Peço sua ajuda: como entender o ceticismo espiritual?

Atualizado em 8/12/15

ateismoNo início do ano de 1975 a profissão de meu pai obrigou-nos a uma nova mudança de cidade, de Estado e de região — até então a quarta nos meus nove anos de vida. Deixávamos Porto Alegre, onde vivemos dois felizes anos, para voltar a nossa terra-natal, São Paulo. Fomos morar na casa que havia sido de meu avô paterno e que meu pai e sua irmã receberam como herança, situada no bairro Cidade Vargas, próximo ao metrô Jabaquara.

Foi andando de bicicleta pelas ruas do bairro que conheci um menino cuja amizade perdura até hoje, 33 anos depois. Nossa amizade é tão íntima e sólida que costumeiramente tratamos um ao outro como “amigo-quase-irmão”.

Quis o Senhor nosso Pai que minha família fosse novamente transferida — agora pela última vez — para Maceió em 1982, quando não pude mais conviver com meu amigo-quase-irmão (leia relato pormenorizado dessa época de minha vida e de meu despertar espiritual neste artigo). Desde então, nossa convivência passou a acontecer por carta e, a partir de meados da década de 1990, por e-mail.

Mas foi só em meados de 2002 que comecei a abordar o assunto religião em nossas conversas. Foi então que descobri nele uma faceta até então desconhecida para mim: o ceticismo.

Em seu perfil no Orkut ele já se definiu certa vez como agnóstico. O dicionário Houaiss define agnosticismo como “doutrina que reputa inacessível ou incognoscível ao entendimento humano a compreensão dos problemas propostos pela metafísica ou religião (a existência de Deus, o sentido da vida e do universo etc.), na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica”. Mas acredito que, a partir do falecimento de seu pai, ocorrido em 2001, ele sentiu que o agnosticismo não o definia muito bem, então passou a definir-se como tendo “um lado espiritual independente de religiões”.

Meu amigo-quase-irmão é bastante refratário quando o assunto é religião. Ele já teve uma namorada evangélica e conta não ter gostado muito do que viu na fé praticada pela moça e na igreja freqüentada por ela (nomes não vêm ao caso). Ele também não deve gostar dos maus exemplos de fanatismo religioso observados em todo lugar (e não o culpo por isso). Deve imaginar que, se adotar uma religião, acabará se tornando naquilo que não gosta de ver. O problema é que ele extrapola essa impressão para tudo que diga respeito à fé, apressadamente julgando todo o conjunto como sendo uma coisa só.

Fé, aliás, segundo ele próprio, é um conceito “etéreo demais para minha cabeça”.

Ainda assim, ele diz crer que existe um Deus, mas nega Seu poder de falar com o homem. Quando lhe conto que Deus falou comigo, pois tem boca e fala, ele não acredita. Quando digo que Jesus é o Cristo e Salvador da humanidade (dele inclusive), faz pouco caso. Quando insto-o a conhecer melhor o Deus no qual diz crer através do estudo das escrituras e da oração, recusa-se. Quando explico que precisa arrepender-se e obedecer aos mandamentos de Deus caso queira ser favorecido por Ele, rebate dizendo que já os obedece. Quando explico que ser um bom marido, pai e cidadão não é suficiente para alcançar a graça do Pai, ele nega. Ainda assim, insiste em achar que está de bem com Deus e que não há nada que precise fazer para obter Dele as graças que deseja.

Em outras palavras, meu amigo-quase-irmão criou em sua mente uma divindade que não lhe exige nada, não cobra nada (também não ensina nem promete nada), que lhe permite viver como quiser e que se adapta a ele ao invés de ele a seu Criador.

Em dado ponto de nossa conversa, ele começou a rebater meu testemunho dizendo saber que estava certo em suas atitudes. Embora eu sempre tenha lhe oferecido minha justificativa para minha mais plena e absoluta certeza de que estou cumprindo a vontade de Deus ao obedecer Seus mandamentos — certeza que me foi e continua sendo dada pelo testemunho prestado por Seu Espírito —, ele nunca me apresentou a justificativa dele, por mais que eu insistisse. Não acredita que Deus fale comigo pelo Espírito — afinal, se não fala com ele, por que falaria comigo? — e, se fala, o que quer que me diga não lhe serve. Até então ele se limitava a dizer “sei que estou certo e pronto”. Eu sabia que o fazia só para me testar. Como nunca buscou em Deus respostas para dúvidas que não tem, não tinha o que dizer como justificativa para sua teimosia, por isso não dava resposta alguma além de “sei que estou certo”.

Mas ele traiu a si mesmo quando disse: “Como sei se estou certo? Eu sei, e somente o tempo dirá se eu realmente estava certo ou completamente equivocado.”

Foi aí que o apanhei na falácia lógica com a qual enganava a si mesmo. Se ele depende do tempo para avalizar (ou não) sua certeza, então não pode dizer que sabe que está certo. Se soubesse, não precisaria do tempo para isso. Pura e simples lógica vulcana do Sr. Spock.

Portanto, embora alegasse saber que estava certo, na verdade não sabia de coisa alguma. Ainda assim, contrariando a lógica, insistia e ainda insiste em permanecer no atual curso de ação mesmo não sabendo para onde vai. Dá de ombros para as perspectivas futuras. Não se importa com seu destino. Tal qual barco à deriva, prefere a postura do “o que vier, veio, seja bom ou ruim”.

Como pode alguém viver assim, sem rumo nem metas, sem propósito nem sentido para a própria vida, tendo o mero acaso como governante?

A pior parte dessa história é saber que meu amigo-quase-irmão é dotado de soberba inteligência. Eu entenderia esse tipo de atitude fosse ele um iletrado ignorante desprovido dessa inteligência. E é justamente nesse ponto que a intriga me consome: sua atitude não é inteligente. Não há inteligência no ceticismo (pelo menos no espiritual). No caso dele e seguramente no de muitos outros como ele, as peças desse quebra-cabeça não se encaixam.

Em minhas muitas ponderações sobre o caso de meu amigo-quase-irmão, a quem tanto amo, e sobre como ajudá-lo a arrancar a venda de sua sórdida e autoimposta cegueira espiritual, várias hipóteses me vieram à mente. Uma delas é a de que tem medo. Sim, pois o medo faz com que permaneça na ignorância, que por sua vez mantém-no refém da comodidade de sua zona de conforto, confundindo familiaridade com superioridade. Faz sentido, pois em outras oportunidades já demonstrou ser resistente a mudanças. Prefere não conhecer suas responsabilidades perante Deus para não ter que cumpri-las, crendo assim poder justificar-se dizendo que não sabia de nada. Mas essa também não é uma atitude inteligente. Como burro ele não é, tem que haver outra explicação. Como sabemos, “é impossível ao homem ser salvo em ignorância” (D&C 131:6).

A hipótese que me parece fazer mais sentido não diz respeito a seu intelecto, mas a seu espírito. Talvez a origem de seu problema remonte aos primórdios de sua existência como espírito, na época em que Jeová — nome de Jesus Cristo antes da mortalidade — e Lúcifer duelaram na grande batalha que houve nos céus quando a proposta de Jeová para ser nosso Salvador foi aceita e a de Lúcifer, rejeitada — razão pela qual Lúcifer, antes conhecido como “estrela da manhã”, tornou-se Satanás. O fato de meu amigo-quase-irmão estar vivo neste mundo hoje é prova de que optou por ficar do lado de Jeová, mas… quão valente terá sido ele na defesa de nosso Salvador? Será que ganhou o direito de vir ao mundo mais por não ter ficado do lado de Lúcifer do que por sua valentia e coragem na defesa de nosso Senhor? Será que o que hoje se revela como sendo um traço espiritualmente negligente de sua personalidade, manifestado na forma de compulsão obsessiva pelo ceticismo cego e irracional, não é na verdade mero reflexo de seu passado pré-mortal?

Eis porque venho pedir sua ajuda, caro leitor.

Mesmo que você não partilhe de minha fé, eu gostaria de conhecer sua opinião. Por favor, dispense cinco minutos de seu tempo utilizando o espaço de comentários deste artigo para compartilhar comigo e com os demais leitores seus pensamentos. Quem sabe eu consiga extrair do conjunto de opiniões publicadas abaixo alguma coisa que me ajude a compreender a atitude ilógica de meu amado amigo-quase-irmão. Quero munir-me de mais conhecimento para poder ajudá-lo. Não suporto a idéia de que venhamos a ser separados na eternidade por causa de atitudes das quais ele se arrependerá depois. Como disse o Pres. Spencer W. Kimball: “Às vezes esquecemos que é melhor corrermos o risco de criar uma pequena perturbação no relacionamento com um amigo do que o privarmos da vida eterna ao permanecermos em silêncio” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Spencer W. Kimball, Proclamar o Evangelho).

 

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16 comentários em Peço sua ajuda: como entender o ceticismo espiritual?

  1. ronaldo ramalho disse:

    Acho correto não agnósticos como certos ateus não passarem também a cacarejar em cima desta religião saudável e elegante que talvez respeita e está mais perto de tal Deus que muitas pessoas.

  2. Sandra Sueli disse:

    Olá. Eu também sou seguidora de Cristo. E sofro com essa indiferença de meus familiares e colegas.
    Mais a Palavra de Deus diz que quem faz a obra é ELE. se você já deu A PALAVRA, descanse no SENHOR.
    Sabia que Deus gosta é desses incrédulos para mostrar o seu Poder?
    Um abraço. Jesus está contigo!

  3. André disse:

    Apenas informei meu nome e não pretendo criar polêmica, vou tentar ser bem curto e simples por tudo que li!

    Também tenho fé e Acredito em Deus da minha forma e pelo que sinto aqui dentro, sigo ensinamentos de jesus interpretados a minha forma!

    Assim como sigo bons ensinamentos de diversas religiões que recebo como bons princípios.

    Estou fazendo minha avaliação e julgamento, mas quem sou eu para julgar, só que vc requisitou comentários, então… :

    Vc me parece um pouco fanátisado pelo dogma que segue, e insiste em forçar que seu amigo-irmão siga o mesmo pensamento que o seu e ele não o faz o inverso com vc. Deixe que ele perceba por si próprio qual o caminho melhor lhe convém, tdo tem um pq, assim como teve para vc!
    Não deve condicionar a sua amizade e irmandade a um dogma religioso especifico. Se a amizade de vcs surgiu sem religião e assim durou por todos esses anos, pode permanecer da mesma forma. A Religiosidade está dentro de nós e o que foi feito pra permanecer junto permanecerá.

    Não confunda habilidades e vasto conhecimento com inteligência, inteligência é capacidade de discernimento, podemos ter alguém sem instrução e iletrado, com capacidade intelectual maior que alguém q possua um vasto volume de conhecimento.

    Creio que o comentário mais sensato até o momento, ao qual concordei acima foi o do Paulo César…

    Espero não ter ofendido, e meu sentido foi apenas cooperar para a reflexão de ambas as partes.

    Tudo de bom.

    E muita iluminação para vc!

    • Marcelo Todaro disse:

      Olá, André. Obrigado por seu comentário.

      Quando os primeiros cristãos recusavam-se a negar sua fé em Cristo e, por isso, deixavam-se jogar aos leões para a mórbida diversão dos romanos, muito provavelmente houve quem os rotulasse de fanáticos. O detalhe é que eles simplesmente não podiam negar o que sabiam ser verdade. Eles sabiam que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus. Tinham-No visto, estado com Ele, ouvido Sua voz e sentido o Espírito Santo testificando-lhes à mente e ao coração que Ele realmente era quem dizia ser. Como poderiam então renunciar a esse testemunho?

      Aquela mesma certeza que os levou à condenação pelos romanos é a que tenho. Tal como eles, também sou capaz de dar minha vida, se preciso for, em defesa do testemunho que me foi dado por Deus. Por isso, há quem também me rotule de fanático, como você fez (sei que não quis ofender e não estou ofendido, não se preocupe).

      Já não abordo mais esse assunto com meu amigo, pois está esgotado entre nós. Ele terá que experimentar a veracidade de um velho ditado que diz: “Quem não aprende pelo amor, aprende pela dor”. Então ele saberá por si mesmo. Eu só queria evitar que sofresse para aprender, mas, se é como prefere, então que seja. Na verdade, ele já está sofrendo as consequências de seu ceticismo e da negação da fé, embora não se dê conta da relação de causa e efeito entre esses fatos. Mas, um dia, terá que dobrar seus joelhos e reconhecer o quanto errou. Só espero que, quando esse dia chegar, já não seja tarde demais para arrepender-se.

      Um abraço!

  4. pp junior disse:

    Marcelo,

    Eu acho que entendo seu amigo pois estive nesse level de pensamento.
    Veja bem, Nasci e cresci na religião Católica e assim segui até a minha 1° comunhão. A partir desse periodo cheguei
    a conhecer outras 2 religiões e estava em um periodo um tanto critico ( de informações) em minha alma e cabeça, haja visto que questionava religião , politica , sociedade sendo tudo em minha mente , quase nunca com outros pois como estava formando minha propia opnião, praticamente não queria entar em detalhes. A um certo momento antes de meus 18 anos até mesmo Deus já estava dentro de minhas duvidas, pois nunca entendi como tudo acontecia e além de irritar me pertubava a forma de como a vida é doada . Por que é assim ?? porque eu não posso e outros podem?? e assim por diante me fizerasm a desacreditar. Piorava minha situação quando lia sobre os passados imundos do catolicismo e o presente de todas as outras que não diferem em nada desta religião.
    O que aconteceu foi que depois de muitos anos senti que estava vazio , e minha vida já não tinha sentido e a partir disso venho buscando Deus , somente isso , pois ainda trago marcas de minha revolta e ficaria dificil aceitar de uma vez tudo o que nos é imposto. Estou em fase de , como diria, aprendizado e acho agora que errei muito em criticar da forma que fiz, pois não tenho direitos e me fazia mal sem perceber. Como n~unca aceitei opniões, acho que mais valido é inserir pequenas palavras de tempos em tempos , como fique com Deus na hora de vc se despedir do que tentar fazer entender e aceitar o que vc pensa. Digo que será muito dificil. Sinto que as pequenas palavras como parecendo sem intencionar me faziam bem e consequentemente percebia minha ignorancia.
    Espero ter ajudado.

    • Marcelo Todaro disse:

      Olá, “pp junior”.

      Obrigado por suas considerações. Também passei por uma fase de busca espiritual como a sua, mas a minha ocorreu bem mais cedo, ainda na adolescência. Veja como foi neste artigo.

      No caso de meu amigo, se nada mudar, creio que terei que esperar pelo Milênio para poder compreendê-lo e ajudá-lo. Só espero que não seja tarde demais para ele.

      Um abraço!

  5. Paulo Cesar disse:

    Caro Marcelo ,

    Meu nome é Paulo sou catolico e tenho 25 anos de vivencia continua dentro da igreja, e caro irmão, independente de religão, pois Nosso Senhor Jesus jamais disse ser de religião A,B ou C ,sua igreja mas nos deixou o ensinamento de que viver em comunidade ou igreja como muito s gostam de dizer é o correto, para conserva a força . Mas gostaria de lhe dizer que seu amigo-irmão deve sentir uma negatividade pelas instituições e não por Deus. O que é perfeitamente normal haja visto o grande crescimento e abertura de igrejas ou seitas por este mundo, fazendo as mais inumera promessas com os mais tipos variados de Deuses. Creio meu querido, que dentro da mais perigosa logica ” Vulcaniana ” (rss) vc deve apresentar para seu amigo um Deus mais racional , logico, cientifico se necessario, não é dificil… Pois são argumentos validos para uma Evangelização da qual fomos ensinados a realizar para cumprir o conjunto da nossa salvação, Tenha certeza de que um Deus Cosmico, logico e cientifico , não esta fora dos parametros da PALAVRA , nem tampouco fora dos mandamentos. Temos nós das igrejas , ou comunidades, que nos abrir as realidades do seculo 21 sem deixar que a PALAVRA na sua essencia simples e PURA seja pregada. Com maior coerencia sem o fanatismo religioso hoje imposto, dentro até da minha comunidade. DEus é tão maior que tudo isso, que ainda não conseguimos alcançar seu legado, AMAR. É tão simples, que achamos absurdo, colocamos regras, apresentamos um Deus DOMINADOR, ciumento, e por vezes vingativo, e não é nada disso o legado que o Homem de sandalhas nos deixou, é PURO E MUITO SIMPLES.

    • Marcelo Todaro disse:

      Caríssimo Paulo,

      Obrigado por seu comentário. Você tem razão em dizer que meu amigo-quase-irmão tem sentimentos negativos em relação às instituições, mas não é só isso. Como escrevi no artigo, ele me disse certa vez que não consegue compreender o mais elementar dos conceitos espirituais: a fé.

      Por isso, não sei que eficácia poderia ter expor-lhe o lado racional, lógico e científico de Deus. Consigo compreender perfeitamente seu ponto, pois conheço nosso Pai o suficiente para saber que Sua glória consiste em inteligência (veja D&C 93:36). O poder Dele vem de Sua onisciente inteligência. Seu conhecimento e inteligência são o que fazem Dele um Deus.

      E sabemos também que a inteligência se apega à inteligência (D&C 88:40), portanto saber que toda inteligência emana Dele faz-me sempre querer estar mais próximo a Ele, pois, quanto mais semelhante a Ele eu for, mais inteligente me tornarei.

      Mas meu amigo parece perder a própria inteligência quando o assunto é Deus. Ele se fecha a tal ponto que simplesmente se recusa a sequer raciocinar sobre o que é dito. Parece até uma birra infantil, como se estivesse “de mau” com seu Criador. Não é uma atitude inteligente e isso me intriga ainda mais.

      Não é à toa que a fé é o primeiro princípio do Evangelho. Sem ela, todo o resto desmorona. Se quero ajudar meu amigo, preciso primeiro ajudá-lo a desenvolver fé. Mas não sei como, pois ele não quer ser ajudado. Acha que não precisa de ajuda e que está bom do jeito que está. Temo muito por essa atitude.

      Por fim, eu gostaria de comentar sua afirmação de que “nosso Senhor Jesus jamais disse ser de religião A, B ou C”. De fato não disse, pois na época Dele isso não seria necessário. Um de seus trabalhos na mortalidade foi organizar Sua Igreja (donde concluímos ser necessário haver uma — e APENAS UMA!) e era a Igreja Dele. Se Ele tivesse que dizer que pertence a uma religião, diria que seria a Dele próprio. Não era Sua intenção haver essa miríade de religiões no mundo, cada qual pregando sua própria doutrina, pois Ele não é Deus de confusão. Assim, não posso concordar com o senso comum segundo o qual todas as igrejas são válidas. Se assim fosse, não teria sido necessário para Ele vir restaurar Sua Igreja, como fez no início do Séc. XIX, trazendo de volta o poder e autoridade do Sacercócio e a plenitude do Evangelho perdidos com a apostasia da igreja primitiva (sei que você não vai concordar com este ponto, mas, para saber se isso é verdade, é preciso procurar essa resposta com nosso próprio Deus em Pessoa).

      Novamente, obrigado por sua participação.

      Um abraço!

  6. VANIA disse:

    MARCELO, PASSEI O DOMINGO 15/03/09 EM UM RETIRO PARA A FAMILIA NA IGREJA DE NOSSA SENHORA DE SHOESTAT E ASSISTI UM TESTEMUNHO MARAVILHO, EM QUE UMA MULHER LUTOU OPOR MUITO TEMPO PELA CURA DE SEU MARIDO DO VICIO DA BEBIDA E VENCEU. HOJE ELE NÃO BEBE MAIS. E ISSO QUANDO ELA ESTAVA QUASE DESITINDO. ACHO QUE VOCE DEVE CONTINUAR FALANDO DE DEUS PARA O SEU IRMÃO-QUASE-IRMÃO, POIS UMA HORA O AMOR DE DEUS VAI TOCAR NO CORAÇÃO DELE E ELE VAI TE AGRADECER PELA SUA INSITENCIA, QUANDO PERCEBER O TEMPO QUE PERDEU EM “IGNORAR” DEUS. eNTREI NESTE SITE SABE PORQUE? PORQUE ESTOU COM MUITAS DUVIDAS , OU SEJA, MUITOS PORQUÊS NA MINHA VIDA E ESTOU COM DIFICULDADE DE ENTENDER O QUE DEUS QUER PARA MIM. cOMO A CHAR A RESPOSTA DAS COISA? ORANDO? SERÁ QUE ORO POUCO? SERÁ QUE NÃO SEI ORAR? TÁ DIFÍCIL ENTENDER A RESPOSTA, COMO ENCONTRÁ-LA ? SINCERAMENTE NÃO SEI COMO ENCONTRAR!

    • Marcelo Todaro disse:

      Oi, Vânia.

      Obrigado por seu incentivo. Já se passou um ano desde quando escrevi o artigo e, embora meu amigo tenha dito que queria encerrar o assunto, já tocamos nele novamente pelo menos uma vez nesse período. Ele continua irredutível e escorregadio, mas não mais tenta justificar seu ceticismo com argumentos ilógicos como os que descrevi no artigo. Talvez isso seja um bom sinal. Ainda não sei.

      Quanto a você, sua ansiedade talvez seja por estar alimentando expectativas altas demais a respeito de si mesma. Posso garantir-lhe, sem medo de errar, que a única coisa que nosso Pai espera de você, de mim e de todos nós é que tenhamos fé Nele e em Seu Filho, Jesus Cristo, e que obedeçamos Seus mandamentos até o fim.

      A Igreja produz um vídeo gratuito que talvez a ajude: ele fala sobre encontrar a fé em Cristo. Ligue para 0800 2850099 e peça o vídeo, ele chega em sua casa sem custo nenhum. Tenho certeza de que você poderá encontrar várias respostas na mensagem do vídeo. Não custa nada tentar (até porque é de graça), não é? ?

      Um abraço!

  7. Roseli Oliveira disse:

    O que resta agora é sua paciência e amor, não é fácil ver alguém que nos é caro, se distanciar ou não querer saber o sentido desta vida, o que acontecerá com nossos entes querido e nós? o que será feito de tudo que temos aqui? todos nossos relacionamentos? qual o sentido em ter uma vida reta, de se sentir abençoado, quais valores isso agregará depois que tudo tiver fim… É difícil, vivo esse dilema com meu querido marido e mudei a tática, agora eu o escuto e aceito o seu ponto de vista, embora no meu coração e alma eu peço ao Senhor desesperadamente para que seus olhos se abram um dia e possa neles a luz do evangelho penetrar.

    Eu penso que se houver persistência, constância e amor da minha parte, isto é uma causa ganha. Acredito que o Senhor é justo, e se meus desejos forem honrados e dignos, Ele me abençoará e fará virar realidade… pois seus desígnios não são do nosso entendimento, requer de nós humildade, amor e fé.

    Sei que o coração de seu amigo-meio-irmão será tocado, e vc vai ficar surpreso com isso!! Aguarde, um dia ele lhe será grato por toda eternidade.

    Abraço!
    Roseli Oliveira

  8. Portela disse:

    Prezado Todaro

    É claro que vc sabe o que é um ATEU, talvez vc não saiba ainda o que é um atôa (tudo junto pra ficar didático) pode ser o caso do seu amigo irmão

    Um abraço

    do irmão amigo

    Portela

  9. Ubirany Câmara disse:

    Eis uma questão bem complexa,pois estamos lidando com hipótese, uma questão duvidosa, não sabemos ao certo o que se passou com seu amigo-quase-irmão para levá-lo ao ceticismo. Que ele tem uma crença, isso sabemos, e com certeza acredita em Deus, tem uma luz dentro de si; não quer ter compromisso, quer apenas uma vida sem ter que prestar contas. Olhando o outro lado, acredito que já passamos por experiências que nos levariam ao ceticismo, como perguntas: Porque o Senhor deixou isto acontecer? Será que Ele existe? Não vê esta injustiça? Acho que deves compreender seu amigo. Continue tentando ajudá-lo, mas não se esqueça que tudo tem um limite, manter a amizade é uma porta aberta para ajudá-lo; se não for você que irá abrir seu coração, haverá de aparecer alguém que prometeu em outra vida ajudá-lo; tem uma canção que diz: “Antes de virmos ao mundo vivemos, como amigos amados, o conselho se juntou, o plano revelou e o Livre Arbítrio foi nos dado; disse o Senhor ‘encontre minhas ovelhas que no mundo perdidas estão’, eu prometi que assim faria, por mim a verdade obterão; assim farei meu querido amigo, o plano te mostrarei, me aceite quando eu te encontrar e a verdade te mostrarei, se lembre que o valor das almas é grande à vista de Deus…” Tenha certeza que o Senhor o ama, contudo ele tem o direito de escolher, sua parte, se não fez, faça! Tive uma experiência semelhante, fiz minha parte e deixei nas mãos do Senhor.

    • Marcelo Todaro disse:

      Ubirany escreveu:

      Acho que deves compreender seu amigo. Continue tentando ajudá-lo, mas não se esqueça que tudo tem um limite, manter a amizade é uma porta aberta para ajudá-lo

      Só posso ajudá-lo até onde ele permitir. Lamento dizer que ele decidiu cortar o assunto. Em sua penúltima mensagem ele me disse:

      “Chega de encher o meu pobre saquinho com esse assunto tão desinteressante, pernicioso, aborrecente e chato. Pelo menos, prá mim. Tenho certeza de que você conhece um variado grupo de pessoas que adora discutir sobre esse assunto. Enjoy it.”

      Não, não compreendo meu amigo. Não compreendo suas atitudes. Isso está além de minha capacidade. Bem que eu gostaria mesmo de compreendê-lo, quem sabe assim eu poderia ajudá-lo melhor. Mas tentar ajudá-lo é como tatear no escuro. Só mesmo o Senhor sabe como fazê-lo e lamento ter que dizer que não consegui.

  10. Marcelo, grande esforço você tem feito para fazer seu amigo-quase irmão acreditar, e o fez muito bem! Tanto quanto ele fez “muito bem” para manter sua posição de incredulidade em quaisquer religiões que se apresentem na Terra.

    O fato é que não há religião estabelecida desde a “horizontal” que não venha a decepcionar os homens de pensamento elaborado nas ciências do mundo… em sua pregação contínua, dinâmica, cativante! Um grande instrumento de Lúcifer para desviar o homem de Deus.

    Se seu amigo firmou a posição de que todas as religiões são falsas (e ele está absolutamente certo quando só experimentou o que é de nascimento horizontal); como e por que vai acreditar que exista a religião verdadeira? Como ele vai crer numa religião estabelecida diretamente do Alto (na vertical)?

    “Há alguns que não acreditarão, por mais que o homem faça por declarar”

    Tenho conhecido muitas pessoas que reagem como seu amigo. Só não desisto inteiramente de declarar a restauração a elas, porque não tenho a certeza de que Deus desistiu delas, embora tenha dito as palavras acima.
    Para eles, escrevi um livro que chamei “O Evangelho Escondido”, está na minha página, que você já deve conhecer.
    Amoramon

  11. André G. Balena Leal disse:

    Por causa do véu do esquecimento ,as pessoas esquecem da pre
    existência ,as pessoas adquirem alguns talentos e atributos ao desenvolver da vida de acordo com suas escolhas de livre arbitrio ,se a fé da pessoa for fraca a cegueira
    e o ceticismo são maiores ,e tem que tere fé no que sabemos ser o certo
    pois se tiver fé no que é errado conduz as pessoas a confusão ,e vai de acordo com o grau
    de obediência na pré existência (…) ao morrermos teremos a conciencia de que vivemos aqui (…)

 

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