Diga NÃO ao Projeto de Lei Complementar 122/2006

Neste momento tramita no Senado Federal o Projeto de Lei Complementar 122/2006, que pretende ampliar o espectro dos crimes resultantes do preconceito de raça ou de cor para incluir também crimes de preconceito sexual.

Até aí, tudo bem.

O que não está tudo bem é que o projeto está cheio de erros e vícios jurídicos e dará privilégios a uns enquanto rouba a liberdade de pensamento, expressão e culto de outros. Do jeito que está, esse projeto (também conhecido como “lei da mordaça gay”), se aprovado, transformará os homossexuais em pessoas acima de todos os demais brasileiros.

O projeto cria um crime chamado repressão ou restrição à manifestação homoafetiva, mas ninguém sabe exatamente o que é isso. De repente, um ministro religioso que se negue a casar um par homossexual pode ser preso. Alguém que pegue a Bíblia e leia, por exemplo, uma das cartas do apóstolo Paulo, também poderia estar cometendo crime.

É importante lembrar que qualquer pessoa vítima de preconceito pode se defender usando as leis civil e penal, que descrevem os crimes de injúria e ameaça e prevêem indenizações por danos morais. Não é preciso criar uma lei nova para o mesmo fim.

Mas, já que se quer fazê-lo, é preciso que essa nova lei contenha dispositivos que façam clara distinção entre o que é a tal repressão ou restrição à manifestação homoafetiva e a liberdade de opinião, de crença e de culto. Com o projeto do jeito que está, se um líder religioso disser para sua congregação que o homossexualismo é pecado — conforme, aliás, a própria Bíblia afirma — e se houver na congregação um homossexual ou simpatizante que se sinta ofendido por isso, poderá processar o líder e sua igreja. A falta de dispositivos jurídicos que impeçam o cerceamento da liberdade de crença e de culto pode perfeitamente fazer com que um juiz dê razão ao querelante e condene o religioso e sua igreja por crime de homofobia.

Se creio na Bíblia e se creio que o homossexualismo realmente é pecado, conforme ela afirma, por que devo ser impedido de manifestar essa crença?

Reconheço que o projeto é cheio de boas intenções ao pretender impedir injustiças como violência, ódio, discriminação e preconceito. Mas, como diz o velho ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”. Veja exemplos do que pode acontecer se um projeto como esse virar lei:

  1. Um padre de uma paróquia na Espanha, o segundo nas últimas semanas, tornou-se alvo de uma ação judicial por causa de uma alegada “humilhação pública” de um militante homossexual que desejava receber a comunhão. O padre Domingo Garcia Dobao, da Igreja da Imaculada Conceição, em Jaén, Espanha, foi processado por Juan Diego Fuentes Medina após o padre ter-lhe negado a comunhão por causa de sua união gay com Angel de los Reyes. O padre Garcia explicou sua decisão dizendo que aquela é uma situação que a Igreja ensina ser imoral, que “eles não podem receber a Comunhão”. (Fonte: www.highbeam.com/doc/1G1-131362951.html)
  2. Em 2002, o pastor evangélico Stephen Boisson, de Alberta, Canadá, escreveu uma carta ao editor do seu jornal local, o RedDeer, denunciando o avanço da militância homossexual como “perversa” e afirmando que “crianças de cinco e seis anos de idade estão sendo submetidas psicologicamente e fisiologicamente a uma literatura pró-homossexual prejudicial, assim como orientação nas escolas públicas, tudo sob o disfarce fraudulento de direitos iguais”. Um ativista gay sentiu-se ofendido pelo que leu e processou o pastor. Um tribunal canadense de direitos humanos condenou-o a renunciar à sua fé e nunca mais expressar oposição moral ao homossexualismo baseado em sua perspectiva bíblica, além de pagar multa de US$ 7 mil por “dolo e sofrimento” e pedir desculpas ao ativista que se sentiu ofendido. (Fonte: www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=66704).
  3. Na Inglaterra, um pregador foi preso depois de ter dito durante sermão na rua que homossexualismo é pecado. (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/pregador-e-preso-na-inglaterra-por-dizer-que-homossexualismo-e-pecado.html)

Se esse Projeto de Lei Complementar 122/2006 for aprovado e virar lei, poderemos ter coisas semelhantes acontecendo aqui também. Se você acha que esse erro deve ser evitado a todo custo,…

…ENTÃO MEXA-SE!!!

O que você deve fazer

  • Votar contra o projeto na enquete do Senado, localizada na coluna lateral direita;
  • Ligar para o Alô Senado, 0800 612211, pedindo aos senadores da Comissão de Direitos Humanos, incluindo os de seu Estado, que rejeitem o projeto tal como está;
  • Ao ligar, denuncie a facilidade com que a enquete acima pode ser fraudada simplesmente limpando o histórico do navegador do votante, o que permite votar inúmeras vezes;
  • Entre no site da Câmara e envie mensagem para todos os deputados de seu Estado pedindo-lhes para participar da audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado e dizer NÃO ao PLC 122/2006, ainda que ele pareça “bom aos olhos”.

Leia o texto do projeto aqui.

Para encerrar: quero deixar claro que NÃO sou a favor do preconceito, da discriminação e do ódio contra os homossexuais. O que sou contra é a aprovação desse projeto sem garantias de liberdade de crença e de culto. Quando for melhorado para impedir o risco a essa liberdade, aí sim, serei a favor dele.

[ATUALIZAÇÃO]: Enviei e-mail para todos os deputados e senadores do Congresso. O Senador Sérgio Guerra respondeu-me dizendo:

Acuso o recebimento de sua mensagem eletrônica e informo que estou atento ao assunto.

Cordialmente,

Senador Sérgio Guerra

[ATUALIZAÇÃO 2]: Segundo o site Notícias Pro-Família, o pastor canadense Stephen Boisson foi absolvido da acusação de homofobia após sete anos de uma desgastante e cara briga judicial contra seu acusador homossexual. Ainda que a justiça tenha tardado mas não falhado, esse é o tipo do tormento pelo qual ninguém merece passar. Faça sua parte.

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Geisy Arruda: vítima ou cúmplice?

geisy_arrudaQuem quer que assista noticiários na TV ou leia jornais ou mantenha-se minimamente informado de alguma forma deve ter visto o caso da estudante de turismo Geisy Arruda (foto). Mas, se você esteve em outro planeta nas últimas semanas (já que o caso repercutiu internacionalmente) e não sabe do que se trata, veja aqui um artigo que resume o caso.

Meu propósito com este artigo não é apontar o dedo contra ela e jogar sobre seus ombros todo o peso da responsabilidade pelo que lhe ocorreu, ainda que ela própria admita sua parcela de culpa. Se, por um lado, sua vaidade não a levasse a gostar de se vestir de modo provocante para chamar a atenção (assista depoimento dela nesta reportagem do Fantástico), por outro ainda custo a entender o porquê da reação desproporcional dos estudantes da Uniban. Por mais que Geisy tenha cutucado a onça com vara curta, nada justifica a hostilidade recebida em resposta. Pelo que foi possível ver na mídia, Geisy não se comportou de modo muito diferente do que muitas moças tão ou mais vaidosas fazem por aí para chamar a atenção e nem por isso passam pelo que ela passou. Para mim, a história tem algum elemento adicional que não está sendo contado.

De qualquer forma, na minha opinião, ambos os lados estão errados. Geisy está errada por não se vestir com o recato necessário para evitar o tipo de constrangimento por que passou (e, pelo que se vê em reportagens como a do Fantástico, nada indica que tenha aprendido a lição). A turba ensandecida de seus colegas estudantes da Uniban está errada por não tê-la simplesmente ignorado.

Aliás, esse povo precisa aprender que o pior castigo para quem quer aparecer é ser ignorado. Muito embora aquele tipo de reação hostil não fosse a que Geisy tinha em mente, o resultado foi e está sendo muito melhor do que esperava: a mídia instantaneamente a transformou em celebridade. Se aparecer era o que Geisy queria, conseguiu. Mas se as pessoas tomassem a iniciativa de ignorá-la quando se veste daquele jeito, ela saberia que seria inútil fazê-lo, já que não chamaria a atenção de ninguém e não haveria combustível para alimentar sua vaidade. Ao reagir da forma como fez, a turba da Uniban de certa forma só fez dar a Geisy o que queria.

Então, na minha opinião, Geisy está muito mais para cúmplice do que para vítima. Só tenho a lamentar por ela — e também pela futilidade da mídia e pela de quem consome esse tipo de lixo.

Seja pela atitude de Geisy ou pela reação da turba, o caso apenas comprova a perene decadência moral de nossa sociedade, que por sua vez é sintoma de um único mal: a falta de Deus (não só da boca para fora) e do evangelho de Jesus Cristo na vida das pessoas. Se Geisy vivesse o evangelho, demonstraria ser uma mulher virtuosa vestindo-se com recato, caso em que não teria sido pivô de um escândalo. Se seus colegas o fizessem, teriam-na deixado em paz e demonstrado respeito por ela. Se a mídia o fizesse, não se interessaria em mostrar futilidades. Se os consumidores de futilidades o fizessem, a mídia não teria para quem mostrá-las.

É nesses momentos que me lembro das palavras do Senhor:

Porque eu, o Senhor Deus, deleito-me na castidade das mulheres. E as libertinagens são para mim abominação; assim diz o Senhor dos Exércitos. (Jacó 2:28)

E também da inspiradas palavras de Susan W. Tanner, Presidente Geral das Moças de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, falando sobre a santidade do corpo:

Com a plenitude do evangelho na Terra, temos novamente o privilégio de conhecer essas verdades sobre o corpo. Joseph Smith ensinou: “Viemos a este mundo com o objetivo de obter um corpo e de apresentá-lo puro, diante de Deus, no Reino Celestial. O grande plano de felicidade consiste em ter um corpo. O diabo não tem corpo, e nisso consiste seu castigo” (The Words of Joseph Smith [As Palavras de Joseph Smith], ed. Andrew F. Ehat e Lyndon W. Cook [1980], p. 60).

Satanás aprendeu essas mesmas verdades eternas a respeito do corpo, mas seu castigo é não ter um. Por isso, tenta fazer de tudo para conseguir que maltratemos essa preciosa dádiva ou façamos mau uso dela. Ele encheu o mundo de mentiras e falsidades sobre o corpo. Ele tenta muitas pessoas a profanarem essa grande dádiva por meio da falta de castidade e de recato, das libertinagens e vícios. Ele seduz alguns a desprezarem o próprio corpo; outros, ele tenta para que o adorem. Em ambos os casos, ele induz o mundo a considerá-lo como um mero objeto. Diante de tantas falsidades satânicas a respeito do corpo, quero erguer hoje a voz em defesa da santidade dele. Testifico que o corpo é uma dádiva que deve ser tratada com gratidão e respeito.

Recomendo a todas as moças, especialmente a Geisy, a leitura na íntegra da mensagem da irmã Tanner.

 

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O que penso sobre Joseph Smith, o Profeta

manual_joseph_smithNos últimos dois anos, homens e mulheres adultos da Igreja vêm estudando em profundidade os ensinamentos, a vida e a obra de Joseph Smith por meio do manual ao lado, cuja versão online pode ser lida aqui. O manual faz um extenso apanhado das palavras proferidas e escritas por ele ao longo de sua vida e contém declarações de muitos de seus contemporâneos a respeito dele como pessoa, marido, pai e líder.

Embora todos esses depoimentos possam ter contribuído para a formação de minha opinião sobre a pessoa e a obra de Joseph Smith, nenhum deles foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição dele como quem alegava ser: um profeta de Deus. Pois, embora um homem, com seu poder de persuasão e eloquência, possa eventualmente ser capaz de convencer até a mais investigadora e cética das mentes, isso por si só não lhe confere poder e autoridade para agir em nome de Deus. É preciso que esse poder e autoridade tenham sido delegados a ele pelo próprio Deus. Joseph afirmou que isso realmente aconteceu. Será?

Quando uma autoridade civil como um presidente da república ou governador se ausenta do cargo, delega a um subordinado direto (geralmente o vice) a tarefa de agir em nome dele, como se fosse ele. Esse ato de transferência de autoridade costuma ser testemunhado por outras pessoas e registrado no Diário Oficial. No caso de Joseph, não havia testemunhas da alegada Primeira Visão (ocasião em que diz ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho quando tinha 14 anos de idade) e de uma infinidade de outras de suas alegações, muito menos um jornal oficial para divulgar os eventos. Só o que temos de “oficial” é a palavra dele. E agora? Ele disse ou não a verdade?

Ora, se Joseph afirmava ter sido visitado pelo Pai e pelo Filho, bem como por diversos outros seres celestiais dos quais recebeu instruções e mandamentos alegadamente vindos do próprio Deus, quem mais pode confirmar se isso é verdade ou se Joseph não passava de um impostor senão o próprio Deus?

Foi com tal raciocínio em mente que fiz o que nem todos têm disposição de fazer: pagar o preço para obter de Deus uma resposta. Esse preço não é pago com dinheiro, e sim com fé. E, quando falo em fé, não me refiro a um mero “desejo de acreditar”, mas a algo que nos impulsiona a fazer tudo que for preciso para obter a resposta desejada.

A resposta que recebi Dele veio muitos anos antes da existência do manual acima. Eis porque eu disse que nada do que consta nele foi fator determinante em minha aceitação ou rejeição de Joseph. O recebimento dessa resposta, ocorrido quando eu tinha recém completado a maioridade, mudou inexoravelmente o curso de minha vida, pois baseado nela passei a tomar decisões que mudariam para sempre meu futuro e o de minha família.

Minha fé — novamente, muito mais que o mero “desejo de acreditar” — foi suficiente para me permitir receber de Deus uma resposta. E ninguém jamais poderá dizer que não a recebi. Essa experiência está detalhadamente descrita neste artigo.

Devido a essa resposta, aceitei Joseph. Mesmo não tendo presenciado nada do que Joseph alega ter vivenciado, sei por mim mesmo que suas alegações são verdadeiras. Sim, Deus chamou Joseph como o primeiro novo representante Dele na Terra após séculos de silêncio. Sei disso tanto quanto sei que estou vivo. Sou capaz de dar até minha última gota de sangue em defesa desse conhecimento, se for preciso, pois ele não me foi dado por homens, mas por Deus, diretamente, sem intermediários.

Não consigo imaginar quem eu seria hoje, ou onde estaria, ou o que seria de minha família, se tivesse rejeitado Joseph há quase 30 anos.

O fantástico dessa história é pensar que, assim como ocorreu e ocorre comigo, dezenas ou centenas de milhões de pessoas já mudaram ou ainda mudarão o curso de suas vidas pelo mesmo motivo, afetando seu futuro e o de suas famílias. O propagar dessas mudanças de vida ocorrendo num número cada vez maior de pessoas acarreta também numa mudança da própria sociedade. Quem consegue imaginar quão diferente estaria o mundo não fosse a influência da vida e da obra de Joseph?

Quem quer que ouse afirmar que o mundo estaria melhor sem ele não sabe o que diz. Não conhece Joseph, nem qual foi sua contribuição. Na minha vida, ele me ajudou a aproximar-me mais do Pai, compreender melhor Seu grande plano de salvação e ser mais grato pelo grande sacrifício expiatório de Jesus Cristo. Graças a isso, sou capaz de levar um tipo de vida que me qualifica a ter o direito à constante companhia e influência do Espírito Santo. Fortalecido e orientado por Ele, tenho realizado obras pessoais e familiares que também alteraram o curso das vidas dos que se relacionam diretamente comigo.

E tudo começou com Joseph.

Certa vez, Brigham Young, o segundo Presidente da Igreja e sucessor de Joseph, disse: “Tenho vontade de gritar ‘aleluia’ toda vez que penso que conheci Joseph Smith, o Profeta que o Senhor ergueu e ordenou, a quem Ele deu as chaves e o poder para edificar o reino de Deus na Terra e apoiá-lo.” (Brigham Young, Deseret News, 31 de outubro de 1855, p. 268.) Não tive o mesmo privilégio do Pres. Young, mas posso parafraseá-lo dizendo sentir o mesmo desejo de gritar aleluia toda vez que penso que fiz minha parte para merecer a resposta de Deus sobre a veracidade da missão divina de Joseph. E que sou eternamente grato por ele ter vivido como um inspirador exemplo de retidão e dedicação ao abnegado serviço do Senhor. Lamento a necessidade de ter tido que selar seu testemunho com o próprio sangue ao ser assassinado em 1844, mas sua inabalável determinação em defender o que sabia ser a verdade de Deus é a mesma que sinto ao defender meu testemunho sobre o que sei ser verdade, conforme me foi pessoalmente revelada pelo mesmo Deus, nosso Pai e Criador, o mesmo que chamou Joseph como o Profeta da restauração de Seu Evangelho. Também sou capaz de defender esse testemunho até minha última gota de sangue, se for preciso, pois não posso negar o testemunho que recebi de Deus. Nem seria estúpido o bastante para fazê-lo.

 

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A mais nova ameaça à liberdade religiosa

Liberdade ReligiosaTodo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

É nesses termos que o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU em 10 de dezembro de 1948, define a liberdade de religião e de opinião.

A questão da liberdade religiosa é extremamente complexa e delicada. Complexa porque a compreensão desse tema depende de uma abordagem interdisciplinar e, por conseguinte, de incursões que vão além da ciência jurídica (direito), envolvendo também história, teologia, antropologia, ciência da religião e filosofia. Delicada porque revela o desafio de se conviver num mundo plural, em que a intolerância religiosa ainda está presente em vários países do mundo, como China, Paquistão, Irã e Arábia Saudita.

Mas, mesmo em países que se orgulham em ostentar o estandarte da liberdade religiosa, a questão começa a preocupar por haver grupos e organizações empenhados em retroceder a evolução social aos níveis de séculos atrás, em que as pessoas não podiam professar livremente suas crenças sob risco de serem presas e condenadas.

Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos

Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos

O élder Dallin H. Oaks (foto), membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, alertou recentemente para o fato de que a liberdade religiosa nos EUA está sendo ameaçada por forças sociais que intimidam pessoas que desejam expressar publicamente seus pontos de vista religiosos.

Tendo estado na linha de frente da observação do que chama de “significativa deterioração do respeito à liberdade religiosa” na vida pública, o élder Oaks falou recentemente a estudantes do campus de Idaho da Brigham Young University sobre a importância de preservar as liberdades religiosas garantidas pela constituição americana.

Antes de ser chamado para servir como membro do Quórum dos Doze, o élder Oaks teve uma brilhante carreira no Direito. Serviu como juiz da Corte Suprema do Estado de Utah, foi professor da Escola de Direito da Universidade de Chicago e da Escola de Direito J. Reuben Clark da Brigham Young University. Foi também secretário do juiz Earl Warren, da Suprema Corte dos EUA.

Em sua palestra aos estudantes da BYU, ele comparou os incidentes ocorridos por ocasição da aprovação da Proposição 8 na Califórnia (que baniu o casamento homossexual naquele estado) à amplamente condenada intimidação sobre eleitores negros em estados do sul daquele país.

Ele disse que os membros da Igreja não devem se sentir coagidos a manter-se em silêncio por causa de ameaças. “Temos que insistir em nosso direito constitucional e no dever de exercer nossa religião, de votar de acordo com nossa consciência em questões públicas e de participar de eleições e debates públicos e nas salas de justiça”.

O élder Oaks disse que a liberdade religiosa está sendo ameaçada por alegações de novos supostos direitos humanos. Como exemplo, citou um conjunto de princípios publicados por um grupo internacional de defesa dos direitos humanos que pressiona governos a assegurar que todas as pessoas tenham o direito de praticar suas crenças religiosas independente de sua opção ou identidade sexual. O élder Oaks disse: “Isso aparemente propõe que os governos exijam das igrejas que ignorem as diferenças de gênero. Qualquer esforço no sentido de pressionar governos a invadir religiões e passar por cima de doutrinas religiosas deve ser combatido por todos os praticantes”.

Nesse sentido, ele deu cinco conselhos aos membros da Igreja:

  1. Falar com amor e mostrar paciência, compreensão e compaixão pelos que têm pontos de vista diferentes;
  2. Não se deixar coagir pela intimidação de opositores, insistindo que as igrejas e seus membros devem poder falar de seus pontos de vista sem retaliações;
  3. Insistir na liberdade de pregar as doutrinas de sua fé;
  4. Ser sábio no ativismo político, mantendo uma postura respeitosa em relação a quem não compartilha de sua crença e contribuindo com um debate razoável;
  5. Ter cuidado de nunca apoiar ou atuar em favor da idéia de que uma pessoa precisa assumir um conjunto específico de crenças religiosas para que lhe seja permitido qualificar-se a algum ofício público.

“Os valores religiosos e as realidades políticas estão tão interligados na origem e na perpetuação desta nação que não podemos perder a influência do Cristianismo na area pública sem ameaçar seriamente nossas liberdades”, disse o élder Oaks. “Insisto que este é um fato político, bem qualificado para a discussão no cenário público por religiosos cuja liberdade de crer e agir precisa sempre ser protegida pelo que pode ser apropriadamente chamado de ‘Primeira Liberdade’, o livre exercício da religião”. (Veja transcrição do pronunciamento completo do élder Oaks.)

Um amigo residente nos EUA manifestou-se alarmado com a perspectiva de aprovação de projeto de lei que inclui homossexuais na definição de crimes de ódio. Para ele, isso eventualmente poderá trazer graves consequências à Igreja, que não aceita a filiação formal de homossexuais praticantes.

Quando lhe perguntei o porquê de tanta preocupação, ele explicou:

No Canadá existe uma lei muito parecida com esta e um pastor de uma igreja deu um discurso dizendo que homossexualismo era pecado. Uma organização de gays soube disso e processou o pastor e sua igreja.

Aqui nos EUA, nossa Igreja está sendo muito perseguida pelos gays e pelos que apóiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A Igreja foi e está sendo muito perseguida, especialmente na Califórnia, pois ela incentivou seus membros a contribuir para uma organização ecumênica contra o casamento gay.

Essa nova lei, que se espera passar e ser promulgada, poderá impedir que a Igreja impeça gays casados de entrar no templo ou que se fale no púlpito contra o homossexualismo. Bastará um bispo de uma ala qualquer proferir um discurso que diga que homossexualismo é pecado e, se na congregação houver um simpatizante gay, aquele bispo e a Igreja poderão ser levados à justiça. O movimento gay é muito organizado e tem um apoio financeiro quase ilimitado. Eles estão sempre procurando uma brecha na lei para processar nossa Igreja e essa lei poderá ser a brecha que tanto buscam. Poderão nos acusar de discriminação e perseguição e, se perdermos, poderíamos até perder nossa condição de isentos de impostos.

Aqui nos EUA, muitas vezes, organizações financeiramente poderosas levam pessoas ou outras organizações à justiça e ganham a causa. Por que ganham? Porque a defesa pode custar milhões de dólares e a pessoa ou organização acusada às vezes vai à falência no processo. Na maioria dos casos, não existe justiça de fato e de direito, quem ganha a causa é quem tem mais dinheiro para contratar o melhor advogado.

Existe uma organização aqui nos EUA que é conhecida pela sigla ACLU (American Civil Liberties Union). A ACLU é uma organização de esquerda, ultra-liberal, que certamente irá defender a causa gay. Essa organização defende causas de direitos humanos. Ela tem um apoio financeiro sem limites e tem por hábito processar igrejas e organizações que supostamente violam prováveis direitos humanos. Essa organização é responsável pela proibição de orações nas escolas e qualquer menção religiosa, mesmo em redações. Uma criança pode fazer uma redação falando de Satanás, mas é proibida de fazer uma redação falando de Jesus Cristo, mesmo como personalidade histórica. Ultimamente estão tentando retirar uma cruz que está no meio de um deserto na Califórnia que foi erigida 75 anos atrás em homenagem aos combatentes mortos em guerras passadas. A cruz está num terreno de propriedade do governo e, portanto, devido à separação entre religião e estado, dizem que a cruz é inconstitucional. Devido a essa organização, não é mais permitido monumentos aos Dez Mandamentos que antes eram costumeiros nas cortes americanas. Governos estaduais estão gastando milhões de dólares na remoção e reconstrução de lugares que antes tinham uma lápide ou monumento que continham as placas dos Dez Mandamentos e outros símbolos de conotação religiosa. Uma organização como essa, se estivesse no Rio de Janeiro, por exemplo, iria processar o governo e obrigá-lo a retirar o Cristo Redentor do Corcovado por estar em terras públicas.

A separação entre estado e religião na constituição dos EUA tinha como finalidade proibir que o governo criasse uma religião oficial, como havia na Inglaterra, e não para proibir qualquer menção religiosa em propriedades públicas. Naquela época, na Inglaterra, se um individuo não fosse anglicano, perderia o direito inclusive a possuir propriedades. Aqui nos EUA, no sul do pais, antes da promulgação da Constituição, não era permitido que católicos possuissem terras. De fato, desde a primeira reunião do congresso americano, em 1776, se faz uma oração de abertura. Se a constituição tivesse a intenção de proibir qualquer menção religiosa, a oração teria sido a primeira coisa abolida, mas até hoje a tradição é levada a cabo. A ACLU cada vez mais está tirando Deus do governo e do povo, estão tentando até retirar a frase “In God We Trust” das notas de dinheiro.

A declaração de independencia dos EUA diz: “We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness”. Veja a menção ao Criador na declaração. Todos os homens são criados iguais e dotados pelo seu Criador.

As coisas aqui cada vez mais estão sendo deturpadas, dando uma interpretação diferente da original.

Creio que deu pra entender as consequências que esta lei poderá trazer à nossa Igreja e à demais nos EUA.

Minha resposta a ele:

Ficou faltando contar alguns detalhes relevantes: tudo bem que o pastor e a igreja canadenses foram processados, mas foram condenados? Se sim, recorreram? A coisa já foi para última instância? Qual foi o resultado?

Por que essa tal ACLU não tenta processar os autores da Bíblia também?

Olha, não vejo como quem quer que seja consiga forçar a Igreja a aceitar o que não quer. Podem até tentar, mas daí a conseguir vai uma distância. E eu DUVIDO que o Senhor permita isso! Se a Igreja fosse uma organização de homens eu nem diria nada, mas não é.

E, mesmo que Ele permita, algum sábio propósito Dele deverá haver.

Em qualquer dos casos, não vejo motivo para alarme. Ele está no comando. Então, confiemos Nele e sigamos em frente. Como o próprio Senhor disse: “se estiverdes preparados, não temereis” (D&C 38:30, veja também este discurso do Pres. Gordon B. Hinckley).

 

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Minha participação no programa Geraldo Brasil, da Rede Record

geraldobrasilTive anteontem uma surpresa semelhante à de quando a produção do programa Superpop, de Luciana Gimenez, me convidou para participar do programa dela, ano passado. Desta vez foi a produção do programa Geraldo Brasil, da Rede Record. O motivo foi o mesmo: meu artigo Por que sou contra o casamento gay.

A edição do dia 16/9 abordaria o tema da homossexualidade dos filhos revelada aos pais, ou seja, como foi a reação dos pais ao ouvirem dos filhos a confissão de que eram gays e toda problemática envolvida no assunto. Para falar disso, o programa convidou algumas mães com seus filhos gays e lésbicas, como a ex-cantora, atriz e dançarina Gretchen (nome artístico de Maria Odete Brito de Miranda, 50 anos, hoje evangélica) e sua filha lésbica Thammy Miranda, além do drag queen Leo Áquilla com sua mãe e um arquiteto gay acompanhado da mãe. Havia também uma psicóloga, o diretor de uma faculdade e eu, todos heterossexuais.

O convite para participar do programa chegou poucas horas antes de ir ao ar — ou seja, muito em cima da hora. Queriam levar-me ao estúdio, em São Paulo. Ao saberem que eu não estava em SP, e sim a milhares de quilômetros de distância, entraram em contato com a TV Pajuçara, afiliada local da Rede Record, para que eu participasse por link via satélite. Um carro da TV Pajuçara veio me bscar em casa e fui conduzido até o estúdio onde entraria no ar em rede nacional ao vivo.

O programa começou com vários debates entre os participantes relatando como foi a revelação da “novidade” aos pais, a reação deles e a do resto da família, dos amigos e da sociedade. Os primeiros 50 minutos versaram exclusivamente sobre isso. Então o apresentador Geraldo me apresentou e lançou-me a seguinte pergunta: “Se seu filho um dia o procurasse para anunciar que é gay, como você reagiria?”

Respondi fazendo uma síntese de resposta a pergunta similar feita a mim aqui mesmo no blog. Eu disse que, se isso acontecesse, não o deserdaria, nem o odiaria, nem o agrediria, mas exporia a ele as inexoráveis consequências de sua escolha: no âmbito social, sofreria discriminação, preconceito e até ódio em alguns casos, tal como os convidados gays e lésbicas relataram enfrentar por causa de sua opção sexual. No âmbito espiritual, ele muito provavelmente perderia a totalidade das recompensas eternas prometidas por nosso Pai Celestial a Seus filhos que se mantém fiéis a Seus mandamentos até o fim.

Geraldo perguntou-me em seguida qual é minha opinião sobre o homossexualismo. Conforme exponho no artigo Por que sou contra o casamento gay, fiz questão de esclarecer que não me proponho a explicar a existência dessa opção sexual, pois não sabemos porquê ela existe e talvez não venhamos a saber nesta vida. O que sei, contudo, por tudo que tenho estudado dos ensinamentos de Jesus Cristo por toda minha vida, é que Deus não criou três sexos, e sim dois. Disse também que, em meus artigos, não falo contra os gays, e sim contra a união civil homossexual, a qual corrompe o modelo de família instituído por Deus desde a fundação do mundo.

A partir desse ponto, Geraldo chamou os comerciais e, na volta, os assuntos dentro do homossexualismo variaram. Não tive mais participação depois disso.

Acho importante ressaltar que, quando falei que meu filho eventualmente perderia suas recompensas eternas se decidisse ser gay, puxei do bolso um cartão de amizade e exibi a gravura de Jesus Cristo impressa nele para ilustrar o fato de que minha opinião baseia-se no Evangelho de Jesus Cristo. Enquanto eu falava, a produção do programa dividiu a tela em duas imagens, uma minha e outra de Thammy. Notei que, no momento em que exibi o cartão com a gravura de Jesus, ela baixou a cabeça e a apoiou sobre a mão, fazendo aquele gesto típico de desgosto e desaprovação. Em outros momentos em que falei de Deus, ela ria e balançava a cabeça em tom de deboche, dando a entender que achava que eu estava dizendo alguma coisa absurda.

Lamentei não ter tido a chance de estar presente no estúdio do programa, pois acho que teria sido produtivo e didático ouvir suas objeções. Eu queria ter podido responder-lhe como respondi às objeções dos participantes do Superpop.

Embora a oportunidade de prestar meu testemunho tenha sido muito menor quando comparada à que tive no Superpop, a programação da Rede Record — e, por conseguinte, a do programa Geraldo Brasil — tem audiência muito maior, até porque seu sinal é retransmitido inclusive no exterior (a Rede TV, emissora do Superpop, não é de sinal aberto em todo o país, como a Record). Desta forma, creio que o recado de que Deus pode ter uma opinião diferente daquela da parte da sociedade que acha o homossexualismo algo tão normal e natural quanto o heterossexualismo pode ter alcançado um número bem maior de ouvidos atentos e mentes abertas. Mais uma vez, creio ter sido bem sucedido em plantar uma semente. Se germinará e dará seus frutos em seu devido tempo, depende de saber em que terreno caiu. Só o Senhor sabe.

Mas é como disse o Pres. Thomas S. Monson na Conferência Geral de abril de 2003: “…as sementes do testemunho frequentemente não se arraigam nem florescem imediatamente. Às vezes o que plantamos só dá frutos depois de muito tempo; mas sempre dá frutos”. Que os anjos digam amém.

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O milagre do perdão — um exemplo marcante

Recentemente fiquei sabendo de uma história impressionante sobre um homem que perdoou a esposa por um grande erro cometido por ela, um tipo de erro que pode gerar desdobramentos que, não raro, viram manchetes em páginas policiais.

O marido confiava nela irrestritamente. Não sentia ciúmes dela, nem estava preocupado em saber com quem andava e o que fazia. Sentia-se feliz em saber que era parte de um casal diferente, em meio ao qual não havia a insegurança típica do ciúme, e achava isso muito bom. Tinha a mais absoluta convicção de que, mesmo tendo todas as oportunidades do mundo, ela jamais seria capaz de traí-lo, até porque ela não tinha essa índole e porque fizeram convênios com o Senhor no templo e os levavam a sério.

Apesar disso, a vida do casal não era o que se pode chamar de tranquila. Eles tinham dificuldades de entrosamento basicamente porque não falavam a mesma língua. Suas prioridades não eram as mesmas, nem suas escalas de valores, nem a ótica com que viam o mundo. Ele tinha dificuldade em negociar com a esposa soluções para seus problemas comuns porque ela era um tanto intransigente em suas posições. Quando contrariada, por vezes reagia com severa indignação, que levava a mais desentendimentos.

Embora ele a amasse e se empenhasse em fazer todo possível para evitar brigas com a mulher, anulando-se muitas vezes para manter a paz entre eles, com o passar do tempo esse e outros problemas levaram-na a começar a se sentir cansada e decepcionada com sua vida conjugal. Foi quando começou a desabafar com um colega de trabalho que se mostrou atencioso e gentil. O resultado não é difícil de imaginar: acabaram envolvidos emocionalmente.

Meses depois, por acaso, o marido descobriu a traição. Para quem tinha irrestrita confiança na fidelidade da esposa, foi um imenso choque. No ato da descoberta, passou alguns momentos anestesiado, paralisado, atordoado e tremendo. Sua vista escureceu. Seu coração quase saiu pela boca de tão disparado. Não se viu no espelho naquele momento, mas achou que tinha ficado branco feito vela e que teria um colapso.

Apesar disso, conseguiu manter calma e serenidade suficientes para não reagir impulsivamente. Enquanto não decidisse o que fazer, ele não queria que ela soubesse que havia descoberto tudo. Passou alguns dias olhando para ela e, secretamente, sentindo um mal estar tamanho que nem lhe permitiu trabalhar direito. A lembrança dos e-mails de amor trocados entre ela e o amante, que o marido descobrira por acaso dias antes, insistia em desviar-lhe a atenção de tudo que se propunha a fazer. Seu peito doía. A dor era imensa. Mas ele nada deixou transparecer.

E aqui é que entra a parte nobre da história.

Aquele homem foi sábio o bastante para não tomar decisões no calor de um momento crítico, movido mais pela emoção do que pela razão. Fosse ele outra pessoa, sangue poderia ter sido derramado numa dessas reações primitivas de “legítima defesa da honra” típicas de quem não evoluiu o bastante para controlar o homem natural dentro de si. Mesmo que não chegasse a tanto, teria todo direito de repudiar a esposa adúltera e conseguir o divórcio. Num caso desses, a mulher infiel perde o direito a tudo, até à guarda dos filhos.

Mas, apesar da dilacerante decepção de constatar que, ao contrário do que imaginava, ela foi, sim, capaz de mentir para ele, de fazê-lo de bobo e de trair sua irrestrita confiança e a do Senhor, ele foi perfeitamente capaz de compreender que ela não era perfeita, vivia sob grande estresse, tinha fraquezas e estava fragilizada quando decidiu abrir seu coração a outro. Ele não tentou justificar o pecado dela, apenas compreendeu seus motivos, embora não servissem de desculpa.

Mesmo consumindo-se por dentro, triste, magoado, ofendido, com seu peito doendo e sentindo tudo de ruim que a descoberta de uma sórdida traição faz sentir, ele disse à amada esposa que a perdoava — antes mesmo de ouvir dela um contrito pedido de perdão. Do fundo de seu dilacerado coração, ele a perdoou. Não estava com raiva dela. Não queria e não iria expulsá-la de sua vida pelo que fez, pois achava que o que ela precisava era de ajuda, não de repúdio. Sabia que ela estava espiritualmente doente e não se cura uma doença repudiando o paciente. Por isso, ficou com ela para ajudá-la.

Não foi só por amor que decidiu não terminar seu casamento, mas também pelas seguintes palavras do Senhor:

Eu, o Senhor, perdôo os pecados daqueles que confessam seus pecados perante mim e pedem perdão, se não pecaram para morte.

Meus discípulos, nos dias antigos, procuraram pretextos uns contra os outros e em seu coração não se perdoaram; e por esse mal foram afligidos e severamente repreendidos.

Portanto digo-vos que vos deveis perdoar uns aos outros; pois aquele que não perdoa a seu irmão suas ofensas está em condenação diante do Senhor; pois nele permanece o pecado maior.

Eu, o Senhor, perdoarei a quem desejo perdoar, mas de vós é exigido que perdoeis a todos os homens.

E devíeis dizer em vosso coração: Que julgue Deus entre mim e ti e te recompense de acordo com teus feitos. (D&C 64:7-11)

Aquele homem nos deu um dos mais marcantes exemplos de aplicação do mandamento de perdoarmos uns aos outros de que se tem notícia. Acredito que tal gesto de nobreza e altruísmo pode ter salvo sua família e ajudado o homem a carimbar seu passaporte para a exaltação eterna que nosso Pai Celestial oferece a Seus filhos fiéis. Que esse exemplo inspirador sirva para todos quantos acham que não se pode perdoar uma traição.

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Um poderoso tapa na cara dos defensores do aborto

A bela mulher ao lado chama-se Gianna Jessen. Ela tem hoje 32 anos, é cantora, escritora, palestrante, maratonista e sobrevivente de uma tentativa de aborto.

Sua mãe tinha apenas 17 anos e estava no sétimo mês de gestação de Gianna quando decidiu abortá-la. A mãe foi aconselhada a optar pela morte de Gianna por envenenamento com solução salina injetada no líquido amniótico. A solução faz o bebê ser monstruosamente queimado por dentro e por fora e expelido sem vida em menos de 24 horas.

Gianna conta ter sido queimada viva pela solução salina no útero de sua mãe por 18 horas. Mas, para a chocante surpresa de seus algozes, nasceu viva numa clínica de abortos de Los Angeles (EUA). Seus registros médicos dizem, para qualquer cético ver: “nascida durante aborto por evenenamento salino”.

Em seu site ela conta que pesava meros 900 g ao nascer e que, por conta do envenenamento, foi diagnosticada com paralisia cerebral devido à falta de oxigênio no cérebro enquanto lutava pela vida em meio à solução salina. Os médicos disseram que ela jamais seria capaz de levantar a cabeça, sentar, engatinhar ou andar. Mas, contrariando os prognósticos, ela começou a andar por volta dos três anos e meio de vida com a ajuda de um andador e suporte para as pernas. Sua única sequela aparente é um leve mancar no caminhar, mas, para quem não deveria sequer estar levantando a cabeça, é um assombro. Em 30 de abril de 2005 Gianna completou sua primeira maratona de 42 km após correr por 7 horas. Em 23 de abril de 2006 completou a maratona de Londres. Está determinada a correr todas as maratonas que puder como prova de vitória da vida sobre a morte, já que não queriam que corresse, sequer que vivesse.

Ela não deveria estar andando, falando, enxergando, pensando ou sequer estar viva, mas, por milagre, está. Ela reconhece a intercessão de nosso Pai Celestial defendendo-a do crime monstruoso tentado contra ela e presta um poderosíssimo testemunho disso nas palestras contra o aborto que faz no mundo todo.

Não preciso entrar em detalhes sobre sua história, pois ela mesma o faz soberbamente nos vídeos abaixo, os quais convido o leitor a assistir do começo ao fim. Ela enfia fundo o dedo na ferida ética e moral da defesa do aborto e destrói o hipócrita argumento de que o aborto é um “direito da mulher”. Para mim, a experiência de vida e as palavras de Gianna são um poderoso e bem merecido tapa da cara dos defensores do aborto.

Assista os vídeos e se emocione comigo. E torne-se fã de Gianna também pela coragem de levantar a voz reconhecendo que só nosso Pai Celestial poderia ter feito em sua vida a obra maravilhosa e o assombro que fez.

PARTE 1

PARTE 2

Eu gostaria de destacar algumas frases ditas por ela que mexem profundamente com quem quer que tenha algum neurônio para pensar e alguma fibra no coração para sentir (e assino embaixo de todas elas):

  • “Sei que estou num prédio público, por sinal muito bonito, [e] sei que, na era em que vivemos, não é politicamente correto dizer o nome de Jesus Cristo em lugares como este e trazê-Lo para reuniões deste tipo, porque Seu nome pode fazer as pessoas se sentirem terrivelmente desconfortáveis. Mas não sobrevivi para fazer as pessoas se sentirem confortáveis. Sobrevivi para mexer um pouco com as coisas. E gosto muito de fazê-lo.”
  • “Sabe o que é fantástico nessa história? É que o abortista teve que assinar minha certidão de nascimento. Por isso sei quem ele é.”
  • “Fiz algumas pesquisas sobre o homem que fez o aborto em mim. (…) Li uma citação dele (…) na qual diz: ‘Abortei cerca de 1 milhão de bebês e considero isso minha paixão'”.
  • “Falo estas coisas porque neste mundo estamos em meio a uma guerra interessante, percebamos ou não. É a batalha entre a vida e a morte. De que lado vocês estão?”
  • “Espero ser odiada, até a hora de minha morte, para que eu possa sentir Deus e entender como foi ser odiado. Quero dizer, Ele foi odiado, Cristo foi odiado. Não que eu queira ser odiada, mas sei que já sou odiada, pois declaro a vida. Digo: ‘Vocês não me pegaram, o holocausto silencioso não me venceu’. E minha missão, senhoras e senhores, entre muitas outras coisas, é levar a humanidade a um debate que simplesmente compartimentalizamos e colocamos de lado dizendo ser um mero ‘assunto’. Removemos nossas emoções e nos tornamos duros. Vocês realmente querem isso? Quanto estão dispostos a lutar e a se arriscar para falar a verdade em amor e graça, erguendo-se e estando dispostos a serem odiados? Ou será que, no fim do dia, tudo diz respeito apenas a você? Ou a mim?”
  • “Vejam como fui odiada por tantos desde minha concepção, assim como fui amada por outros tantos, mas, especialmente, por Deus. Sou a menina Dele. Não se brinca com a menina de Deus. Tenho um aviso em minha testa que diz: ‘É melhor você ser legal comigo, pois meu Pai governa o mundo'”.
  • “Se o aborto diz respeito apenas aos direitos da mulher, então quais são os meus direitos? Não havia nenhuma feminista radical gritando e reclamando meus direitos violados naquele dia. Na verdade, minha vida estava sendo exterminada em nome dos direitos das mulheres. E eu não teria paralisia cerebral se não tivesse sobrevivido a tudo isso. Por isso, quando ouço o argumento horroroso e nojento de que temos que abortar porque há chances de uma criança nascer com deficiências, oh! O horror que toma conta de meu coração! Há coisas que vocês só poderão aprender com os mais fracos de nós. E, quando vocês os matam, são vocês que perdem. O Senhor olha por eles, mas vocês são os que sofrerão para sempre”.
  • “Que absoluta arrogância é o argumento existente por tanto tempo de que o mais forte deve dominar o mais fraco, deve determinar quem vive ou morre. Que arrogância! Vocês não percebem que não são capazes de fazer o próprio coração bater? Não percebem que todo o poder que pensam ter na verdade não lhes pertence? É a misericórdia de Deus que mantém vocês, mesmo quando vocês O odeiam.”
  • “Vejam, senhoras e senhores, sou mais fraca que a maioria de vocês, mas esse é meu sermão. E que preço pequeno a se pagar para poder brilhar para o mundo, como faço, e oferecer esperança. E acho que, em nossa incompreensão sobre como as coisas funcionam, não percebemos quão belo pode ser o sofrimento. Não que eu esteja pedindo por ele, mas, quando ele vem, esquecemos que Deus está no controle e Ele tem o poder de tornar belas as coisas mais miseráveis.”
  • “Conheci minha mãe biológica. Perdoei minha mãe biológica. Sou cristã.”
  • “Vocês provavelmente me acharão uma tola, mas eu estava lá sentada, pensando ‘eu não pertenço a você [mãe biológica], eu pertenço a Cristo. Sou a menina Dele e sou uma princesa. Então, o que quer que você diga, em toda sua raiva, frustração e visão distorcida, não é meu para que eu guarde e não é meu para que eu carregue. E não o farei’.”
  • “Alguns de vocês podem ter ficado um pouco irritados porque tudo que fico fazendo é falar de Deus e de Jesus. Mas como posso ficar andando e mancando neste mundo sem dar todo meu coração, mente, alma e forças ao Cristo que me deu vida? Portanto, se vocês pensam que sou uma tola, isso é só mais uma jóia em minha coroa. Minha intenção ao ter vindo aqui é fazer Deus sorrir.”

Agora diga você, nos comentários abaixo, se é ou não para ser fã dessa mulher! E também, claro, de nosso Pai Celestial, capaz de milagres como o que fez na vida de uma de suas princesas.

É em momentos como esse que me lamento pelos ateus…

[ATUALIZAÇÃO em 3/8/2009] — Depois de publicar o artigo acima, escrevi e-mail à Gianna dizendo:

Querida irmã Gianna,

Sou um brasileiro que estava navegando por aí na Internet quando recebi uma notificação de que alguém havia me adicionado como amigo no YouTube. Abri o perfil dessa pessoa para ver de quem se tratava e o que vi foi um vídeo de uma palestra sua na Austrália no ano passado. O vídeo era intitulado “Gianna Jessen — sobrevivente de um aborto”.

O título capturou minha atenção e abri o vídeo. Quando terminei de vê-lo eu mal podia enxergar a tela, pois meus olhos estavam banhados em lágrimas. Há muito não me sentia assim.

Eu gostaria que soubesse que cada um de seus argumentos faz todo sentido para mim. Como membro ativo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias há 25 anos, sei quão repulsivo é o crime do aborto. Você falou linda e amorosamente de um Pai Celestial que me empenho em conhecer melhor a cada dia. É simplesmente tocante o modo como você expressa seu amor e gratidão pelo espantoso milagre que Ele operou em você.

Ele fez alguns milagres em minha vida também, talvez não tão impressionantes quanto aqueles com os quais você foi abençoada, mas igualmente impressionantes sob minha perspectiva. Dia após dia recebo bênçãos Dele das quais não me julgo merecedor, embora eu lute por isso. Suas palavras me levaram às lágrimas porque sei bem quão divino é o amor do qual você fala. Sinto-o todos os dias, de verdade. E me sinto bastante tocado sabendo que Ele expressou Seu amor por você tomando-a em Suas mãos e cuidando de você com tanta ternura.

Eis porque há momentos em que me lamento pelos ateus.

Uma vez que acho que suas palavras são um forte e bem merecido tapa na cara dos defensores do aborto, não resisti ao desejo de escrever um artigo sobre você em meu blog. Ele inclui o vídeo seu que mencionei. Está aqui: [endereço]

É minha modesta contribuição para divulgar a mensagem que você tenta ensinar ao mundo.

Minha religião ensina que as famílias podem durar para sempre. Creio verdadeiramente nisso. Mas creio também que não apenas as famílias podem ser eternas, como também as amizades. Caso nosso Pai Celestial não me abençoe com o adorável privilégio de conhecer você nesta vida e ter a chance de apertar sua mão e olhar fundo em seus olhos para expressar meu apreço e admiração pela fantástica força de seu testemunho, tenha certeza de que procurarei por você no reino de nosso Pai para dizer-lhe essas coisas e, com minha família, tentar ficar próximo a você junto aos milhões e milhões de outras pessoas e famílias que estarão tentando fazer o mesmo.

Gianna, muito obrigado por sua admirável coragem. Obrigado por não se calar e por seu exemplo inspirador.

Tudo de bom (você merece) de seu mais novo e maior fã brasileiro!

[ATUALIZAÇÃO em 10/9/2015] — Se alguém ainda tinha dúvidas de que o aborto é uma violação ao mandamento “Não matarás” (Êxodo 20:13), deve ler esta entrevista (em inglês) de Zachary King, ex-praticante do satanismo, na qual conta ter feito rituais satânicos em clínicas de aborto. Palavras dele (dentre muitas outras bem chocantes):

“Não sei se eu me sentiria bem matando um bebê fora do útero da mãe, mas saber que eu poderia [legalmente] matar tantos quantos eu quisesse se ainda estivessem no útero… No satanismo, matar alguma coisa ou a morte de alguma coisa é a melhor maneira de concluir seu feitiço. Para obter a aprovação de Satanás para que lhe dê algo que você quer, matar é a melhor forma de conseguir. Matar alguma coisa é a melhor maneira de fazer uma oferenda a Satanás, e se você puder matar alguém que ainda não nasceu, essa é maior das metas”.

Que cada um julgue por si.

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Vamos combater os boatos na Internet

boato
Como membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, professo crença em um livro de escrituras sagradas chamado Doutrina & Convênios (além da Bíblia e do Livro de Mórmon).

Um dos versículos desse livro ensina: “A glória de Deus é inteligência ou, em outras palavras, luz e verdade” (D&C 93:36).

É justamente em nome da inteligência e da verdade constituintes da glória de nosso Pai que desejo neste artigo prestar uma pequena contribuição contra a disseminação de boatos e a ingenuidade de quem acredita neles.

Recebi recentemente por e-mail um texto atribuído a um certo Antônio Carlos Silva Ferreira cuja autenticidade não consegui confirmar, mas que contém conselhos que considero valorosos no sentido de esclarecer os desavisados quanto à necessidade de não acreditar em boatos — e, principalmente, não repassá-los. Por isso, reproduzo-o abaixo na esperança de que seja lido pelo maior número possível de pessoas e que, ele sim, seja repassado.

Vamos a ele.


Alguma vez você recebeu um e-mail dizendo que a Ericsson estava dando um celular ou laptop para quem reenviasse o e-mail para todos os amigos com cópia para anna.swelund@ericsson.com? Já recebeu um e-mail dizendo que, se for vítima de sequestro relâmpago, você deve digitar sua senha ao contrário no caixa eletrônico porque esse procedimento aciona a polícia? Recebeu algum e-mail que falava que uma vacina contra determinada doença havia sido testada e aprovada por um renomado hospital americano?

Se sim, e se você apenas leu o e-mail, nenhum problema. O problema é quando você acredita nesses boatos e os passa adiante.

Quais os riscos de acreditar e divulgar boatos e correntes que circulam pela Internet?

  1. Disseminar virus;
  2. Colaborar, ainda que involuntariamente, com pessoas mal intencionadas que coletam endereços de e-mail válidos para depois enviar spam e tentativas de golpe;
  3. Divulgar procedimentos errados que podem até colocar em risco a saúde, a integridade e a vida de pessoas ingênuas que adotam tais procedimentos.

Como se precaver e evitar a disseminação de boatos pela Internet?

Antes de repassar qualquer mensagem que pareça importante, bombástica, urgente, etc.:

  1. Desconfie de notícias inéditas que só circulam por e-mail e não aparecem em nenhum jornal ou grande site de notícias idôneo;
  2. Consulte o site das empresas citadas no texto. Boa parte delas divulga desmentidos quando são mencionadas em boatos. Na maioria das vezes, a simples ausência de menção ao assunto de que trata o texto indica tratar-se de boato;
  3. Consulte os sites www.quatrocantos.com.br e www.e-farsas.com.br. Você vai se espantar com a quantidade de boatos desmascarados que você sempre acreditou serem verdadeiros;
  4. Dispenda alguns minutos para confirmar se a notícia é verdadeira antes de passá-la adiante. Lembre-se: você é um formador de opinião e corre o risco de prejudicar terceiros apenas por repassar boatos criados por pessoas inescrupulosas.
  5. Parafraseando uma placa de trânsito comum nas estradas que diz “Na dúvida, não utrapasse”: NA DÚVIDA, NÃO REPASSE.

 

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Thomas S. Monson presenteia Barack Obama com a história de sua família


Da esq. p/ dir.: Sen. Harry Reid, funcionário da Casa Branca, Pres. Thomas S. Monson, Pres. Barack Obama, Élder Dallin H. Oaks

WASHINGTON, DC, 20 de julho de 2009 —- A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias presenteou, no último dia 20 de julho, o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, com cinco volumes encadernados que contam em detalhe a história de sua família em muitas gerações cobrindo centenas de anos. A apresentação foi feita por Thomas S. Monson, Presidente da Igreja, e pelo Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos. Foram acompanhados pelo Líder da Maioria do Senado americano, Harry Reid, do Estado de Nevada, que também é membro da Igreja.

O Presidente Monson disse: “A herança do Presidente Obama é repleta de exemplos de líderança, sacrifício e serviço. Ficamos contentes em pesquisar sua história de família e sentimos honrados em presenteá-lo com ela hoje”. Elder Oaks, que supervisiona o programa História da Família da Igreja, disse: “A Igreja tem ótimos recursos e experiência em genealogia e estamos orgulhosos por termos pesquisado uma história de família tão singular e impressionante”.

“Agradeço ao Presidente Monson e ao Élder Oaks por compartilharem nossa tradição religiosa de pesquisa genealógica com o Presidente e sua família”, disse o Senador Harry Reid. “Também estou contente que o Presidente Obama e o Élder Oaks tiveram a oportunidade de conversar sobre sua mútua paixão pela lei. Reconhecendo que o Presidente e a primeira-dama têm grande consideração pela família, sinto-me honrado que a Igreja de Jesus Cristo possa colaborar de alguma maneira na documentação da história de sua família”.

A Igreja presenteou com suas histórias pessoais outros presidentes americanos, incluindo George W. Bush e Bill Clinton.

Declaração do Presidente Obama após encontro com o Líder da Maioria do Senado, Harry Reid, e líderes da Igreja SUD:

O Presidente emitiu a seguinte declaração após reunir-se com o Líder da Maioria do Senado, Harry Reid, e Líderes da Igreja SUD na Casa Branca hoje:

“Gostei muito de meu encontro com o Presidente Monson e o Elder Oaks. Estou grato pelos registros genealógicos que trouxeram consigo e aguardo ansiosamente para ler o material com minhas filhas. É algo que nossa família apreciará por muitos anos”.

Veja a declaração oficial da Casa Branca.

Veja também a notícia da assessoria de imprensa da Igreja.

Com informações do departamento de assuntos públicos da Igreja no Brasil

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
www.lds.org
www.maosqueajudam.org.br
www.saladeimprensa-sud.org.br

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Igreja comenta decisão da Suprema Corte da Califórnia sobre a Proposição 8

SALT LAKE CITY, 26 de maio de 2009 — A decisão de hoje da Suprema Corte da Califórnia é bem vinda. O problema resolvido pela corte era se os cidadãos da Califórnia expressaram de forma válida seu direito de apoiar sua própria constituição para definir o casamento como sendo entre um homem e uma mulher. A corte reafirmou categoricamente a ação deles.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias reconhece os sentimentos profundamente defendidos por ambos os lados, mas afirma enfaticamente sua crença de que o casamento deve ser entre homem e mulher. A sólida instituição do casamento entre homem e mulher tem profundas implicações em nossa sociedade. Tais implicações vão desde o que é ensinado a nossas crianças nas escolas às liberdades individuais e coletivas de expressão e prática religiosa.

De acordo com isso, a Igreja mantém-se firme no que crê ser o melhor para a saúde e o bem estar da sociedade como um todo. Ao fazê-lo, novamente reafirma que todos somos filhos de Deus e merecemos ser tratados com respeito. A Igreja crê que o debate sério sobre tais problemas não é ajudado quando elementos extremos dos lados do debate demonizam um ao outro.

Original em inglês neste artigo da Sala de Imprensa da Igreja.

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A razão da esperança que há em mim

Atualizado em 4/12/2015

Ocasionalmente recebo contatos de visitantes de meu blog trazendo-me elogios, dúvidas e críticas. Estas geralmente não são contra o blog ou contra mim, e sim contra a Igreja.

Há algum tempo venho me correspondendo por e-mail com uma pessoa que se identifica apenas pelo pseudônimo de “Árabe Quarentão”. Desde quando me procurou pela primeira vez, vem trazendo dúvidas sobre a Igreja e muitos tópicos relacionados a ela. Tenho procurado responder todas as suas perguntas com o máximo de amor cristão e atenção possível.

No início ele foi muito cordial e polido, mas, em sua última mensagem, enviada esta noite, pareceu ter perdido a paciência comigo pelo fato de eu não concordar com seus raciocínios. Abordou novamente temas já discutidos em mensagens anteriores como se nenhuma resposta houvesse sido dada antes. Trouxe artigos críticos à Igreja pedindo para saber se era verdade o que diziam, como se estivesse me testando. Insiste que a Igreja errou em algumas coisas e que deve desculpas por isso. Tem procurado pelos em casca de ovo para criticar a Igreja e seus líderes e membros.

Em outras palavras, ele é do tipo que, na falta da fé, busca sinais para crer. De sua última mensagem destaco:

Não consigo raciocinar de maneira clara como uma pessoa inteligente e estudada como você, após eu mostrar tantas contradições (próprias contradições dos líderes em suas citações discursivas, por exemplo), pode seguir uma religião tão “confusa” e “contraditória” como a dos mórmons, como exemplo: não aceitar negros no sacerdócio até 1978, ter praticado a poligamia no passado, ter “segredos” nos Templos Mórmons, que muitos afirmam ter ele plagiados dos maçons (Joseph Smith foi um maçon), enfim, tantas contradições latentes que não consigo imaginar um ser normal e questionável como é o homem, ter coragem de seguir uma religião desse tipo. Desculpe minha sinceridade.

A questão polêmica do Livro de Mórmon, quais provas cabais ele tem? As moedas nefitas, as couraças, as espadas, as ossadas, etc? Não teria sido uma “novela” escrita por uma mente fértil como a de Smith?

A Bíblia possui até hoje os locais citados, isso é um fato incontestável. E os locais citados no livro de mórmon? Onde se encontram?

(…)

No meu entender só falta o pedido de “desculpas” público pelo erro do passado em ter negado aos negros o sacerdócio mórmon, aí sim estaria perto do termo “cristão” ensinado por Jesus no Novo testamento. Um ato de humildade e resignação.

Tudo isso é chover no molhado. Todas essas dúvidas já foram exaustivamente respondidas por eruditos e líderes da Igreja e estão à disposição de quem quiser encontrá-las. Mas parece assombroso que, na busca por informações sobre a Igreja, algumas pessoas só encontram as críticas e nunca as respostas verdadeiras.

Jamais me propus a responder críticas e não abri exceção desta vez. Crítica é sintoma de ceticismo, que se combate com testemunho. Por isso, minha resposta concentrou-se apenas num único ponto de sua mensagem: como posso permanecer membro da Igreja apesar das “contradições” encontradas por ele. Eis o que respondi:

Amigo,

Por favor, preste atenção no que digo abaixo como nunca em sua vida prestou atenção em algo.

O cerne de seu problema em entender essas coisas reside exatamente nisto: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Atente bem para isto: elas se discernem ESPIRITUALMENTE. Consegue compreender o que isso significa?

Você poderá passar a vida inteira procurando provas materiais, lógicas e racionais da veracidade do Livro de Mórmon e não as encontrará nunca. Da mesma forma, também não encontrará de muitas coisas contidas na Bíblia: Jardim do Éden (onde foi?), Adão e Eva (existiram mesmo?), dilúvio (como pode não haver vestígio algum dele?) e o principal de tudo: a ressurreição de Cristo (como pode alguém passar três dias morto e voltar à vida?).

Eu já lhe disse numa mensagem anterior e torno a repetir: é tão incoerente pedir provas dessas coisas quanto é pedir do Livro de Mórmon. Se você aceita os relatos bíblicos sem pedir que sejam materialmente provados, tem que aceitar o Livro de Mórmon também, sob pena de estar sendo incoerente: por que não pedir de um e pedir do outro? Ou pede de ambos ou não pede de nenhum. Um peso, uma medida.

Felizmente, Deus nos proveu um meio de saber toda a verdade pelo poder do Espírito Santo sem necessidade dessa tolice de ficar procurando provas materiais de fatos espirituais. Afirmo-lhe que Deus fez as coisas de modo a manter essas provas materias ocultas do homem justamente para que as procure pela fé. Deus quer que desenvolvamos fé. Se temos provas materiais, para que precisamos da fé?

Portanto, se você quer provas materiais da veracidade do Livro de Mórmon e de muitas coisas ditas na Bíblia, passará a vida toda procurando e nunca as encontrará, pois ELAS NÃO SÃO PARA SEREM ENCONTRADAS. Não é intenção de Deus que o sejam. Entende isso? Ele não quer que acreditemos nessas coisas por podermos ver e tocar em provas materiais delas, pois assim não precisaríamos ter fé. E a fé é importante porque as maiores e melhores recompensas que Ele tem para nos dar nesta vida e na próxima só são alcançadas por meio da fé. Como Ele é o principal interessado em nos conceder tais recompensas, jamais fará nada que nos impeça de recebê-las — e isso inclui dar provas materiais que dispensem a necessidade de desenvolver fé. Na verdade, a coisa funciona exatamente ao contrário: primeiro vem a fé, depois vêm as provas. Não devemos buscar sinais para satisfazer nossa curiosidade nem para apoiar nossa fé. Ao contrário, o Senhor dará sinais aos que crerem quando julgar conveniente (ver D&C 58:64). A mesma fé que lhe permite saber que Ele existe é a que lhe permitirá saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro, caso esteja sinceramente interessado.

Portanto, se, como você mesmo disse, não consegue compreender porquê alguém inteligente e estudado como eu aceita e segue o mormonismo, volte-se a 1 Coríntios 2:14: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

Mais uma vez: a chave da questão está em “elas se discernem ESPIRITUALMENTE“.

Aceito e sigo o mormonismo exatamente por causa disso: porque sei que Deus tem boca e fala e tive fé suficiente para buscar com Ele uma resposta. Aceito e sigo o mormonismo porque Ele testificou a mim que esta é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face de toda a Terra — não apenas mais uma igreja que PRETENDE ser de Cristo, mas a única que Ele aceita como Sua, pois não foi edificada pelas mãos de homens, mas pelas Dele EM PESSOA, visitando o jovem Joseph Smith e iniciando por meio Dele a restauração do Evangelho e da Igreja que há muito havia se perdido no mundo.

Não dou a mínima para o que diz Wikipédia ou seja lá qual for o site. Não estou nem aí para os críticos e opositores. E isso por um motivo muito simples: o fato de Deus ter falado comigo (e crítico nenhum JAMAIS poderá dizer que não falou) dizendo o que me disse é PROVA mais que suficiente de que estou no lugar certo. As críticas que você citou são palavras de homens, são o racional de homens e, não raro, a deturpação, distorção e calúnia de homens. Quão espiritualmente miserável seria eu se necessitasse dos homens para provar-me a verdade de Deus! Pra quê intermediários se posso recorrer diretamente a Ele, sem interferências nem distorções?

Ou seja, se Deus em pessoa me disse que a Igreja é verdadeira, a única explicação lógica para o que os homens dizem é que só podem estar errados. Ou será que Deus estaria errado e os homens certos?

Eis aí meu racional para permanecer onde estou já há 25 anos: ou Deus está certo ou os homens estão. Ambos não podem estar certos ao mesmo tempo. Se Deus é perfeito e não pode errar, então, pela lógica, quem está errado é o homem que diz o contrário do que Ele diz.

Eis porque não dou a mínima para o que dizem os críticos. Existe uma explicação racional para todos os questionamentos levantados por eles, mas não tenho a mínima necessidade de buscar essas explicações pelos motivos que já expus.

A propósito, você insiste em bater na tecla de que a Igreja deve desculpas por coisas que você acha nebulosas na história da Igreja. Já comentei esse tópico antes dizendo que a Igreja não deve desculpas por nada, pois sustentamos que tudo que foi feito o foi por ordem de Deus e, quando fazemos o que Ele manda, estamos sempre certos, não importa o que os homens pensem.

Para encerrar, quero dizer apenas uma coisa: quer saber se a Igreja, o Livro de Mórmon e tudo mais são verdadeiros e vêm de Deus? Então pare de procurar provas materiais e abra-se para o que o Espírito Santo tem a dizer. É Dele que as respostas vêm. Enquanto você não o fizer, vai continuar batendo cabeça atrás de provas que nunca encontrará. Então a vida terá passado e você terá perdido a oportunidade de experimentar a maior alegria que poderia ter tido nesta vida, que é a mesma de que desfruto.

Por fim, peço-lhe encarecidamente que leia este discurso, que foi proferido para pessoas que têm as mesmas dúvidas que você.

É isso. Espero ter cumprido bem o conselho do apóstolo Pedro:

“…estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).

Você acha que cumpri bem esse conselho? Comente!

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Assembleia Legislativa de SP homenageia A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

Na manhã de ontem, 18 de maio, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em sessão solene, prestou homenagem para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devido a seu trabalho em defesa das famílias e pelos serviços humanitários e comunitários prestados pelo Programa Mãos que Ajudam.

A sessão foi presidida pelo deputado estadual Chico Sardelli e contou com a presença de vários líderes públicos e eclesiásticos. Entre eles destacaram-se Stanley Ellis, membro da Presidência da Área Brasil que representou a liderança da Igreja; o professor e vereador Marcos Cintra, atual Secretário Municipal do Trabalho do Município de São Paulo, e vereadores de cidades vizinhas, deputados estaduais e assessores parlamentares, setentas de área e presidentes de estaca.

A cerimônia foi aberta com a banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo tocando o Hino Nacional. Na sequência, alguns parlamentares presentes fizeram uso da palavra. Entre eles, o secretário municipal Marcos Cintra, que lembrou: “Não sou membro da Igreja, mas tenho admiração e respeito por ela há cerca de 15 anos. Tenho amigos que são membros. São admiravéis. Um em especial, Élder James E. Faust, que serviu como apóstolo e deixou sua marca no Brasil”. Vale lembrar que em 1996, quando vereador da cidade de São Paulo, Marcos Cintra trabalhou junto à Câmara de Veradores para que Élder Faust recebesse o título de cidadão paulistano. Marcos Cintra ainda afirmou: “Eles seguem os princípios e amor de Cristo em ações. Vivem sua religião”.

Durante a sessão, Maria José Ribes, Diretora do Conselho Multiestacas de Assuntos Públicos de São Paulo, relatou e mostrou vídeos das ações do Programa Mãos que Ajudam. Após suas palavras, um coral de 80 missionários do Centro de Treinamento Missionário fizeram uma apresentação musical tocante. Sentir o espírito da força missionária fez muitas pessoas ficarem emocionadas. Na plateia, muitos membros choraram. O presidente da Estaca São Paulo Parque Pinheiros, presidente Afrodízio Nascimento, assistiu a solenidade e expressou seus sentimentos em poucas palavras: “Fiquei tão emocionado. Senti um espírito muito forte. Foi incrível”.

Na parte final da reunião, o Élder Stanley Ellis, 2º conselheiro na Presidência da Área Brasil, dirigiu a palavra. Élder Ellis agradeceu em nome de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias a homenagem. Lembrou a força da Igreja de Jesus Cristo no Estado de São Paulo. “Nesta região foi organizada a primeira estaca e construído o primeiro templo da Igreja em terras latinoamericanas. Hoje, no Brasil, são mais de 1 milhão e 100 mil membros, dos quais 300 mil neste estado”. O Élder Ellis também ressaltou o trabalho desenvolvido em favor das famílias, enfatizou a crença em Jesus Cristo, o Salvador, e testificou sobre a veracidade da Igreja. Emocionado, compartilhou seu amor pelo Brasil e seu povo.

Após suas palavras, recebeu das mãos do Deputado Estadual Chico Sardelli placa em homenagem à Igreja de Jesus Cristo. Sua esposa, representando as irmãs da Igreja, recebeu flores. Já o Élder Fernando Araújo, setenta de área que os acompanhava, recebeu uma placa em homenagem ao Programa Mãos que Ajudam.

Perto do final, outro momento marcante deu-se quando a cantora Suellen Yamaguchi apresentou a música “Suas Mãos” enquanto imagens da vida e ministério do Salvador Jesus Cristo eram projetadas no telão.

Para encerrar a sessão solene, o deputado Chico Sardelli enfatizou o papel da Igreja na sociedade: “O que vimos aqui hoje retrata uma parte desse trabalho grandioso. Confesso que estou feliz. Sou temente a Deus e quero fazer o meu melhor. Hoje aprendi muito sobre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”. Depois, virou seu olhar para o Élder Ellis e afirmou: “Élder Ellis, muito obrigado. Em nome desta casa de leis eu agradeço a Igreja de Jesus Cristo por esses serviços prestados”.

No final, informou ainda que protocolou na Assembleia projeto de lei que instituirá o dia 23 de setembro no Estado de São Paulo como “Dia da Proclamação ao Mundo: A Família”. Como agradecimento, Elder Ellis entregou ao deputado Sardelli literatura sobre a Igreja, um CD do Coro do Tabernáculo e o quadro “Proclamação ao Mundo: A Família”. O secretário municipal Marcos Cintra recebeu o mesmo material das mãos do Élder Araújo. E cada parlamentar recebeu um kit com a Proclamação ao Mundo, O Cristo Vivo e Regras de Fé.

No hall monumental da Assembleia foi exposto material sobre a Igreja de Jesus Cristo. Missionários da Missão Brasil São Paulo Sul e voluntários do programa Mãos que Ajudam, que vestiam o colete alusivo ao programa, receberam os visitantes nessas exposições. Na saída, os convidados caminharam por esse espaço.

Houve cobertura da imprensa oficial do estado. Antes da cerimônia, Élder Stanley Ellis concedeu entrevista para a TV Assembleia.

Leia também matéria publicada no site oficial da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Com informações do departamento de assuntos públicos da Igreja.

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A alegria de ser membro da Igreja (parte III)

Nesta mesma hora, há exatos sete dias, encerrava-se mais uma Conferência Geral da Igreja, a 179a desde que a Igreja foi organizada, em 1830.

Depois que disse o amém da última oração da sessão, surpreendi-me ao notar estar possuído por um suave e profundo sentimento de alegria, satisfação e gratidão. Não foi algo que aconteceu porque assim o desejei — tanto que, como eu disse, fui pego de surpresa por ele. Foi algo que brotou espontaneamente dentro de mim e me possuiu de tal forma que causou uma forte impressão que perdurou por vários dias.

Já tive esse sentimento outras vezes, por isso conheço bem sua origem. Ele veio do Espírito do Senhor, como se fosse uma recompensa por meu empenho em manter-me digno Dele e por meu esforço em participar das sessões da conferência da melhor forma possível. A palavra que melhor define o que eu tinha a dizer naqueles momentos é gratidão.

Hoje, 12/4, foi o domingo de jejum e testemunhos em minha Estaca. Fiz questão de subir ao púlpito de minha ala para prestar testemunho dessa experiência. Acrescentei que, por ser domingo de páscoa, celebramos a ressurreição de Cristo, da qual tudo que sei é o que consta nas Escrituras. Não sei mais que isso porque eu não estava lá para ver quando Ele foi crucificado, sepultado e ressuscitado, mas sei que tais fatos são tão verdadeiros quanto sei que estou vivo. E sei não porque eu tenha um mero desejo de acreditar, pois isso não seria suficiente. Sei porque o mesmo Espírito que, uma semana antes, deu-me aquele doce sentimento de alegria e gratidão por ser membro da Igreja, dá-me também a confirmação de que Jesus ressuscitou, que vive hoje, que é nosso Salvador e é o cabeça desta Igreja — a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo na face da terra.

Sou muito feliz por saber disso. Sinto alegria e paz. Sinto confiança no futuro. Sei que a mortalidade não é uma experiência vã e tem um propósito eterno bem definido e glorioso. Não há, sobre a face da Terra, ninguém mais feliz e grato que eu por saber dessas coisas.

Se você quiser sentir uma amostra de como me sinto, assista o vídeo abaixo. Ele mostra o Coro do Tabernáculo Mórmon cantando o hino Vinde, Ó Santos num magistral arranjo de Mack Wilberg. Ao final, preste atenção na emoção que estará sentindo e multiplique-a por dez. Então saberá como me sinto.

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‘Big love’? Grande coisa!

Sim, os mórmons são alvo, mas não vamos nos preocupar muito com isso

 

Por ORSON SCOTT CARD

Como consequência da Proposição 8 está aberta a temporada de caça aos mórmons. Os produtores da série Big Love da HBO estão na melhor posição para dar um grande tabefe na cara dos mórmons (A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias).

A série joga o foco sobre membros de uma das facções dissidentes que deixaram a igreja mórmon por causa da questão da poligamia. Para entender o que isso significa para os mórmons, vale falar um pouco de história.

Quando o profeta mórmon Wilford Woodruff declarou em 1890 que era da vontade de Deus que os Santos dos Últimos Dias não mais tivessem múltiplas esposas, alguns mórmons prenderam-se ao “Princípio do Casamento Plural” e rejeitaram a autoridade do presidente da Igreja. O episódio foi parecido com o ocorrido quando os protestantes declararam que não mais seguiriam o papa. As seitas poligâmicas estão hoje para os mórmons como os batistas estão para os católicos.

A maneira mais rápida de ser excomungado da igreja mórmon é defendendo o casamento plural.

Mas as seitas poligâmicas ainda promovem a maior parte de seu recrutamento dentre os mórmons, havendo uma luta constante entre a Igreja e os polígamos.

Muitos desses polígamos ainda crêem que é nos templos mórmons que seus casamentos precisam ser solenizados. O templo é um ponto focal na religião deles — mas, se admitirem serem polígamos, não podem entrar.

Por isso, faz sentido do ponto de vista artístico que os episódios de Big Love concentrem-se no esforço deles de entrar no templo. Os episódios refletem a preocupação real de alguns polígamos e é acurado em mostrar a igreja oficial fazendo tudo que pode para mantê-los de fora.

Não se pode entrar nos templos depois que são dedicados, a menos que você seja um membro da Igreja que guarde os mandamentos — e os polígamos flagrantemente não o fazem.

O que o Big Love está fazendo não é nenhuma novidade. Grupos antimórmons têm tentado descrever, pintar ou mostrar versões das cerimônias do templo por muitos anos. Quem quiser saber o que acontece nos templos pode descobrir sem muito esforço. Então por que os mórmons estão zangados com a investida do Big Love na exposição antimórmon?

É ofensivo quando crentes de uma religião expõem os ritos sagrados de outra ao ridículo público. Por isso estamos ofendidos — mas não surpresos.

Os mórmons sempre foram a exceção da política americana de tolerância religiosa. Por toda nossa história na América os mórmons têm sido oprimidos pelo governo, mortos ou expulsos pelas turbas, caluniados e difamados — sempre pelos próprios compatriotas americanos que professam crer na tolerância religiosa.

Portanto, embora não gostemos do que Big Love está fazendo, não estamos fazendo muito a respeito. Aprendemos por observação que protestos e boicotes só aumentam a publicidade e, portanto, a audiência, de tais produções hostis, como o episódio que mostrou o templo no Big Love.

Por isso, o conselho oficial da Igreja para seus membros é: ignorem-no (sabia mais aqui).

Minha resposta favorita veio de Terrance D. Olson, professor da Brigham Young University que faz pesquisas em estudos familiares. Seu ensaio publicado no Meridian Magazine é uma adorável explanação de como a tolerância funciona e como ela eleva a todos. Aqueles que se recusam a respeitar coisas sagradas de outros, diz ele, ferem a si mesmos mais que tudo.

Meu próprio ensaio no MormonTimes.com, publicado pelo Deseret News, de propriedade da Igreja, urge enfaticamente meus irmãos mórmons a não escreverem cartas raivosas, pois a ira nunca persuade ninguém e expressá-la não é uma atitude cristã.

Muitos mórmons estão vendo o episódio do templo de Big Love no contexto da efusão de manifestações de ódio e amargura dos que se opuseram à Proposição 8 mais veementemente. Os mórmons têm sido alvos de boicotes comerciais. Alguns perderam seus empregos porque contribuíram para a campanha que defendeu o casamento.

O resultado é que alguns de nós desejaram agir como os piores de nossos oponentes. Depois que um boicotou o negócio de um amigo, tornou-se um pouco mais difícil não querer convocar um boicote.

Geralmente, embora preferíssemos que todos lidassem pacificamente com as diferenças de opinião, preferimos ser os perseguidos do que os perseguidores. As poucas vezes em nossa história em que tomamos essa iniciativa, os resultados nos envergonharam por gerações. Tolerância funciona melhor.

O que os mórmons mais guardam na memória é isto: somos uma Igreja mundial. Podemos estar percorrendo um caminho acidentado nos EUA neste momento, (…) mas isso não tem nada a ver com a maneira como a Igreja está crescendo no México, Brasil, Nigéria ou Taiwan.

O Big Love é só um entretenimento. Nada do que façam vai diminuir o caráter sagrado do que acontece dentro de nossos templos.

Nosso trabalho primordial é ajudar as pessoas que entram e saem da Igreja a viver uma vida mais como a de Cristo. Às vezes, quando uma profunda questão moral está envolvida, nos envolvemos em ação política. Mas, quando o fazemos, esperamos que outros não gostem disso e levamos algumas pancadas.

Quanto mais nos atacam, mais pessoas nos trazem como aliados e, ocasionalmente, como conversos à nossa fé. Portanto animem-se, irmãos e irmãs!

Orson Scott Card é escritor e crítico. Artigo traduzido e publicado com permissão do autor. Original em inglês aqui.

Artigos relacionados:

[ATUALIZADO em 1 de novembro de 2010] — a HBO, produtora do seriado Big Love, anunciou o fim da série. Mais detalhes aqul.

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Igreja responde à intenção de descrever cerimônias do templo no seriado ‘Big Love’

Dos editores do Meridian Magazine: os produtores da série “Big Love”, do canal de TV a cabo HBO, exibirão um episódio no próximo domingo, 15 de março, que pretende ser uma descrição das cerimônias de um templo SUD. O produtor executivo Mark Olsen diz que contratou um ex-mórmon para “ajudar recriar o cenário e o figurino até nos mínimos detalhes”. No entanto, no início da produção da série, os executivos do “Big Love” garantiram à Igreja que nunca, jamais descreveriam nossas cerimônias sagradas em seus episódios. Dustin Black, roteirista-chefe da atual temporada, que recentemente recebeu um Oscar por MILK, foi criado como mórmon, portanto está familiarizado com nossa cultura.

Um diretor de relações públicas notou que “Big Love” não é um seriado de grande sucesso e está programado para ser encerrado neste ano. Não queremos chamar a atenção para ele nem dignificá-lo com nossa resposta e atenção. No entanto, membros da Igreja têm alertado uns aos outros via e-mail sobre o programa e têm estado compreensivelmente preocupados com a perspectiva de ver coisas sagradas reveladas.

Certamente que uma das principais características de uma sociedade civilizada é a garantia que damos uns aos outros de reverenciar coisas sagradas alheias. Se um grupo ou indivíduos assumem algo como sagrado, uma sociedade avançada e compassiva lhes concede esse privilégio e procura não profaná-lo. (…) A HBO violou esse conceito crítico e a Igreja SUD com sua inadequada descrição [de nossas coisas sagradas]. Se você optar por escrever uma mensagem à HBO, certifique-se de ser digno e razoável e observe o conselho da Igreja dado abaixo.

Tal como outros grandes grupos religiosos, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias às vezes encontra-se na situação de receber muita atenção de Hollywood ou da Broadway, de séries de TV ou de livros e de veículos da mídia. Algumas vezes, descrições feitas da Igreja e de seus membros são bem precisas. Em outras, as imagens são falsas ou baseadas em estereótipos. Ocasionalmente, são de um espantoso mau gosto.

Como católicos, judeus e muçulmanos já sabem há séculos, tal atenção é inevitável quando a instituição ou grupo religioso atinge tamanho ou proeminência suficiente para chamar a atenção. Mesmo assim, os Santos dos Últimos Dias — às vezes conhecidos como mórmons — se perguntam se e como devem responder quando notícias ou a mídia de entretenimento banaliza ou deturpa crenças ou práticas sagradas de maneira insensível.

Os membros da Igreja podem estar para enfrentar essa questão mais uma vez. Antes que a série Big Love da HBO entrasse no ar, há mais de dois anos, os criadores do programa e executivos da HBO garantiram à Igreja que a série não seria sobre os mórmons. No entanto, referências ao Big Love encontradas na Internet indicam que mais e mais temas mórmons estão sendo inseridos no programa e que os personagens geralmente são figuras antipáticas retratadas como metidas a santa e fanáticas. E, de acordo com o TV Guide, agora parece que os roteiristas do programa estão para mostrar o que entendem ser as cerimônias sagradas do templo.

Certamente que os membros da Igreja sentem-se ofendidos quando suas práticas mais sagradas são deturpadas ou apresentadas fora de contexto. Na semana passada, alguns membros da Igreja começaram uma campanha por e-mail convocando assinantes do [provedor de acesso à Internet e de conteúdo online] AOL — o qual, tal como a HBO, é de propriedade do grupo Time Warner — a cancelar suas assinaturas. Certamente que tal boicote por centenas de milhares de membros da Igreja que dominam a informática poderia causar um impacto financeiro na empresa. Enquanto indivíduos, os membros da Igreja têm o direito de tomar tais atitudes, se quiserem.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, como instituição, não incentiva boicotes. Tal atitude simplesmente geraria o tipo de controvérsia que a mídia adora e, no fim, resultaria em mais audiência para a série. Como disseram recentemente os élderes M. Russel Ballard e Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, os Santos dos Últimos Dias na arena pública devem conduzir-se com dignidade e consideração.

Não apenas esse é o modelo ensinado e demonstrado por Jesus Cristo em Sua própria vida como também reflete a realidade da força e maturidade dos membros da Igreja de hoje. Como disse alguém recentemente, “Não estamos mais em 1830 e não somos mais apenas seis”. Em outras palavras, com 13,5 milhões de membros em todo o mundo, não há necessidade de se sentir na defensiva quando a Igreja se move à frente tão rapidamente. A força da Igreja está em seus membros fiéis em mais de 170 países e não há evidência de que deturpações extremas na mídia que tem apelo a apenas uma pequena audiência tenha qualquer efeito negativo a longo prazo sobre a Igreja.

Exemplos:

  • Durante a campanha de Mitt Romney à presidência dos Estados Unidos, o comentarista Lawrence O’Donnell fez comentários abusivos contra a Igreja em um momento na TV que se tornou conhecido dentre muitos membros da Igreja como o “desvario de O’Donnel”. Hoje, suas afirmações são lembradas apenas como um testamento à intolerância e ignorância. Eles não tiveram qualquer efeito mensurável sobre a Igreja.
  • Quando os roteiristas do humorístico South Park produziram um retrato grosseiro da história da Igreja, alguns membros sem dúvida sentiram-se desconfortáveis. Mas, novamente, isso não causou qualquer dano perceptível ou durável sobre a Igreja, que cresce à taxa de pelo menos um quarto de milhão de novos membros a cada ano.
  • Quando uma produtora independente de filmes produziu uma versão grosseiramente distorcida do Massacre de Mountain Meadows, há dois anos, a Igreja o ignorou. Talvez como resultado parcial da recusa em entrar na controvérsia pretendida pelos produtores, o filme foi um fracasso e deu prejuízo de milhões.
  • Em meses recentes, alguns ativistas gays atraíram grande atenção da mídia com acusações de atitudes de “ódio” dos membros da Igreja que apoiaram a Proposição 8 na Califórnia, que manteve a definição tradicional de casamento. Eles até organizaram uma marcha de protesto em torno do Templo de Salt Lake. Novamente, a Igreja recusou-se a entrar em polêmica sendo atraída em uma batalha mórmons x gays e simplesmente afirmou sua posição em tom respeitoso e razoável. Enquanto isso, o trabalho missionário e os membros da Igreja na Califórnia permanecem tão robustos e vibrantes como nunca e o apoio à Igreja veio de muitas partes inesperadas — inclusive de alguns ex-críticos e de outras igrejas.

Agora vêm aí outros episódios de Big Love e, apesar das garantias anteriores da HBO, ela novamente obscurece a distinção entre A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e os personagens não-mórmons de ficção e suas práticas. Tais coisas dizem muito mais sobre a falta de sensibilidade de roteiristas, produtores e executivos de TV do que sobre os Santos dos Últimos Dias.

Se a Igreja permitisse que críticos e opositores escolhessem o terreno onde as batalhas são travadas, correria o risco de perder o foco na missão que tem sido bem sucedida em perseguir por quase 180 anos. Ao invés, a própria Igreja é quem vai determinar seu curso à medida que prossegue pregando o evangelho restaurado de Jesus Cristo pelo mundo.

(Este artigo foi preparado pela assessoria de imprensa de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em lds.org.)

Usado com permissão de Meridian Magazine. Copyright © 2009 Meridian Magazine. Todos os direitos reservados. Artigo original em inglês em www.ldsmag.com/churchupdate/090310respond.html


[ATUALIZADO em 11/3 às 9:40 h]

Os produtores do Big Love desculparam-se por qualquer eventual ofensa contra a Igreja por causa da exibição de rituais sagrados em um de seus episódios, mas deixaram claro que vão, sim, levar o controverso episódio ao ar conforme planejado, segundo este artigo do TVNZ.

De acordo com o TVNZ, o canal HBO publicou nota dizendo: “Obviamente, não era nossa intenção fazer nada desrespeitoso à Igreja, mas àqueles que poderão sentir-se ofendidos oferecemos nossas sinceras desculpas”.

O Meridian Magazine publicou comentário sobre as “desculpas” da HBO, dizendo: “Desculpas são inválidas quando não são seguidas pela intenção de corrigir o erro. [O que a HBO publicou] não são desculpas, mas uma jogada de relações públicas, um truque de entretenimento para roubar seu doce. Desculpando-se, tentam parecer bons e até sensíveis, mas, na verdade, não mostram nenhum pesar pela tentativa de roubar e expor algo sagrado, do contrário não manteriam os planos de levar o episódio ao ar”.


[ATUALIZADO em 1 de novembro de 2010]

A HBO, produtora do seriado Big Love, anunciou o fim da série. Mais detalhes aqul.

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