O primeiro dízimo de uma vida

O que você vê ao lado é o recibo de pagamento do primeiro dízimo de meu filho, Giancarlo, de 4 anos. O recibo foi preenchido por ele mesmo. É claro que a iniciativa não foi dele, pois há poucas coisas na vida que ele já é capaz de compreender. Mas minha iniciativa tem o intuito de, no futuro, servir-lhe de lembrete da importância de obedecermos aos mandamentos de Deus e de nossa responsabilidade perante Ele de ensinar Seu Evangelho aos filhos.

Aceito sem reservas o dízimo como um mandamento de Deus. Cumpro-o fiel e integralmente. Já tive diversas demonstrações do cumprimento da promessa feita por Ele a quem paga o dízimo:

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.

E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. (Malaquias 3:10-11)

Tenho uma marcante experiência que ilustra o cumprimento dessa promessa.

Em abril de 2003, a placa-mãe do computador portátil que eu usava para trabalhar foi danificada por um curto-circuito na fonte. A máquina já tinha três anos de uso. Além disso, a vida útil da bateria já havia terminado e passei alguns meses utilizando a máquina sem bateria mesmo. Uma nova custava algo em torno de 300 dólares (pela cotação da época, sairia por cerca de R$ 700, fora imposto de importação e frete) e eu não tinha esse dinheiro, nem mesmo para mandar consertar a máquina.

Minhas alternativas eram: ficar sem computador por não poder pagar uma pequena fortuna pelo conserto ou afundar-me ainda mais em dívidas para pagá-lo. Nenhuma das alternativas era boa e eu não via outras. Passei vários dias angustiado, sem saber o que fazer. Então resolvi recorrer ao Senhor em busca de socorro.

Minhas orações logo começaram a receber resposta. Passei a sentir-me mais aliviado e calmo em relação a essa aflição. A idéia de acionar o suporte do fabricante da máquina parou de causar-me arrepios pelo provável alto custo do reparo. Comecei a sentir que poderia confiar no Senhor para essa solução. Passei alguns dias ponderando a respeito dessas impressões até que decidi segui-las.

Antes de pegar o telefone e acionar o serviço de suporte, dobrei meus joelhos e disse ao Senhor o que estava prestes a fazer. Em resposta, senti-me absolutamente confortado. “Paz seja contigo. Confia em mim”, foram as palavras postas em minha mente naquele momento. Senti perfeita confiança no que estava por fazer, mesmo sem saber de antemão como poderia pagar pelo conserto. Imaginei que o Senhor providenciaria um meio de ganhar o dinheiro necessário para isso, talvez vendendo meus dicionários ou prestando algum serviço extra. Eu não sabia.

Fiquei sabendo semanas mais tarde. Através da secretária do gerente de suporte do fabricante, fui informado de que a troca do circuito danificado e da fonte de alimentação haviam sido aprovadas para serem feitas como se a máquina ainda estivesse na garantia, por algum misterioso motivo. Eis porquê o Senhor havia me dito que não me preocupasse: Ele havia preparado essa bênção para mim.

Por si só ela já era grande o bastante para me deixar prostrado perante Ele. Mesmo sem bateria, o importante era ter a máquina funcionando. Mas o tamanho da surpresa Dele para mim ainda estava para ser revelado.

Duas semanas depois da data estimada para a devolução da máquina, nem sinal dela. Liguei para o serviço de suporte pedindo notícias. Estavam aguardando a chegada de uma peça que tinham mandado importar. “Ué, mas a informação que me foi dada era de que a máquina já estava pronta!”, respondi à atendente. Foi então que ouvi a notícia que só não me fez cair de costas porque eu já estava sentado: a peça que haviam mandado importar, e que também foi incluída na garantia, era a bateria que eles não tinham obrigação nenhuma de trocar!

Atribuo essa bênção maravilhosa à obediência à lei do dízimo.

…e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu…

A melhor aula sobre o dízimo que já tive na vida foi dada pelo Élder Lynn G. Robbins, dos Setenta, na Conferência Geral de abril de 2005. Em seu discurso, ele deu uma bela lição sobre o assunto baseada no episódio bíblico da viúva de Sarepta, cuja leitura recomendo fortemente a quem quiser compreender melhor a importância da lei do dízimo e as bênçãos associadas a ela.

Eis porque estou ensinado esse princípio a meu filho desde sua tenra idade. Quero para ele as mesmas bênçãos que recebo e quero que sejam perpétuas. Que nosso Pai Celestial me ajude a incutir nele o sentimento de necessidade de ser-Lhe fiel até o fim.

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5 comentários em O primeiro dízimo de uma vida

  1. Rodrigo disse:

    Com certeza é algo que ele nunca vai se esquecer!
    As melhores lembranças que tenho são da minha infância e da primária!

    Parabéns!

  2. Fernando disse:

    @Marcelo
    Tu teve azar de comprar esse iBook. Ele deu defeito em serie e a Apple estava fazendo recal dos iBooks G3 e G4. Segundo a Apple Brasil é G4 e G5. Achei engraçado, pois nunca existiu um notebook com processador G5. :LoL:

  3. Marcelo Todaro disse:

    Era um Apple iBook G3 300.

  4. Fernando disse:

    Qual era a marca e o modelo do notebook?

  5. Max Seawright disse:

    Obrigado Marcelo,
    Quanto ao pagamento de dízimo, tive uma experiência em achei que fui altamente abençoado pelo cumprimento dessa lei, porém uns meses depois me senti meio decepcionado. Mesmo assim permaneci fiel na minha obediênca ao mandamento do dízimo. Mais tarde percebi que a bênção foi outra–uma muito maior–que atribuo não somente ao cumprimento do mandamento senão também uma fé que os caminhos do Senhor não são os nossos.
    Abraço!

 

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