Obrigado!

  5. krugner disse:

    Grato pela testemunho.
    Estou diante do retorno, e no meu caso isso incluí mudança de residência.
    Acredito que conseguirei manter meu emprego, já que o mesmo não necessita de minha presença regular.
    Infelizmente eu acho (hoje) que as dificuldades nos amedrontam, nos fazem nos sentir incapazes, e o sentimento de egoísmo nos entrelaça tanto que chega a sufocar.
    Felizmente pessoas como você aparecem para testificar que nos dias de hoje, com experiências parecidas, podemos de uma maneira ou de outra através daquele sentimento plantado no batismo, nas aulas, etc tem a força de sobrepujar e fortalecer a volta ao caminho.
    Grato mais uma vez, principalmente por relatar.

    Samuel Sampaio Krugner

  6. Jaime Costa disse:

    Parabéns por seu retorno!

    Não é fácil encontrar o caminho de volta, especialmente, quando sentimos a beleza do evangelho. É preciso um esforço herculoide. Sou membro da Igreja desde os meus 10 anos de idade, vivi minha adolescência na Igreja, cumpri uma missão, me casei no templo e estou, agora, enviando para o campo missionário meu filho mais velho. tenho um testemunho muito forte do evangelho restaurado e a Igreja me enche de encanto, entranto, sei perfeitamente que ninguém está seguro, ninguém, o melhor de todos nós, o mais reto, o mais disciplinado, não está seguro. Me preocupo com isso e sei que as vezes podemos aparentar todos os aspectos visiveis e decorativos da atividade na Igreja, mas lá no nosso interior podemos estar muito longe. A receita para manter um ânimo constante e ter uma fé renovada é a atenção nas pequenas coisas de nosso cotidiano como discipulos, uma disciplina de ferro, uma vontade imensa de fazer e repetir o básico todos os dias. Quando a gente perde essa pespectiva, a ritualistica do evangelho parece enfadonha, até o ponto em que nada sentimos, nada recebemos e nada percebemos e não haverá motivação suficiente para ir adiante, e haverá criticas e cinismo. Vencer tudo isso, não e tarefa fácil. Então parabéns meu amigo.

  7. Andresa disse:

    Que história de vida, edificante Amigo!!!!
    Parabéns pela sua força , sua coragem….Ao ler este artigo realmente pude sentir o quanto suas palavras são verdadeira.
    Parabéns!!!!

  8. Ah, Marcelo, sei perfeitamente como é sentir o que você sentiu enquanto estava afastado da Igreja e também durante seu retorno! Eu também experimentei a indescritível certeza de que o Senhor nos espera de volta de braços e coração abertos. Sei que Ele, de fato, Se alegra com o retorno de um filho. Cada alma é única, imensamente valiosa e insubstituível. Nunca é tarde demais e nós nunca estamos perdidos demais, de modo que não termos mais condições de fazer orações ou passar pelo processo de limpeza que é o arrependimento sincero.

    A quem interessar: http://blogsud.org/21/por-que-voce-deixou-a-igreja

    A todos: o Senhor os ama!

    Abraços meus.

 

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