A evolução espiritual e o paradigma do cercadinho

Sou alguém que gosta de se sentir seguro, inclusive no aspecto espiritual. Por isso, costumo erguer ao meu redor barreiras de proteção que podemos comparar a um cercadinho.

Também sou curioso (e bastante), mas não aventureiro, do tipo que se lança ao desconhecido sem medir consequências. Mesmo assim, fui levado pelo Espírito do Senhor a uma aventura espiritual cuja veracidade precisei quebrar um grande paradigma para reconhecer.

O Espírito pode nos levar a uma experiência dessas mesmo que não peçamos. No meu caso, foi porque Ele queria me ensinar uma lição sobre meu cercadinho e, principalmente, sobre o que há de verdade fora dele. Em suma, Ele queria que eu evoluísse espiritualmente.

Quando ou se uma oportunidade dessas surge, o que fazer: recuar para a segurança do pacote de conceitos e preconceitos do cercadinho ou confiar no Espírito e nos aventurar fora do cercadinho por um momento?

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Como a voz do Senhor ajudou Joelma a vencer a Covid

A cantora Joelma, sorrindo

Nunca fui fã do gênero musical da cantora Joelma, portanto eu não sabia sobre ela mais do que é possível saber por meio de manchetes: foi vocalista da banda Calypso, teve um divórcio conturbado do guitarrista da banda, Chimbinha, e esteve muito doente.

Então, quando liguei a TV na manhã do primeiro dia do ano, a entrevista que Joelma dava no programa de Ana Maria Braga tinha tudo para ser mais uma que eu não me interessaria em assistir não fosse por ela estar falando de algo que conheço bem: dons espirituais. Ela contava como seus dons a ajudaram a superar uma doença que de outra forma poderia tê-la matado.

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Todos somos seitas — ateus inclusive

Há alguns dias tropecei no artigo de um ateu que, em seu mal disfarçado afã de criticar religiões, referiu-se pejorativamente a uma delas como sendo uma seita.

Muito embora eu já esteja vacinado contra essa rotineira falta de respeito pela fé alheia, decidi escrever este artigo para facilitar as coisas quando for preciso esclarecer alguém quanto ao uso equivocado do termo “seita”.

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Eu, 30 anos depois

Imagem de árvore frondosa com detalhe de muda nas mãos de uma pessoa em um canto

Exatamente hoje, 5 de agosto de 2014, completam-se 30 anos de uma decisão que mudou inexoravelmente o curso de minha vida. Bendita por uns, maldita por outros, o fato é que dela jamais tive qualquer fiapo de arrependimento.

Foi o dia em que me filiei a A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Nesse meio tempo, assim como teria ocorrido com qualquer um, cresci em diversos aspectos, especialmente na circunferência abdominal. Só uma coisa foi interrompida a partir daquela data: a fase de busca por certas respostas espirituais que descrevo em detalhes neste artigo.

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A alegria de ser membro da Igreja (parte V)

Neste fim de semana participei de mais uma conferência de estaca. Para quem não sabe, na Igreja de Jesus Cristo uma estaca é como uma diocese católica. Duas vezes por ano as estacas da Igreja no mundo todo realizam uma conferência. O principal propósito das conferências é fortalecer a fé e o testemunho e tratar dos assuntos da estaca.

Quando eu tinha 19 anos fui cumprir missão de tempo integral no Rio Grande do Sul por dois anos. Em minha primeira entrevista com o presidente da missão, ele me perguntou: “Por que você veio para a missão?” Dei-lhe a resposta clássica: “Para pregar o evangelho e ajudar pessoas a virem a Cristo”. Ele respondeu: “Muito bem. Mas esse é o segundo motivo pelo qual você veio para a missão. O primeiro é para se converter ao evangelho.”

Estranhei a observação, pois sou converso da Igreja e já me achava convertido (conheça a história de minha conversão). Só muito tempo mais tarde é que entendi o que ele quis dizer.

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