
Os dias se passaram e chegou finalmente a hora de partir. Foi com o coração quebrado que abracei papai e ouvi dele um contrito “espero que você faça uma boa missão”. Longe de ser uma genuína manifestação de apoio, aquela tinha sido uma confissão de derrota pelo cansaço. Dentro de mim misturavam-se a euforia pela partida e a cortante tristeza pela expressão de decepção estampada em seu rosto. Partir nessas circunstâncias é uma coisa que, se um dia eu vier a ser bispo, não permitirei que aconteça a qualquer jovem do meu rebanho.
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