Minha Missão de Tempo Integral: São Paulo, setembro de 1985

No jardim do Templo de São Paulo

Os dias se passaram e chegou finalmente a hora de partir. Foi com o coração quebrado que abracei papai e ouvi dele um contrito “espero que você faça uma boa missão”. Longe de ser uma genuína manifestação de apoio, aquela tinha sido uma confissão de derrota pelo cansaço. Dentro de mim misturavam-se a euforia pela partida e a cortante tristeza pela expressão de decepção estampada em seu rosto. Partir nessas circunstâncias é uma coisa que, se um dia eu vier a ser bispo, não permitirei que aconteça a qualquer jovem do meu rebanho.

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A história de minha conversão

Nasci na cidade de São Paulo em 4 de maio de 1966, num pacato bairro da zona sul chamado Cidade Vargas, que fica na região do Jabaquara.

Vindo de família cristã, recebi de meus pais orientação espiritual segundo os mais altos padrões cristãos. Em sua juventude, papai frequentou a igreja Presbiteriana e mamãe, a Metodista. Foi em uma das duas que se conheceram e casaram.

Cresci ouvindo falar em Deus, tanto em casa quanto nas igrejas evangélicas que frequentávamos. Apesar disso, até meados de minha adolescência minha imaturidade não me havia permitido desenvolver genuíno interesse pelo evangelho ou pelas escrituras. Muito embora não houvesse em meu coração qualquer dúvida quanto à existência de um Pai Eterno, até então Ele era para mim alguém por demais distante e inalcançável para que valesse a pena uma tentativa de aproximação. Por isso, eu não tinha o hábito de orar ou de ler a Bíblia. Muitas vezes, perante colegas de escola e amigos do bairro, me sentia envergonhado em dizer que ia à igreja com meus pais.

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